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Mensagens

A mostrar mensagens de setembro, 2006

A solidão*

Fotos: Mar não é inevitável. BejaSénior 2006 - a fraca qualidade das fotos é culpa da fotógrafa... * em resposta a um post da Emiéle .

Digam lá

que o nosso logo não é um must? Considerando que a iniciativa se destina a promover a participação efectiva dos idosos na vida social da comunidade, oferecendo-lhes um espaço de lazer, convívio, divertimento, informação, aprendizagem, partilha de memórias e experiência de vida. E com isto passar uma imagem positiva do envelhecimento para a opinião pública e valorizar o idoso como parte integrante da sociedade. Contrariar a mentalidade de que estas pessoas já não têm mais nada a oferecer, quando os vemos a dançar animados no Chá Dançante, a contar anedotas ou histórias de lobisomens, a desfilar trajes tradicionais, a ensinar a arte de enxertar uma laranjeira aos mais pequenos ou a tratar do cabelo e maquilharem-se no espaço beleza. Os nossos dois velhotes estão baris ou quê? ;-)

Paradigma

do caçador caçado. esqueci-me de dizer que a foto é daqui , um site que é um must de imagens completamente inesperadas e espectaculares.

Recadinho

a todos os meus queridos e estimados e admirados e amigos bloggers ali do lado: Não tenho tempo para Blogar. Beijinhos e abraços e assim. Adendazinha: Assim que tiver, prometo que leio todos e comento muito. E se não comentar não é por mal. Passei aqui só para deixar o que na minha terra se chama um lamiré . Estar longe do blogue dá nisto (insanidade geral), fazer o quê...Eu volto! quiçá seja ainda hoje, quem sabe?? Ah...a vida, essa eterna incógnita... se calhar isto da cor vermelha não tá muito apropriado, não?

Há vezes

em que não somos mais que pequenas cobaias, perdidas no labirinto. Alguém o lança sobre nós, incautos sem que o saibamos, rede invisível de caminhos cruzados, becos sem saída, respostas certas ou erradas, determinantes da sobrevivência ou do definhar para sempre, num recanto sombrio de mais uma esquina que não conseguimos dobrar para o lado certo, o caminho da saida airosa. Matrizes de resultados interpretadas à lupa para definir o grau de desenvolvimento do espécime. Mais um que falhou. Este está a meio caminho, já percebe alguma coisa, e que tal uma lobotomizaçãozinha para o testar de novo, a seguir? Há os que falham sempre. Há os que, sabedores dos meandros da experiência, caminhos decorados pela manha da aprendizagem, acertarão, baralhando o investigador. Mas há sempre os que nunca servirão para cobaia. Porque têm asas que os levantarão acima de qualquer parede com que os tentem rodear.

Fds

algures aqui Gosto muito desta abreviatura. Faz-me lembrar assim outras coisas, não sei...todas elas tão agradáveis como o significado da própria abreviatura. Fim de Semana. Se é verdade que O Outro, perdão, o Senhor Outro, que essas coisas de Divindades e afrontas religiosos a malta tem que ter muito cuidadinho, não vá parecer mal a Alguém e a gente levar com uma praga de bexigas em cima ou algo assim, descansou ao sétimo dia, já eu, à Sexta ao fim da tarde, recomeço lentamente a viver, depois de cinco dias de suspensão. Da vida, quero eu dizer. É claro que estas afirmações não abonam muito em favor da minha credibilidade e brio profissional e aquelas coisas muito correctas que ficam bem dizer tais como, eu sou workahollic, vivo para o trabalho, o trabalho é a minha realização, e parvoíces do género que toda a gente sabe que são grupo pois é lógico que, aqueles que as proferem, são os primeiros a pisgar-se para ir tirar umas fotocópias e aproveitam para beber uma bejeca pelo caminho ...

Afinal

os gajos do Google, Blogger Beta o diabo a quatro parece que, mesmo assim, são mais eficientes que o aeiou... Pelo menos têm uma actualização diária com as explicações para as falhas deste sistema e o que está a ser feito para as corrigir. Portanto, quanto aos comentários que não entram, o que lá diz é isto: Users are seeing errors when posting comments with current Blogger accounts to blogs on the new version of Blogger in beta. Until we fix this, the workaround is to preview the comment before publishing . ( You only need to preview once per account .) Update (9/13): This issue has been re-written to clarify the core bug and offer the workaround. Update (9/19): All fixed. — latest update on Tuesday, September 19, 2006 Pelo que, acho eu de que, vocelências tinham que fazer primeiro o preview ao coment e só depois publicar. Mas acresce que, segundo o update de ontem, já está tudo fixed. Dizem eles... Aguardo então pelas vossas manifestações de júbilo...

