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Mensagens

A mostrar mensagens de 2010

Se eu pudesse

se fosse independente, rica, sem amarras, leia-se duas almas (mais um coelho e um rato que não têm alma mas respiram) que dependem - por enquanto - de mim para sobreviver, ligava para a Varig, anotava a hora do próximo voo, jogava 3 coisas para dentro de um saco, metia-me no carrito, fazia 180 Kms, estacionava-o no parque do aeroporto e ia para aqui : E depois de me sentar nesta areia como em tempos idos já fiz, de entregar a alma a Iemanjá e aquele mar sem igual me limpar de tudo o que me consome, deixava o Sol nascer e começava, aí sim, o primeiro dia do resto da minha vida.

Nova

mudança de template, desta feita temos um blogue com um ar assim a modos que mais...festivo, o que, meus amigos, será o máximo de aproximação a essa coisa do Natal que irão obter aqui por estas bandas. :-)

Apetece

gritar que se lixem as convenções, o socialmente correcto, os "não pode ser", o "esquece lá isso, pá" e outros raspanetes que o cabrão do consciente produz a cada veleidade de sonho, os assomos de pudor que teimam em prevalecer, apesar da vontade, apesar do querer. Se eu pudesse "não deixar nada por dizer", sei exactamente que palavras te haveria de sussurrar ao ouvido.

E depois

fizeram da noite a sua casa e daquele recanto ermo o mundo inteiro. Inventaram travessias em conjunto, estórias e lugares, beberam risos por entre bocas coladas, ficaram calados, disseram palavras que não se repetem, viram o céu - escuro e sem estrelas - nos olhos um do outro, trocaram de pele, de corpos e de vida e voltaram de novo a ser quem eram antes. Mas maiores.

Pousas uma pedra

ao acaso, num pedaço incerto de chão. Ou então nem tanto ao acaso, antes num perímetro escolhido por ti, delimitado, cuidadosamente medido. É por aí que começas, por esse pedaço de chão que escolheste como teu, para sempre ou pelo menos até que as pedras durem, lentamente erodidas por ventos e marés. Pegas numa pedra e começas uma construção, algo que leva bocados de ti pelo meio, que sobe a pulso, argamassa amassada com paixão, idéias que fazem de trave mestra, suor e sangue para dar tempero, o sabor a que só sabem os projectos que amamos. Acertas prumos, limas arestas, voltas atrás e dás a volta para logo avançares mais um pouco. Observas a tua obra, orgulhas-te. Sorris. E depois vem alguém que se instala no espaço que tornaste habitável e nem sequer pede licença.

Pessoas passam

por dentro de cada uma das nossas vidas. Por dentro de nós. Umas passam sem deixar rasto, breves sorrisos, poucos suspiros. Não fazem mossa, ligações inócuas sem cheiro nem sabor. Nunca mais as lembramos, ainda que cruzem o nosso caminho uma e outra vez. Depois há as outras. As pessoas marca de água . Que sabemos lá mesmo quando mal se vislumbram, mesmo que oceanos pelo meio. Sentimos-lhe o sabor, pressentimos-lhes o toque macio de uma pele que podia ser a nossa, que parece ser uma extensão da nossa. Aquelas que marcam fundo, que se entranham, rasgam-nos os sentidos, cicatrizam e depois por ali perduram. E nunca mais nos deixam, moram a partir daí em nós, memórias doces, impressão gravada no negativo da retina e do coração. Fechamos os olhos e ei-las, ali à mão. Essas são as que queremos guardar para sempre, ainda que elas nunca o saibam.

Às vezes

muitas vezes, faço textos só porque as palavras, duas palavras juntas, uma depois da outra, têm som de melodias. Como estas: Passam pessoas. Ou pessoas passam. Que hão-de dar num texto qualquer.

Sei que são

só desculpas. Areia para os olhos. Palavras mansas de quem não quer partir, quebrar mas antes desvanecer devagar. Sei que são subterfúgios, ilusões, pequenas traições. Que nas palavras se tentam desculpar. Mas nos actos acabam por se identificar.

Tenciono

meter a minha vida em ordem. Ou ordem na minha vida. Whatever. Ser mais organizada, arrumada, dedicada, empenhada. Menos destravada, desbocada, intempestiva, definitiva, emotiva. Tenciono provar que sou capaz. Apenas porque quero.

Descobri

que já tenho 23 seguidores e a mais recente é a dona deste blogue . Questionando-me como terá ela vindo cá parar e o que a levou a colocar-me na sua lista, eu que nada escrevo de regular ou extraordinário.. A seguir com atenção.

Um dia destes

tenho que te contar. O meu segredo, aquele de que tu já sabes mas que ainda permanece segredo porque não passado para palavras ditas. Se bem que nas escritas ele aí esteja, por aí em todas, espalhado, espelhado. Um dia destes conto-te. Sento-me a teu lado, baixo a cabeça para que não me trema a voz de encontro a esse teu olhar cristalino e digo-te. Digo-te daquilo que me indendeia o peito e do que me empurra para o precipício. O que me enche de luz e o que me faz mirrar, como um balão a quem lhe tirem o ar. Conto-te da mágoa pelas horas perdidas, da doçura pelos minutos vividos, da angústia pelo fim das esperanças, da ternura pelo sabor do beijo. Conto-te e sei que me ouves, que entendes, que me apoias e nunca julgas, que me poisarás talvez a mão nos cabelos. Sei que saberás que só te conto a ti, porque há coisas que só os grandes amigos são capazes de ouvir. Porque há coisas que só dos grandes amigos queremos nós escutar. Está quase na hora de te contar e de te escutar. Mas primei...

Não

desabar. retirada daqui

Acho que já se percebeu

que fazem-me falta os meus mortos Também se percebe que não mantenho este blog propriamente para que seja um sucesso de audiências. Senão não escreveria estas coisas assim pro urbano-depressivo. Mas é para isso que me serve este blog, para estas catarses que ocorrem nas madrugadas de pois das festas e dos copos (só ai) e que não interessam a ninguém a não ser a mim e aos amigos do peito que aqui se manifestam logo que percebem que o estado de espírito já conheceu melhores dias. Só que a vida não se faz disto, a minha vida não se faz, definitivamente, de momentos baixos. Antes pelo contrário. Apenas os outros não passam por aqui. Esses acontecem lá fora, nos serões de boa comida e vinho, de risos e histórias, de músicas e calor dos amigos. Esses são íntimos e não se exibem. Só interessam a quem os vive e partilha. Siga então a dança, este blog vai andando para o lado que me der. Era só isto.

