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Mensagens

A mostrar mensagens de 2007

Fala-se

de mudança, neste blog. De recomeço. De novos ciclos. E de magia. São os meus comentadores que definem o que se espera de um novo ano. Eu acrescento-lhe a esperança, céus azuis, silêncios e sorrisos. O esplendor da vida, tão sómente. É isso que quero de 2008.

Feliz...

Foto: Mar

Terminou

há cerca de uma hora e dezoito minutos, o Dia Internacional das Migrações. E encerrámos na mesma altura, com chave de ouro, uma semana inteirinha dedicada aos Migrantes. Com uma Cachupa rica, sangria, contos e leituras e muita, muita música. Saímos todos mais ricos deste encontro e mistura de culturas, desta troca de histórias e sorrisos, da sensação de, entre diferentes, sermos iguais.

15 minutos

de fama , olarilolé! No caso foi mais cerca de 1 minuto, mas que interessa isso perante tamanha prestação, tão grande brilho, tanto cabelo desgrenhado , tanta convicção e determinação na disseminação da notícia...que mais posso eu dizer??? batam palmas, vá. Nota: para quem não percebeu, é no gozo (existe lá algo mais bonito que ter sentido de humor sobre nós próprios?) Além de que se aceitam apostas sobre quem sou eu, sendo que a resposta correcta pode até ser: o rapazinho que se atirou aos bolos ou o gajo que está a segurar na câmara, LOL!

É impressão minha

ou isto* anda pelas ruas da amargura? *sendo que "isto" deve ser entendido em sentido lato, de acordo com as preferências de cada leitor, algures no intervalo entre o preço do barril do petróleo, as compras de Natal e as fugas à polícia de ilustres deputados da Nação.
Traduzir-se Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém (...) Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão (...) Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente. Quer-me cá parecer que nunca antes outras palavras me souberam traduzir tão bem...Obrigada, Ferreira Gullar.

"Tocar a memória"

daqui Um projecto que pretende guardar o mais precioso património dos idosos - a memória. A memória de uma vida, de usos e costumes, de hábitos, tradições e, sobretudo, de emoções. Que interessa preservar. Recolher em conversas gravadas, em imagem, armazenar na nossa própria memória e no melhor lugar de todos para se guardarem as coisas boas: o coração. Para memória futura. A dos nossos filhos e dos filhos destes. Que, um dia, hão-de folhear o livro que lhes havemos de legar. O arranque do projecto é hoje às 15 horas, com a presença de Cristina Taquelim e Horácio Santos, o contador "Lalaxu". No Centro Social do Lidador. A continuidade dar-lhe-emos nós, dar-lhe-ão os nossos velhotes.

Se há coisa

que me agrada nesta cena dos blogues é poder mexer no template. Por várias vezes tentada a mudar do Blogger, por uma ou outra razão, para outros servidores mais modernos/completos/xpto (riscar o que não interessa), acabo sempre por desistir e ficar por aqui, onde me mexo à vontade nos bastidores da cor e da imagem que dou de mim a quem tem paciência para me ir lendo. Quando apagamos uma linha de código HTML e colamos outra no sítio desta, thanthan ! eis que aparecemos com um visual completamente novo, segundo as mais recentes tendências da haute couture blogueira. É quase de magia que se trata. E eu gosto de mudar. Da mesma forma que mudo móveis em casa, altero a cor do cabelo ou renovo o guarda roupa, transformo o blogue sempre que me dá na gana. Se calhar é uma forma de compensar a falta de produção literária, já o diria Freud. E eu ralada.

No Pax Julia

Luis Carlos dos ex - Ex Oriente Lux, mentor deste projecto, moço do mê tempo e mais um punhado de músicos de Beja (clicar na foto), a cantar com Kalú e Zé Pedro dos Xutos. Um serão bem passado.

À Greve!

Amanhã a Função Pública está em greve. Uma greve marcada por todas as estruturas sindicais da Função Pública - Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) e Sindicato dos quadros Técnicos do Estado (STE), o que chateou uma data de gente que gostava de poder afirmar que a culpa disto tudo é sempre dos malandros dos comunas que andam sempre à coca dos feriados e tal e isto devia ser proibido, o transtorno qu'isto não causa na vida das pessoas boazinhas que querem ir trabalhar e não podem porque os sacanas dos motoristas de autocarro não querem é fazer nenhum e os professores, esses gajos que deviam era estar nas escolas a dar aulas aos meninos, tão lindos que eles são e gostam tanto de estar na escola mesmo que tenham que estar de "kispos" e luvas pra que é que precisam de aquecimento que isto o frio enrija e o que interessa é que os comunas são maus, pronto! . Isto porque, como se sabe, as várias estruturas sindicai...

