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Mensagens

A mostrar mensagens de julho, 2007

Quando

compro um livro, para além dos resumos da contra-capa, a primeira coisa que gosto de ver, numa espécie de antecipação do que vem lá, assim como quando saboreamos uma enorme taça de gelado primeiro com os olhos, são os títulos escolhidos pelo autor para os vários capítulos que compõem a história. "Formas de ver o mar", "Desencontro do outro lado do tempo" e "Alguém lá em cima está à espera de gardénias" parecem-me um excelente prenúncio deste "Encontro de Amor Num País em Guerra", de Luis Sepúlveda*. *quem de vós leu O Velho que Lia Romances de Amor, sabe bem do que estou a falar. :-)

O Bichinho

até tem um ar assim pró querido e tudo. Anda aqui a pensar escrever um post sobre Trolls* mas não sei ainda quando. * sim, aquilo é ranho, mesmo.

Acabou-se

o espectáculo gratuiro. Quem quiser ir assistir à Feira das Aberrações terá que ir bater a outra porta. Não sei se deu para ver que quem manda aqui sou eu e só entra na minha casa quem eu quiser. E o show só dura até eu deixar. The end. Porcalhões com os pés cheios de lixo e cabeças doentes vão sujar as suas próprias casinhas mais ou menos públicas, mais ou menos publicadas.

Gosto mesmo muito

da vertente lúdica de manter um blogue.
"Eu limito-me a viver do nascer ao pôr-do-sol. Esse é o máximo futuro que consigo aguentar"* * ouvido numa série de culto. Daquelas que a malta "papa" todas as semanas e que, depois, alguém tem a brilhante idéia de compilar em DVD...para nos lixar o fim-de-semana. E é por frases como esta que eu vou ver a Segunda Temporada toda e só páro quando passar o genérico. (queriam saber qual é né? ehehehe...pois.)

Orgulho-me

do que faço para ganhar a vida. de pertencer a um colectivo de pessoas unidas em torno de um projecto comum. Este: de ser considerada capaz e competente e de, por isso, me serem pedidas responsabilidades cada vez maiores. de provar a toda a gente, sem margem para dúvida, que fui uma boa escolha para as desempenhar.

Eu explico

a cena aqui de baixo. Embora não seja para perceber, na mesma. Mudei de casa há pouco mais de três meses. Ando a ver casa para me mudar. A casa para onde me mudei é excelente. Material bom, conforto cinco estrelas, uma área baril, um sótão que parece um salão de baile, independente. Tem um senão: fica longe da "minha zona". Habituamo-nos a pertender a "uma zona". Da cidade, do país, do mundo. Somos naturais de e residentes em. E eu não resido na zona de que sou natural. De alguma forma, não pertenço a este local. Não vejo o campo como gostaria, estou longe do café que frequento todos os dias, perdi a minha varanda estendida para nascente. Próximo passo: um duplex na "minha zona". É ali que quero passar os meus dias. :-)

No meio

das centenas, quiçá milhares, (eu sei que são milhares mas adoro qualquer oportunidade de utilizar a palavra 'quiçá' ..) de casas que compõem a minha cidade, não consigo deixar de me perguntar porque raio havia eu de encasquilhar que tenho que morar numa com vista para o campo...

Os blogues

são como casas de portas abertas. Uma espécie de repartição pública, onde nos podemos dirigir para tratar de assuntos do nosso interesse (ou não) mas com a diferença de ter um horário de funcionamento de 24 sobre 24 horas. Aqui, não é possível fechar portas e pendurar um letreiro para dizer que fomos almoçar ou tirar os calos ou lavar o carro. A não ser aqueles blogues em que se opta por fechar as caixas de comentários. Esses, são aquele tipo de repartição onde a malta vai um dia e outro e dá sempre com o nariz na porta. Depois, se quiser apresentar o seu assunto, envia por escrito em carta registada com aviso de recepção e logo se vê. São repartições que, de "públicas" só têm o nome. Geridas por direcções que põem e dispõem, produzem despachos e afixam editais e quem quiser come e cala. Quem não quiser, mais vale nem perder os passos a lá ir, pois que não tem margem de manobra para dar palpites. Aí, ou desiste e recorre à instituição mais próxima para ver se tem mais sorte o...

Retalhos de Ternura para Memória Futura

ou de como as novas tecnologias desempenham um papel de relevo na aproximação pais/filhos. Para além de serem um excelente método de continuar a praticar a ortografia e escrita, mesmo em férias escolares...:-) SMS recebido às 17:42h: "Mae, antes de vires para casa passa no Modelo e compra me gomas".

Ainda bem

que, na maioria dos países ele nasce.

Da integridade

e outras minudências. O tema em apreço hoje é a característica que faz a diferença entre as pessoas de bem e os escroques. A honra é um dos valores a não menosprezar, um dos mais capazes de garantir o respeito dos outros, tanto quanto a capacidade de caminhar direitos, de cara lavada. Uma mulher sem honra é como um país onde nunca nasce o sol. Cinzenta, sem brilho, fria. Um microclima onde só cresce o bolor e vermes, onde as flores não vingam e o mar não reflecte qualquer luz. Uma pessoa minha amiga dizia-me que, se fosse mulher, o pior adjectivo com que o/a poderiam descrever seria "desqualificada". Porque presume o mais baixo a que um ser humano pode descer. Uma Mulher, para o ser de verdade, nunca se pode candidatar a ser assim adjectivada. Se o fizer, terá que se aguentar ao nojo que isso irá despertar no mundo que a rodeia. Mas há quem não se importe de ser considerada um dos seres vivos mais baixos na escala de evolução, inferior às baratas. Porque não tem nada que a di...

Aprecio

particularmente os "ensaios" sobre o sentido da vida. Reflexões que, tantas vezes, se produzem por essa blogosfera fora e que têm o mérito de transpôr para o papel idéias que já a todos nos ocorreram, perguntas que já algures formulámos, dúvidas que não conseguimos ainda ver clarificadas, certezas que afirmamos ter, de nariz empinado, porque sim. Gosto de ler estas análises, produzidas por outras pessoas, para descobrir até que ponto algumas vão de encontro ao que eu própria penso sobre o mesmo assunto ou para tentar obter, por aí, as conclusões a que nunca soube chegar sózinha. Uma delas, muito recente, foi escrita nesta posta do Shark . E o tema em apreço é dos mais difíceis de qualificar e classificar, logo a seguir a esse outro, tão improvável, que é o Amor. Tenho, sobre esse assunto uma opinião sui generis . Motivada, talvez, pela constatação de que o que convencionamos chamar de Amigos, com essa plenitude de estatuto, se aplica, ao longo das nossas vidas apenas a um pun...

Escreve

a tua história. Diz quem és e o que te faz vibrar, de que sonhos se fazem os passos que dás rumo ao futuro. Mostra as tuas mãos. Abre-as bem, de palmas viradas para cima para que se distingam as linhas que te desenham a sina. Sorte ou azar, sulcos curtos ou mais compridos, "a cigana leu o meu destino. Eu sonhei". Viverás 100 anos, irás casar, ter cinco filhos, espera, vejo aqui uma mancha, talvez um desgosto de amor. Conta a tua história. Dos homens que amaste e que não te amaram, daqueles que te quiseram e que desdenhaste. Era uma vez. Lê um poema, trauteia a tua canção preferida. Destapa a tua alma, desnuda-te. Diz-nos o que queremos ouvir.

Não me canso

no topo do bolo, por baixo, de lado, à borda do prato, sem bolo, com pão com manteiga, em calda, frescas. A toda a hora.