Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de abril, 2007

Mudamos

por dentro e por fora, quase sem dar por isso, devagarinho, como uma Primavera que chega depois do Inverno, sem aparatos. Vemo-nos por fora, no reflexo que nos devolve o espelho, uns dias magras e sem olheiras, generosas connosco e com o mundo, noutros cheias de gordura localizada e com os brancos a criar raizes por dentro de nós. Não nos vemos por dentro. Mas sabemos que as artérias estreitam a cada lanço de escadas mais lento que o anterior e que, algures no sistema, milhões de células morrem para não mais se renovar. Isto sempre que temos a suprema sorte de as gajas não desatarem a dar em transformistas e a comer a vizinha do lado e a espalhar-se por tudo quanto é linfa, quais ervas daninhas em campo cultivado. Sabemos que a mudança se opera de todas as vezes que adormecemos e acordamos ou quando deixamos de dormir à espera que o nosso filho mais velho regresse da sua primeira saída nocturna com amigo/as. Mudamos, nem que seja porque o nosso sorriso já marca duas ou três linhas de c...

A Grande Epopeia

continua. Ainda não percebo muito bem em que lado moro, considerando as deslocações constantes entre o novo e o antigo. Se, neste último, os espaços vazios já devolvem o eco dos passos que damos, no primeiro ainda é difícil encontrar carreiros de circulação entre uma divisão e outra... Não sei quando estarei em condições de me dedicar à tarefa que normalmente me faz resmungar e pela qual anseio desesperadamente neste momento: a limpeza. Aquela de água e esfregona e panos absorventes e ajax e cheiros de alfazema. Neste momento ainda tento encontrar lugares onde guardar cobertores e lençóis, roupa de praia e serviços vista alegre daquelesqueselevamquandocasamos . Resisto ainda, com firmeza, a atirar pela janela um número infindável de bibelots e toalhinhas e naperons e talheres antigos mas que seguardamporquepodemvirafazerfalta . Hei-de encontrar uma forma de os fazer desaparecer miraculosamente. A Grande Feira do Sul , essa vejo-a ao longe...

Há blogues

que se destacam. Alguns pelas piores razões, fazendo gala da sua burrice patética, ao quais temos mesmo que ir de vez quando (para não enjoar) se queremos ter anedotas frescas para rir à mesa do café com os colegas. Mas outros, ah, outros... Para mim, estes hão-de pertencer sempre à categoria os meus blogues de Abril . SEMPRE!

Um dia

aqui cheirou-me a cravos. Sempre!

Há dois anos

foi assim. Foto: Zé Maria (clicar para ver melhor as "fronhas" dos caramelos...) Os actores mudam, como mudam as peças a que assistimos ou os filmes novos em cartaz. Mas nem por isso deixamos de recordar passagens antigas, deixas que mais nos marcaram, performances extraordinárias e que fizeram história. Pela minha história passou este Dia Mundial do Livro em 2005, vivido com estes personagens e outros, não menos importantes na altura, que não aparecem no retrato mas estavam lá. Hoje cada um desempenha outros papéis, alguns bem diferentes. De todos, mantenho apenas um no meu guião pessoal, com que vou escrevendo os dias. Que sei que celebra a data da mesma forma que eu, mesmo estando noutro sítio, noutro palco. Eu sei que o vou celebrar no mesmo local, um dos que fizeram história nesse dia. O da foto.

Há tanto tempo que não escrevo aqui qualquer coisinha

Seremos os espaços que habitamos ou será antes que os fazemos, a esses espaços? Talvez seja que os vamos fazendo , com tempo, como quem tece um tapete de retalhos vários. O primeiro dia em que se acorda na casa nova, com cheiros que ainda não nos pertencem. O banho, demorado, num chuveiro que deita jactos por todo o lado. A vista da varanda, imensa, a perder de vista, lá por onde apenas se distingue a bruma das serras. Ao longe. Vamos fazendo a nossa casa, à medida que dela nos apropriamos, quando já somos capazes de andar de noite pelo corredor, às escuras, sem bater em nenhum canto de móvel, quando estendemos a mão para o sítio exacto do interruptor, sempre que abrimos a porta certa do armário dos copos. Com o tempo, quando os cortinados estão todos colocados, de cada vez que abrimos a porta da rua e o aroma leve do nosso perfume ainda paira no ar, desde que saímos nessa manhã. Haverá, decerto, uma altura em que já somos o espaço. Parece-me que há-de ser apenas quando tivermos ama...

