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Mensagens

A mostrar mensagens de fevereiro, 2010

Amanhã dança-se assim, no Pax Julia, Teatro Muncipal...e nós estaremos lá para ver.

Inferno é um lugar onde se descansa por fim a tristeza e se cansa o corpo dançante pelo puro prazer de o fazer. Um espaço de libertação e tranquilidade incontida que predispõe ao arrebatamento. Contradizendo o título, aqui o pecado não é punido. A maldade não é punida. A fraqueza também não. Inferno é um caminho interior e iniciático, polvilhado de tristezas, ironias e reconciliações. A ideia de musical, como em Paraíso , continua presente mas com um olhar ainda mais distante. Várias são as formas de expressão. As vozes unem-se em hino ou em canções de amores solitárias. Os anjos transformam-se em bobos que dançam e falam sobre alguns de nós. Tudo o resto é para ser descoberto a cada passo, em cada palavra, em cada som ... Olga Roriz * informações (no blog do pax julia descubram que o link nã m'aparece)

Triste Facto*

Há que tempos que não escrevo ponta de corno de nada de jeito que mereça ser lido. * Título que me remeteu vagamente para Tristres Trópicos o que daria uma bela de uma dissertação sobre Levi Strauss e as aulas do Professor Pereira Neto no ISCSP mas que, lá está, apenas aconteceria caso eu conseguisse escrever [como já antes consegui cof, cof, fora com as modéstias] qualquer coisa que jeito.

Dar uma volta

ao bilhar grande é uma expressão que não parece fazer muito sentido. Senão vejamos [sempre quis usar esta expressão]: "o bilhar" deve significar, muito provavelmente, a mesa onde decorre o dito jogo. "Grande" quererá, decerto, dizer que a dita terá um tamanho avantajado, quiçá [outra das expressões que me pélo para usar. se bem que este me pélo também não deixa de ser tentador...] acima da média, ainda que eu não tenha fucking idea de qual será a média para estas coisas. Ora, dar uma volta a uma mesa de dimensão exagerada não me parece ser assim uma cena tão problemática quanto a expressão tenta simbolizar. Sim, porque mandar alguém dar uma volta ao bilhar grande, convenhamos, não é de longe a mesma coisa que mandá-l(a) ir pró ca.. Isso. Aí está a razão pela qual eu não consigo entender a força (ou falta dela) da expressão. E porque me preocupo eu agora com isto? Porque meio a dormir, vendo um episódio de Perdidos, e antecipando o gozo que me dará a cara parva de s...

Reparem...

não é que me falte a vontade. Também não se trata daquelas alturas em que a inspiração nos foge, liberta de amarras e se fica por um serão à roda de lume a devorar "Anatomias" e "Mentes Criminosas" ou a ler as pilhas de livros que se vão acumulando. Muito menos de falta de assunto que isso - graçazadéus (ler com sotaque brasileiro) - é coisa que nunca escasseia por estas bandas de terrinha de provincia que se alimenta de ditos, mexericos e outros fanicos. É mesmo do tempo que falamos. Esse sim que nunca chega, que se escoa como areia enquanto fechamos um olho, abrimos o outro, vamos só ali, inspiramos e de repente já estamos acoli. Falta-me o tempo para me dedicar a estoutra realidade. Mas não se iludam caros confrades [como diria um estimado amigo destas lides], breve, breve volto à forma original. * para poupar trabalho aos simpáticos paladinos da justiça, bom-nome, ética, moral e dos costumes , que gostam de vasculhar estas coisinhas para se entreter, post e...

