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A mostrar mensagens de agosto, 2008

Quem vive

a Sul, como eu, encara com uma perspectiva completamente diferente dos 'do Norte' as variações de temperatura que se verificam, por vezes, em pleno mês de Agosto. Quando se (sobre)vive em pleno deserto do Sahara , com médias mensais sempre para cima dos 35 graus, acolhe-se como uma benção o refrescar das noites, a cheiro da humidade no ar a antever a chuva que escasseia, o fresco que se obtém por se abrir de par em par todas as janelas da casa. Nada se compara a este ar refrigerado por frentes frias ao invés daquele que é artificialmente condicionado por maquinetas. É por isso que ando tão feliz neste dias nublados, a pedirem manga comprida nas saídas nocturnas até à esplanada. É que ainda não me esqueci do ano em que tive que dormir com um recipiente cheio de água aos pés da cama...volta e meia levantava-me e humedia a pele, molhava os pés e as pernas e tornava a tentar adormecer, ingloriamente, naquele que foi um dos Verões mais sufocantes que já vivi por aqui - 2006, parece-...

Logo, logo

após ter peremptoriamente afirmado à Xica, ali para baixo, que não era fácil encontrar uma imagem e um conceito que me espelhasse na totalidade ( ou, pelo menos, uma 'totalidade' que me espelhe agora, neste preciso momento espacio-temporal, a qual pode mudar ligeiramente , coisa pouca, um nadinha mais à esquerda - sempre à esquerda, óbvio - de um momento para o outro, sem aviso prévio, já se sabe ) eis senão quando me aparece esta fabulosa visão, um fluido azul ondulante que se enrola em nós que não o são, talvez apenas uns laços lassos, muito gosto eu de jogos de palavras , logo prontos a desenlaçar-se, ao sabor das minhas moods sempre imprevisíveis. Minimalista, sem deixar de ser rico em cor e sensações. Elegante e discreto, embora arrojado e irreverente q.b.. Eu, talqualzinho, eu. Fica este! por quanto tempo não se sabe.

Sim

talvez valesse a pena. Apagar do calendário todos os dias que desperdiçámos, que desusámos , que nem sentimos passar, que nos ultrapassaram. E colocar, no seu lugar, a morna dolência da tarde, um copo de vinho branco gelado, alguns morangos. Um arrepio, o toque molhado de cabelos acabados de lavar, o doce aroma do pêssego, roupas brancas de linho. Talvez valesse a pena esquecer que as estradas nem sempre desembocam num caminho, que tropeçámos tantas vezes nos engulhos, acreditar que as estrelas é que nos guiam, fechar os olhos e deixarmo-nos levar em suaves ondulações de azul. Até ao infinito ( e mais além )*. * Ok, ok, eu sei que assim estrago a lamechice lírica mas é que sempre fui fã do Buzz Lightyear.

Acho que

devo ter alma de cigana. Depois de um dia complicado, não vejo maior luxo do que chegar a casa e jogar os sapatos para qualquer lado. Depois, já com os pés na frescura do mosaico, retirar os adereços como se ali se encerrasse a função, cai o pano, o espectáculo já terminou. Por hoje. Posso ser eu outra vez, sem pinturas ou pulseiras, sem telefones e "só uma palavrinha" e mais uma chatice para resolver em tempo recorde. Eu só, ao natural, de cara lavada e com uma roupa velha enfiada pelo pescoço abaixo, o mais velha e leve possível. Depois do banho. Eu sei, só neste último ponto é que ali a tal coisa da alma não bate certo.

Quase lá...

Festa do Àvante 2007 (esperar um pouco até que carregue na totalidade, vale a pena) E pois claro, estive lá... Dedicado á miga susete que foi quem primeiro se lembrou que está quase na hora. Ver também a excelente reportagem fotográfica da construção da Festa, aqui , pelo camarada Sérgio Ribeiro.
Nem todos os dias são dias de escrita. Alguns há que são dias de céu e brisa fresca e aromas de final de Verão. A absorver compulsivamente como se não houvesse amanhã. Até já.

