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Mensagens

A mostrar mensagens de novembro, 2008

A malta

é assim a modos que...hum, como dizer isto sem ferir as almas mais sensíveis?...bem...desorganizada, pronto*. Vá, digamos que, para além da pontualidade que gosto de cultivar, tudo o resto que meta planificações, antecipações, previsões, considerações, simulações e outros que tais, o mais das vezes, corre mal. Não é que as cenas não se façam e que até não se obtenham resultados positivos e objectivos cumpridos e essas triviliadades tão apreciadas por quem nos paga o pão que pomos na boca das criancinhas - pode ser que os gajos se comovam quando lerem isto e não me ponham a contar pacotes de clipes ou assim... - a questão não passa por aí. O cerne da coisa é a trabalheira que dá não trocar dias e horas, ao mesmo tempo que se produzem relatórios e se dá o litro para descortinar composições calóricas de produtos novos que nos permitam continuar a caber no 36 que chateia tanta gente...uma moenga, vá. Anyway , é só para não se admirarem que nos próximos tempos não me irão ver muito por est...

Pronto vá

eu sei que se vê a correr e que só quem conhece bem é que sabe quem são as pessoas em causa. Mas ter um filho num anúncio de têvê é demais para o coração fraco de uma mãe, o que é que querem? Ainda por cima quando ele é o gajo escolhido para representar o interesse dos putos adolescentes pela cultura e o património, o gajo que se passeia pelo museu folheando um catálogo e que observa as maravilhas do passado. O gajo cheio de pinta que nunca que tinha feito nada parecido com isto e que se movimentou pelas filmagens sempre com o seu ar cool , como se tivesse nascido para a coisa. O gajo mais giro do anúncio claro. :-)

Momento choque da semana

Eu ( who else?.. ) a caminho da glória ( whatever? ) ao volante de um beetle azul céu ( how chic! ) podre de boa ( what else?) enfiada num vestidinho 36 ! ( wow! !) * e ainda com um casaquito por cima, tamanho S...roam-se, ehehehe.

Mas se fôr para te dedicar um poema

já vale a pena Não sei como dizer-te que minha voz te procura e a atenção começa a florir, quando sucede a noite esplêndida e vasta. Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos se enchem de um brilho precioso e estremeces como um pensamento chegado. Quando, iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado pelo pressentir de um tempo distante, e na terra crescida os homens entoam a vindima - eu não sei como dizer-te que cem ideias, dentro de mim, te procuram. (...) Durante a primavera inteira aprendo os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto correr do espaço - e penso que vou dizer algo cheio de razão, mas quando a sombra cai da curva sôfrega dos meus lábios, sinto que me faltam um girassol, uma pedra, uma ave - qualquer coisa extraordinária. Porque não sei dizer-te sem milagres que dentro de mim é o sol, o fruto, a criança, a água, o deus, o leite, a mãe, o amor, que te procuram. . herberto helder

Cada vez mais

te dou razão. Isto só nos serve para quando não se tiver mesmo mais nada que fazer... Para aqueles a quem isto serve apenas para o simples exercitar da escrita, bem entendido.

Descobrir

novos sabores. Inventar novas sensações. Praticar diferentes emoções. Todos os dias.

Tem piada

a Xica colocar-me, ali em baixo, a questão do porquê da escrita deste ou daquele tema. Tem piada porque revela, de alguma forma, as expectativas de quem lê um blogue, seja este ou outro qualquer. Na perspectiva desta minha amiga, pelo facto de eu encontrar numa espécie de mundo à parte, nele não deveriam caber "as coisas pequenas", seria expectável que me apetecesse escrever só e apenas sobre as nuvens, os raios de sol e os passarinhos. Mas nada do que me sai por aqui é expectável, desenganem-se. Que não restem dúvidas: apetece-me escrever sobre isso. E faço-o. Mas o meu blogue é também o meu jornal de parede, onde vou publicando o que concluo da minha singela observação do mundo. E por isso, tal e qual como sempre fiz, hei-de continuar aqui a descrever o problema do entupimento do cano do bidé e a grande chatice que isso é ou a teoria da relatividade aplicada ao efeito de estufa ou a história da sacana da gaja frígida e ressabiada que mora no 3ª E a quem deu agora pra me co...

De Pedra e Cal

Contra todas as antecipações, previsões, maldições, alucinações. Também probabilidades, análises prospectivas, estatísticas analíticas e demais dores de corno, não é? É isso que lixa - com F - mais gente do que o que seria inicialmente de supôr. A condição humana no seu melhor. :-)

No meu prédio

por baixo de mim e para grande azar - deles - mora um casalinho insípido, ainda relativamente jovem mas com ar de mofo, com dois filhos, um deles da idade da minha. Todos com ar pouco saudável, anémicos, olheiras, magrelas, mas com hábitos muito higiénicos tais como a caminhada pelo calçadão no final da tarde. Já é terceira vez que, mal batidas as onze da noite, me vêm deixar papelinhos na porta com grandes loas ao descanso e ao fraterno convivio entre condóminos, pedindo por todos os santinhos que não se faça barulho porque são pessoas trabalhadoras e sérias e se deitam muito cedo (é claro que no íntimo o que este discurso quer dizer é mas é, grande puta que és, gaja sózinha vê-se logo, não sabes educar os miudos, que têm a ousadia de RIR enquanto brincam um com o outro na cama antes de deitar , mas enfim). Da primeira vez ainda dei de barato e pensei com os meus botões que, se calhar, quem estava mal era eu e tal. Na segunda já comecei a rosnar uma vez que o malvado, insuportável...

E se eu

não escrever aqui nada sobre o Obama... isso é Impulse? (ai, não era isto) Não vou escrever aqui nada sobre o Obama. Todos os blogues "sérios" já o fizeram. Conversas sobre o Obama, a crise, o capitalismo, os sistemas políticos mundiais, a salvação do Mundo (só pode ser gozo) tenho-as lá fora, com quem, efectivamente, sabe. Não me venham com merdas. Tinham que ter lá estado, para falar, if you know what I mean . Têm que ter vivido, experimentado, comparado, para poder ajuizar. E tem uma pessoa que chegar aos 44 anos para se dar conta de uma coisa tão simples.

E

foi o quarta-feira , foram ruas e ruas sem fim, o silêncio das pedras antigas, o frio cortante enganado num abraço. Foi o acertar do passo, a noite cheia de risos, o calor da simpatia dos outros, a indescritível maciez do queijo assado. Foram as mãos e o olhar, as casas baixas, o passeio pela História, os candeeiros de ferro forjado, a menina que indicou o caminho. E a inquietação e mais a urgência, a confirmação do que já se sabia, a serenidade do adormecer em paz. Foi até o chá que não bebemos. Foi isso tudo mas, acima de tudo isso, foi a forma como foi feita a pergunta. Para levar a sério.

Ainda por cima,

alguém que ouve a mesma canção. ( e r emetendo para a música do Rui Veloso, invertam a preposição.) Melingo, Pequeno Paria, do album Maldito Tango Há que ter paciência, pois é o único exemplar no Youtube e só lá para o minuto e meio é que a música atinge todo o seu esplendor. * Pós Scriptum: para os mesmo interessados podem ver aqui .