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Mensagens

A mostrar mensagens de março, 2008

Inesperadamente,

o sorriso. a rasgar caminho, iluminando breu e medos. Resolutamente, como se uma pedra sobre outra pedra e, de repente, um pilar e logo depois a ponte inteira. Tão simples como a mais clara linguagem, mais complexo que o mais completo Tratado. Sem dar por isso, um livro inteiro, aberto, traduzido, claro e lesto como água cristalina. Sem amarras. Como se os campos fossem tela em branco por onde riscar sem rumo ou plano e a seguir um poema brotasse da imensidão do verde. As descobertas mais gratas fazem-se inesperadamente. *à ana prometo que é só mais esta, nem poderia deixar de ser, por tudo o que me diz a imagem e mais a frase...
Neste blogue o tempo, além de cerejas, é de planura e sossego.

Admiro

a forma como algumas (poucas) pessoas encaram este mundo em que nos cruzamos virtualmente. A persistência com que encaram os reveses e se prolongam no tempo. A paixão que põem neste acto de escoar a vida em palavras. São pessoas que - ao contrário de mim própria e daí o títalo - não veem nos seus blogues apenas mais uma forma de mandar umas bocas, registar um pensamento mais caro, perpetuar uma inspiração mais conseguida. Assim uma espécie de bloco de notas pequeno, perdido entre as tralhas de uma mala grande, de onde o sacamos já com os cantos todos gastos de andar aos encontrões com chaves, frascos de verniz, mil e duzentas carteiras e carteirinhas, molas de roupa, bonecas Bratz e respectivos acessórios, iétecétera, sempre que precisamos de anotar que é preciso comprar leite ou que o telefone do gajo em quem batemos com o carro enquanto fazíamos marcha a trás a ver o rimel é o 96.. e coiso. Estas pessoas encaram o seu blogue como uma casa aberta ao público, em que a responsabilidad...

Eu também quero

ter o meu nome no Público! Para além de tudo aquilo que toda a gente já disse melhor do que eu sobre esta inovação e mais o que ela representa em termos de afirmação da blogosfera, reconhecimento do seu enorme potencial enquanto meio de comunicação e o que mais se queira, acho de muito bom tom, uma cena assim prestigiante, sei lá , giro, quinzeminutosdefama ó ié!, ver o nome do meu bloguinho na página online de tão conceituado periódico. *pensavam que andava a dormir e deixava passar a ópórtunidade ó-ó. O que mais faltava.

Ora a coisa

começou com isto, né? Depois de marinar os lombos de pescada em sal (atenção ao sal! tem que ser pouco que a pescada absorve muito), pimenta, sumo de meio limão, um pouco de leite e alho durante meia horita, reguei com um fio de azeite e um pacote de natas e ala, forno com eles. Joguei-lhe depois para cima os camaranitos e deixei alourar mais um bocadinho. E ficou pronto! Nenhuma é tão bonita como a minha mas o aspecto era mais ou menos este: Despois foi só saltear os espinafres em azeite e alho (às vezes ponho-lhe uns fios de queijo ralado mas desta vez não) e acompanhou que nem ginjas. :-) Agora experimentem e regalem-se. *as fotos foram todas roubadas da net, quem quiser que se queixe que não tenho pachorra para estar a pôr os linques todos .

Não se esqueçam

que desligar o forno um bocado antes do término da confecção do jantar vos poupa uns cobres em gás e tal. Grão a grão... (e pescada com camarão gratinada no forno, mailuns espinafres alteados em alho e azeite fica um petisco que nem vos conto...)

