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Fds


Paz
algures aqui




Gosto muito desta abreviatura. Faz-me lembrar assim outras coisas, não sei...todas elas tão agradáveis como o significado da própria abreviatura.
Fim de Semana.
Se é verdade que O Outro, perdão, o Senhor Outro, que essas coisas de Divindades e afrontas religiosos a malta tem que ter muito cuidadinho, não vá parecer mal a Alguém e a gente levar com uma praga de bexigas em cima ou algo assim, descansou ao sétimo dia, já eu, à Sexta ao fim da tarde, recomeço lentamente a viver, depois de cinco dias de suspensão. Da vida, quero eu dizer.
É claro que estas afirmações não abonam muito em favor da minha credibilidade e brio profissional e aquelas coisas muito correctas que ficam bem dizer tais como, eu sou workahollic, vivo para o trabalho, o trabalho é a minha realização, e parvoíces do género que toda a gente sabe que são grupo pois é lógico que, aqueles que as proferem, são os primeiros a pisgar-se para ir tirar umas fotocópias e aproveitam para beber uma bejeca pelo caminho na loja da esquina, mal o chefe vira costas.
Mas adiante que ia eu a dizer que, é à Sexta que eu como que acordo de uma hibernação forçada por entre papéis, dossiers, telefones, relatórios, pareceres, reuniões, parceiros, utentes, descontentes, correio, despacho, uma palavrinha, uma assinatura, uma corrida, um atraso, um objectivo cumprido, um caso arquivado, um computador crashado, um orçamento aprovado, colegas, uns mais que outros, à consideração superior e deferido. Ou não.
E é à Sexta, assim à tardinha, quando o fds se apresenta ainda virgem e cheio de mistério à nossa frente que, numa inspiração profunda de quem regressa à superfície depois de longos minutos sem ar, retomo a Vida em todo o seu esplendor.
Quer isto dizer que poderei escrever os posts que quiser, retomar a leitura do livro que ainda vai a meio, estirar-me no sofá e ver todos os dvd's acumulados na estante, estirar-me no sofá e dormir, estirar-me na cama e dormir, não me estirar em lado nenhum e sair para a rua sem destino certo.
É nos momentos de lazer que me reencontro, degusto com prazer as pequenas coisas de que gosto, amo intensamente aqueles que me rodeiam e de que me rodeio nessas alturas. Porque me isolo dos que não quero.
No lazer encontro a liberdade que me é tão cara. Porque não faço nada obrigada, faço tudo ou faço nada. E mando eu.

Comentários

Mar disse…
Pois por isso mesmo é que fds sabe tão bem, não é Emiéle? :-)
Vâo-se todos à consideração que quiserem que aí mandamos nós!! É a rebelião dos fds! ;-)))

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