quando em vez, esta minha cabecinha loira, leve e fresca, encontra assuntos inesperados com que se entreter, muito para além da corriqueira preocupação com o verniz das unhas estalado ou se a bota, o cinto e a carteira estão a condizer no exacto tom cromático que deve verificar-se para constituir sinal de bom gosto e elegância.
Ultimamente, quedo-me amiúde - a expressão "quedo-me", atentem bem como aqui a enquadrei, demonstrando uma literacia acima da média - a admirar a profundidade dos provérbios populares e a multiplicidade de aplicações que os ditos podem conter. Hoje acordei com este
Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas
e a minha admiração pelos nossos antecessores e o seu grau de sabedoria não tem parado de crescer.
Imagine-se bem, em tempos idos, um gajo qualquer a ser zurzido à paulada, eu já a visualizá-lo amarrado a um poste e, muito provavelmente, ajoelhado sob a força da dor que lhe era infligida, ainda possuir sangue frio suficiente para ter inventado tamanho pensamento filosófico. Já para não falar da manifestação inequívoca do ancestral nacional-porreirismo em que a malta, mesmo nos piores cenários, encontra maneira de dar a volta por cima e dizer que, ainda foi uma sorte que não...outra coisa qualquer. Típicamente português, este tique de acomodação submissa às catástrofes, que leva um gajo que ficou só com a roupa do corpo (e rasgada), tiritante e escanzelado, depois da casa lhe ter ardido por completo, a sogra ter morrido carbonizada, o gado ter perecido afogado na inundação com ventos ciclónicos que se sucedeu ao incêncio, a achar que podia ter sido pior. Somos únicos, malta!
Deixo-vos com este interessante tema de reflexão para exercício dos vossos neurónios, o que pode ser considerado um inestimável serviço público da minha parte, para o qual espero, naturalmente, como demonstração do vosso reconhecimento, o retorno desse lado, com a sugestão da possíveis interpretações e aplicações da profunda frase que vos ofereci.
(para além de achar de um enorme mau-gosto que, em todos estes meses, ainda ninguém se tenha pronunciado sobre a genialidade de categoria que eu inventei para enquadrar estas minhas reflexões...Pffff, ralé...)
Ultimamente, quedo-me amiúde - a expressão "quedo-me", atentem bem como aqui a enquadrei, demonstrando uma literacia acima da média - a admirar a profundidade dos provérbios populares e a multiplicidade de aplicações que os ditos podem conter. Hoje acordei com este
Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas
e a minha admiração pelos nossos antecessores e o seu grau de sabedoria não tem parado de crescer.
Imagine-se bem, em tempos idos, um gajo qualquer a ser zurzido à paulada, eu já a visualizá-lo amarrado a um poste e, muito provavelmente, ajoelhado sob a força da dor que lhe era infligida, ainda possuir sangue frio suficiente para ter inventado tamanho pensamento filosófico. Já para não falar da manifestação inequívoca do ancestral nacional-porreirismo em que a malta, mesmo nos piores cenários, encontra maneira de dar a volta por cima e dizer que, ainda foi uma sorte que não...outra coisa qualquer. Típicamente português, este tique de acomodação submissa às catástrofes, que leva um gajo que ficou só com a roupa do corpo (e rasgada), tiritante e escanzelado, depois da casa lhe ter ardido por completo, a sogra ter morrido carbonizada, o gado ter perecido afogado na inundação com ventos ciclónicos que se sucedeu ao incêncio, a achar que podia ter sido pior. Somos únicos, malta!
Deixo-vos com este interessante tema de reflexão para exercício dos vossos neurónios, o que pode ser considerado um inestimável serviço público da minha parte, para o qual espero, naturalmente, como demonstração do vosso reconhecimento, o retorno desse lado, com a sugestão da possíveis interpretações e aplicações da profunda frase que vos ofereci.
(para além de achar de um enorme mau-gosto que, em todos estes meses, ainda ninguém se tenha pronunciado sobre a genialidade de categoria que eu inventei para enquadrar estas minhas reflexões...Pffff, ralé...)
Comentários
Lá irei, beijo.
Quanto à genialidade só tenho a dizer que os mais brilhantes são quase sempre os génios não reconhecidos. Tens que ter paciência e tergivers(filosof)ar com espírito de sacrifício.
Quanto à periodicidade da postagem, tamos conversados.
Mas aqui virei, estóica, apesar do pouco tempo, em prol dos que me visitam abnegadamente...;-P