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Mensagens

A mostrar mensagens de setembro, 2008

"Uma Vida feita de Dias!"

A segunda-feira, dia 29 de Setembro, fica marcada pelo início das comemorações do primeiro aniversário do Centro Social do Lidador. Criado há precisamente um ano, o Centro Social pretendeu, desde a primeira hora, assumir-se como uma segunda casa para os mais velhos. Uma casa de afectos e de alegria, uma casa de apoio e de ajuda. Uma casa onde se vai para encontrar os amigos. Esta missão vai muito para além do papel que cabe a uma simples instituição social. O Centro é muito mais do que isso, é o lugar onde os mais velhos são tratados como se trata a nossa família. É por ali que passo os meus dias, que aprendo, que me emociono e rio e me deslumbro com a sabedoria das pessoas para quem tenho o privilégio de trabalhar, a magia dos cabelos brancos e das mãos que, embora trementes, ainda e sempre dão pontos e nós e costuram e bordam e cosem e colam e afagam outros cabelos ainda mais brancos. É por lá que ando agora, ao longo de toda a semana. Até logo, amigos.

E a saudade

Foto: Mar é um pássaro tresloucado dentro do peito, enquanto se escuta um conto partilhado de boca em boca, as mãos que se dão numa dança de roda ao som dos Bombos do Imaginário. E a amizade é esta coisa estranha de adeus adeus até pró ano , que bom que foi conhecer-vos, cuidado com as curvas do caminho, que cheguem bem e que voltem, voltem sempre. A amizade é este pássaro vermelho que sobrevoa a Amazónia, passa pela Argentina, pára um pouco sobre o México, avista Cuba e o Chile e aterra em Beja para nos encher os olhos de luz. É assim, o final de noite com os Andarilhos. Até pró ano.

Portas que se abrem

O Prémio Nacional do Conto "Manuel da Fonseca", foi ganho por um grande amigo. Ainda não há publicidade, não se encontra no Google, não sairam páginas de jornal, não está marcado o jantar de gala, não se fala na publicação do livrinho composto por vários pequenos contos que falam da vida, da terra, dos bichos e dos homens. Ainda não se fez nada disto porque esse amigo está muito doente. Uma daquelas partidas de mau gosto que a vida prega, assim à traição, para mostrar que não temos que nos armar ao pingarelho porque, no fim de tudo, não somos mesmo nada, somos pequeníssimos, um pedaço de matéria com emoções, ao sabor dos desígnios que ditam se acordamos ou não na manhã seguinte. Foi uma grande rasteira que a vida lhe passou neste momento. Mas, como que para mostrar que não é uma janela erradamente fechada que vai contar, abriu-se-lhe ao mesmo tempo esta porta bonita, por onde ele vai entrar assim que esteja mais forte. E nós lá estaremos a aplaudir com os olhos a brilhar de t...

Parece anedota. Mas, infelizmente, não é.

Parece anedota, mas não é. Segundo a Entidade das Contas e Financiamentos dos partidos políticos tudo o que na Festa do Avante! é comprado pelos visitantes tem que ser pago com cheque ou através do Multibanco. Tudo. Desde uma bica ou uma cerveja até um almoço ou uma peça de artesanato. Fica por explicar como fariam os que não têm nem livro de cheques, nem cartão Multibanco. Parece anedota, mas não é. Segundo esta Entidade o lucro da Festa são as receitas totais e não a diferença entre as receitas e as despesas. Isto é, se uma garrafa de água é vendida por 1 euro, significa que o lucro dessa venda é também 1 euro. Não entrando, portanto, nas contas deles o pagamento dessa garrafa de água aos fornecedores. Desta nem as finanças se tinham lembrado!!! Olha se a moda pega… Como foi dito na Festa, isto não é zelar pelo cumprimento de uma lei: isto é entrar pelo caminho de uma prática persecutória cega e doentia. É, além do mais, um insulto às nossas inteligências. Mas estes absurdos têm uma ...