Fico muito mais descansada

por perceber de onde é que me saem as manias, os gostos e desgostos... ( clique na foto se quiser perceber de onde saem as suas)
Juntam-se : a história da Cristina Taquelim; as ilustrações do Jorge Pereira; a vontade e confiança da Editora RHJ; e a sua presença e ... faz-se o lançamento de " Malaquias" um livro para quem acredita que " para estar feliz num porto é necessário ler o depois da linha do horizonte" Era este o texto que acompanhava o email-convite enviado pela Cristina. Diferente. E bonito Como ela nos habituou a esperar de tudo quanto faz.

6 da tarde

De uma "tarde" negra como breu. Sem uma única estrela que, essas sim, sabem que ainda não é noite no céu. Neste Inverno inverno? que inverno? enfim chegado e que traz com ele a noite noite? qual noite? tão cedo. Gosto que anoiteça cedo Anoitece cedo demais o que nos vale é a lareira da mesma forma que arrefece demais a temperatura média diurna a crepitar na sala, acolhedora . Não gosto do Inverno Gosto do Inverno .

Desfez-se

dos laços e da roupa. Empacotou meticulosamente camisas, gravatas, pares de peúgas desirmanados, alguns papéis velhos. Soltou o cabelo enquanto conferia, no pedaço de espelho que restara, a maciez da pele e o risco perfeito sobre os olhos. Preto. Desfiou lembranças como contas de um rosário, enquanto destecia devagar os fios que a ligavam a cada canto da casa, aqui uma pequena caixa de marfim, logo ali um resto de perfume no fundo de um frasco de cristal, um lenço de seda vermelha. Apagou-os um por um dos momentos em que haviam passado a existir ali, rasurou a História com um pingo de corrector e uma caixa de cartão onde sobrou espaço. Regou a planta no parapeito da janela da cozinha e recolheu os últimos vestígios do gato, também ele ausente. Depois sorriu. Fechou a porta com duas voltas na chave e pendurou o letreiro na varanda das escadas. "Vende-se". À melhor proposta. ... Entrou no recinto guardado por dois anjos, um de cada lado do portão de ferro forjado. Testou a soli...

Quando nos deparamos

à saída do supermercado - onde acabámos de deixar quase o equivalente à reforma mínima do regime geral de uns velhotes nossos conhecidos e de onde saímos "ajoujados" (isto existe?) de sacos de compras de onde espreitam, entre outros, uns acepites de cor alaranjada e com um rabinho a culminar uma data de patinhas - com um puto de olhos perdidos, pouco mais velho que aquele que temos lá em casa e que nos pede uma moedinha "para comer qualquer coisa", o que fazer???? Respostas possíveis: 1. Responder entredentes que fiquei sem trocos. 2. Parar e ter uma longa conversa pedagógica com o rapaz, a qual será coroada de êxito, culminando com o seu internamento voluntário num Centro qualquer com um nome comprido. 3. Praguejar contra a sociedade e mais o Governo e ainda os malditos pais ausentes e também o Sócrates (porque tem sempre culpa, de seja o que for) 4. Praguejar ainda mais contra os barões da droga e os filhos da puta dos traficantes e os países produtores em geral. ...

De vez em quando

gosto de me lembrar do que era capaz de escrever. Resisto, quase sempre, a sair daquele limbo que nos separa o sono da vigília. É nessa hora de formas indefinidas, metade penumbra metade luz a querer desafiar a retina, que sou mais livre. Quando o sonho ainda não se esfumou por completo embora já não deixe de ter laivos de realidade misturados. Na semiconsciência é quando sei melhor o que sou e o que idealizo ser. Possuo, nessa altura, uma casa de pedra escura, antiga, com uma cerca de madeira à volta. Visto-me de branco, de seda esvoaçante, etérea e passo a maior parte do tempo descalça na relva. Tenho, muitas vezes, uma caneca fumegante na mão e há alguém que vem, de mansinho, pousar-me uma manta nos ombros. Talvez seja para me proteger dos salpicos de mar que me humedecem a face, à medida que as ondas se esmagam contra a falésia. Ou apenas porque isso lhe dá a oportunidade de me abraçar e aconchegar a si, para assim melhor poder aspirar-me o perfume dos cabelos. É possível que nos r...

