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Mensagens

A mostrar mensagens de fevereiro, 2008

Ah...que no meu tempo era tão diferente

Ida com o adolescente (quase com 15 anos já lhe podemos chamar assim, não?) ao dentista. Actividade, como se sabe, por demais desprezada pela generalidade dos gaiatos com excepção da minha mais nova que, como tudo o que lhe fizeram até agora foi colocar selantes e oferecer material dentífrico grátis e mostrar filmes no ecran dos Rx e contar histórias, acha que poderia passar toda a sua vida na cadeira do dentista, também posso ir? e quando é que posso pôr aparelho, e posso lavar os dentes lá com aquela máquina e a pasta que sabe a morango? Chegados à recepção, desenrolaram-se os trâmites de preenchimento/actualização da papelada do costume para os quais eu, numa posição discreta de amordaçamento da mãe-galinha que há em mim, ia apenas fornecendo os cartões solicitados enquanto deixava ao rapaz a tarefa de responder às perguntas de cariz mais logístico como morada, nº de telefone que lhe eram colocadas pela jovem assistente. Quando esta, com ar maroto, lhe pergunta o estado civil, ...

O Chipre

traz para a União Europeia o primeiro Chefe de Estado comunista . Quer-me parecer que se vai ver...grego, sózinho no meio da reacção mas acredito que vai fazer a diferença. Quanto mais não seja pelas suas intervenções, quanto mais não seja porque vai defender valores que por aquelas bandas, ocupadas que estão com os euros a mais ou a menos para cada nação, andam em desuso: igualdade, liberdade, solidariedade.

Da Lei do outro*

*esse cabrão, f da p, panasca que à conta dele tou sempre a passar por merdas rocambolescas, dasse. Quando estou à pressa costuma verificar-se, invariavelmente, a preposição que faz título deste post. E quando chove, a coisa intensifica-se. Ou não fosse a dita da Lei do Outro influenciada por variáveis que passo aqui a descrever. Há dois dias que ando sem gasolina no depósito. É claro, como não podia deixar de ser, que a luz de reserva não funciona no meu bólide - mais a buzina e o motor do vidro da porta do pendura mas isso não vem agora a este caso, adiante - o que me leva a ter que fazer contas de cabeça tipo, bom se o ponteiro ontem de manhã ainda estava um cadinho antes do traço vermelho isso deve querer dizer que hoje ainda tenho gasolina para, pelo menos, mais um dia e tal. E, mais ou menos, este brilhante raciocínio lógico tem dado para desenrascar. Mas, como disse, já havia dois dias que o ponteiro atingira o traço fatídico e eu sempre com o coração no estômago, de cada vez qu...

Ainda sobre o post de baixo

ocorre-me agora que a PDI destes nossos tempos, ainda assim, é muito mais "chique" que aquela que sentiriam os nossos pais. Ou senão digam-me lá que pai ou mãe se sentiria plenamente integrado na mesma porque o seu filho mais velho acaba de estar uma semana em Paris, hum?* * agora que já cá o tenho de volta, de novo debaixo da minha asinha felpuda, quente e segura, já posso falar do assunto, uffff....

PDI

Não sei se é da chuva, se da humidade, que quando o tempo tá seco, se lhe dá na veneta, da mesma forma se manifesta. Dor nas cruzes acho que é mesmo é PDI...

Não nos combinámos*

Fotos: Pardal mas o tom da moda está lá ;-) * mais bonecos na posta respectiva ali em baixo. Sim, vaidosa e depois??

Ando nisto

há tanto tempo que quase me esqueço da pica que dava descobrir pela primeira vez os meandros desta dimensão paralela nas suas várias potencialidades. Hoje, ao ajudar uma amiga a criar o seu primeiro blogue, foi possível reviver um pouco esses dias. Há qualquer coisa de mágico em podermos ser alguém para além de quem já somos. É um pouco um segundo nascimento. Criar um blogue. Adoptar um template, colori-lo, acertar margens e corpos de texto, rabiscar as palavras de abertura. A escolha do nick, a nossa outra identidade que, com o tempo, acaba por se colar a nós até já termos dificuldade em distinguir qual delas constitui o nosso verdadeiro "eu". E, a partir daí, viver. Que é como quem diz, escrever. E interagir. O mesmo que fazemos na vida analógica, aqui facilitado pela ausência de rostos e olhos inquisidores e sorrisos ou caras sérias, expectantes. Convencemo-nos, de alguma forma, que por aqui vamos falando sozinhos. Apesar de sabermos que nos leem. Amigos e conhecidos e per...
Servir de anfitriã, numa visita guiada ao Secretário Geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa, é dos melhores remédios contra a gripe.

Pior, pior, pior

que uma gripe das antigas .... .... .... .... só mesmo uma gripe das antigas em conjunto com uma festa de aniversário de uma gajinha que acabou de entrar na idade dos dois dígitos (sic). Depois de amanhã logo se vê se sobrevivi...

2 centímetros

de largura, não mais, terá a puta da ranhura entre o elevador e a parede do respectivo poço. O suficiente para enfiarem lá para dentro, exactamente no ângulo de queda preciso da entrada no vazio escuro e misterioso*, nem um bocadinho mais ao lado direito ou, sequer, ao esquerdo, nááááááá , as chaves do carro. E o mais que fosse. *e o tempo que agora os gajos da Thissen-não-sei-quantas demoram a vir fazer a manutenção que ainda há pouco tempo se verificou uma, hein???

Tenho cá para mim

que devemos acarinhar os bons momentos que passámos, independentemente de - ou precisamente por - serem passado. Passámos significa isso mesmo, que a conjuntura astral e temporal que os envolveu já deixou de ser. Não existe mais, esfumou-se no imenso mistério que é o Universo. Mesmo que os tornemos a repetir, exactamente nos mesmos locais, precisamente com a mesma - ou mesmas - pessoa/s, não poderão nunca ser os mesmos. A estafada teoria da água que corre debaixo da ponte e bláblá . Pois. E é por isso, por essa impossibilidade prática de serem repetidos, essa intagibilidadede futura, que os bons momentos, aqueles que nos tocaram a alma, são peças de colecção, únicas, valiosas, a preservar. Alguns registam-nos através de objectivas mais ou menos potentes, outros escrevem-nos e descrevem-nos à exaustão, acrescentando um adjectivo aqui, um complemento de modo ali e outros ainda, guardam-nos para si. Acredito que são estes últimos quem mais os usufrui. Aos bons momentos da vida.

Tenho

destes dias, tão preenchidos de vida que poderia para aqui derramar palavras sem eira nem beira, a compor histórias que nunca acabam. Ternuras e angústias, risos e mimos, olhos doces semi-tapados por uma melena, acenos de " adeus, adeus, quando voltar quero uma PSP em cima da minha cama" e corações apertadinhos. Quase que o faço, entusiasta, que os assuntos são tantos e tão ricos que é quase crime não fazer deles manual. Para memória futura. Depois lembro-me que a privacidade é um dos bens que cultivo com afinco.
Nem sequer é porque me sinta hoje particularmente Marilyn . É mais porque tenho saudades do Verão.* *foto: Mar, tirada em Agosto em Portimão.