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A mostrar mensagens de janeiro, 2013

Uma pessoa

conhece outra pessoa. Olha para ela, vê-a passar. A pessoa estava ali e, de repente, passa a estar mais. Uma vez, outra vez, muitas vezes. Uma pessoa pensa que já tinha visto a pessoa, num tempo qualquer, não sabe bem onde nem como ou de que maneira. E com esse pensar, esse Big Bang social, uma pessoa criou, na sua vida, a outra pessoa. A partir daí a pessoa, que existia e estava ali mas que na nossa vida ainda não tinha sido criada, passa a suscitar em nós um qualquer tipo de reacção. Boa ou má, intensa ou assim-assim. Nem sempre, não todos os dias mas, um dia aqui outro dia ali e a pessoa lá está, continua a estar e respira e ri e fala e faz coisas e nós a pensar que sim ou nós a pensar que não. Algures no processo, tropeçamos na pessoa e trocamos palavras. Emissor-receptor, palavras soltas ou pesadas, construtivas ou aparvatadas. Sorrimos ou embirramos e esquecemos ou continuamos, fabricamos uma imagem a partir dos pedaços avulso que nos são dados a conhecer. Quase nunca real, ...