Mas às vezes

é preciso correr.

Há que

ser paciente, sabes? Dizia o ancião enquanto olhava as mãos calejadas e escuras que afagavam com ternura incontida o cabo gasto do cajado. Falava devagar e baixo, com os olhos postos nas mãos, como se certas palavras tivessem que ser sussurradas em vez de ditas, a olhar um ponto fixo em vez ditasolhadas de frente nos olhos. Para não dar azar. Os velhos têm muito respeito pelas coisas que não se conseguem explicar e, pelo sim, pelo, não, nunca afrontam essas forças misteriosas que fazem girar o mundo. Um esconjuro lá de quando em vez, para afastar maus-olhados e as coisas importantes ditas baixo, baixinho, por entreportadas fechadas, que as paredes têm ouvidos. Dizia-lhe, com a voz lenta dos que já não têm que gritar para se fazer ouvir e olhos serenos, daqueles onde já não entra o medo, "há que saber esperar, sabes?". Há que saborear devagar, cheirar e sentir cada pedacinho de vida que aí vem, é preciso aprendê-la aos poucos, olhar com curiosidade mas sem afogueamento. É qua...

É Hoje

a primeira noite andarilha. Junto à Bilioteca de Babel, dos contos, dos afectos. Com algazarra ou sem ela, mais serenos ou inquietos, estaremos por lá, a beber da sapiência dos contadores do mundo, a absorver os cheiros e as cores, numa palavra, a usufruir da vida que ali, naquelas horas, se faz de maneira diferente. Mais brilhante e intensa.

É mais ou menos isto

Mas sem que a dita caia na face deprimida, por mais que a jogue ao ar. "Planar" parece-me a expressão adequada, sim. Deve ser qualquer coisa relacionada com gravidade ou se calhar a explosão lá dos não sei quê das partículas, Big Bang! não era?

125 Azul

A perspicácia suficiente para fazer pontaria à que foi uma das minhas músicas de uma das minhas bandas de culto só pode ser sinal de uma de duas: um profundo conhecimento da condição humana e as suas idiossincracias (tsc, tsc) ou um sinal inequívoco de inteligência... Isto, se excluirmos o factor "sorte". :-) Viva o espaço que me fica pela frente E não me deixa recuar Sem paredes sem ter portas nem janelas Nem muros para derrubar.

Mais um cheirinho

Mas alguém tem dúvidas que eu estou ali, eu própria que ainda não falhei nenhuma edição. Hum?...olha ali a segunda, não a terceira a a...contar da coluna. Para que lado? Para que LADO??? Ora que raio de pergunta, abram os olhinhos, vá. :-) “Quinze são os anos de livros abertos numa biblioteca que é cidade de palavras à beira planície. Dez, os anos das Palavras que, Andarilhas, erram pelos lugares sem nome, só de céu e sonhos feitos. Na partilha, daqueles e destas, a cumplicidade de saber que é no imenso esplendor da palavra que nasce o entendimento e que é do entendimento que nasce o mundo, e depois as pessoas, e depois o diálogo, e depois o silêncio. No silêncio ressoam vozes, cores, cheiros e sabores, todos diferentes porque outros, todos diferentes porque se escutam lá ao longe e aqui, da terra para o céu e do céu para a terra e falam de uma Torre gigantesca, a dar para a lua, onde se contam histórias do mundo inteiro, histórias sem lugar nem tempo e são enfim o que se diz e se escu...