Caras felizes, provas de sucesso

"Vejam só o que eu sou capaz de fazer." Gostamos de estar aqui Os meninos também têm qualquer coisa a ensinar "Já viu vizinha, como isto está animado?" Todos diferentes, Todos iguais. E presentes. Etnográficas e risonhas Memórias de orgulho. "Ai comadre, nesta idade a passar modelos, quem nos havia de dizer?" Também havia gajas como o vinho... Fotos: GIRP da CMB

Gosto sempre muito

embora nunca deixe de me surpreender, quando comentam comigo e eu venho depois a constatar, que há pessoas a atribuir-me nas suas existências quotidianas uma importância desmedida, que eu desconhecia ter. Bebem-me as palavras, seguem-me os passos, copiam-me as modas, um despautério de fãs em histeria colectiva, que se atropelam a ver quem primeiro apanha a última das minhas realizações para ter o exclusivo do comentário mais engraçado, do post mais criativo. A única coisa contra é as pessoas afectadas por este estranho fenómeno para mim não existirem. Pormenor que impede que eu disfrute em pleno de toda a admiração que me dedicam. Chato pá...

Vale a pena

ouvir quando se sabe que é da verdade que se trata . Vale a pena ler e ouvir as reacções dos que, quando provam do seu próprio veneno, dão saltos de dor até mais não. É interessante apreciar os conceitos de "justiça", "injustiça", "defesa" e étecétera e a forma como mudam consoante se trate de nós próprios ou dos outros. O José Filipe Murteira deu aos principais intervenientes no programa da semana passada, o moderador e o seu convidado especial, uma lição de dignidade, de um homem que "se sente e é filho de boa gente", sem "politicamentes correctos", com frontalidade e palavras duras. Demonstrou, com factos, aquilo que anteriormente tentaram negar e branquear com ironias e má-fé: que a cidade de Beja tem uma vida cultural muito para além da média de outras cidades de maior dimensão. Que os poderes instituidos, insuspeitos, assim o reconhecem e publicam em documentos para quem queira informar-se de verdade. Que os que mais criticam são...

Objectivos alcançados, Missão cumprida!

" A avaliação, quando efectuada por pessoas isentas e credíveis, é um poderoso instrumento de análise do trabalho das pessoas e organizações. Ajuda-nos a identificar o que correu menos bem, a diagnosticar eventuais falhas ou a apontar os pontos fortes que nos indicam que fizémos escolhas correctas e que é esse o caminho a seguir no futuro. Na edição deste ano da "BejaSénior", que é já a sétima, a grande adesão de entidades, comparativamente com anos transactos, já nos tinha dado o sinal de que esta iniciativa vocaionada para idosos era uma aposta ganha. Não é de ânimo leve que cinco outras autarquias se associam a organizar um evento desta natureza em parceria com a Câmara Municipal de Beja. Sem olhar às cores políticas ou diferentes ideologias que determinam as opções de cada um, os Municípios de Castro Verde, Grândola, Mértola, Moura e Ourique entenderam que era importante a sua participação desde a primeira hora na organização do certame deste ano. E foi desde os pri...

Amanhã

mais uma prova de que fazemos um bom trabalho. A RTP1 vai estar no Centro Social do Lidador, numa visita guiada ao Projecto para apresentar as suas valências e a opinião de quem delas usufrui, no programa "Portugal no Coração".

So*

predictable... * actualização: chateia-me um bocado já não poder ter um blogue, que é meu, para aqui tecer considerandos sobre situações minhas, que só eu conheço, sem que os mesmos sejam interpretados erradamente...

Somos

solidários com quem achamos que nos merece solidariedade. Porque é alguém de quem gostamos, porque é alguém que até nem conhecemos mas está estendido no chão a ser espancado, porque é alguém que nos pede uma moeda, de braço estendido e fome no olhar, por um mundo de razões. Devíamos ser sempre solidários por esses motivos e outros assim parecidos, tantos que não cabem num post humilde de um humilde bloguinho como o meu. Mas não. Muitas vezes aparecemos solidários por pirraça, apenas para contrariar uma idéia que até fomos os primeiros a subscrever e não há assim tanto tempo quanto isso. Para marcar o lado da barricada em que nos encontramos e assinalar que esse é mesmo oposto àquele para onde remetemos outrém. Esse outrém que até sempre esteve no mesmo que nós - o lado, até que no meio das brincadeiras, um dia, nos deitou a língua de fora e amuámos. O ser humano é mesmo bué da coerente. E é um fascínio de observar.

