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Vale a pena

ouvir quando se sabe que é da verdade que se trata.
Vale a pena ler e ouvir as reacções dos que, quando provam do seu próprio veneno, dão saltos de dor até mais não.
É interessante apreciar os conceitos de "justiça", "injustiça", "defesa" e étecétera e a forma como mudam consoante se trate de nós próprios ou dos outros.
O José Filipe Murteira deu aos principais intervenientes no programa da semana passada, o moderador e o seu convidado especial, uma lição de dignidade, de um homem que "se sente e é filho de boa gente", sem "politicamentes correctos", com frontalidade e palavras duras. Demonstrou, com factos, aquilo que anteriormente tentaram negar e branquear com ironias e má-fé: que a cidade de Beja tem uma vida cultural muito para além da média de outras cidades de maior dimensão. Que os poderes instituidos, insuspeitos, assim o reconhecem e publicam em documentos para quem queira informar-se de verdade. Que os que mais criticam são os mesmos que nunca poem os pés num equipamento cultural, em nenhum dos acontecimentos da vida da cidade, seja ele um bailado ou um teatro ou um ciclo de cinema ou a apresentação de um livro. Que as abéculas do costume aproveitam o tempo de antena que lhes é concedido para encaminharem e manipularem a informação da forma que mais convém aos seus ódiozinhos e guerrinhas pessoais, motivados exclusivamente pela sua dor de corno e frustações várias. À conta das quais a estação de rádio que lhes faculta os microfones se torna o espelho da sua boçalidade, o que só a descredibiliza.
O José Filipe Murteira, enquanto profissional, cidadão, técnico com muitos anos de terreno e conhecedor da cultura nesta cidade e no país em geral, esteve cinco estrelas no exercício do contraditório, em nome da verdade.

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