O meu pai

morreu-me há catorze anos e mais dez dias. Precisamente. Não vou ao cemitério há uns dois anos. Não sei bem como lidar com aquela foto dele na pedra, a inscrição que escrevi num papel nessa noite, na sala de espera do hospital, saida directamente do choque, do horror da incredulidade de dentro da alma "Viverás para sempre na memória dos que te amam". Não sei o que fazer naquela casa de gente que não é gente, talvez apenas pó no meio da terra ou nem isso, fotos antigas, flores secas. Pessoas que foram felizes, amaram, odiaram, que sorriram muito, que estiveram por aqui, ao nosso lado, onde estamos nós agora, até ver, até um dia. Até deixarmos nós de estar também. O meu pai já morreu há tanto tempo. Passaram anos e estórias, cresceram-me os filhos, apaixonei-me e desisti, tornei a acreditar  e desistir, estive no topo, vim até ao fundo, tornarei a levantar-me. Um destes dias. Catorze anos e dez dias. E, não sabendo bem porquê, nunca o chorei como fiz no dia de hoje.

O blog é meu e escrevo as coisas piegas que entender

"(...) No remuevas el agua de la laguna no respires. Para ser tuyo tendría que morir. Confórmate con su salvaje lejanía con su ajena belleza (si vuelve la cabeza escóndete en la hierba). No rompas el hechizo de esta tarde de verano. Trágate tu amor imposible. Ámalo libre. Ama el modo en que ignora que tú existes. Ama al cisne salvaje." Luis Rogelio Nogueras

Faço-me de forte

e sorrio. Disfarço a mágoa, o sabor a pouco, a certeza do desperdício e digo que sim que está tudo bem, que a vida é bela. E é-o, de facto. Faço de conta que não sinto a falta, que estar longe é o que de menos importa, que não imagino por onde pousa o olhar mais bonito que tive ocasião de conhecer. Faço-me de forte e é isso que importa, a vida não está feita para os fracos para os que se consomem de tristeza, para os que não dão a volta por cima. A vida é efémera e feita apenas para os que a sabem absorver sem desperdícios, uma reciclagem constante de emoções até que dê, até que sim. Faço-me de forte, rio muito, riem-se comigo, admiram o brilho no olhar  sem saber que se deve ao rio contido lá por trás e ninguém percebe como tenho saudades tuas.

Quando me morreu o meu maior amigo

e note-se que uso a expressão maior e não melhor porque dizer maior me parece mais completo, mais uma idéia de espaço, de grande, de imensidão e excesso, de infinito, que era tudo o que ele foi. Mas quando me morreu o meu maior amigo, uma das minhas - e dele - maiores amigas ao telefone perguntava-me o que fazia eu, dias depois, em casa. Respondi-lhe que arrumava gavetas, rasgava papéis antigos, não sabia bem porquê mas era isso que fazia. Ela, psicóloga de habilitações académicas mas sobretudo da sua própria vida, na qual nasce e morre todos os dias, disse-me que o fazia porque queria, inconscientemente, repor a normalidade. Encontrar uma forma de organização, de ilusão de que tudo se mantinha igual. Hoje, depois de me morrer um dos maiores sonhos que ousei esboçar e partilhar com alguém, arrumei textos antigos no computador, apaguei ficheiros, reli blogues de que gostava, retomei comentários noutros, voltei aqui e escrevo.

Por outras bandas dizia hoje

que a dureza das decisões a tomar é directamente proporcional à sua capacidade para mudar o mundo. Ou apenas as nossas vidinhas insignificantes. Hoje confirmei a preposição enunciada. De nó no estômago e na garganta mas nunca fui de águas paradas. Mesmo que isso me rasgue toda, me prive de doces prolongamentos de ilusões carinhosamente alimentadas por mim e pelos outros. Mesmo que o preço a pagar seja uma 'normalidade' que traz paz mas não preenche. A coragem, por vezes, é o pior inimigo da felicidade. Mas a felicidade, para ser autêntica e não apenas um vislumbre que nos aquece o peito a espaços, tem que ser plena e partilhada.

Era

DISTO que eu falava ali mais em baixo, a esforçar-me com metáforas poéticas mal amanhadas e ilegíveis,  de mundos e Universos e a treta, pfffff.... Ganho mais em ficar caladinha e deixar quem sabe dizer estas coisas.

Há um ano

atrás eu não sabia que dia iria ser o dia de hoje, um ano depois. Há um ano não sabia que se pode ter, num mesmo dia, a ternura quente de uma voz pelo telefone e a frieza de um quotidiano fingido. Faz hoje um ano eu não imaginava que, um ano depois, se pudesse vir a conjugar, neste mesmo dia, o mais belo pico de felicidade com o maior buraco negro da mais escura podridão. Não sonhava sequer que seria capaz de, um ano passado, ter na minha vida o melhor e o pior. Há um ano eu não era nem deixava de ser feliz porque não sabia que me esperava essa felicidade, no ano seguinte. Mas não era infeliz porque os dias corriam como rios e ainda acreditava nos sorrisos. Há um ano, este dia em particular era apenas mais um que nada tinha que o distinguisse dos demais. Um ano depois e o dia de hoje é dos mais importantes do meu calendário. Pelas piores e pelas melhores razões. Há um ano, aqui era só a Mar. Hoje, aqui e lá fora sou a Maria. E, apesar de tudo, gosto mais.

Em tempos

antigos este blog servia-me de divã. Chegava aqui ao fim do dia, da tarde ou nos amanheceres depois de noites em claro e divagava. Tergiver(filosof)ando é uma das categorias deste blog, inventadas por mim, de que mais gosto. Em tempos passados, os posts que mais bem consegui escrever, sairam-me sob o efeito das endorfinas da paixão ou da desilusão. Ainda hoje assim é. A diferença é que em vez de os escrever limito-me a senti-los. E o resultado não é bom, garanto.

A minha vida

está nisto. De preferência sempre lá em cima o que não é, propriamente, o caso.

Se queremos

temos que merecer. Se nos querem, que o esforço que fazem seja proporcional. Nada menos do que isso. Dito de outra forma: ou isso ou nada. Eu acho que mereco. O Mundo e embrulhe-me ainda aí mais um pouco de Universo se fizer o favor.

Talvez amanhã

Talvez. Pode ser que amanhã a escrita volte e se aninhe na ponta dos meus dedos de novo. Talvez ela venha, mansa e tímida como quem sabe que fez asneira e está arrependida. Talvez peça para sair, em jeitos de desculpa, gosto muito de ti, que saudades que já tinha deste lugar. Pode ser que cansada de tanto palmilhar caminhos, de procurar fórmulas e milagres, ela se chegue e acomode e de pleno direito ocupe estes espaços vazios que foto nenhuma consegue preencher. E talvez aí ela diga o que viu, as estórias que ficaram por contar, os olhos que não souberam o que as entrelinhas lhes quiseram mostrar, os finais felizes que argumento nenhum conseguiu retratar. Pode ser que amanhã a escrita volte a morar aqui, neste mural e nessa altura a vida aqui torne a entrar.