De tempos a tempos

remexo nas minhas caixas. Caixas de lata ou de cartão que guardo no fundo dos armários ou nas prateleiras de estantes mais ou menos acessíveis. Caixas de correio antigas, blogues inactivos, pastas sem nome armazenadas nos Meus Documentos dos vários computadores por onde me mexo. De tempos a tempos reencontro antigos "eus", renovo orgulhos, recupero tesouros, sorrio ou fico pensativa. Mas fico sempre mais rica. Porque assim nunca me esqueço de quem sou, de onde venho, de quem me fez crescer, das lutas, dos amores, das batalhas ganhas e de outras perdidas, confiro outra vez que fui e sou capaz de continuar sempre, seguir sempre em frente. E recordo-me das pessoas, de todas as pessoas que me ensinaram os afectos, que me fizeram melhor do que era antes de as ter armazenado numa das caixinhas da minha vida. A Joana é uma delas. E o Proximizade, o único blogue colectivo onde participei, guarda o texto que lhe escrevi e um dos que escreveu ela. Que agora guardo aqui, logo aqui abai...
Proximail - Mar Vou guardando as suas missivas com cuidado, religiosamente. Porque cada uma é uma pequena jóia e, juntas, constituem um documento único, precioso, que mostro aos meus filhos para que aprendam a amizade, a generosidade, que releio sempre que sinto que pode fraquejar a minha fé nas pessoas, que toco com o carinho com que a hei-de abraçar, assim que regresse. Uma obra para coleccionar e transmitir a outros. Pedi-lhe, em tempos, autorização para publicar um texto seu e ela que sim, que sim, o que precisares, como queres que escreva sobre o mundo cá deste lado? Não foi preciso que o escrevesse de propósito porque as mensagens que nos envia, aos seus amigos e família, periodicamente, são em si o retrato de uma terra, do seu povo, da vida que outros seres humanos vivem. E também dos sorrisos. Como este que nos mandou, pintado no rosto de um menino, por pessoas como ela A Joana está há quase um ano na Turquia, numa missão voluntária de ajuda a refugiados. Sobretudo, crianças. U...

E que não restem dúvidas...

sobre o meu contador favorito absoluto! O Maurício, aqui em versão rapaz sério. Para saber o que é a versão do contador capaz do Humor mais brilhante, corrosivo, hilariante, contado com a maior cara se anjo (ele chamar-lhe-ia "de pau")...aconselho vivamente a passar por Beja. Uma experiência única e inesquecível, garanto!

Mais umas...

Falta menos de uma semana para que as portas da nossa Torre de Babel se abram de par em par para receber de braços abertos os andarilhos que chegarão um pouco de todo o mundo. Já aqui se escuta o andarilhar dos que chegam de mais longe e que já se fizeram ao caminho no último pôr-do-sol, a azáfama do dia antes da partida, as malas que se abrem e nela se põem os sonhos e os sorrisos de quem não quer chegar atrasado. Aqui, retocam-se os últimos preparativos, pintam-se portas e janelas, sacode-se o pó das histórias que têm séculos, escrevem-se os últimos contos, acende-se a lareira. Não se esqueça de trazer os livros debaixo dos braços, os olhos e os ouvidos bem abertos e de deixar um cantinho na mala de viagens. Se se perder pelo caminho, siga a direcção da lua e pergunte aos magos e feiticeiros pela cidade dos contos. Eles lhe dirão que é já ali, mesmo ao virar da planície… (clicando no texto vai andarilhar até ao blogue que disponibiliza toda a informação necessária...e muito mais)

Quase parece

que muito pouco haverá a dizer, depois do post anterior a este. O que poderá ser maior, mais puro, interessante ou relevante que o amor incomensurável que se sente por um filho, o orgulho desmedido pelas suas "gracinhas", a realização plena de se ter sido capaz de trazer ao mundo aquele ser tão perfeito, a ternura imensa, o riso, as lágrimas, a inquietação, o sossego da noite que enfim chega e em que o sono tranquilo, já solto pelos lençóis, nos assegura que, por hoje, correu tudo bem. Que estão a salvo. O que poderá ser maior que isto, perguntava eu? Nada, nada, nada. Surge-me, clara e cristalina, a resposta. A mesma que acredito que surja a todos os pais ou, àqueles que não sendo, sabem lá dentro do peito que as crianças são o tesouro mais precioso que existe no mundo. Assim sendo, por hoje, fico-me por aqui. :-)