Uma pessoa

dá umas voltas por aqui, lê todas as coisas dos amigos, dá mais uma volta, passa por aqueles dois ou três blogues a que até costuma achar piada, histórias contadas com ritmo e tal. Até aqui tudo bem. Há blogues que conseguem manter o razoável interesse em lá voltarmos outra vez. Quando deparamos com posts tão forçados que vão quase até ao vómito a coisa começa a mudar de figura, a credibilidade esfuma-se e o interesse vai-se na idêntica proporção. Agora a sério: Alguém acredita mesmo que uma pessoa que tenha passado por um grande trauma num dia qualquer, vamos lá, o qual se iniciou, supostamente, a partir do meio-dia e se solucionou não se sabe bem quantas horas depois, tenha cabeça/vontade/estômag(a)*o (riscar o que não interessa) para vir nesse mesmo dia ao blogue, por volta das 21.30, postar um video do Youtube??.... Vá lá, tenham dó... * não era para ter "a", foi gentil correcção do Shark. :-))

Por vezes

apetece retomar textos que escrevemos há muito tempo. Retocá-los aqui e ali, acrescentar pequenos nadas que apenas os adequam ao tempo presente. Este foi escrito em Fevereiro de 2005, a propósito de um desafio, alguém que perguntava o que era a Cumplicidade. Eu respondi assim: A cumplicidade é partilha, é liberdade e confiança. É dizer um segredo ao ouvido de alguém como se fosse para dentro de um buraco cavado na rocha e tapá-lo com terra e ramos de árvore sabendo que ali ficará guardado, protegido. É também segurança e tranquilidade porque é certeza. E as certezas dão asas. A cumplicidade nunca é mentira, fingimento. É olhos nos olhos, transparentes, é sim quando é sim e não, sempre que fôr não. E é espaço, espaço aberto como a imensidão do céu, é ar puro e cores fortes numa tela, é uma peça onde os personagens existem sem amarras e sentem sem limites, porque a cumplicidade é pintada de respeito e de compreensão e de aceitação das diferenças. É a porta da alma escancarada, todas as p...
Basta um passo. E o precipício que é já ali à frente. Um passo solto, inconsequente. E o vazio, tão cheio, de repente. Há vezes em que basta um passo. Para correr o mundo num instante, breve ou permanente. Num passo cabe todo o caminho, o caminho que medeia entre um sorriso e o olvido. Com um passo se faz estrada, linha recta em direcção ao coração, uma curva em crescendo, tecendo, tecendo, com fio de seda enredando frases soltas, leves, palavras mansas, displicentes. Com um passo se avança, com dois se volta atrás. E pelo meio ficas tu e a lua, o brilho de uma estrela cadente, cabelos revoltos pelos dedos com que te tacteio e a seguir te despenteio. Às vezes estamos tão perto. De dar o derradeiro passo. Mas depois...qualquer coisa que não se sabe o que foi, o ténue aroma a frutos que faltou, uma palavra inexistente, um certo jeito de olhar que não se quedou. E a fronteira que logo a seguir ali se ergueu, altiva, intransponível, como eu. Como eu.

Há mais de vinte anos

eram(os) uns putos tão giros. :-) eu cá era assim LOL, tadita... E estivemos tantas vezes por aqui (que galo não haver nenhum dos vossos concertos lá, no Ytube..) Mas valeu a pena esperar estes anos todos para ouvir esta Cantiga d' Amor. Rádio Macau , sem sombra de dúvida. De novo. :-)

De

"férias"... hmmm, torresmos estaladiços, imperial, saladinha de polvo, cabeça assada, sangria, choquinhos à pereira, imperial, entrecosto na brasa, batatinhas fritas redondas, imperial... da Páscoa. Vou ali e já venho.

Será que

é possível viver demais ? No sentido de se ter começado cedo, ter crescido depressa antes do considerado "normal" para o grupo em que nos inserimos , ter experimentado tudo o que havia a experimentar, no sentido de se ter a sensação de conhecer a vida como as palmas das mãos, saber prever situações, conseguir antecipar acontecimentos, saber de antemão os desfechos possíveis para um acto. Às vezes, tenho a sensação de que já me aconteceu a mim há séculos o que a maioria das pessoas com que me relaciono e que são mais ou menos de uma faixa etária próxima da minha, está agora a viver e a descobrir. Nesses momentos, sou aquela que é quase tão velha como Matusalém. Noutros, não sou mais do que a criança deslumbrada que observa a areia escoar-se por entre os dedos, que tenta tocar o sol e apanhar o vento num abraço.