Não sei se é só de mim

mas o mau humor é inversamente proporcional ao estômago cheio... O que quer dizer que de manhã - e, curiosamente, isto dá-se apenas de manhã, leia-se, no caso de hoje por exemplo, por volta das duas da tarde deve ser qualquer coisa tipo carência de carburador dos neurónios nos mínimos aceitáveis para que comecem a funcionar ou assim -, até abancar a uma qualquer mesa de pequeno almoço com um café grande e um pão com manteiga.. ..saírem-me da frente! Ora é precisamente nestas alturas que os simpáticos habitantes desta cidade, no meu percurso casa-café, supostamente curto e pouco atribulado, resolvem todos TODOS! cruzar-se-me no caminho e ser ainda mais simpáticos do que o habitual em dias normais da semana, isto é, dias não-ponte . Se nesses dias trocamos uns grunhidos em forma de bom dia ou boa tarde, a correr que se faz tarde pró emprego/esposa/esposo/amante(s)/compras/crianças/levar o cao à rua/cinema (riscar o que não interessa), nestes outros eis que proliferam os sorrisos rasgad...
Escrever sobre o tempo polar que se instalou numa pacata cidade mediterrânica, as doenças que obrigam a ficar em casa - por associação com o tempo polar, esta do ficar em casa seria fixe se não estivesse, por sua vez, associada às doenças - ou a falta de inspiração para escrever? Melhor não escrever sobre nenhuma delas e ir acender o lume..

Abrir o ecrã

do computador partilhado com a recém-pré-adolescente-de-pleno-direito-acabada-de-fazer-12-anos-com-direito-a-hormonas-desvairadas-aos saltinhos-risinhos-gritinhos-enfim-o-pacote-completo e dar de caras com o mais recente screensaver que diz Schoolsucks em letras garrafais, requer que tipo de abordagem pedagógica, ó faxavôr alguém tem por aí o manual à mão??

Foi preciso passar dos 40 para

Viajar até locais de sonho. Conhecer a gente mais extraordinária [ e, por compensação, também a mais ordinária ... ] Experimentar a gastronomia mais exótica e deliciosa. E isto acontecer no périplo pelos restaurantes mais inesquecíveis. Acompanhada de quem mais gosto. Gostar do que faço. Confiar cegamente nas - menos dos dedos de uma mão -pessoas que me são próximas [ e, por compensação, desconfiar do resto do mundo. Temos pena. ] Ter um património afectivo valiosíssimo. E um património material igual em valor, apesar de o dever integralmente ao banco. Comprar todos os livros que quero ter. Ver morrerem-me os amigos mais insubstituiveis. Descobrir que eles nunca morrem. Chamar "meu amor" e sentir o sabor de cada letra. Ter artesanato de Timor. [ e esta vem na sequência da de cima ] Ouvir histórias de viagens da boca [ linda, por sinal ] de alguém que não se cansa de as contar. E que esteve mesmo lá. Ver, com estes que a Terra há-de comer, os dois [DOIS!] passaportes completam...
"E porque poesia e porque adeus, De todas as palavras, escolhi dor." Rosa Lobato Faria , Foi-se hoje a sua existência em matéria, ela nunca se irá.

Rabo de Fora.

Não resiste a mirar-se no reflexo da janela, vendo o rato ao longe a cofiar os bigodes e julga-se esperto o gatito, que aqui, não sei porquê, talvez seja a leveza da imagem, qualquer coisa de suavidade naqueles véus esvoaçantes, whatever , me soa a que seja um gatito do género feminino vamos então por aí, a gatita, dizia eu, julgando-se mais do que esperta na sua demanda de apanhar/desorientar/impressionar/enganar/intimidar/distrair/caçar/sobressair /exterminar a raça até à sétima geração/and-so-on and-so-on (riscar o que não interessa ou ficar com todas as opções é à vontade do freguês, senhoras e senhores, meninos e meninas, é comprar, é comprar até enjoar) o pobre do rato, esse exemplar de raça chata e resistente, a gatita, não se esqueçam do que dizia eu, manobra e maquina e encontra soluções que julga impressionantes, escondida atrás da cortina, ah que agora é que é e já vai tarde, apanho-te todo, chamo-te um figo e lambo os beiços, até que enfim que a caça já vai longa e cansativ...