Às vezes

gostava de ser outra vez a Mar que primeiro leu blogs e comentou, depois criou o blog que se chamava Espelho Mágico, que ninguém sabia quem era ela e ela ainda não sabia o que viria a ser o Ponto sem Nó...

Andamos todos

a querer ser felizes, é o que é. Isto na sequência do debate na caixinha ali do post de baixo. sendo que, para alcançar este  sentimento geral de bem estar a que se convencionou chamar de felicidade, precisamos que umas quantas coisinhas se conjuguem. Ser feliz de barriga vazia não será fácil. Ser feliz sózinho também nem por isso. Ser feliz no meio de um cenário de guerra, cadáveres pelo chão, casas em ruinas muito menos. E assim me lembro da canção:  " A paz, o pão habitação saúde, educação Só há liberdade a sério quando houver Liberdade de mudar e decidir quando pertencer ao povo o que o povo produzir..."     E a isto só acrescentaria, o Amor.

Eu gosto

das artes. Juro. E da cultura de um modo geral. Gosto de ler bons livros, visitar museus, assistir a espectáculos de todo o tipo, admirar Bieniais de artes plásticas na Festa do Avante ou fora dela. Tenho os livros quase todos do Saramago, adoro a escrita do Zé Luis Peixoto. Encanto-me com a música dos corais alentejanos mas também sou capaz de ficar de olhar perdido no vazio a ouvir Muse e Pearl Jam. Palavra. Agora, abro a porra do Facebook e quase me nauseia ver hoje as publicações de malta que flutua alegremente numa nuvem fofa alheia de tudo quanto os rodeia, anunciando lançamentos de livros, fala de filmes e idas ao cinema, publicita iniciativas de qualidade mas que não reflectem a realidade do país em que vivemos HOJE. No dia de HOJE, depois daquela cambada de imbecis ter anunciado as linhas com que nos Governa. Desculpem lá o mau feitio* mas acho que HOJE qualquer cidadão responsável só tinha um único caminho, um dever: gritar bem alto a condenação a esta política , a este...

Ainda que por outro lado

fique toda babada por alguém como a dona deste blogue ser uma delas. :-) E isso traz-me uma responsabilidade grande de tentar espremer qualquer coisinha, directamente saída da caixinha das emoções. A ver vamos. (odeio esta expressão, juro, odeio)

Diz que

O Barroso e o Sarkozy tiveram uma "troca de argumentos máscula e viril" . Se fossem gajas, teria sido classificada de histérica e descabelada...

Limpinho

Para ler na íntegra aqui.

Do ADN2

Durante um passeio nocturno pelas ruas da cidade Perigosa agitadora comuna mais nova, mas que ainda não sabe que é: - Fogo, cheira tão mal! Eu, mãe atenta e educadora, serenamente (not): - Pois filha, é do matadouro, estúpidos, anormais, atrasados, deviam ter filtros nas chaminés, blá, blá, os fumos dos bichos a queimar são perigosos, uma pessoa aqui a respirar isto, blá, blá...se eu mandasse blá, blá, multas gigantes, haviam de ver, blá, blá... Perigosa agitadora comuna mais nova, mas que ainda não sabe que é: -... (silêncio horrorizado sem que mãe educadora e atenta se apercebesse) Eu, mãe atenta(not) educadora, serenamente (not): - blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá, blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá, blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá, blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá blá, blá,... Perigosa agitadora comuna mais nova, mas que ainda não s...

A esvoaçar por aqui...

Da filhadaputice vergonhosa

Inqualificável. A retirada de direitos constitucionalmente definidos. Apagar tudo o que cheire a Liberdade e Socialismo. Todo um povo na mão destes abutres, sem que nada os trave. Podemos desde já dizer-lhe adeus: PREÂMBULO A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista. Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa. A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país. A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basila...
Tinha um excerto de uma crónica do José Luis Peixoto, na Visão da semana passada, para pôr aqui...era algo sobre o erro, errar e não ter medo ou assim. Era uma frase a achei-a importante, do ponto de vista da reflexão que alguns quero dizer, todos dos textos dele sempre nos provocam e sei que, por isso mesmo, escrevi-a algures, cuidadosamente, para depois pôr aqui. Porque apesar de não ser para nada em especial, para nenhum objectivo nem para ninguém, parece-me que devo continuar a pôr coisas por aqui. Mas não sei o que lhe fiz.

Nem tudo está perdido

quando a minha mãe, com quase 74 anos e uma escolarização que não foi além da antiga (e riquíssima) 4ª classe começou agora, de sua livre recreação, a ler o Saramago que tenho lá pelas estantes...Quem sai aos seus... :-) (tá bem pronto, foi com o Levantado do Chão mas acabou-o logo e já passou prá Viagem do Elefante...O Memorial fica para uma fase posterior...)

Escrever

é também um acto de generosidade. Quem escreve partilha-se , a si e àquilo que sente ou pensa, com o maralhal anónimo que lê. Uns vêem(nunca sei escrever esta palavra...) aqui usufruir desse privilégio por bem, outros nem tanto. E eu confesso que não me sinto particularmente mãos largas, nos tempos que correm. Mas, como diz uma grande pensadora do nosso século (LOL) - e que, só por acaso, é minha amiga - "atrás de tempos, tempos virão". E é este o lema que vou adoptar, em todos os níveis e parâmetros da minha existência. Gozando o pratinho com a observação dos que não têm inteligência para perceber este grande paradigma da Humanidade (LOL) E termino, desejando-vos um grande Bem Haja (LOL) e como dizem os meus amigos ciganos "Deus nã dróme!". Até logo.

Quem se mete com o PS leva!

Os partidos são também sobretudo as pessoas. Norteados pelas ideologias, estatutos e princípios, são as pessoas, sempre as pessoas, as responsáveis pela aplicação cabal e isenta destes pressupostos. Como em tudo o resto, as pessoas são imperfeitas. Logo, distorcem e desvirtuam, apropriam-se indevidamente, manipulam e corrompem o exercício da política, retirando-lhe a nobreza que esta actividade deveria sempre manter, acima de tudo e todos. Como em tudo o resto, de novo, há pessoas e pessoas. E, no meio do lixo, tenho orgulho em conhecer algumas, pelo menos duas pessoas mais de perto as quais, sendo militantes do partido de onde foi produzida a pérola que dá título a este post (entre outras tantas do género...), umas apenas de base outras já tendo exercido nesse partido cargos de diferentes níveis de responsabilidade, são pessoas com P grande. Estas pessoas, com quem tenho a honra de trocar frequentemente impressões sobre tudo e sobre nada, ajudam-me a manter a fé naquela que é a acti...