Manias

Tenho uma técnica muito própria de ler as revistas de que gosto. Não falo daquelas do coração, luxes e flashes e gentes e marias e afins. Falo, para o caso em apreço, da Única, a revista que, aos Sábados, acompanha o Expresso e os meus cafés duplos. De vez em quando, por variados motivos, fica por ler durante vários dias, numa antecipação longamente saboreada, até chegar a altura em que a disponibilidade - a mental e a outra mais prosaica - me permite descalçar os sapatos, esticar-me no sofá e degustar a leitura (o cenário é igualmente aplicável a livros, a técnica não) de um menú tão diverso quanto apelativo. Começo sempre, mas sempre, pelo fim. Parto-me a rir com as crónicas do Comendador Marques de Correia para, em seguida, dar mais ou menos atenção à Clara Ferreira Alves. Alturas há que as suas densas crónicas sobre literatura e autores estrangeiros de nomes impronunciáveis me abrem o bocejo e outras, o caso da que motivou este post e à qual voltarei não sei bem quando (mas depois...

Se eu escrevesse

sobre os múltiplos acontecimentos de interesse da actual idade local, regional, nacional e internacional, acrescentando o link que se impõe e uma ou outra foto que dá sempre um colorido giro à coisa este blogue nunca tinha falta de assunto. E, muito menos, de estados de alma.

Mudei de idéias

a propósito do post que aqui estava e já não está e que mereceu da susete este comentário: Susete Evaristo disse... Ao contrário de ti acabei de comprar mais uns tarecos, uns mesmo antigos e outros (dois camiseiros) novos mas de estilo antigo.Só para teres uma noção os móveis da minha casa de jantar são Henrique II, enormes com portas de dragões com cachos de uvas na boca, a minha cama é do séc. XIX com uma lindissima flor de liz na cabeceira, o resta da casa a condizer.Muitas pessoas desfazen-se das mobilias de boa madeira antigas e compram modelos modernos mas de madeira duvidosa. Eu só tenho pena de não ter uma casa grande para que os móveis pudessem brilhar como merecem.

O belo

nunca é excessivo. Principalmente se nos é dedicado por uma amigo do peito. Aquando da criação de um dos meus vários blogues, esse amigo escreveu-me isto: Inventei um palco e construí um cenário: cortinas de veludo, véus de tule, lantejoulas, arco-iris de holofotes e música, a eterna música. Vivi nele a representar para mim e para mais alguém, a sorrir, a sorrir sempre. Cansei-me. No camarim arranquei o supérfluo: a peruca, as pestanas e o rímel e fiquei só interrogando o espelho. Só eu, sem palco nem artefactos. Para quem representei não aplaudiu porque não entendeu o esforço da actriz. Com mágoa, confesso que só representei aquilo que não sou. Corri as cortinas e afastei os adereços. Plantei-me, hirta e confiante, e gargalhei ao espelho. Embrenhei-me na chuva de Agosto e prometi às pedras que pisava que os meus passos serão decididos como quem caminha, to d os os dias, para o mistério do sol nascente. CM (21/08/2004)

Atão, bora lá?

Inscrições aqui .

Há que ser coerente

gostamos dos blogues que lemos por vários motivos. O principal é identificarmo-nos com a pessoa por detrás da escrita. Com a sua forma de ver o mundo, de sentir, com as opções estéticas, com as idéias que expressa. Ou sim ou sopas.

Às Voltas

com a Volta a Portugal em bicicleta. Chegada a Beja por volta das 16.30 da tarde, numa etapa de 196 kms, desde Portimão, já dancei com o João Baião, algumas quedas aparatosas, a AMALGA que é tão gira vista de cima, olha ali a minha rua!, a descida da estação como se fosse uma montanha russa, mas onde é que anda o camisola amarela?? estes gajos não se cansam? e quando é que isto acaba que não vejo a Meta à vista? o que eu gostava de andar agora ali naquele helicótero. É giro isto de estar ainda há pouco tempo a participar ao vivo e em directo na festa e agora estar aqui, confortavelmente no sofá, a ver as imagens na Televisão. :-)

O meu blogue tem vida própria

Como eu dizia aqui em baixo, esta coisa do agendamento de posts é mesmo uma inovação tecnológica daquelas que nos facilitam a vida. Ainda mais para gente assim desequilibrada, destrambelhada, excessiva, que tanto lhe dá para passar uma semana inteirinha sem lhe apetecer escrever uma única consoante como de repente desata a produzir estórias como se não houvesse amanhã. E é precisamente essas alturas que é de aproveitar: Organiza-se a escrita toda diretinha e bonitinha, os justifys todos e mais os itálicos, quiçá um ou outro bold, abre-se as opções de mensagens, escreve-se a data de, por exemplo, 13/05/2070, pelas 18.49 minutos e ordena-se "Publique-se". Depois é só ficar sentado à espera. Não é bem como se o blogue existisse sem mim mas , sem dúvida que passa a existir para além de mim. :-) Nota: e o jeitão que isto dá, então amanhã (quando vocês estiverem a ler , leiam "hoje" ), que vou estar no Canal 1, tão entretida a falar com o João Baião na transmissão da ch...

