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Mensagens

A mostrar mensagens de fevereiro, 2007

Ora aqui está

*... "Percebe-se assim que o nosso mundo tenha inventado, depois dos diaristas e dos cronistas, os bloguistas, democratizando o direito à palavra, à opinião ou à mera impressão e facilitando a idéia de que temos alguma coisa a dizer e que interessa a alguém ". uma bela de uma verdade sobre esta febre que nos leva a vir aqui marcar presença, deixar marcas de nós antes que exista " um delete acidental que nos limpe irremediavelmente a existência ". * Isabel Leal, in Notícias Magazine, 25 Fev. 2007

Weekend

também serve, para além de fazer ronha todo o dia, para aproveitar os bocadinhos em que não se faz ronha para pôr uma data de coisas no lugar. Uma delas é dizer que este blog , onde o sócio é colaborador, deve ser lido calmamente, a disfrutar de um bom café. Porque é dum magazine que se trata.

Por mais

que me esforce não consigo encontrar nenhum tema em comum para "cumbiber" com os meus vizinhos de mesa no café de Sábado...
* 100 mensagens para o Zeca. É a notícia que nos dá o blogue da Associação José Afonso neste ano em que, mais uma vez, assinalamos a sua falta. Lembrando-lhe a voz e as palavras, a força e a utopia. E acreditando que, como a Isabel Faria, não há nenhuma dúvida capaz de tapar um sonho. Nem ninguém.

Chegará o dia

em que eu hei-de, finalmente, convencer-me de que as coisas precisam de manutenção . Há que entender, neste contexto, a coisa em sentido lato, o que engloba desde carros a pessoas, passando por casas e aparelhos eléctricos de todo o tipo, tamanho e função para que foram criados. Quer isto dizer que, na minha perspectiva, os carros, por exemplo, foram feitos para enfiar gasosa no depósito e andar. E pronto. Deveríamos ficar-nos por esta função tão simples, ao invés de terem que inventar coisas tão absurdas quanto medir o óleo (isso serve para quê?) ou verificar regularmente as correias do motor (para que é que aquilo precisa de correias, anyway ?) ou ainda, cúmulo do inconcebível, certificarmo-nos de que a coisa tem água suficiente (mas os carros não andam a combustíveis fósseis? Ou a electricidade? Para que raio querem eles a água?) antes de começar a sair fumo branco do capô (nem sei se é assim que se escreve mas é aquela coisa que tapa os anteriormente referidos ... vocês percebem)...
Há imagens que falam por si. Outras, que só se fazem entender com música .

Quantas vezes

deixamos de dar conta da magia de um pedaço de céu que anoitece? Enredados nas teias de um quotidiano que consome com voracidade o que mais conta, o que de verdade importa nesta existência que levamos. Fugaz. Horários a cumprir, correrias, ansiedade, adrenalina. A fugir. Do relógio inadiável, do atraso inevitável, do julgamento implacável. E a manhã a caminhar devagar, alheia a nós, as folhas a vestirem-se de luz, o ar que aquece na exacta medida dos motores e turbinas que começam a trabalhar, das mil respirações da cidade que acordou toda ao mesmo tempo. E esse tempo, o nosso, a escoar ao ritmo dos gases poluentes que vão sugando o ar que respiramos, apressados. Enredados, agarrados, amarrados, stressados, produzimos e amamos e comemos e dormimos e existimos em ritmos acelerados e, nem damos conta, os pulmões cada vez mais apertados. Passa a música e o teatro, e sobe a pilha dos livros por ler e mais o que antes gostávamos de fazer e tanta esplanada por experimentar e tanta conversa p...
Os sintomas são básicos e reconhecem-se só com um simples olhar. Estão todos lá, o brilho nos olhos traduzido em reflexos de genialidade numa palavra ou frase. A terrível incerteza, será que , deixando escapar para uma qualquer afirmação o inevitável tremor nos dedos. A força para galgar montanhas, exclamada com euforia, a vontade de meiguices, num capítulo mais terno da história. São sempre os mesmos e repetem-se pelos séculos dos séculos. Sintomas de uma só causa. E são os melhores do mundo quando temos a sorte de ficar afectados por ele, esse vírus pandémico que se multiplica com a rapidez de um tornado e é tão devastador quanto o mais furioso dos incêndios de verão. Tornam-se gritantes, visíveis a olho nu, sem que seja preciso qualquer especialista para os diagnosticar. E nem é de estranhar, sequer. Afinal, hoje é 14 de Fevereiro e ninguém quer encontrar a cura para algo tão doce...
aqui Não requer links ou nomes porque sabes que este post não poderia ser para mais ninguém. Não requer parangonas porque sabemos que os afectos se medem com abraços e mãos dadas e um olhar que diz tudo. Este post é para ti e só é preciso que o saibamos os dois. Ouves-me o dilúvio de palavras como se fosses barragem, paredão de sólidas estruturas que não abanam, mesmo sob a mais violenta enxurrada. Solto os diques do entusiasmo, acelero o ritmo, falta-me o verbo, atabalhoada, na ânsia de te fazer chegar depressa as imagens criadas pelas sinapses do meu cérebro, para que vejas o mesmo quadro que eu, para que saibas o mesmo, sem tirar nem pôr, para que me acompanhes. E tu ouves-me e vais dizendo que sim, que vês, que bom, que percebes, que ainda bem, - mas percebes a sério?, - claro e que bom para ti , - ainda bem que achas, fico feliz . E sabe-me bem poder contar com essa força e a imensidão de paciência que é precisa para me aturar. Se não fosse por tantas outras infinitas coisas, bast...

Repugna-me

Transformarem ISTO Numa questão política.

Estou aqui

a passar pela tremenda dúvida, ainda sem conclusões palpáveis, em relação ao facto de ter ou não um template meio apaneleirado demais... Se calhar tenho que fazer outra vez umas mudançazitas.
Alertada pelo sócio , aterro neste post e sou obrigada a concordar com ele: merece ser emoldurado um texto que contém frases como "Gostava era de vê-los ( Igreja Católica e seu exército de beatas e eunucos* ) assim tão dinâmicos a mobilizar os crentes no combate à pobreza, a organizar marchas, a distribuir panfletos, e manifestarem-se com o mesmo vigor pela melhoria das condições básicas de vida nos bairros mais degradados. Nem que fosse também por coerência: a defesa dos pobrezinhos." * o bold é acrescento meu. Eu que, é sabido, votarei SIM convictamente, em defesa da dignidade e liberdade das mulheres portuguesas, não tenho sentido grande necessidade de escalpelizar por aqui os argumentos mais que estafados que vou lendo noutros blogues, uns do contra outros a favor. Aliás digo mais, penso que já nem se devia falar do assunto, fartos que estamos todos de saber porque é que os manifestantes do NÃO se esganiçam todos e até chegam ao ponto de, como ontem vimos na Comunicação...
Muito trabalho, muito projecto, muita pessoa, muitos passos, muita neura, mais algumas alegrias, muito pouco tempo...