nos impele uma vontade de resgate. Assim uma força que só nós detemos, que nos tranforma, transfigura e move, sempre que alguém que amamos precisa do nosso fôlego. Nada trava esta determinação, este querer, a ilusão de sermos tudo para alguém, que apenas necessita desta mão para se levantar. É aí que esquecemos as intempéries e agruras do caminho, que mesmo os maiores escolhos nos parecem pequenos grãos de areia, que nos olvidamos de nós e a certeza de conseguir agarrar o outro à beira do precipício se torna na razão de cada amanhecer.
E eis-nos quais Florences Nightingale, a humedecer panos em bacias de água fresca para acalmar a febre do nosso amado.
Enquanto ele, quiçá, a afoga no regaço de outro alguém.
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