por dentro e por fora, quase sem dar por isso, devagarinho, como uma Primavera que chega depois do Inverno, sem aparatos. Vemo-nos por fora, no reflexo que nos devolve o espelho, uns dias magras e sem olheiras, generosas connosco e com o mundo, noutros cheias de gordura localizada e com os brancos a criar raizes por dentro de nós. Não nos vemos por dentro. Mas sabemos que as artérias estreitam a cada lanço de escadas mais lento que o anterior e que, algures no sistema, milhões de células morrem para não mais se renovar. Isto sempre que temos a suprema sorte de as gajas não desatarem a dar em transformistas e a comer a vizinha do lado e a espalhar-se por tudo quanto é linfa, quais ervas daninhas em campo cultivado. Sabemos que a mudança se opera de todas as vezes que adormecemos e acordamos ou quando deixamos de dormir à espera que o nosso filho mais velho regresse da sua primeira saída nocturna com amigo/as. Mudamos, nem que seja porque o nosso sorriso já marca duas ou três linhas de c...
um blogue que fala de apanhar estrelas, beijar bonecos de neve e adormecer nas nuvens.