Não há volta a dar

O Weblog não deixa. E eu que sou mais teimosa do que ele, não vou deixar de dizer à Emiéle , aquilo que lhe queria escrever na sua caixa de comentários. Assim, trago tudo para aqui: A imagem, colocada lá : E o meu comentário: "Lamento quebrar o silêncio que nos merece a beleza destas cores mas cheguei atrasada à festa e os atrasados são assim mesmo: inoportunos, atrapalhados, encalham nos móveis, fazem toda a gente levantar-se, uma trabalheira. Dei conta da "efeméride", dei. Mas coincidiu com um período de formação do qual só agora me livrei por completo. Lamento não ter sido certinha a dar-te os parabéns pela tua presença indispensável nos nossos dias. Mas digo-to hoje e hei-de repetir muitas vezes: és alguém que, além de incontornável pela forma como escreves e os temas que abordas, desencadeias simpatia à tua volta. E pessoas assim, são únicas. Que fiques por cá muito tempo é o meu desejo. Mar"

Para a Joana

Vou guardando as suas missivas com cuidado, religiosamente. Porque cada uma é uma pequena jóia e, juntas, constituem um documento único, precioso, que mostro aos meus filhos para que aprendam a amizade, a generosidade, que releio sempre que sinto que pode fraquejar a minha fé nas pessoas, que toco com o carinho com que a hei-de abraçar, assim que regresse. Uma obra para coleccionar e transmitir a outros Pedi-lhe, em tempos, autorização para publicar um texto seu e ela que sim, que sim, o que precisares, como queres que escreva sobre o mundo cá deste lado? Não foi preciso que o escrevesse de propósito porque as mensagens que nos envia, aos seus amigos e família, periodicamente, são em si o retrato de uma terra, do seu povo, da vida que outros seres humanos vivem. E também dos sorrisos. Como este que nos mandou, pintado no rosto de um menino, por pessoas como ela. A Joana está há quase um ano na Turquia, numa missão voluntária de ajuda a refugiados. Sobretudo, crianças. Um ano da sua vi...

Mas antes

aqui ...porque sei que ela, antes de vir, pegou num bocadinho do coração e deixou-o lá, guardado por detrás dos olhos dos seus meninos.

Um post

que é a conclusão daquele que ainda há-de vir a seguir: muito gosto eu das coisas ao contrário... Porque é um texto meu. Fui eu que o escrevi e depois dei-o a outros, a nós todos . Dei-o dado, de boa-vontade, para que dele fizessem o melhor uso, se para tal servisse. Serviu. Porque era de Causas que se tratava. E de Exemplos a seguir. Mas continua a ser um texto meu. E que, para além de ser meu, tem um significado especial. Porque fala de Amizade e Altruísmo. Fala de Bondade e Desprendimento e Abnegação e de Pessoas com P grande. É por isso que quero trazê-lo para cá, onde moro. Ainda que continue lá, onde o ofereci. Pertença de todos. Mas quero-o também aqui e é agora. Porque ela já voltou. A nossa menina.

Breve interregno

que eu não estou para isto. A verdade é que tenho andado um nadinha arredada da blogosfera, quero dizer, assim numa base de regularidade. Vou espreitando os Eleitos ali do lado, não tanto quanto eles mereceriam que mesmo por merecerem é que ali os pespeguei e, por vezes, dou uma volta por outras paragens, apenas para constatar que está tudo na mesma. Isto, mais o despistanço que trago inscrito nos genes e a fase zen-peace-and-love-e-tou-aqui-porque-gosto-e-escrevo-só-quando-e-o-que-me-apetecer-e-caguei-para-o-resto em que entrei há tempos atrás, tem levado a que me passem ao lado umas quantas pérolas as quais, após leitura mais atenta durante o fim-de-semana, que há tempo para tudo e mais alguma coisa, me suscitaram um risinho de ah!percebi-te! e vontade de entrar na dança. Com o meu nick de sempre - e sempre, significa há praí mais de uns 3 anos pra cá, que isto de inventar nicks como quem muda de cuecas, em blogues que até não são os nossos para mandar as nossas farpazinhas à vontad...