De Beja.

Há uma diferença determinante entre os habitantes de Beja que é a diferença entre as pessoas que amam a cidade e as que vivem nela. As segundas vivem nela, as primeiras vivem-na. Intensa e apaixonadamente, como a viveu o Figueira Mestre, com vontade de a ver crescer, como a  um filho, dispostos a pegar na vassoura ou na pá para dar o seu contributo pessoal para o trabalho que faz falta fazer. As primeiras são as que fazem, as segundas aquelas que falam. As que criticam a obra e o esforço, o protagonismo dos outros. As que nada fazem são as mesmas para as quais nada nunca está bem, as invejosas, as desconfiadas, as maldosas. As que não sabem amar a sua cidade são as que não conseguem vislumbrar, para além da sua mesquinhez, a grandiosidade do trabalho dos outros, o despojamento voluntarioso dos que amam. O mesmo trabalho que aqui ninguém reconhece é aquele que quem vem de fora admira e elogia, o trabalho que noutros pontos do país e do mundo serve de referência e suscita satisfaç...

Até Sempre.

Hoje é dia de Homenagem ao Mestre

e os que cá ficámos para o recordar amanhecemos assim: (...)"Para Sul correm uns leves farrapos de nuvens, mesmo por cima do sítio onde o sol vai nascer. Irromper por detrás da montanha como se fosse um sol de pedra. De pedra, terra e ervas a arder. Um fogo ainda exíguo e brando. O mesmo sol que dentro em pouco se vai erguer a pulso, até se fixar no céu azul de Agosto."(...) in, "A Imperfeição do Amor", Joaquim Mestre, Setembro 2007

Não há palavra

que nos chegue para falar da morte de um Amigo. Nada parece grande o suficiente, capaz de descrever a grandeza de quem partiu. Nenhuma homenagem consegue simbolizar a falta, o vazio, a saudade, a lonjura do olhar que a morte do Mestre deixou em cada um dos seus amigos mais chegados, na família que o amava. É por isso que ainda não consegui escrever sobre ele. Mas outros o têm feito e é também disso que se vai fazer esta homenagem. De Álbum geral De Álbum geral

Último dia

de férias. Há qualquer coisa de sabor a pouco, o fim da liberdade, a raiva ao vestir das máscaras necessário para um recomeço que não se deseja. Tou de neura, vou mas é ali beber umas mines.

Bolas

que lhe estou a perder o jeito... Uma experienciazinha pequenininha ontem, de mudança de template para um tom assim mais...veraneante, sei lá, nem gostei nem nada apaguei o gajo e tudo não sei se disse que sou esquisita com a porra dos templates pronto e também não sei porque é que estou a escrever à Saramago deve ser das férias, que raio, mas dizia eu que não sei o que fiz que perdi logo a lista de blogues. Dasse. Mas já recuperei, de memória, quase tudo. O que é que me falta? Adenda: mas agora vamos ali dar uma voltinha de balão pronto.

Era tão simples

que no nosso caso, leia-se gente adulta, qualquer grande crise existencial com direito a lágrimas, afundanços de barriga para baixo na cama, portas a bater, posts inflamados num blog (sim, porque a evolução da espécie determina que fedelhas de 12 anos já tenham blog) de "ai sou tão infeliz nunca mais vou conseguir sorrir a minha vida acabou", também se curasse de repente com uma sms recebida e um recado atirado "Mãeee, vou agora ali brincar pró parque".

Fui ver 37

aquele que foi o último espectáculo dos Lêndias, com a presença do seu actor/mentor. O mesmo que aqui interpreta 3 personagens e se vai apresentando, o meu nome é... ...Luiz José Gomes Machado Guerreiro Pacheco, 37 anos, escritor e também mendigo, José Mário Branco, 37 anos, músico e revolucionário e desencantado e o actor, ele próprio, António Manuel Revez, 37 anos, pai de uma filha de 12 "que sei que é feliz". Neste último espectáculo antes de partir para Havana, Cuba, o Revez supera-se enquanto actor numa performance que nos arrepia pelo que tem de realista enquanto traça o perfil e percurso de vida dos três personagens. Que nos comove quando o Zé Mário Branco chama pela mãe e desenha o retrato de um país-refém, no seu sempre actualíssimo FMI. Que nos emociona até às lágrimas quando nos pede que não sejamos cínicos, que nos vamos embora, que deixemos de fingir e, não sendo isso possível, é ele quem sai. De cena, do palco, de Beja. Naquela que é uma das cenas mais corajos...

ADN

Ter em casa uma réplica fiel de nós próprios - em referência à epoca etária correspondente, num passado muuuuuuito distante... - em termos de aspecto físico, comportamentos, sentimentos e tiques.

Coisas cá da terra

No Pavilhão do NERBE, 3 dias de pura Energia.

Quase sempre

Foto: Mar um pequeno e aparentemente inocente detalhe, faz toda a diferença. (na minha terra, "ir à espiga" é sinónimo de arranjar um lindo molho composto de malmequeres, papoilas, espigas de trigo e ramos de oliveira. Colocá-lo atrás da porta de casa traz fortuna e abundância todo o ano. A ver vamos.)

Queriam...

imagem daqui Mas não apanham.

Das Pontes

E dos amores que encontramos para lá delas. E que cruzamos e se cruzam em nós, em cada suspiro, a cada passo. Das travessias que encetamos, luminosas e claras, simples, inevitáveis e predestinadas e tão indispensáveis como se, apenas, respirássemos.

Tivera eu

tempo e disposição para isto - como já tive - e faria flores... Assim, resigno-me a deixar, de quando em quando, um postito pré-agendado e que aparece quando a minha vontade determinar, só para não cortar de vez a umbilical ligação que criamos todos nós bloggers com este fruto dos nossos neurónios que pusémos no mundo... Este há-de aparecer quando nada o faria prever. Não se estranhe, portanto, a falta de elos, a quebra de continuidade daquilo que o precede. Caso se justifique, voltar-se-á aos temas anteriores. Ou não. É esse o supremo gozo, o magistral exercício da liberdade individual de ser, ter, mostrar, pensar, agir, construir, apagar, riscar, troçar, aplaudir, fingir, denunciar, discordar/concordar, gostar - ou não - que ter um blogue nos proporciona. Quem encare esta plataforma como algo mais que não isto, é melhor não vir cá ler. Procurem-se os respectivos grupos de pares, tal como faríamos na sociedade que aqui reproduzimos. Ignorem-se aqueles que nada nos dizem, que não acres...