À conta

do perfeito trabalho artístico da minha filha, minuciosamente executado enquanto eu dormitava no sofá, ganhei do meu filho a exclamação em ar de gozo: - Olha, tenho uma mãe emo ! não, não é preto, é castanho muito escuro. Nº 13, da sephora.

Até me fica mal

dizer isto mas andava completamente desinformada dos meus camaradas comunas na blogosfera... Agora vai ser sempr'a abrir. Mais um ali para o lado. E tudo por conta da magana da baleizoeira Xica .

Não sei se se percebe

o que eu quis dizer ali no post de baixo* ... * uma nação assim onde os que têm que fazer dieta e não são propriamente aficcionados da cozinha pudessem encontrar disto em cada esquina.

E quando nós todos,

os pacóvios habitantes deste país à beira-mar plantado, que a única coisa que sabemos fazer bem é cantar o fado a chorar-nos e ter pena de nós, ai tão pobrezinhos que somos e tanta saudade que temos sabe-se lá do quê mas temos, e lá nos vamos lastimando e chorando sem vemos o que temos à frente do nariz, este clima, este sol, este mar, este ar, descobrirmos o que é fazer parte de uma nação desenvolvida , eu vou querer ser assim: Mar, numa manhã de segunda a caminho do emprego a dar cabo dos triglicéridos e demais coisos gordurosos.

Lixado isto,

de o "lag" das férias implicar nos afectados um calendário mental que se situa a anos-luz do real. *talvez seja por isso que não consigo parar de saltitar de blogue em blogue e vou tendo alguma dificuldade em descodificar cenas que, se calhar, em circuntâncias normais - leia-se, sem os neurónios todos ainda a nadar no cloro azul - leria à transparência num ápice.

O bom de um gajo

ao fim de 44 anos e escassíssimos médicos no currículo, ouvir dizerem-lhe que tem o colesterol (o mau!) ligeiramente alto, sabe, e devia fazer mais exercício, já para não falar, claro, ter cuidado com a alimentação, é poder sentar-se em frente à televisão com uma taça tamanho XL de salada e, apenas com um talher, jantar com metade dos neurónios postos numa série da FOX, enquanto a outra metade pensa, distraídamente, deixa cá ver que sabor me calha a seguir . A saber: rúcula, alface normal, tomate, pepino, rebentos de soja, castanha cozida, peito de frango grelhado, manjericão e demais temperos. (faltou o queijo fresco, as nozes, passas, pinhões e milho cozido, 'maila' beterraba e a cenoura ralada, mas não posso gastar os cartuchos todos de uma vez que ainda a procissão vai no adro.)

Já não sei bem

há quanto tempo nem em que local (mas sei que foi há bué..), li de relance uma notícia que achei absolutamente fantástica e da qual resolvi fazer copy/paste para poder ler com calma mais tarde. No entretanto e dada a pouca tendência aqui da Je para a organização perdi-lhe o rasto e dei agora com ela no pc cá de casa, ciosamente guardada num local que o rebento mais velho pomposamente apelidou de "Pasta da mãe"... (...) A exposição REMADE IN Portugal - que é inaugurada hoje na Estufa Fria, em Lisboa, de onde partirá para Serralves, no Porto, a partir de 19 de Outubro - está aí para provar isso mesmo. São 15 os designers e arquitectos portugueses que apresentam criações feitas com material reciclado. A partir do lixo que vai parar aos caixotes domésticos, nuns casos, e de resíduos industriais, noutros. ...é a transposição para Portugal do projecto italiano chamado REMADE IN Italy, criado em 2004, em colaboração com o Ministério do Ambiente italiano, com a finalidade de difundir...

