Ida com o adolescente (quase com 15 anos já lhe podemos chamar assim, não?) ao dentista. Actividade, como se sabe, por demais desprezada pela generalidade dos gaiatos com excepção da minha mais nova que, como tudo o que lhe fizeram até agora foi colocar selantes e oferecer material dentífrico grátis e mostrar filmes no ecran dos Rx e contar histórias, acha que poderia passar toda a sua vida na cadeira do dentista, também posso ir? e quando é que posso pôr aparelho, e posso lavar os dentes lá com aquela máquina e a pasta que sabe a morango? Chegados à recepção, desenrolaram-se os trâmites de preenchimento/actualização da papelada do costume para os quais eu, numa posição discreta de amordaçamento da mãe-galinha que há em mim, ia apenas fornecendo os cartões solicitados enquanto deixava ao rapaz a tarefa de responder às perguntas de cariz mais logístico como morada, nº de telefone que lhe eram colocadas pela jovem assistente. Quando esta, com ar maroto, lhe pergunta o estado civil, ...
um blogue que fala de apanhar estrelas, beijar bonecos de neve e adormecer nas nuvens.