Já terei dito

que muito gosto eu de uma polémicazinha? de vez em quando muito de vez em quando atenção... E como hoje até já me acusaram de estar praí virada e isto de ter a fama sem tirar umas lasquinhas de proveito é uma chatice, então bora lá: Ao que parece não terei conseguido o supremo desígnio de manter o nível do debate ali na caixa de comentários debaixo pelo que fui sumariamente despachada pelo único comentador que se deu a trabalho de me dar troco (gabo-lhe o gosto, já agora...) o que muito me entristeceu. Portanto, vou trancrever para aqui, na íntegra, os argumentos de quem sabe fazê-lo - alimentar o debate com seriedade - e que subscrevo entre aplausos: ..... Dúvidas sobre a Igreja Católica: 1. talvez (!?) represente um deus que ninguém pode provar que existe ou não. 2. talvez (!?) possas ir para o céu se fizeres o que a igreja diz que é a vontade desse deus que ninguém pode saber se existe. Certezas sobre a Igreja Católica: 1. É criada pelo império romano como instrumento de dominância ...

Declaração de Princípios

Não gosto de zonas cinzentas: ou é preto ou é branco ou multicolore. Não gosto de acusações injustas: se faço faço asneiras faço e assumo que faço [e é coisa que, assumo, faço muito], se não faço chateia-me que o meu nome ande nas bocas do mundo. Não tenho mais nenhum blogue para além deste e também não colaboro em nenhum outro: não por falta de convites, repare-se, muto menos de capacidade [cof, cof...] mas porque gosto de ser lida por quem sabe que sou eu que escrevo. Aliás, há uma boa dose de narcisismo nesta cena dos blogues e, como tal, não tem piada escrever umas larachas giras e depois não poder disfrutar dos créditos. Acreditem: já experimentei e desisti (nomes dos meus blogues defuntos: A Cortina, Pela Boca do Anjo, Tenho uma História, Blogue de Testes). E o Espelho Mágico, que não era anónimo mas deixou de servir às exigências de uma nova era, a era Ponto sem Nó. Em colectivos participei só mesmo no Proximizade, que foi um projecto bonito, feito com pessoas de quem gostava e ...

Voltar

Cumpriu-se Abril , mais um ano, e amanhã volto. Ao trabalho e às lutas, volto aos dias de sol, ao amor, à fé que me faz crer em futuros risonhos. Cumprido Abril e uma vela acesa, a continência feita a quem devo esta Liberdade de dizer, de escutar, de ler, de viver, volto a ouvir Zé Mário Branco e a estremecer com a força do FMI . E sei assim que não foi em vão, que os amanhãs hão-de Cantar , que se houver quem insista em Dizer ninguém há-de conseguir branquear, que quem a mim suceder há-de Saber e há-de Contar. Cumpriu-se outro Abril, as canções e os caminhos e eu sei que volto e que outros tantos voltarão, ainda que alguns [poucos] tentem que não.

Mas neste blogue há.

25 de Abril, Sempre! Foto daqui.

Facto

Pela 1ª vez, em 36 anos, não haverá foguetes em Beja, no 25 de abril. Ponto.

Já sei que gostavam

de estar no meu lugar amanhã, cof...cof... pois...temos pena. Jantar com o Agualusa não é para todo[a]s. *e agora licencinha, eu vou ali ao spa, cabeleireiro, massagista, ioga, maquilhadora e assim que tenho que tar gira, vá. **ai que lá vêm as puritanas acusar o meu ego de ser fútil...chatice, ai, ai, tou tão preocupada, de que côr levarei as unhas?............

Esta é daquelas

em que a malta arruma as trouxas e só volta pra casa no dia seguinte...Olarila! Programa do Dia Mundial do Livro, na Biblioteca de Beja… " Um jantar no meio dos livros, conversas com escritores, sessões de contos, exposições, musica e uma madrugada programada para “a malta dos 10 aos 14 anos”… Eis algumas das propostas que a Biblioteca Municipal de Beja apresenta aos seus utilizadores para festejar o Dia Mundial do Livro. A 23 de Abril os contadores Liliana Cianneto e Luís Carmelo vão desdobrar-se em inúmeras sessões de contos na Biblioteca, nas freguesias rurais e escolas do concelho (ver programa). Liliana Cianetto nasceu em Buenos Aires, é professora e autora de mais de trinta livros. Enquanto narradora tem participado em inúmeros festivais por todo o mundo. Cristina Taquelim, a contadora anfitriã, reconhece-lhe “o humor fino, a sua capacidade de brincar com os estereótipos e a capacidade de se contar…”.Luís Carmelo, o “homem de sorriso brando”, “conta sentado, sereno, às veze...

De todos os sítios do mundo

onde nunca irei, hoje queria estar aqui. * a colina de Mamaev Kurgan, Volvogrado. estátua "A Mãe Pátria chama!"

E de

inspiradela em expiradela, passou o dia, o fim de semana e, agora sim, há que inspirar muito, muito fundo para aguentar a semana que se avizinha... E se houver alguém que diga que este blogue se tornou num mero calendário eu desminto! (tamém, vou escrever sobre o quê, política?!....never!)

Olha que bela idéia!

Via Coisas que costumamos esquecer e que são rpecisamente as tais que devemos lembrar todos os dias.

Descubro

de uma assentada que sou "seguida" por dois novos blogues aqui da zona e que, tanto quanto me é dado a ver, prometem. Este jovem [diz ele e até prova em contrário a gente acredita], escolheu um nome bonito para o blogue e até ao momento ainda não se mostrou lá muito agressivo em termos de politica local, nem para um lado nem para o outro, a ver vamos. Estoutro [que não refere se é jovem ou nem por isso mas que, dizendo-se calvo e usado, parece que se enquadra no género masculino e apenas nos informa que fuma umas substâncias assim...como dizer...potenciadoras de umas gargalhadas, vá...] parece ter um humorzinho apurado e aproximar-se mais no meu campo ideológico, a ver vamos também. Olhem, seja como fôr, bem vindos à blogocoisa regional e divirtam-se que é para isto que cá andamos.

Vocês desculpem-me

e por "vocês" entenda-se todo o maralhal de pessoas a quem eu prezo [sim, claro, que as que não prezo não existem] por esta blogosfera fora. mas o Layout mai lindo de todos e todos e todos os blogues que eu conheço é este: Ide lá para ver em tamanho grande. Lindo. A foto mais bonita que já vi do Cais das Colunas. Lindo.

Shiuuufffff....(com adenda)*

Ninguém me liga nenhuma.... Em contrapartida Já tenho 14 seguidores, o yééé! * Mau: Querem lá ver? Agora que tenho comentários é que as minhas respostas não aparecem. Grunf! Coméqué ó blogger? Tás-ma a deixar mal vista perante o público, é?

E esta?

