inquietos.
Sempre à espera, alerta, como se isso significasse poder ter algum controle. Uma mera quimera...
Vamos cumprindo tarefas, numa normalidade aparente, para que não se quebrem as rotinas. acordar, beber café, planificar, verificar, relembrar, sair de casa, regressar.
Por dentro, um alarme surdo, permanente, a relembrar que não, a normalidade não existe, que o imprevisto está à espreita, que não controlamos nada. Limitamo-nos a seguir.
Há uma espécie de indigestão, congestão de sentimentos. Queremos respirar e o ar não desce, eles ali, todos em nó a bloquear a passagem.
E para este mal não há química que ajude, a ciência não consegue ser mais forte que o coração.
(post SAPO Setembro 2023)
Longe da "exaltação" inicial da entrada na blogosfera, hoje, reduzo-me a um pequeno núcleo de blogues que me despertam interesse. Cada vez mais pequeno. Dispenso blogues sobre política, "noticiários" quase réplica dos restantes órgãos/meios de comunicação social. Não consulto os blogues de "colunáveis" da blogosfera pois por serem "de referência" despertam a minha veia "do contra" e, para além disso, vejo os seus autores noutros suportes a dizer as suas coisas, daí já não me apetecer ver o que dizem por esta via. Não tenho paciência para blogues quase só feitos de imagens, muito menos os que seguem à risca o mote "uma imagem vale mais que mil palavras". Para isso vou a sites de fotografia, que os há aos molhos, e escolho eu as fotos de que gosto. Cada vez menos me interessam as polémicas, os intensos debates sobre as opiniões/posições políticas e afins de uns quantos blogues opositores também tidos como "de referência...
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