
pela primeira vez.
Já tinha lido a cena por aí, até já tinha deparado com um deles acidentalmente, quando cliquei ao acaso num linque que constava algures. Mas acontecer-me na sequência de uma diligência minha, expressa, voluntária, de entrar num determinado blogue e dar de caras com o letreiro "Parece que não foi convidado para ler este blogue. Se pensa tratar-se de um erro, deverá contactar o autor do blogue e solicitar um convite." foi mesmo a primeira vez. E, decerto, será a última.
Porque acho um nojo. E toda e qualquer pessoa que alinhe em criar um blogue com essa finalidade não tem, em absoluto, nada a escrever que me interesse. Por isso é que é a última. Nesta perspectiva de me voltar a acontecer na sequência de um acto voluntário de "deixa lá ler a actualização daquele blogue assim-assim que vi no outro dia e até parecia ter piada". Ná. Népia. Podem ficar com o clubezinho restrito a membros só pra eles.
Agora a sério, é mesmo um nojo. É a elitização da blosfera (ou, pelo menos, de alguma, felizmente pouca) levada ao extremo. Porque subverte todo o princípio de democratização da escrita - e, por acréscimo, da leitura - subjacente ao nascimento desta sociedade virtual. À semelhança da outra, a real, aquela que se divide em meia dúzia de mais ricos contra os biliões de mais pobres. Não perderam tempo a recriá-la, os que já sentiam a coisa como liberdade a mais, igualdade a mais...
É a estratificação em classes, mais pirosa que poderia acontecer porque voluntária e ostensiva - aqui só entra quem tiver cartão gold e fumar charuto, os pelintras que fiquem à porta que é para isso que mandei gravar o letreiro em Times New Roman. Sim, porque eu sou o/a maior e neste resort de 5 (ou mais, ó-ó!) estrelas não há lugar para gajos /as ranhosos e maltrapilhos que têm blogues da treta abertos à maralha toda, com caixas de comentários (hórrór! com dois acentos) que até parecem um tapete de entrada fedorento. Deus ma livre, eu e os meus amiguinhos ricos que até tomamos banho todos os dias íamos lá partilhar a sala de estar com essa gentalha...e assim por diante na mente de quem cria uma coisa tão exclusiva que até nem existe.
Até nos passa ao lado. A nós, os normais, que abrimos a porta do quintal e pomos a assar mais umas sardinhas para o vizinho da frente. E até gostamos.
Já tinha lido a cena por aí, até já tinha deparado com um deles acidentalmente, quando cliquei ao acaso num linque que constava algures. Mas acontecer-me na sequência de uma diligência minha, expressa, voluntária, de entrar num determinado blogue e dar de caras com o letreiro "Parece que não foi convidado para ler este blogue. Se pensa tratar-se de um erro, deverá contactar o autor do blogue e solicitar um convite." foi mesmo a primeira vez. E, decerto, será a última.
Porque acho um nojo. E toda e qualquer pessoa que alinhe em criar um blogue com essa finalidade não tem, em absoluto, nada a escrever que me interesse. Por isso é que é a última. Nesta perspectiva de me voltar a acontecer na sequência de um acto voluntário de "deixa lá ler a actualização daquele blogue assim-assim que vi no outro dia e até parecia ter piada". Ná. Népia. Podem ficar com o clubezinho restrito a membros só pra eles.
Agora a sério, é mesmo um nojo. É a elitização da blosfera (ou, pelo menos, de alguma, felizmente pouca) levada ao extremo. Porque subverte todo o princípio de democratização da escrita - e, por acréscimo, da leitura - subjacente ao nascimento desta sociedade virtual. À semelhança da outra, a real, aquela que se divide em meia dúzia de mais ricos contra os biliões de mais pobres. Não perderam tempo a recriá-la, os que já sentiam a coisa como liberdade a mais, igualdade a mais...
É a estratificação em classes, mais pirosa que poderia acontecer porque voluntária e ostensiva - aqui só entra quem tiver cartão gold e fumar charuto, os pelintras que fiquem à porta que é para isso que mandei gravar o letreiro em Times New Roman. Sim, porque eu sou o/a maior e neste resort de 5 (ou mais, ó-ó!) estrelas não há lugar para gajos /as ranhosos e maltrapilhos que têm blogues da treta abertos à maralha toda, com caixas de comentários (hórrór! com dois acentos) que até parecem um tapete de entrada fedorento. Deus ma livre, eu e os meus amiguinhos ricos que até tomamos banho todos os dias íamos lá partilhar a sala de estar com essa gentalha...e assim por diante na mente de quem cria uma coisa tão exclusiva que até nem existe.
Até nos passa ao lado. A nós, os normais, que abrimos a porta do quintal e pomos a assar mais umas sardinhas para o vizinho da frente. E até gostamos.
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