Acabo de saber que o Universo se encarregou [ mais uma vez, nunca me falha, o Universo, eu sei que sou uma ingrata, uma desnaturada incréua - palavra gira, será que existe? - mas pronto, ele mostra-me sempre o caminho, magnânimo, perdoa sempre e sempre e faz de conta que eu não sou uma descrente, o Universo, assobia para o lado e assim pode continuar a gostar de mim e fingir que eu não praguejei, estrebuchei e o amaldiçoei durante os tempos negros de travessias do deserto para que ele me tem empurrado, o Universo, apesar de gostar de mim, pequena partícula de poeira linda e querida que sou eu e podre de gira e me perdoar sempre e acolher, o Universo ] de novo, de colocar as coisas no devido lugar.

O Cante

das Mulheres. Foto: Zé Maria -Grupo Coral Feminino no Centro Social do Lidador De como uma actividade tradicionalmente masculina é apropriada por Elas, de mansinho, levando a água ao seu moinho. De como Elas mostram que podem. 15 grupos corais femininos mostrados ao mundo, abrindo caminhos, despertando emoções. Da ternura e um arrepio que nos percorre a pele numa tarde quente de Primavera. É bonito orgulharmo-nos de um projecto que fizémos nascer.

E depois

vem um sopro de Primavera, umas pontas de mãos que dedilham a pele, um aroma de flores que se desprende do sorriso, vem a paz e a redenção na forma de um pássaro selvagem que ninguém consegue prender [nem ninguém quer fazê-lo] e que, majestoso, te sobrevoa sem perder de vista, vem uma boca esquecida na curva do pescoço e um braço que prende e ampara ao mesmo tempo, vêm ruas pisadas a galope, contra o vento, que acabam em ruelas onde um restaurante antigo faz o melhor frango assado do mundo. Vem Lisboa e as colinas, miradouros e mistérios que desvendas ao virar de uma esquina, sem saberes. E vem a luz que tudo cobre de repente, uma poalha de ouro no entardecer sobre o rio, que te ilumina os olhos e os cabelos e aí sabes que chegaste ou que talvez nunca tenhas saido de casa.

E também não deixa de ser significativo

que ao terceiro post publicado antes deste eu tenha tido...duas respostas. mas isso é só porque os outros todos (aqueles com quem me estive a empanturrar hoje até estas (des)horas e que são os melhores, os maiores, os mai lindos e mais coiso e assim que todos os vossos) ainda não leram o blogue...

Obrigada que estou

desde há duas longas semanas e a caminho da terceira, a efectuar higiénicas caminhadas sempre que preciso de qualquer simples deslocação para resolver assuntos vários tais como adquirir géneros alimentares, transportar crianças e a mim mesma à escola/trabalho/festas de aniversário/correios/lojas de animais iétecétera, isto derivado a [sempre quis usar esta extraordinária expressão...] ter partido o carrito todo e, ainda que isenta de qualquer culpa, ainda assim, não ter direito a viatura de substituição no período que medeia enquanto os gajos a quem pagamos o coiro e cabelo [outra expressão fantástica], i.e., seguradoras, não se decidem a resolver o imbrólio de queixa/perito/orçamento/valore de peças solicitado a firmas que nunca mais chega/assumpção de culpa/proposta/eventual constestação/negociação/nova proposta/(repetir tudo o atrás escrito se necessário). Ora, dizia eu, tendo feito caminhadas a penantes que é um gosto, pelo menos para os meus glúteos, posso finalmente afirmar com ...

Desculpem lá

mas é qualquer coisa assim: Existe mesmo um blogue que se chama A Pipoca mais Doce - mas quem é que se lembra deste nome quando cria um blogue, só pode tar a gozar, não??- e que tem uma autora que é uma mocita nova engraçadita mas que caiu no goto não sei bem de quem ou ela é de famílias conhecidas e que eu agora não tou bem a ver?? e que, à semelhança de uma carrada de outros blogues que eu até gosto de ir ler às vezes, porque são leves e frescos e dá para descontrair da nossa vidinha de trabalho miserável ao fim do dia, como é o caso do Amor é um Lugar Estranho, Este blogue Precisa de um nome, Dias de uma Princesa, Rititi e cenas parecidas de que eu agora não me lembro e que falam todos do mesmo, tal como sapatos, os mais e os menos dos Òscares, lojas fixes que eu até gosto de ficar a conhecer para comprar uns trapitos e uns Louboutin ou Blahnick que não posso ir ali comprar a Milão ao fim da tarde como gostaria -tal como elas , aposto -e que posso ter ao preço da chuva ali no site...

É quando nos

acontecem as piores coisas, que experimentamos o que de melhor existe nas pessoas. [ou não. o que, para o caso, é igual ao litro uma vez que o que interessa mesmo, o que vai ficar registado como válido no livro do Deve-Haver, é o pressuposto enunciado acima.] Para vocês, Amigos. :-)

É que

está tudo inventado... (...)A conclusão central é condensada nestas linhas retiradas da sinopse do livro: "Estes acontecimentos são exemplos da doutrina de choque: o aproveitamento da desorientação pública no seguimento de enormes choques colectivos -- guerras, ataques terroristas ou desastres naturais para ganhar controlo impondo uma terapia de choque económica." Este mesmo processo está hoje em curso em Portugal (e não só). Mas o choque colectivo, que serve para desorientar e sedar, resultou dum desastre que de natural tem muito pouco. O que é realmente inacreditável, é que neste caso os beneficiários da terapia de choque económica que nos está a ser imposta são exactamente os mesmos que foram responsáveis pelo desastre que lhe serve de justificação. Se tudo tivesse sido premeditado não teria resultado melhor. Será que?!...( via, Vias de Facto) O que só contribui para me aumentar o nojo - NOJO, é a palavra, nem mais nem menos, exacta - destes gajos a quem o papalvo-povinho...

Não só li

Como aplaudi, de pé: Este post , para além de estar muito bem-escrito, mostra caminhos, propõe, sugere actos, [com os quais concordo em absoluto, todos] pede que se tomem medidas, que se intervenha de facto e não só em blá, blá, blá oco, "ses" e "considerandos" de consciências mal lavadas. Porque a culpa não pode continuar a morrer solteira, as crianças têm que continuar a ser crianças, felizes, inocentes, amadas e protegidas por quem pode e tem o dever absoluto de o fazer, até chegarem ao futuro que lhes esteja reservado.

Há sempre um dia

o Primeiro de muitos ou aquele que será o Último. Um dia que fica, um dia que se esvai. Para o amor e para a guerra, há um dia. Para a sorte e o azar. Um dia para o fim e um outro para o princípio, o primeiríssimo de todos, o que era o Verbo e mais todos aqueles que se lhe hão-de seguir. Muitos. Porque há sempre príncipios que se iniciam, inocentes e impolutos, nem que seja a cada novo raiar do sol. Mas há um dia. Aquele que marca, decisivo, determinante. Que nunca se esquece, que o tempo não mais há-de apagar. O tal que muda, muito ou pouco, tudo ou quase nada mas muda. É quando deixamos de dizer que temos que fazer para fazermos de facto. Quando se deixam de lado a vontade e a intenção, a revolta ou a resignação, se passa da resolução à efectiva acção. Tal como para Ipiranga, para cada um de nós há um dia. Ou haverá tantos. Já tive muitos mas agora o meu está quase, quase a chegar.