Retirado

ipsis verbis , sem correcção de erros, do HiFive* da miuda que quer à força ser crescida, lá do alto de uns convictos e vaidosos 10 anos. Não resisti a copiar para aqui a promessa em potência de construir blogues e tecnologias afins que ali se acolhe. :-) Eu sou a Violeta !!!!Sou boa amiga,sou meiga,simpatica....mas as veses pareço uma fera!!Errito.me muito ...Tenho amigos e amigas super fixessss!Sao eles que me trazem alegria se nao focem os meus amigos eu nao era nada mesmo nada.BOM mas vamos mudar de converssa!Eu odeio inverno pk no inverno nao posso fazer kuase nada!!! Mas no verao posso fazer montes de coisas : ir a praia,a piscina,brincar na rua...Sao tantas coisaassssss.Mas voltando ao assunto anterior tenho uma grande coisa a diser:OBRIGADA AMIGOSSSSS DO MEU CORAÇAOOOOO!!! Para ti Mae!Nunca vi uma mae como tu, apoias.me e nunca te xateias comigo!!Es uma bela e valente mae, a mais bonita e a mae que eu nunca vi em toda a minha vida!ADORO.TE MAEEEE!!! Para ti Pipe!Es o irmao m...

E tantos

amanhãs que estão por chegar. Foto: daqui

Se o Vento vier

De repente, sem saber por onde entrara, eu tinha a lua comigo. Não era a primeira vez, não, não era. A primeira vez havia sido há muitos anos: adormecera na eira sobre o feno e, quando acordei a lua estava a meu lado e fizera da noite um interminável e azul lago de prata. Eu flutuava no luar espesso, pesava menos que uma folha de papel. Todo o esforço que fazia era para não me desprender do solo, como se a acção da gravidade não me dissesse respeito, e flutuar no espaço fosse a minha vocação. Se o vento vier, não tenho mais remédio que abandonar-me e ver até onde me levam os seus espíritos. Eugénio de Andrade, Sempre.

Nascido

na Festa, em festa, para reforçar a Luta. A Revolucionaria, aí está, para dar alento ao Cheira-me a Revolução!

"Uma espécie de vacina"

A Festa do "Avante!" decorreu nos passados dias 5 a 7. Nos três dias exactamente anteriores, a RTP, estação publica, transmitiu de rajada no seu segundo canal os três episódios de uma espécie de mini-série documental produzida na Alemanha em 2005 com o saboroso e didáctico título de "Comunismo - o Fim de uma ilusão". Poderá dizer-se, decerto, que o fez nesses três dias em consequência apenas de um curioso acaso (LOL) . Poderá dizer-se, mas será então difícil encontrar alguém que acredite na explicação ( a não ser aqueles tótos armados em espertos que querem deitar areia para os olhos dos outros, os quais já os toparam a léguas facto que a sua estupidez ainda não lhes permitiu enxergar ). Na verdade, qualquer sujeito minimamente perspicaz ou até abaixo disso entenderá que a suposta coincidência não mascara a intenção de ministrar a pelo menos alguns milhares de telespectadores uma espécie de vacina capaz de reforçar o vírus anticomunista cuja existência é aliás objec...