Lá para o início

deste blogue, escrevi isto: As pessoas que vivem dentro dos blogues, têm as suas existências dependentes de um simples clique. Se ele não se concretizar, morreram. O que serve tanto para o bem como para o mal. E o mal é perder o rasto a blogues que sempre foram uma referência para nós. Este azulcobalto foi o primeiro que comentei e o primeiro que me levou à fala com alguém do outro lado, a sua autora, a m., no meu remoto passado de blogocoisa. Recuperado que está, vai já ali para o lado.

Vistas do Sudoeste

não por um canudo, que já não temos idade para estas coisas e tanto pó e o barulho que ninguém dorme e as tendas tão desconfortáveis e o chão é duro e ai as cruzes mas lá que gostávamos gostávamos , mas quase. Da janela de um carro em andamento, em pleno percurso entre Odeceixe e Vila Nova de Milfontes.

Da fé e outros ópios

Passa pouco das seis e meia da tarde e enquanto estendo a roupa à mercê de um sol abrasador, observo, da varanda do meu segundo andar climatizado com ar condicionado, vidros duplos e revestimentos XPTO, para o interior do qual vou voar já de seguida, hordas de velhinhas que calcorreiam o inóspito asfalto da rua em frente do meu prédio, armadas de panamás brancos e chapéus de chuva que, sublinhe-se, trazem fechados nos quais se apoiam , em jeito de bengala. Enquanto se deslocam pachorrentamente, por via das cruzes e do calor sufucante, vão falando de algo que não consigo descodificar, por causa da distância a que me encontro. Maldizendo o calor e a roupa estendida às três pancadas, mais as molas que se me escapam das mãos, pergunto a mim própria o que raio andam aquelas senhoras a fazer na rua podendo, dada sua óbvia condição de reformadas, tão facilmente optar por ficar em casa, à espera que a fresquinha as traga e mais às cadeiras de praia para o passeio em frente à porta, para os d...

Conheço-te tão bem...

o que me suscita assim uma espécie de orgulho ou coisa que o valha, parvo é certo, se tivermos em conta que não existe qualquer razão válida para que o sinta mas, que queres, ainda assim, ele aparece. sempre que te antecipo um passo, que confirmo uma estratégia, que aplaudo uma jogada. Aí está ele, esse sentimento absurdo, inchando-me o peito, desatando-me o sorriso, levando-me a saborear até, arriscaria afirmá-lo, uma ponta de nostalgia. Conheço(i)-te mesmo bem. Coisa nada fácil convenhamos e, se calhar, é por isso mesmo que a sua constatação me afaga a auto-estima, me afirma a néon que alguma coisa de bom devo ter sido capaz de fazer feito para entrar no grupo dos bafejados por tal sorte. É por isso que admiro quem quer que seja que o alcance também. Esse mesmo estatuto. Afinal, o xadrez é mesmo o jogo mais racional que existe e o xeque-mate só está reservado a uma inteligência superior.

Se este Homem

se candidatasse a Presidente da República eu votava nele. (...)O homem que passa a vida caladinho que nem um ratinho institucional, que vai à Madeira prestar culto e vassalagem a essa sucursal nacional do Hari Batasuna que dá pelo nome de Alberto João Jardim, que acha que o país tem de lhe pagar um chorudo resgate para ter umas ilhotas no meio do Atlântico; o homem que se mantém sepulcral em relação à pobreza, ao desemprego, à crise económica, ao cerco às liberdades individuais, esse proeminente estadista decidiu agora interromper as suas férias e a nossa paz para nos alertar que o novo estatuto autonómico dos Açores o obrigará a fazer mais dois telefonemas antes de poder fazer uma coisa que nenhum Presidente da República fez, nem nenhum fará. (...) o estatuto autonómico dos Açores, por Tutatis, “who gives a fuck”. Tomem lá os comprimidos e vão de férias, de preferência de longa duração. Rui Pelejão , no PNET Homem.