Gosto muito

do meu bloguinho!

Hoje aconteceu-me

pela primeira vez. Já tinha lido a cena por aí, até já tinha deparado com um deles acidentalmente, quando cliquei ao acaso num linque que constava algures. Mas acontecer-me na sequência de uma diligência minha, expressa, voluntária, de entrar num determinado blogue e dar de caras com o letreiro "Parece que não foi convidado para ler este blogue. Se pensa tratar-se de um erro, deverá contactar o autor do blogue e solicitar um convite." foi mesmo a primeira vez. E, decerto, será a última. Porque acho um nojo. E toda e qualquer pessoa que alinhe em criar um blogue com essa finalidade não tem, em absoluto, nada a escrever que me interesse. Por isso é que é a última. Nesta perspectiva de me voltar a acontecer na sequência de um acto voluntário de "deixa lá ler a actualização daquele blogue assim-assim que vi no outro dia e até parecia ter piada". Ná. Népia. Podem ficar com o clubezinho restrito a membros só pra eles. Agora a sério, é mesmo um nojo. É a elitização da blo...

Foi um dia em cheio...

ENTRADAS GRATUITAS. O destaque para o excelente trabalho de criação gráfica dos meus colegas ( a compilação de todos os cartazes é aqui da autoria da Je, para poupar espaço, mas podem ser vistos com detalhe aqui , bem como os programas respectivos) . Os parabéns a todos os que contribuiram para a realização deste certame sem distinção de posto ou categoria, do electricista ao carregador ao doutor ao canalizador ao vereador ao pensador ao e ao e ao... O orgulho de ser um deles.
A beleza silencia-me. Fecho os olhos e prendo as mãos. O outono passa, ferozmente vivido. Cheira-me a figos e a maçãs, sabe-me a avelãs, a nozes, a uvas deixadas na videira tingida de vermelho. Enrosco-me no teu braço, enquanto conduzes por caminhos não premeditados, e vais roubando o perfume dos meus pulsos, beijo a beijo. Deixo-te a mão solta pelo meu colo, suspensa dos meus gestos, à espera. Sabes-me a outono, e eu ainda queria o verão. Sabe bem tranportar connosco as palavras bonitas de quem vamos encontrando ao longo do caminho. É o caso da Ciranda , que já foi Nina , e que redescubro com alegria. Bem vinda de volta!

Mais uma

sessão do " Acontece em Português ", moderada por Carlos Pinto Coelho . Desta feita, o tema é " Escritores de Canções " e vai contar com... .... ....pasmem! Pedro Abrunhosa Carlos Alberto Moniz e Pedro Barroso. Dia 13, pelas 21.30 na Biblioteca Municipal de José Saramago. E, porque é de um verdadeiro serviço público que este post trata, adianto aos meus milhares de leitores e ainda aos fãs - os meus (que esses são menos que milhares mas existem, ora se existem!), em primeira mão, que já está confirmada para Dezembro, no âmbito da actividade regular da Biblioteca, a vinda a Beja do grandemente apreciado (por alguns), o grande rival do nosso Nobel, esse vulto da literatura portuguesa e da crónica (que, ainda assim, é a única coisa que consigo gramar do gajo...gostos, pois claro) António Lobo Antunes. A hora é a mesma, no dia 7 de Dezembro.

E é também por isto

que eu gosto da tipa . Enleou-me, quase sem que de tal eu me desse conta, numa corrente, não daquelas parvas, pré-estudadas, de quais os 5 filmes que mais marcaram a nossa existência ou as 10 coisas que mais detestamos. Claro que, nessas, toda a gente faz uma pesquisa pelo Google para ver o que é que os críticos dizem da coisa e escolhe as 10 coisas típicas começando pela hipocrisia e acabando nas meias brancas. Esta corrente não. Implica acaso e sorte. O que foi exactamente o meu caso. Acaso por ter entrado no blogue da gaja uns minutos depois da meia-noite. E sorte por me ter saído uma sacana de uma frase... Ora bem, a coisa devia então processar-se da seguinte forma: 1. Pegasse no livro mais próximo, com mais de 161 páginas – implicando acaso e não escolha. Ao acaso deitei a mão a uma das lombadas largas da estante e saiu-me o Gente Feliz com Lágrimas, do João de Melo. 2. Abrisse o livro na página 161. Done. 3. Na referida página procurasse a 5.ª frase completa. Done too. 4. Transc...