UM MAR DE MEDOS

Foi a Mar quem levantou a questão no seu último post. E eu queria ter abordado o assunto na caixa de comentários do meu ancoradouro alternativo, mas depressa percebi que o tema não poderia encaixar-se no âmbito restrito de um comentário. É que existem questões particularmente sensíveis para quem exerce a progenitura e cada um de nós lida com essas questões de forma distinta. O texto da Mar, bem esgalhado, cita um exemplo extremado de super-protecção como eu poderia agora invocar os tristes exemplos que a vida me apresentou em sentido contrário. Não o fazendo, aponto já as baterias para o meio onde se encontra decerto a virtude que qualquer mãe e qualquer pai decentes ambicionam. A minha filha não brinca na rua como eu fazia com a idade dela (a caminho dos sete). Isso deve-se a duas razões essenciais: não se encontram na rua parceiros de brincadeira e eu (como a mãe dela) não confio na segurança lá fora como o puderam assumir os pais da geração anterior. Sou mais parecido com a geração ...

**Pais que mi}
a }mam demais

** É o título de um livro, "Pais que mimam demais". A adaptação é da minha autoria, explicada ao longo do post abaixo Quando o meu filho de treze anos frequentou o ensino primário, 1º ciclo como se diz agora porque é mais chique embora a qualidade do ensino tenha decrescido na proporção inversa dos termos chiques que se têm inventado para aplicar à educação, adiante, havia na turma um rapazinho loiro, de ar frágil, quase etéreo, acentuado pelos grandes olhos azuis. Eram de um azul assim aguado, nada de cores brilhantes e com vida, parecendo olhar o mundo a medo, algures lá de dentro das profundezas daquele pequeno ser. Comecei, aos poucos, a perceber a razão de ser daquele ar temeroso, mortiço. Nos primeiros dias de aulas do primeiro ano, os pais apareciam durante o recreio, numa reacção normal de demonstrar aos filhos que se voltava, que eles não ficavam sózinhos, para lhes fomentar a auto-confiança e a segurança em relação àquele espaço que passara a ser o seu novo "l...

Post-intervalo*

*considerando que prometi ali em baixo um post "sério" mas que ainda não consegui escrever e, nos entretantos, vão acontecendo coisas que se contam mais depressa e não podia deixar de registar esta aqui, prá posteridade. Evolução da Espécie ou de como analisar a influência dos media nas nossas criancinhas. Quando eu tinha mais ou menos quinze anos, alguém me ofereceu um diário. Era um livrinho daqueles que fechava com um cadeado pequeno e trazia chave! Escusado será dizer que foi um delírio de escritos sobre primeiros amores, o que hei-de vestir amanhã, a viagem de estudo, o teste que correu mal, a discussão com a mãe e tentativas incipientes de poesia parola. Mas eu tinha quinze anos. Hoje à hora do almoço, ofereci à minha besnica de 8 anos (e que, de lingrinhas que é, parece ter ainda menos...) um caderninho de argolas cheio de brilhantes e aquelas coisas mimosas mesmo de menina (que uma colega de trabalho me oferecera a mim). Comentário da criatura, em euforia: - Mãe, vai ...

A POSTA À PROVA

Se quiserem um pretexto, direi que o sistema de comentários do charco está meio esquisito outra vez. E eu tinha afirmado que viria aqui de vez em quando, pelo menos até ao dia em que a senhoria me tire a chave da porta por eu chegar fora de horas ou assim. Mais, dou dois (pretextos, claro). A Mar, apesar de constantemente surpreendida pelos meus ziguezagues de esqualo, continua a apreciar uma surpresa das minhas. E eu sei que ela não estava a contar com esta posta noctívaga. E eu também não, mas cultivo o meu carácter imprevisível com estas suas (minhas) pequenas manifestações. Ainda vou à terceira (razão). A dona do tasco prometeu um post sério na caixa de comentários do anterior. E eu sei que ela não brinca em serviço, pelo que andará nesta altura a cozinhá-lo até o apurar melhor do que após uma semana em vinha d’alhos. Corremos assim o risco, nós leitores frequentes, de enjoarmos a capa da revista abaixo reproduzida. Seria injusto para a publicação (falo desta, que a outra não visit...

