o que me suscita assim uma espécie de orgulho ou coisa que o valha, parvo é certo, se tivermos em conta que não existe qualquer razão válida para que o sinta mas, que queres, ainda assim, ele aparece. sempre que te antecipo um passo, que confirmo uma estratégia, que aplaudo uma jogada. Aí está ele, esse sentimento absurdo, inchando-me o peito, desatando-me o sorriso, levando-me a saborear até, arriscaria afirmá-lo, uma ponta de nostalgia.
Conheço(i)-te mesmo bem. Coisa nada fácil convenhamos e, se calhar, é por isso mesmo que a sua constatação me afaga a auto-estima, me afirma a néon que alguma coisa de bom devo ter sido capaz de fazer feito para entrar no grupo dos bafejados por tal sorte.
É por isso que admiro quem quer que seja que o alcance também. Esse mesmo estatuto.
Afinal, o xadrez é mesmo o jogo mais racional que existe e o xeque-mate só está reservado a uma inteligência superior.
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