Mudamos*

por dentro e por fora, quase sem dar por isso, devagarinho, como uma Primavera que chega depois do Inverno, sem aparatos. Vemo-nos por fora, no reflexo que nos devolve o espelho, uns dias magras e sem olheiras, generosas connosco e com o mundo, noutros cheias de gordura localizada e com os brancos a criar raizes por dentro de nós. Não nos vemos por dentro. Mas sabemos que as artérias estreitam a cada lanço de escadas mais lento que o anterior e que, algures no sistema, milhões de células morrem para não mais se renovar. Isto sempre que temos a suprema sorte de as gajas não desatarem a dar em transformistas e a comer a vizinha do lado e a espalhar-se por tudo quanto é linfa, quais ervas daninhas em campo cultivado. Sabemos que a mudança se opera de todas as vezes que adormecemos e acordamos ou quando deixamos de dormir à espera que o nosso filho mais velho regresse da sua primeira saída nocturna com amigo/as. Mudamos, nem que seja porque o nosso sorriso já marca duas ou três linhas de c...

A Blogosfera

Steve Mccurry é enorme*. * mais um blogue cheio de coisas bonitas, entre as quais esta foto de Steve Mccurry, o fotógrafo da célebre foto da menina dos olhos verdes .

Bonito

...rasto hoje descoberto. Regresso devagar ao teu sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que não é nada comigo. Distraído percorro o caminho familiar da saudade, pequeninas coisas me prendem, uma tarde num café, um livro. Devagar te amo e às vezes depressa, meu amor, e às vezes faço coisas que não devo, regresso devagar a tua casa, compro um livro, entro no amor como em casa. Manuel António Pina

As mesmas fórmulas

usadas em contextos diferentes produzem resultados semelhantes. E eu pergunto-me porque ainda se dão ao trabalho. Não lhes chega? Porque não se viram para dentro, para os seus mundinhos e deixam de falar de cátedra sobre os outros. Como se alguma divindade lhes tivesse concedido algum tipo de autoridade moral para dar lições. Cagar sentenças...Pamordeus...

Quando eu fui*

estudar para Lisboa, para além de uns gloriosos 18 anos, era detentora de uma vontade inquebrantável de fazer o que me desse na real gana. Assim, tudo quanto fosse, nem que apenas ao de leve, susceptível de despertar na moral judaico-cristã vigente (mais ainda naquela altura) um qualquer sentimento de reprovação, era certo e sabido que me cativava. Nunca me atraiu por aí além o visual punk de cabelos coloridos - detesto agulhas e nem sei como a malta conseguia usar aquelas cenas espetadas por todo o lado... - mas a veste preta da cabeça aos pés foi obrigatória durante uns tempos. Os poetas do Surrealismo faziam parte do conjunto de "bíblias" de cabeceira que coleccionava e, entre eles, o Cesariny com o seu Entre nós e as palavras há metal fundente.... Porque este "You are welcome to Elsinore" me soava a manifesto contra a falta de expressão dos sentimentos e tinha um cheirinho a liberdade, a Revolução. E porque quando ele dizia que havia palavras nunca escritas pal...

E também gostamos dos mesmos poemas

Em todas as ruas te encontro Em todas as ruas te perco conheço tão bem o teu corpo sonhei tanto a tua figura que é de olhos fechados que eu ando a limitar a tua altura e bebo a água e sorvo o ar que te atravessou a cintura tanto, tão perto, tão real que o meu corpo se transfigura e toca o seu próprio elemento num corpo que já não é seu num rio que desapareceu onde um braço teu me procura Em todas as ruas te encontro Em todas as ruas te perco Mário Cesariny

Eu sou absolutamente

fã desta mulher: Ter um blogue sem comentários é como ficar fechado em casa e não abrir a porta a vivalma. A não ser que vivalma tenha classe, quero dizer, poder, ou, desculpem, influências, conhecimentos, possibilidade de tachos. Mas, nesse caso, entra pela porta de serviço. Entra à socapa. Fechar as caixas de comentários é uma intolerável recusa a chafurdar na vida, e eu detesto cobardes. (e como ando mesmo sem conseguir aprender, de novo, como é que se escreve qualquer coisa de jeito, calha tão bem que outros escrevam o que penso. Ainda por cima de forma tão lapidar.)