A quem

está desde há uns dias a salivar, ansiosamente à espera que eu venha para aqui desfiar lamúrias sobre o caos da minha vida desde que essa pessoínha se deu ao trabalho de encomendar um voodoo mal amanhado a uma bruxa de trazer por casa, desampare a loja e tire o cavalinho da chuva. Afinal, inundações em casa, incêndios com cozinhas destruidas, queimaduras de 2º grau e respectiva cirurgia às mãos, dívidas à Caixa Geral de depósitos em valores que dariam para comprar uma pequena ilha em Angra dos Reis, referentes a duas DUAS casas, nenhuma das quais com ares de se ir vender em breve, descida de categoria profissional sacanice injusta mas adiante e respectiva posição remuneratória, acidentes de automóvel coisapouca, apenas dois em dois meses nenhum dos quais por minha culpa, o ultimo dos quais a mandar o carrito prá sucata, não são nada que me tire o sorriso. Ainda hoje, com as costelas enfaixadas do esticão do cinto de segurança e de pescoço todo torcido, era ver-me, alegre e feliz, a s...

Amanhã dança-se assim, no Pax Julia, Teatro Muncipal...e nós estaremos lá para ver.

Inferno é um lugar onde se descansa por fim a tristeza e se cansa o corpo dançante pelo puro prazer de o fazer. Um espaço de libertação e tranquilidade incontida que predispõe ao arrebatamento. Contradizendo o título, aqui o pecado não é punido. A maldade não é punida. A fraqueza também não. Inferno é um caminho interior e iniciático, polvilhado de tristezas, ironias e reconciliações. A ideia de musical, como em Paraíso , continua presente mas com um olhar ainda mais distante. Várias são as formas de expressão. As vozes unem-se em hino ou em canções de amores solitárias. Os anjos transformam-se em bobos que dançam e falam sobre alguns de nós. Tudo o resto é para ser descoberto a cada passo, em cada palavra, em cada som ... Olga Roriz * informações (no blog do pax julia descubram que o link nã m'aparece)

Triste Facto*

Há que tempos que não escrevo ponta de corno de nada de jeito que mereça ser lido. * Título que me remeteu vagamente para Tristres Trópicos o que daria uma bela de uma dissertação sobre Levi Strauss e as aulas do Professor Pereira Neto no ISCSP mas que, lá está, apenas aconteceria caso eu conseguisse escrever [como já antes consegui cof, cof, fora com as modéstias] qualquer coisa que jeito.

Dar uma volta

ao bilhar grande é uma expressão que não parece fazer muito sentido. Senão vejamos [sempre quis usar esta expressão]: "o bilhar" deve significar, muito provavelmente, a mesa onde decorre o dito jogo. "Grande" quererá, decerto, dizer que a dita terá um tamanho avantajado, quiçá [outra das expressões que me pélo para usar. se bem que este me pélo também não deixa de ser tentador...] acima da média, ainda que eu não tenha fucking idea de qual será a média para estas coisas. Ora, dar uma volta a uma mesa de dimensão exagerada não me parece ser assim uma cena tão problemática quanto a expressão tenta simbolizar. Sim, porque mandar alguém dar uma volta ao bilhar grande, convenhamos, não é de longe a mesma coisa que mandá-l(a) ir pró ca.. Isso. Aí está a razão pela qual eu não consigo entender a força (ou falta dela) da expressão. E porque me preocupo eu agora com isto? Porque meio a dormir, vendo um episódio de Perdidos, e antecipando o gozo que me dará a cara parva de s...

Reparem...

não é que me falte a vontade. Também não se trata daquelas alturas em que a inspiração nos foge, liberta de amarras e se fica por um serão à roda de lume a devorar "Anatomias" e "Mentes Criminosas" ou a ler as pilhas de livros que se vão acumulando. Muito menos de falta de assunto que isso - graçazadéus (ler com sotaque brasileiro) - é coisa que nunca escasseia por estas bandas de terrinha de provincia que se alimenta de ditos, mexericos e outros fanicos. É mesmo do tempo que falamos. Esse sim que nunca chega, que se escoa como areia enquanto fechamos um olho, abrimos o outro, vamos só ali, inspiramos e de repente já estamos acoli. Falta-me o tempo para me dedicar a estoutra realidade. Mas não se iludam caros confrades [como diria um estimado amigo destas lides], breve, breve volto à forma original. * para poupar trabalho aos simpáticos paladinos da justiça, bom-nome, ética, moral e dos costumes , que gostam de vasculhar estas coisinhas para se entreter, post e...

Não sei se é só de mim

mas o mau humor é inversamente proporcional ao estômago cheio... O que quer dizer que de manhã - e, curiosamente, isto dá-se apenas de manhã, leia-se, no caso de hoje por exemplo, por volta das duas da tarde deve ser qualquer coisa tipo carência de carburador dos neurónios nos mínimos aceitáveis para que comecem a funcionar ou assim -, até abancar a uma qualquer mesa de pequeno almoço com um café grande e um pão com manteiga.. ..saírem-me da frente! Ora é precisamente nestas alturas que os simpáticos habitantes desta cidade, no meu percurso casa-café, supostamente curto e pouco atribulado, resolvem todos TODOS! cruzar-se-me no caminho e ser ainda mais simpáticos do que o habitual em dias normais da semana, isto é, dias não-ponte . Se nesses dias trocamos uns grunhidos em forma de bom dia ou boa tarde, a correr que se faz tarde pró emprego/esposa/esposo/amante(s)/compras/crianças/levar o cao à rua/cinema (riscar o que não interessa), nestes outros eis que proliferam os sorrisos rasgad...
Escrever sobre o tempo polar que se instalou numa pacata cidade mediterrânica, as doenças que obrigam a ficar em casa - por associação com o tempo polar, esta do ficar em casa seria fixe se não estivesse, por sua vez, associada às doenças - ou a falta de inspiração para escrever? Melhor não escrever sobre nenhuma delas e ir acender o lume..

Abrir o ecrã

do computador partilhado com a recém-pré-adolescente-de-pleno-direito-acabada-de-fazer-12-anos-com-direito-a-hormonas-desvairadas-aos saltinhos-risinhos-gritinhos-enfim-o-pacote-completo e dar de caras com o mais recente screensaver que diz Schoolsucks em letras garrafais, requer que tipo de abordagem pedagógica, ó faxavôr alguém tem por aí o manual à mão??