De tempos a tempos

faço uma razia às gavetas. Nas férias é a altura indicada embora nem sempre consiga dar a a volta àquela vozinha insidiosa que me martela aos ouvidos: cama.., preguiça.., lençóis frescos.., livros.., pilha de revistas..., hmmmm... que, regra geral, consegue obter em mim o chamado "efeito Homer Simpson a babar pelo canto da boca". Despejar gavetas com quilos de papel antigo é assim uma espécie de lavagem automática da alma. Vamos rasgando recibos de pagamentos vários, de vários anos transactos, cartões de boas festas da última década, contas saldadas com instituições bancárias, apólices de seguro já canceladas e centenas de folhas com anotações obsoletas, como se fôssemos percorrendo a passadeira sob o movimento rotativo das escovas e a espuma redentora. Fechar uma gaveta acabada de arrumar é encerrar um capítulo, respirar de alívio pelo caminho já percorrido com sucesso, obter espaço para o futuro, abrir a porta a uma vida financeira e de cumprimentos fiscais que recomeça a p...
Não sei explicar. Sei que é assim e pronto. Não se trata de apatia, indiferença. Ou tão pouco de não gostar tanto das pessoas como antes. Nada disso. Simplesmente preciso muito de me encontrar comigo, de tempos a tempos. Há vezes em que esses tempos se arrastam por períodos demasiado longos à luz da bitola de quem gosta de nós. Hoje saí com uma amiga com quem não saía há alguns meses. Como se nos tivéssemos separado ontem, que as amizades de verdade são assim. Passámos um dia cinco estrelas e chegada aqui pergunto a mim própria porque raio não faço este tipo de coisas mais amiude. ( para obter resposta a esta pergunta favor regressar à primeira frase deste post ).

Quando eu tinha

15 anos e flutuava nas enormes e fofas nuvens do primeiro amor, não tinha meio de contactar o meu namorado, a não ser nos intervalos das aulas ou nas poucas saídas à alçada do poder paterno materno, sobretudo , que planeava com engenho e arte aos fins-de-semana. Eram tempos de pudores vários e de muito pouca permissividade. Não era por isso que deixávamos de fazer quase tudo o que nos apetecia, dava era um bocado mais de trabalho arranjar forma de nos escapulirmos, em pleno Domingo, com a esfarrapada descupa de tenho que ir ali fazer um trabalho de grupo para amanhã ... Pela parte que me toca, fiz mesmo tudo a que tinha direito - tá bem, pronto, não foi aos quinze foram dois ou três anitos mais tarde - e não consta que tivesse ficado a faltar algum bocado, benza-me deus, em posteriores, hum..., apreciações. Isto tudo para dizer que o meu filho de 15 anos, desde que me convenceu a activar-lhe no telemóvel - telemóvel (nos longínquos tempos dos meus 15 anos), que é isso, é algum automó...

Fim-de-semana/Férias

de fada do lar. Este foi tirado daqui E este dali . Divirtam-se. Pelo menos tanto quanto eu. Mnham!

Mas alguém usa

aquela cena das Categorias, etiquetas, labels, chamem-lhe o que quiserem? Pergunto isto porque não consigo deixar de sentir assim uma pontinha de culpa de cada vez - e são muitas as vezes - que escrevo um texto que não categorizo. É suposto servir para encontrar os posts que já escrevemos e se encontram em arquivo, por assunto ou estilo ou mood, não é? Por mim, acho que me serve mais para complemento do que quisémos dizer no texto e não dissémos, deixámos subentendido, entrelinhado. O que não deixa de ser um bocado desnecessário, ou não fosse esse o papel das entrelinhas...

Bem vistas as coisas

precisávamos, todos , de um bocadinho mais de esperança. Nem sei porque me fui lembrar disto, ao ver a mulher travar violentamente no semáforo que caiu para vermelho, à minha frente. Vendo bem, nem sequer era à m nha frente mas mais assim para o lado, ao meu lado direito. Talvez tivesse sido a expressão ou a sua ausência. Um rosto de mulher inexpressivo, parado num semáforo qualquer à minha frente ( que chatice, pronto, tá bem, era assim mais para a direita ). Sem esperança. Desprovido de cor. Apeteceu-me sair do carro, uma longa fila atrás a buzinar, deve ser louca, a gaja é completamente passada! e dirigir-me até ela, pousar-lhe uma mão no ombro e dizer que ainda há esperança . Acordá-la, abaná-la, ganhar uma centelha de luz, ganhar o dia e voltar para o carro de sorriso nos lábios, mais leve. Não fora o semáforo ter ficado verde tão depressa e tinha-o feito. De certeza que tinha.

Uma e meia da manhã

e eu a ver templates de blogues quando me aparece um sacana de um que se chama . . . Addicted Compulsivo. Resolvi parar. (não, vá, só mais um bocadinho, uma coisita de nada, prometo, só mais este. e este. e este...)