A Imperfeição do Amor

ums história de prodígios e espanto, de mistérios, maldições e de um homem que escrevia cartas de amor. E de muito mais. Nesses dias, se repararmos bem, não parece a Muda. Há uma alegria pueril que lhe assoma nos olhos, nos gestos, na forma como mexe nos cabelos, no prazer com que folheia os livros. Olhando para ela, que acabou mesmo agora de se sentar à janela, vemos uma menina na sua casa de bonecas, a brincar, esquecida do mundo, dentro do seu mundo. Um mundo que apenas se abre nos livros e nos raros momentos em que está sozinha. Ri, ri como ninguém imaginaria ser possível. Fecha o livro, encosta-o ao peito e olha o cemitério mesmo em frente com o seu muro branco, o portão de ferro e quatro ciprestes apontados ao céu ou ao coração do sonho. Umem cada canto, vigiando os vivos ou falando com os mortos, debaixo da terra, no lugar da terra e das raízes. No lugar dos mortos. in A Imperfeição do Amor, Joaquim Figueira Mestre

Arrebatador, só.

Não te procurei porque procurar-te me daria a exacta dimensão da tua ausência, poderia vaguear minutos horas, procurar-te quem sabe chamar por ti dizer o teu nome, saberia eu que de pouco me adiantava, seria isto pergunta ou a exacta dimensão afirmação de que não te encontras. Mal tu sabes não tiveste tempo de saber, o que pode ser uma hesitação estúpida entre caminhar entre os nossos destroços ou deixar-me ficar Sentado Encostado à bancada da cozinha Absorto a acender mil vezes o isqueiro Reduziste-me afinal a estes passos desencadeados, todas as minhas dúvidas do momento estão aqui, sento-me, levanto-me, para quê sentar-me levanto-me para ir para onde, o cão sempre atrás de mim quer-me parecer que te procura num gesto que eu possa fazer, o cão que não sabe nunca soube dizer o teu nome mas para quem toda a vida eras tu(...) in A Casa Quieta, Rodrigo Guedes de Carvalho Não se iludam aqueles que não conhecem e não façam como aquela senhora que repreendeu o autor porque ele não sabia a ...

Com

lantejoulas. A pedido de muitas famílias e assim, uma pessoa faz o que pode para manter as audiências...

O auditório

já estava cheio ainda a mesa estava vazia. Assim * Na cidade onde nunca nada acontece - dizem alguns - a vinda de conceituados jornalistas arrancou do remanso dos lares um grupo de gente expectante. À espera, tão sómente, de ver os rostos famosos da têvê, alguns. À espera de usufruir do privilégio que é ouvir, ao vivo e a cores, Carlos Pinto Coelho o comunicador nato, outros. Mas, a aguardar para verificar se o Rodrigo Guedes de Carvalho de um livro tão intenso como é "A casa quieta", aberto aqui à minha frente, é mesmo o apresentador engravatado de ar neutro e profissional, que nos entra pela casa dentro em prime time , muitos mais. E não. Não é. À partida, o ar sério do período inicial de apresentações até poderia indicar que sim. Mas, depois de alguns minutos de idéias expressas na primeira pessoa, tudo muda. Ficámos a saber da sua infância, que queria ser escritor desde que era miúdo, do que espera de nós enquanto seus leitores. Soubémos que a família é o pilar de que nã...
daqui

Acontece*

tanta coisa em Beja... * o sorriso do Rodrigo Guedes de Carvalho, 'tranfigura-o' do gajo que apresenta o telejornal para o homem que fala com paixão do que escreve e porque escreve.

Zara Home

Um conceito em produtos de "beleza" para a casa...e não só. Hmmmm....

E o futuro do Planeta?*

Há muitos anos, por alturas da preparação da Expo'98, uma escola (de Barrancos, creio) ganhou o concurso para a criação da mascote da exposição, com um boneco gota de água: o Gil. A seguir, foi feita uma mega-campanha de marketing em torno da simpática figura e de tudo o que representava, o tema de fundo da Expo, os Oceanos. Bonecos, Camisas, porta-chaves, lápis, balões, mochilas e um sem fim de produtos a partir de um Clube do Gil ao qual eu, mão babosa de um rebento com 4 anos, tratei de aderir com foto e dados do rapaz. Vai daí, algures num Natal (provavelmente o de 97) o dito do clube lança um concurso sujeito ao tema "O Natal do Gil" para onde os pais babados dos rebentos poderiam enviar texto ou desenho em troca de variados prémios (ao meu calhou uma consola SEGA, ganda cegada na altura...). Enviei desenhos rabiscados pelo rapaz (4 anos, tão a ver não é...) e um texto esgalhado por mim, em representação (afinal, ele saiu de dentro de mim) do rapaz, numa linguagem q...

