que lhe encontro maior beleza. Ao Sul. Nesta hora em que se apagam todos os fogos e a calma acalma. Quando as cigarras tomam a vez dos pássaros, já aninhados até o dia nascer. No lusco-fusco da planície é onde se ouvem todos os sons e se reconhecem todos os cheiros. A erva-luisa que faz um chá que dizem que cura tudo. O alecrim e o rosmaninho. A palha seca do campo. A terra acabada de regar. Ouvem-se os passos dos homens que chegam, cansados, e se acolhem no café até a noite chegar. E as conversas das mulheres, sentadas nas soleiras das portas em cadeiras baixas de buinho. Aqui ainda se vive devagar e o Largo é o centro do mundo. É onde se sabem as notícias, velozes como corcéis, matou-se o Manel, ajuntou-se a Maria, a Antónia teve um menino, benza-o Deus , onde se chega e se abala, ainda se trazem esperanças tanto quanto se levam os sonhos para longe, montados na camionete da carreira. É no Largo que o dia começa, é aqui que se recebe a noite. E também é no Largo que se aprende a e...
um blogue que fala de apanhar estrelas, beijar bonecos de neve e adormecer nas nuvens.