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Mensagens

A mostrar mensagens de fevereiro, 2011

Gostava muito

de me esquecer das coisas boas. Gostava que a evidência das falhas, dos defeitos, a consciência das lacunas fosse mais forte. Gostava de desligar quando me parece já conveniente, de meter uma quinta [parece que já há carros com 6ª não há..?] na autoestrada dos afectos e embalar por aí adiante, rumo ao horizonte [e mais além ou assim]. Gostava que fosse fácil. Mas não é. Não é.

Queen - The Show Must Go On - 1991 - Remastered

Hoje é dia de Freddy. Porque sim.

Tenho uma amiga

que diz que nasce e morre todos os dias. E eu que não sei dizer as coisas assim bonitas como ela as diz, lembro-me das suas palavras a cada vez que sinto, também eu, que morri um pouco mais ou antes que tenho mais um luto a fazer. Fazemos vários lutos na vida. A cada morte física de alguém que amamos, a cada derrota, sempre que sentimos que falhámos, de cada vez que perdemos um amor, a cada fim de um sonho. E todos os lutos são iguais. Todos nos fazem, também a nós, morrer um pouco. Porque cada perda nos tira um pedacinho de coração que não volta a existir. Nunca mais é preenchido o espaço, cada pequena ferida que essa mágoa nos deixa aberta. Seguimos em frente, voltamos a fazer-nos à vida e acabamos por ter que ultrapassar. Tornamos a tentar. Somamos partes novas às que já nos compunham, crescemos, enriquecemos, ficamos mais fortes e continuamos, com pessoas novas, amigos diferentes, sonhos redobrados, amores intensos. Outra vez. Mas nunca esquecemos a pessoa que fomos,...
Faith No More - EASY

Eis que

nos impele uma vontade de resgate. Assim uma força que só nós detemos, que nos tranforma, transfigura e move, sempre que alguém que amamos precisa do nosso fôlego. Nada trava esta determinação, este querer, a ilusão de sermos tudo para alguém, que apenas necessita desta mão para se levantar. É aí que esquecemos as intempéries e agruras do caminho, que mesmo os maiores escolhos nos parecem pequenos grãos de areia, que nos olvidamos de nós e a certeza de conseguir agarrar o outro à beira do precipício se torna na razão de cada amanhecer. E eis-nos quais Florences Nightingale, a humedecer panos em bacias de água fresca para acalmar a febre do nosso amado. Enquanto ele, quiçá, a afoga no regaço de outro alguém.

Como não estou mas é capaz de nada

Resta-me transcrever e encaminhar-vos para quem sabe disto. estou gira?, será que me vai achar gira? então porque tentou? e porque não tentou? e quem era ao telefone, ai que não consigo dormir, e se o perder? e se ele deixar de gostar de mim, será que ele sabe o quanto eu gosto dele? nunca ninguém vai gostar dele como eu. É que é talqualzinho...:-)