...se me apetecer.
Já passei aquela fase em que era preciso, a todo o custo, encontrar palavras bonitas para pintar aqui os quadros com que entretinha o público. Nem sei se tenho ou não "público" e também não estou preocupada. E que ninguém se iluda com os contadores e aparelhómetros instalados na página. Estão, de certeza, perros e a desfazerem-se em ferrugem, tal a quantidade de tempo que se passa sem que me lembre, sequer, que existem.
Nos blogs, como na vida, alcançamos estádios diferentes, à medida que o tempo passa e as ilusões se esbatem.
Agora, tenho um blogue porque me apetece para quando me apetece. Falo sobretudo para mim, embora não deixe de gostar de ler quem me responde, quando para aí estão virados. Estou emancipada. E realizada com a evolução que aqui fui construindo ao longo dos anos.
Sou só mais alguém que escreve para não perder o jeito de arrumar letras e encontrar, nestas conversas a sós, sentidos para coisas que se revelam claras apenas quando as vemos preto no branco.
Escrevo porque sabe bem ver os pensamentos do lado de fora, em três dimensões e porque para algum lado eles têm que ser canalizados, tanta é a confusão que provocam em tropelias malucas, uns por cima dos outros, por entre os poucos e cansados neurónios que me restam.
Deste ponto de vista, este blog é o resultado da minha panela de pressão interior.
Já passei aquela fase em que era preciso, a todo o custo, encontrar palavras bonitas para pintar aqui os quadros com que entretinha o público. Nem sei se tenho ou não "público" e também não estou preocupada. E que ninguém se iluda com os contadores e aparelhómetros instalados na página. Estão, de certeza, perros e a desfazerem-se em ferrugem, tal a quantidade de tempo que se passa sem que me lembre, sequer, que existem.
Nos blogs, como na vida, alcançamos estádios diferentes, à medida que o tempo passa e as ilusões se esbatem.
Agora, tenho um blogue porque me apetece para quando me apetece. Falo sobretudo para mim, embora não deixe de gostar de ler quem me responde, quando para aí estão virados. Estou emancipada. E realizada com a evolução que aqui fui construindo ao longo dos anos.
Sou só mais alguém que escreve para não perder o jeito de arrumar letras e encontrar, nestas conversas a sós, sentidos para coisas que se revelam claras apenas quando as vemos preto no branco.
Escrevo porque sabe bem ver os pensamentos do lado de fora, em três dimensões e porque para algum lado eles têm que ser canalizados, tanta é a confusão que provocam em tropelias malucas, uns por cima dos outros, por entre os poucos e cansados neurónios que me restam.
Deste ponto de vista, este blog é o resultado da minha panela de pressão interior.
Comentários
Saber que aquilo que perdemos com a idade é compensado por outras coisas que nos enriquecem tanto, é a forma mais sábia de ir vivendo. Sem duvida muito melhor agora que aos vinte. Não é ?
Isso é porque tás sempre a apanhar com a aragem marítima. ;-)
Que tal 30 - que é o que aparentas naquela fotografia que vi na internet? Senti determinação, sinceridade, equilíbrio e simpatia na tua figura e não acho que mais uma vez tenha me enganado...
Viajaste na maionese nesta aí...onde cansados neurônios numa criatura que nem chegou aos 40?!
O da panela de pressão interior, entenda-se...