Foram

* Foto: Dan Cristian Mihailescu noites e noites e dias a fio. A enganar o papão. Eram noites de chuva e de luar, dias de sol e escuridão. Foram tantas noites a lutar. Tantos homens e mulheres, ombro a ombro, clandestinos, na prisão. Sempre sem vergar. Foram dias, foram anos, A Caminho do Futuro que, um dia, haveria de chegar. Sempre a monte, a sussurrar, sem nunca deixar de sonhar, quilómetros a pedalar e no alforge um pao duro e mais o jornal. A luta a continuar e a esperança logo ali a desabrochar, naquele Horizonte que haveremos de alcançar . Até ao dia em que enfim chega, sem se esperar, às casas e aos rostos, às fábricas e aos campos, aos homens e mulheres, de mãos dadas, a Liberdade que se abre , de par em par. * e porque as coisas bonitas são para partilhar, aqui fica a foto maravilha. Obrigada Ludo . :-)

Os mortos

do 11 de Setembro não são só os das Torres Gémeas . Foram não sei quantos mil operários trabalhadores mulheres ardinas pedreiros jovens poetas cantores camponeses e mineiros foram não sei quantos mil que tombaram pelo Chile morrendo de corpo inteiro José Carlos Ary dos santos E desde o Samuel Blogged with the Flock Browser

Retirado*

"Mas o que vou dizer da Poesia? O que vou dizer destas nuvens, deste céu? Olhar, olhar, olhá-las, olhá-lo, e nada mais. Compreenderás que um poeta não pode dizer nada da poesia. Isso fica para os críticos e professores. Mas nem tu, nem eu, nem poeta algum sabemos o que é a poesia." García Lorca * de um recém-apresentado blog amigo.
Foto: Mar Quando as palavras são pequenas para tanto céu dentro do peito...

Sempre que

escrevo um texto que me toca muito, que me expõe e emociona, que me sai da ponta de dedos que tremem, assim como que me consumo nele e deixo-me ficar por ali. Como se me esgotasse, ao dar de mim o melhor e precisasse retemperar forças, reunir-me os bocadinhos todos outra vez, recolher as partes que vos dei e voltar a ser inteira, para poder continuar. Nunca me apetece muito escrever, a seguir a um texto desses. Como o de ali de baixo, o que fala da Festa e dos afectos. Se calhar é porque gosto de o saborear, de o ter ali à mão, de o deixar fazer parte de mim mais um bocado. Porque, se o deixar ir, sou capaz de me esquecer que ele existiu em tempos dentro de mim e passou depois a viver aqui, ao vosso dispôr. Ou talvez porque sinto, se calhar, algum pudor em o empurrar para baixo, para o fundo do armário dos textos bonitos que escrevi um dia e ninguém hoje lê. Nem sequer eu.

Podia ser

de outro modo qualquer. Variar em função dos altos e baixos da vida, da idade e condição física, do crescimento interior. Mas não. É sempre igual, ano após ano e mais ano. Vou à Festa desde 76 e ainda hoje sinto na palma da minha mão o calor da mão do meu pai, agarrando a minha com emoção enquanto desbravava caminho por entre um mar de gente. Que sorria, sorria muito. Cresci ali, naquele dia, enquanto abria de espanto os olhos àquele Mundo. Lembro-me particularmente bem do caminho até à FIL, a pé pelo passeio e do grande edifício em ruínas mesmo antes de desembocar na praça. Parece que tinha sido uma bomba... Do resto sei dos olhos e dos abraços. Como até hoje. Sei do tratamento por tu, camarada, entre miudos e graúdos, da mão que se dá a alguém para o levantar do chão, do cigarro que se partilha, do copo por onde se bebe à vez, do casaco que se empresta, do lenço que se ata à cabeça ou se estende no chão para descansar. E tornar a seguir. Também sei do amor que se faz no chão, pelos r...

De volta

Foto: Mar- *reportagem completa no Ferroadas e na Susete . com a alma carregada de esperança.

De malas aviadas

a caminho da Utopia .

