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Mensagens

A mostrar mensagens de janeiro, 2008

Digamos que

o meu conceito de boa vida, nos últimos tempos, se resume, basicamento, a contar os dias que decorrem entre os episódios semanais do House e Heroes ocupando-me de os preencher convenientemente... * *depois de "A Casa Quieta", só estava à espera deste para confirmar: estou rendida ao Rodrigo.

Não sei se

escreva aqui a dizer que o dia está tão bonito, soalheiro e os passarinhos a brincar com as passarinhas, saltitando alegremente de ramo em ramo e eu aqui feita tótó a escrever ao computador ou se escreva a dizer que não estou cá porque fui ver o dia, tão bonito.....(blá, blá)...... Em todo o caso: já viram o dia, tão bonito? (fui mesmo)

Confesso

que fico um bocadinho triste, constangida e assim, de cada vez que abro o blogue e constato que há (x) dias que não escrevo. É chato. Mas a vida não me tem deixado.

Vozes

O prestígio é uma conquista pessoal. Existe se, com actos e atitudes, com posições e vitórias várias e alguns sucessos incontestáveis, determinada pessoa foi provando ao mundo o seu valor. Se não, não existe. O prestígio traz reconhecimento. Por parte de quem avalia o que foi alcançado por esse outrém, por parte de quem tem olhos na cara para ver, por parte de quem tem, ele também, a dose mínima de capacidade ou formação pessoal que lhe permita fazer essa mesma avaliação conducente ao dito reconhecimento. Nem toda a gente tem competência para tal. E essa, a que não a possui, só sabe experimentar a inveja. É a sua forma de constatar o mesmo facto, o que acaba por ir dar ao mesmo: o reconhecimento do prestigio de alguém. O prestígio, principalmente se já acumulado ao longo do tempo, traz segurança a quem o detém. Uma segurança interior que se reflecte, de forma inconsciente, no tom de voz. Tudo isto me ocorreu hoje, enquanto conduzia ouvindo uma entrevista numa das estações de rádio loca...

Já lá vai o tempo

em que por aqui se escreviam coisas de jeito, desabafos intimistas, conversas sérias mais para uso pessoal e memória futura do que para qualquer outro fim. Não é fácil manter esse registo. Porque se esgota, porque se censura o que pode e não pode ser do domínio público, porque há olhos que não interessa que nos leiam a alma. É certo que há sempre a hipótese de "montar" casa nova, que é como quem diz começar de novo, num URL qualquer anónimo com um nome catita. Mas depois fica a faltar a componente essencial de ter dois ou três amigos a conversar connosco, aquele hábito, como todos os hábitos difícil de largar, de passar por aqui e ver o que disse a malta do costume. Há até quem se tenha tornado apologista do "blog por convite", essa coisa híbrida que fecha a porta na cara ao maralhal anónimo que vagueia pela net e deixa entrar apenas a elite por si seleccionada. Mas o que ganha em segurança ou asseio ou lá o que seja, perde em espontaneidade, na interacção que tanta...

Sempre*

gostava de saber como é que esta charenga funciona. Ando práqui há horas e o máximo que consegui foi isto. * resultado de umas horas de lazer e da falta de vontade para escrever. É muito mais divertido andar por aqui a ver como se mudam as cores e cenas do género...(e o que eu quero saber é como é que eu faço um risco preto em volta do quadro, hum?? Olha que giro, isto depois de publicado aparece tudo diferente...)

É espantoso

o que se pode concluir da observação de gravações vídeo, efectuadas aos discursos do mesmo pólítico, em diferentes épocas. mais específicamente, em período pré e pós-eleitoral...

Ora cá está

daqui a primeira posição com a qual me identifico por inteiro , de todas quantas li até agora. Nota: não fumo, não gosto que me fumem para cima nem para cima dos meus filhos e acho que se impunha uma lei proibitiva e defensora dos direitos dos não-fumadores. Mas também acho que a sociedade civil (e eu, como membro dela) foi conivente com ou, pelo menos, aceitou de forma demasiado passiva e durante demasiado tempo um certo estado de coisas , para pretender vir agora, de um dia para o outro, dar caça ao bicho-fumador com esta sanha toda e por meio de uma converseta legal que lembra os tempos da outra senhora. Bem como o cerne da questão no que toca às conclusões a retirar da produção deste, como de quase todos os diplomas legais neste país... Mas na verdade o que interessa é que alguém ganhe com o assunto, como sempre acontece com estas leis que pretendem regular ex novo todo um sector da sociedade. E, neste caso, assim de uma forma óbvia e à primeira vista, ganha portanto o gajo do...

Eu sei, eu sei...

falava-se de mudança no último dia do ano 2007. E, no entanto, aqui estamos vários dias depois, já no ano de 2008, com tudo na mesma por aqui. Na mesma, sem posts, sem imagens do Youtube, aquelas que se colocam quando não se tem nada para dizer mas também não se quer deixar os blogs às moscas e tal , sem poemas, sem canções. Isto no blog. Porque por aqui, aqui mesmo onde estou, na dimensão analógica, escuta-se Bethânea e o seu Mar de Sophia, ouve-se a sua voz grave a dizer "Mar metade da minha alma é feita de maresia", e lambuzam-se os dedos na receita de brownies de chocolate acabadinha de meter no forno. Se por mais não fosse, a mudança estaria assim assinalada. Com coisas pequenas e boas.