Não irei

falar de mudanças. É demasiado lugar-comum. Toda a gente se muda. De casa, de emprego, de país, de marido/mulher, de café habitual. Passa por mais ou menos pormenores logísticos, tralha em caixotes, bricabraque, bricolage, técnicos de cabovisão filhosdeputa , pó de cimento ou sacudir de poeira acumulada, chávenas novas. Falarei, isso sim, de mudança. Isto, quando voltar de vez. *Pode demorar ainda um bocado...

Blackout*

Estimados clientes, amigos ouvintes, informa a gerência desta casa que irá entrar em blackout a partir de amanhã, mais coisa menos coisa. Aproveitem e vão curtir os arredores, que é como quem diz outros blogues, até ao regresso triunfante da honrada possuidora deste espaço, ao qual vós dedicais alguns minutos do vosso precioso tempo de vez em quando...:-) * ou seja, o tempo que levar até os tipos da Cabovisão transferirem a parafernália o contrato entre moradias. Moradias é mais chique do que casas. É sempre uma incógnita. Por muita marcação que se faça. Portanto, au revoir .

Going on...

...and on.

Too Busy

e suada e desgrenhada e empoeirada...

Adenda

Podeides não acreditar. Eu sei. É difícil. Não vos condeno. Mas que é pura verdade, verdadinha que, quando eu abri a caixa da placa TMN o que lá encontrei dentro foi...ar, lá isso, juro pelo que há de mais sagrado. E até estamos na Páscoa, irmões (isto são influências linguísticas de ter que voltar ao bairro dos Gitanos a buscar a p...o raio da placa que tinha ficado inserida no respectivo portátil e ter que, desta vez, conviver animadamente com os respectivos moradores que estranharam tamanha azáfama...), nunca vos tentaria enganar. Podeis rir. Irmões . não vos condeno.

Decerto

não quereides saber para nada da avalanche de neuras entre as quais eu passei a minha primeira tarde de folga, generosamente decretada pelo nosso gentil Governo antes das festas pascais, pois não? Bem me parecia. Mas como ainda continuo a digerir as fúrias sucessivas, eu conto na mesma. Começou logo depois do café, quando tive que regressar ao gabinete para ir buscar umas cenas de que irei precisar durante estas mini-férias. Tinha deixado recado para não trancarem a porta do edifício, visto que a minha querida chave não abre quando a porta está trancada mas apenas se digna fazê-lo quando a dita fica fechada no trinco. Esperava-se o quê? Pois tá claro, meto a chave à porta...trancada. Vários telefonemas depois e correspondentes palavrões, lá vem uma alma caridosa abrir-me a p....o raio da porta. Chegada ao gabinete, esperava-se o quê? Evidentemente, pois claro. O objecto de que necessitava não estava em lado nenhum. Revolvi os vários gabinetes contíguos de uma ponta à outra, mexi nas ...

Voltei ao meu lugar de origem

de passagem, semi-nostálgica, apenas para descobrir que deixei de saber escrever com a alma nas mãos. Dos muitos textos que poderia aqui republicar, há alguns que são obrigatórios, que não posso deixar no oblívio de uma folha que voga incógnita na net. E se há prioridades capazes de ser atribuidas, nesta coisa das emoções decalcadas no papel, esta é uma delas: 1.5.05 Hoje apanhaste joaninhas que guardaste dentro de uma caixa com terra e folhas verdes e deixei-te brincar com os cães serra da estrela mesmo sabendo que és alérgica e poderias ficar com o nariz um pouco mais entupido. Mas em compensação, a tua alegria por entre correrias e festinhas e dentadas a brincar, valeu tanto a pena que não há-de ser nada que uma colher de xarope não cure. E tu até gostas dele porque sabe a chupa-chupa. Assisto maravilhada à forma como cresces de dia para dia. A banheira a cujo bordo mal conseguias chegar - sempre foste minúscula - já não é obstáculo ao sair do banho. Observo a forma como passas a pe...

Uma vez que

hoje é Domingo e parece que muito boa gente anda precisadinha, vamos a uma lição de Língua... Portuguesa. Pergunto eu do que é que uma professora estava à espera quando resolveu fazer a brilhante pergunta que se segue a um aluno de 7º ano de escolaridade?...Dahhh.