A Posta Lux/Caras/VIP - riscar o que não interessa

(ainda cá venho, hoje - nem que seja à meia noite menos 5 minutos - escrever sobre ambiente e o futuro do planeta. Mas agora perdoem-me os ambientalistas e as gerações futuras e isso, que isto da realeza espanhola vir a Beja, a BEJA, aquela cidade onde nunca acontece nada, estaides a ber ?, em detrimento de Évora ou assim, merece posta, ai se merece) daqui Foi no âmbito de um prémio qualquer coisa.."Príncipe das Astúrias"***, que foi atribuido à barragem de Alqueva porque aproxima os povos e os junta através das àguas, que sempre foram um meio muito bom para viajar e descobrir mundos e essas coisas. Mais aqueles outros símbolos bonitos de fraternidade e irmandade que poderíamos aqui descrever até à exaustão mas que não é preciso porque, afinal, os nuestros hermanos , já lo son e é desde há muito tempo, quando a Iberia ainda era uma coisa que dava direito a umas guerras e não apenas uma alucinação do Saramago. Adiante, o que interessa é que o Príncipe Felipe* - e o traço que o...

Pai

Disseram-lhe que o tempo, esse milagroso remédio de propriedades adstringentes e cicatrizantes - se calhar como a saliva dos cães ou o Betadine - tudo curava. Que esperasse, tivesse paciência, tudo se resolveria. Nada havia de ser tão mau ( ou bom, acrescento eu ) que durasse para sempre, que era a vida, isto e aquilo. Disseram-lhe que tinha sido um homem bom, um amigo, companheiro, sempre honesto, consigo próprio e os que o rodearam. Um lutador. Pelas suas causas, pelos que amava, por uma vida melhor, um futuro diferente. Coerente. Disseram-lhe tantas coisas que não as conseguiu guardar a todas, enleadas em abraços e ombros e caras e mãos, em fios de sol de um Verão tardio, nas paredes brancas da cidade que habitaram juntos e que desfilaram devagar, do lado de fora do cortejo de carros. Imenso. Tanto quanto as pessoas. E os cartões. Tantos e que desapareceram sem deixar rasto, talvez perdidos por entre os ramos de flores que acompanhavam ou nas dobras da seda que lhe serviu de morada....

Cá estaremos

Via Shark.

A Internet

(e a blogosfera, por inerência...) serve-me apenas, cada vez mais, o papel de "desanuviador cerebral", durante os cada vez menos poucos minutos em que o almoço aquece e a hora do regresso ao trabalho não chega...

OK

sobre o post debaixo: Depois de uma volta pela blogosfera e de constatar o quanto a maioria do que por cá se diz são mesmo lugares-comuns, relevo a importância do que ontem me azedou os humores. Nada a fazer, não há mesmo como ser original quando o que nos caracteriza é um pedaço de Natureza.

Um "Nick"

na blogosfera, ou em qualquer outro suporte virtual, é a nossa identidade. Uma espécie de BI, em que a data de emissão é o dia em que começámos a blogar e a impressão digital se revela em cada nuance mais pessoal de um texto, em cada idéia, convicção ou valor que defendemos. É por isso que não é agradável depararmo-nos com um comentário feito por "nós" num qualquer blog, por muito que até nos possamos identificar com o que lhe esteja subjacente (coincidências). É tão fácil criar nicks como inventar um nome para um filho ou filha. É ainda mais fácil a possibilidade de, quando criamos o nosso nick, já existirem, pelo menos uns cem iguais. Mas quando denotamos um imenso cuidado em não sermos "usados" - coisa que, curiosamente, em mais de 3 anos de blogosfera nunca me veio à cabeça fazer, naba - fica mal não termos tido esse mesmo cuidado, realizando uma simples pesquisa, de modo a não adoptarmos a identidade de alguém que já existe e faz tenções de continuar a a exist...

Ainda a propósito

da câmara do Prada... Foto: violeta Foto: Mar

E mais

Foto: Mar tenho a dizer - n a senda do que afirmei no post anterior e apenas para confirmar o pressuposto - que a máquina fotográfica do novíssimo, chiquérrimo, elegante e caríssimo, LG Prada phone, é uma bela duma trampa.