Eu sei que

até foi amplamente noticiado, tempos atrás, pela blogosfera fora. Mas como não sou seguidista e muito menos carneiro em fila obediente a balir mééé para não se arriscar a levar um cachação nas orelhas se tiver o azar de sair fora do rebanho, aliás, o meu orgulhoso feitiozinho Touro, dá-me mais assim para dar umas marradas valentes e cavar teimosamente o chão com os cascos, mesmo que o dito seja de basalto impenetrável..., confesso que não liguei muito. Foi por isso que, apenas ontem, enquanto bebericava um café na Cafetaria da Biblioteca Municipal e fazia tempo para que a miuda se fartasse da brincadeira ou que, em alternativa, chegasse a hora inadiável em que lá teria que a ir buscar, arrastada à força para fora do sector infantil, ao passar uma distraída vista de olhos pelas revistas disponíveis no escaparate, dei com o título que me despertou a vontade de deixa ver como é, afinal . (única imagem encontrada no Google, dado que o site próprio está "sob construção") O Do...

Mais uma

aqui campanha, com um impacto estético muito forte - convém clicar na foto para ampliar - e que, ainda por cima, publicita uma boa causa. Ali diz que falar, sara, cura. As linhas de ajuda, num tempo em que a solidão é o pior dos males, salvam vidas, digo eu.

Da simplicidade

Mas como, ao contrário dos bichos sabemos que temos de morrer, preparemo-nos para esse momento gozando a vida que nos é dada pelo acaso e por acaso. Em A ilha do dia antes - Umberto Eco Às vezes, as palavras mais sábias, verdadeiros lemas de vida, são proferidas por acaso, no meio do nada, perdidas por entre as centenas de páginas e milhares de frases de um livro. Integradas num contexto maior, provavelmente até nem fazendo parte do enredo de fundo principal que nos é contado naquela história. É preciso estar atento para as descobrir. O autor deste blog decerto possui essa característica: atenção. E sensibilidade também.

Quimera

o original aqui Como Alice, atravessar o Espelho e dar com o mundo ao contrário. Onde o avesso que observamos é apenas o reverso daquilo que, aqui em cima, nos aparece como verso. E a vida real é, afinal, o gato no aquário, os peixes no ar e um pássaro no mar, a voar. Ou um menino a aprender a olhar. No mundo de pernas para o ar, não existe o mal, maleita ou maldição. Só mergulhos e danças com peixes que nos atiram bolhas brancas de ar, num rodopio que faz comichão no nariz e depois nos obriga a espirrar e a fazer mais bolhas, gordas, que engolem os peixes como num jogo de xadrez se engole um peão. O mundo ao contrário está sempre em festa e é por isso que, lá, de todas as vezes que o desejarmos, podemos pousar a cabeça num coral e descansar.

Imperdível

Foto: mano e melhor, a cada ano.

Quando

fazemos merda, o passo seguinte pode ser um de dois: 1. Reconhecemos que fizémos merda e auto-flagelamo-nos , batendo com a cabeça nas paredes, tentado que, da dor associada ao chocalhar dos neurónios, possa resultar a clarividência para descobrir como reparar o mal feito, já que sobre ele não vale a pena chorar, que feito está e dali não passa mais, a não ser para pior. ou 2. Achamos que estamos cobertos de razão, que funcionamos como um relógio e tal e ainda fazemos mais merda. Quando acontece o passo 1 é natural que tenhamos que nos mortificar, se a nossa merda, inadvertidamente, atingiu alguém que, por acaso, ia assim a passar, ou alguém que até estava abancado na boa a ver passar os combóios. Não é muito agradável, dá trabalho e tal, algumas reacções mais impacientes da parte de quem, de repente, se vê coberto de merda, obriga-nos a tentar compensar a pessoa, uma limpeza a seco, um café pago ali na esplanada do lado ou uma camisa novinha em folha para que o cheiro a merda desapare...

Sempre

acreditei existir no mar algum mistério, naquela hora precisa que antecede o amanhecer. Um segredo guardado desde o princípio do mundo. Talvez outros, iguais a nós, terminem nessa altura as danças pagãs com que homenagearam a noite, para regressar às profundezas que habitam, durante o dia. Como prova, apenas uma marca volátil na areia. Que logo desaparecerá, assim que a cubra a primeira vaga da manhã. * o outro um clique aumenta-a. vale a pena * tudo isto a propósito de andar a passear por sites de fotografia e, de repente, dar de caras com o "shark". :-) (e porque adoro fotos a preto e branco)