Comentário elevado à categoria de post e que adopto como podendo ter sido escrito por mim, na íntegra

"De facto é como dizes. As pessoas podem ter orgulho em ser ou podem ser orgulhosas.Sendo que o orgulho, que se tem em se ser quem se é, (conceito que se gere no silêncio de se gostar da pessoa que se é, e do que se conquista) é diferente de se ser uma pessoa orgulhosa ou por outras palavras, altiva, vaidosa, intolerante, invejosa, que olha os outros com desdem, etc.Quanto ao orgulho ferido, pode ter pouca importância se o amor proprio, o brio e a capacidade de gostarmos de nós próprios for na mesma proporção.Dá-se a volta, pois muitas vezes não passa de uma quertão de inveja." Da susete , esse manancial de bom-senso e sabedoria humana, lá do alto dos seus orgulhosos 60 anos. A quem me orgulho de chamar amiga e camarada. No blogue de outro amigo .

Chego aqui

sento-me e escrevo. Afasto para trás das costas, para longe bem longe, o peso que me pesa e carrega nos ombros, o peito, os olhos, sempre se me notaram as mágoas nos olhos, desde sempre, e escrevo. Lavo-me da maledicência, das altercações, da ignomínia, da revolta e da injustiça, como quem passa água fresca e sabão pelo corpo todo, escrevendo. Aqui chego e encontro este porto onde me acolho, cansada, magoada, após ter atravessado poderosa borrasca. E ter sobrevivido. Acolho-me aqui e descanso. Regenero-me, mais uma vez, tantas vezes. Escrevendo. Sento-me aqui e escrevo para não mais morder os lábios, a lingua, a vontade inteira, num esforço titânico para engolir e calar, ponderar, reflectir e calcular e empurrar para dentro aquilo que devia gritar, anunciar a néon, com a força toda da razão que sei que me assiste. Sabemos. Eu e, felizmente, muitos outros. Escrevo aqui, porque é aqui que desato a mordaça que me imponho, que sou obrigada a impôr-me, que me rasga a carne e sufoca e oprim...

Ena!

Seja lá aquilo o que fôr, que eu por mais que leia não percebo um boi daqueles termos usados em Inglês quando se trata do tema "Feeds", mas em jeito de agradecimento ao Ludo pela simpatia, acabo de descobrir que algures no meio das 332 665 444 546 triliões de funcionalidades que aquilo para lá tem, também serve para isto: Live Feed Hits Last 6 minutes (We're live and on the scene!) 7 hits in the last 6 minutes Palpita-me que afinal isto ainda me vai trazer longos momentos de distracção...:-) Nota: acabei de descobrir como mudar a língua para português, ainda que a compreensão do esquema de funcionamento da coisa continue limitada...

Caixa de Comentários do Post de Baixo

Vai ainda, por aqui, porque acho que ele decerto não lerá caixas de comentários, uma resposta ao João Marchante - já que, para minha infelicidade, ele não mas deixa lá colocar no seu Eternas Saudades - sobre o seu destaque: - essa de me classificar na vanguarda foi gira. Não me teria imaginado dessa forma (uma naba autodidacta é o que sou) mas obrigada. :-)

Esta coisa

nova eu eu descobri na minha mais recente mudança de template e que escarrapachei ali pró lado é muito útil! Eu, que apesar da minha teimosia e de aprender html à conta de muito queimar pestanas, nunca fui capaz de arranjar uma cena daquelas dos feeds ou rss's ou lá o que é e que serviria para me dizer quais os meus blogue(r)s favoritos que tinham acabado de publicar e quando. Nunca fiz a menor idéia de onde ir buscar tal coisa, se tinha que instalar software se não, se apenas teria que que aceder a um site tipo sitemeter, copiar códigos, sei lá, nunca descobri. Nem me esforcei muito, confesso. Apenas maldizia a minha sorte de cada vez que fazia mais uma ronda pelos favoritos e os descobria iguais, paraditos. Aparece agora esta funcionlidade, toda lindinha, no blogger que, diga-se em abono da verdade, tem feito algum esforço de modernização para se equiparar às outras plataformas teoricamente mais sofisticadas. E é ver, os meus favoritos todos ali ao lado, actualizados ao minuto. ...