Tenho a certeza

que irei ser se lá chegar uma velhota chata comá potassa, rezingona e amnésica embora falando pelos cotovelos.* *reflexão resultante de um trabalho de observação participante no meu novo local de trabalho...bastaram dez minutos, serei pior que elas todas juntas, sem qualquer margem para dúvida.

Ontem...

Gente com olhos brilhantes e corpos de abraço* ...foi de novo assim. Fotos: GIRP CMB, depois virão as melhores. * palavras minhas em post meu de 22.9.2007, que isto dos direitos de autor é uma coisa muito bonita.

Mais Detalhes

Detalhes

Foto: José Maria
Havia uma casa. Não, esperem, havia uma casa dentro de outra casa. Não, nada disto. Havia uma pequena casa, que estava dentro de outra casa, dentro da Casa. A Casa ficava na Praça que tinha uma Igreja e uma Farmácia* e, com ela, ou melhor, dentro dela, lá estavam todas as outras casas. 1 2 3 Se olhássemos com atenção descobríamos que as casas tinham lá dentro anjos pequeninos, 4 e sonhos de algodão e tesouros escondidos dentro de caixinhas coloridas 5 e também duendes que moravam em florestas encantadas 6 7 8 e tinham gente. Nestas casas havia gente que falava e contava e gente que escutava, gente com gestos e balões e sorrisos e sussuros e muitas palmas. Gente com olhos brilhantes e corpos de abraço e, pelo meio dos abraços, um monte de livros. Era uma espécie de cidade pequena dentro da outra, a maior, a cidade-mãe. Uma cidade com paredes feitas de letras brancas de esferovite e enormes janelas tapadas a veludo e tule. E sem tecto. Apenas as estrelas como cobertura desta cidade onde...

Paixões

é o título do texto que encima a pesquisa no Google, feita por "Cristina Taquelim". E não lhe poderia fazer maior justiça, este título para um texto que fala de si. Paixões. As que desperta e as que a movem. As que desperta são avassaladoras e para a vida. As que a movem são grandiosas e simples a uma só vez (e voz). Quando a conhecemos pela primeira vez não somos capazes de perceber logo o que, verdadeiramente, a faz caminhar. Depois de algumas horas de conversa, não há equívoco possível: aquela mulher esconde em si uma multidão de gente. A mãe-ídolo, a mulher-companheira, a profissional determinada, a chefe-amiga mas firme, a colega solidária e disponível, a sonhadora-contadora, a sensível e emotiva mediadora, a amiga que tempo algum ou longe, ou distância conseguem afastar, uma vez ganha, a artista criativa. Tudo embrulhado nas paixões. As que põe em todas as realizações que consegue, sempre que a isso se propõe, materializar. As que vai revelando aos poucos, à medida qu...

Encontro-me*

aos poucos, muito devagar, depois de me ter perdido por aí, de ti. Recolho pedaços, partículas soltas do Eu que fui em tempos. A cada um, que apanho do chão e guardo com cuidado, mais perto do todo. Acrescento-lhe notas de azul, nuvens em forma de anjo, espuma do sal que me beija os pés. Faço, a cada novo dia, um upgrade do ser humano que gosto de me saber. Não olho para trás. Ou, sequer, para a frente. Nem quero saber dos que me observam. Desenho-me. Pinto a carvão, com um traço fino e preciso, os contornos da embalagem que me envolve as emoções. (Re)Defino-me. Apenas pelo supremo gozo de me saber verdadeira. E única.

Uma igreja vestida de tule

Foto: Mar para ouvir, entre muitos outros, uma mulher cujo currículo fala por si. Ouvi-la em pessoa, no entanto - a voz serena e doce, a sensibilidade com que descreveu o que sentia por estar no nosso país: "Tocada" - foi, de longe, um privilégio. A obra da escritora tem sido matéria de estudos por parte de professores, críticos, mestres, recebendo teses e monografias, geralmente ligadas a questões de literatura & historia, Barroco brasileiro, Romantismo, ou pos-modernidade. Sua obra encontra-se registrada na Kindlers Literaturlexicon, em verbete escrito pela professora Ana Letícia Kügler, e na Enciclopédia Britânica, edição de 1991. O livro Boca do Inferno foi incluído na lista dos cem maiores romances do século, em língua portuguesa, publicada no caderno Prosa & Verso do Jornal O Globo, em 5 de setembro de 1998, elaborada por escritores, críticos e intelectuais. Esta noite, Lídia Jorge.