Foi preciso passar dos 40 para

Viajar até locais de sonho. Conhecer a gente mais extraordinária [ e, por compensação, também a mais ordinária ... ] Experimentar a gastronomia mais exótica e deliciosa. E isto acontecer no périplo pelos restaurantes mais inesquecíveis. Acompanhada de quem mais gosto. Gostar do que faço. Confiar cegamente nas - menos dos dedos de uma mão -pessoas que me são próximas [ e, por compensação, desconfiar do resto do mundo. Temos pena. ] Ter um património afectivo valiosíssimo. E um património material igual em valor, apesar de o dever integralmente ao banco. Comprar todos os livros que quero ter. Ver morrerem-me os amigos mais insubstituiveis. Descobrir que eles nunca morrem. Chamar "meu amor" e sentir o sabor de cada letra. Ter artesanato de Timor. [ e esta vem na sequência da de cima ] Ouvir histórias de viagens da boca [ linda, por sinal ] de alguém que não se cansa de as contar. E que esteve mesmo lá. Ver, com estes que a Terra há-de comer, os dois [DOIS!] passaportes completam...
"E porque poesia e porque adeus, De todas as palavras, escolhi dor." Rosa Lobato Faria , Foi-se hoje a sua existência em matéria, ela nunca se irá.

Rabo de Fora.

Não resiste a mirar-se no reflexo da janela, vendo o rato ao longe a cofiar os bigodes e julga-se esperto o gatito, que aqui, não sei porquê, talvez seja a leveza da imagem, qualquer coisa de suavidade naqueles véus esvoaçantes, whatever , me soa a que seja um gatito do género feminino vamos então por aí, a gatita, dizia eu, julgando-se mais do que esperta na sua demanda de apanhar/desorientar/impressionar/enganar/intimidar/distrair/caçar/sobressair /exterminar a raça até à sétima geração/and-so-on and-so-on (riscar o que não interessa ou ficar com todas as opções é à vontade do freguês, senhoras e senhores, meninos e meninas, é comprar, é comprar até enjoar) o pobre do rato, esse exemplar de raça chata e resistente, a gatita, não se esqueçam do que dizia eu, manobra e maquina e encontra soluções que julga impressionantes, escondida atrás da cortina, ah que agora é que é e já vai tarde, apanho-te todo, chamo-te um figo e lambo os beiços, até que enfim que a caça já vai longa e cansativ...

Gato escondido com...

É quando

menos esperamos que os amigos mais nos surpreendem. E comovem. E sabe bem, ainda que vos possa parecer que eu nem por isso valorizo, ah e tal ó pra mim que sou tão forte e firme e não vergo muito menos quebro (e sou).(mas gosto muito de vocês também). :-)

Convicta,

até prova em contrário que, coerência é sinónimo de credibilidade. Coragem é geradora de respeito. Não esperar demais nunca nos deixa defraudados. É por isso que as pessoas, para mim,são os actos que praticam, não aquilo que afirmam ser. A lista de links aqui ao lado reflecte isso mesmo.

Saborear 2.

Livros, montes, como é que me esqueci de livros, o Jamaica e o Tóquio, como me fui esquecer do Jamaica e do Tóquio, o som do mar, um petisco com amigos, o miradouro do Príncipe Real, a Rua da Rosa e a Gafieira, a Terrugem, o sol vermelho de sangue no Alentejo infinito, sangria de champanhe, o Coliseu, um concerto dos "Cheiro de Minina" numa terreola perdida em Natal, um café na marina em Port D'Antrax, café, café, café, os Doors, um serão em família, o Citröen 2 cavalos, o cheiro de alguém numa peça de roupa esquecida, gelado italiano, velas, muitas, sempre, artesanato de Timor. Ser feliz.
Aquilo que não nos mata, torna-nos mais fortes.* Friedrich Nietzsche E posto isto, que siga a música! * adaptado da versão correcta "Aquilo que não me destrói fortalece-me" porque gosto mais da sonoridade.

Saborear.

Uma memória, um aroma, um sorriso, um destino a cumprir, malas e sapatos, uma sala de cinema escura, estar sentada no Cais das Colunas numa noite de fim de ano, o luar, o Seagull, e o Frágil, um mergulho, Copacabana à noite, ostras na praia, sangria branca, uma ruela de Lisboa, ou então escadinhas, Sesimbra e o Guincho, chocolate quente, scones, a lareira a crepitar, um [o] beijo inesquecível, lençóis lavados, cabelos a esvoaçar, o silêncio, a noite. Estar vivo.

Já disse isto

pra cima de uma porrada de vezes, de cada vez que, posta perante a insignificância da vida humana caio e mim e me redimo perante DEUS ou sei lá quem ou o quê e percebo que temos é que dar graças por esta oportunidade de estar por aqui no Universo e saudáveis e felizes por ver os girassóis a crescer e o sol a pôr-se e sentir o cheiro do lume de azinho a queimar noite dentro enquanto lá fora a humidade pinta de branco as casas e o asfalto e as luzes difusas dos carros a passar parecem faróis que nos chamam vem, vem por aqui, vem, este é o caminho . Já o disse uma porrada de vezes mas depois logo me esqueço, na vertigem dos dias e responsabilidades, do compromisso com os outros e da verdade que tem que sobressair acima de tudo o resto, na voragem do tempo que há que respeitar e gerir e que passa a correr sem que pareça ter servido para alguma coisa, esqueço-me enquanto tento cumprir os prazos e não falhar e provar a mim e aos outros o que houver a provar e ficar por cima porque, por defei...

Objecto de Culto

Cada vez mais. E em [quase] exclusividade absoluta.

Porque é que

o caos se instala sempre que cai uma aguinha de nada do céus? *é que da última vez que choveu - e nem metade disto de hoje - tive um velhote de 83 anos em contramão a espetar-se frontalmente contra mim, portantes...(segundo o dito estava limpar o vidro e não viu... e nem me ouviu furiosamente a apitar, ao contrário dos habitantes do 3 quarteirões em redor, digo eu.)

Desde que há memória que

se sabe que em todos os povos, em qualquer época, em todo o mundo as ditaduras geram oposição. Faz parte da natureza humana resistir. É por isso que somos gente desde a pré-história. É mais forte que nós este anseio de liberdade, a sobrevivência aos elementos, a busca da felicidade.* *(editado por causa das más interpretações. esta actividade da bloga presta-se às reflexões filosóficas e pseudo-intelectuais. depois quem lê disseca à sua maneira. nem sempre a mais correcta. só depois de ouvir as interpretações dos outros é que se percebe que se podem ferir susceptibilidades de forma gratuita.)