Eu vi-os a caminhar ao lado do medo e era um medo que batia no ar e depois no rosto e depois nos olhos que abriam as valas da terra. Aqui perdemos a casa, o pai, o pão, uma flor que havia no centro das nossas vidas. E este mar. Esse mar encostado ao sono, este sono sem voz, esta voz sem pássaros, esta fonte de sangue, este sangue com lágrimas correndo para as praias devastadas. Uma rosa por dentro, com a dor das mães, uma dor que descreve a vida inútil das palavras, a vida inútil das romãs junto ás casas. Sem filhos, diziam elas, que faremos sem filhos, sem vento, sem amor. Todos partiram do mundo, da sua música e das palmeiras ternas. Ao longe, pela noite, um grito invade as tendas sobressaltam-se as candeias, o céu despenha-se sobre os ombros inclina-se o cedro do Líbano. O tigre acorda e percorre os labirintos de um coração destruido. Inicia-se o incêncio das árvores belas. Tudo parece dormir, ao longe, nas cidades de deus - casas, alpendres, aposentos de cortinas fechadas sobre um ...
um blogue que fala de apanhar estrelas, beijar bonecos de neve e adormecer nas nuvens.