Gostava muito

de me lembrar de como antes era capaz de escrever* sobre o amor, sem que tudo, realidade ou ficção, me soasse a lugar-comum. ... ... * o que se aplica, ainda, à maioria daquilo que leio por aí, ao que penso, ao que vejo e, lamentavelmente, ao que sinto em relação ao tema.

Gosto munto

da conversa mas já não aguento uma gata pelo rabo...

Vá lá

pronto, eu explico. Os nossos critérios de relevância, qualidade ou falta dela em relação a algo que façamos, actos ou omissões nem sempre quase nunca são coincidentes com os dos demais. Frequentente, algo que consideramos absolutamente irrisório, pode assumir significados de alta gravidade ou inadmissível lacuna, importantíssimos para alguém. Como também pode acontecer que algo que nos é tremendamente caro, passe completamente despercebido aos que nos rodeiam. Foi o caso. Escrevi o post anterior (anterior à birra) com emoção, a de recordar um momento marcante da minha existência. Acrescido da emoção de o contar agora, a propósito de um outro momento que me tocou, a morte de um artista. Escrevi-o com alma e coração porque fala de causas, a causa de um povo, de direitos, de justiça, de luta. E esperava dos outros a mesma reacção. Ninguém comentou esse post, a não ser a Emiéle. O que me levou a concluir que, de facto, não podemos criar expectativas quando envolvam actos de outrém. Sejam...
Fico lixada, pronto.

Povo palestiniano

Tempos atrás, não sei precisar quando e nem sei bem se aqui no Ponto ou ainda no Espelho Mágico, contei uma história que ainda hoje me emociona. Passara-se numa Festa do Àvante à qual tinha perdido o rasto, eu a minha dificuldade em precisar datas do passado, mesmo que importantes para mim. Eu sei que subia sózinha uma das avenidas principais da Atalaia, aquela que vai dar ao espaço da Cidade Internacional. Talvez fosse beber uma água de coco, comprar colares nas bancas de artesanato ou Matrioskas para engrossar a colecção que, ano após ano, ganha sempre mais uma. Não sei. Uma dessas coisas seria. Gosto de deambular sózinha na Festa. Apesar de estar por lá sempre rodeada de amigos - os que levo comigo, os que reencontro todos os anos ou aqueles que, sendo camaradas são também amigos, ainda que desconhecidos - sabe-me bem curtir o espaço à minha maneira, sem rumo nem pressa. Subia e absorvia aquele mundo à parte, os cheiros peculiares, a música omnipresente, os risos, a explosão de côr ...

Rogério Ribeiro

para sempre em Beja. Até amanhã, camarada. Olhou ainda o Ceú e Fez-se de Novo à Chuva (Rogério Ribeiro) O Vento Soprou Mais Forte (Rogério Ribeiro) Estendia a Mão Larga e Espessa aos Recém-Vindos (Rogério Ribeiro) Trabalhadores! Operários e Camponeses (Rogério Ribeiro) A Bicicleta Deslizou Suavemente como se Nenhum Peso Levasse (Rogério Ribeiro) Ao Fim de Alguns Dias Voltaram a Chamá-la (Rogério Ribeiro) in, Edições Àvante O livro não fala de quaisquer homens ou mulheres, fala da luta do Partido Comunista Português, e estas imagens ambicionam ser também, de algum modo, um relato dessa luta. Testemunho a somar aos de tantos camaradas neste caminho ambicioso, fecundo e fraterno, a rolar sobre os anos com uma inequívoca esperança. Será sempre até amanhã, camaradas. Rogério Ribeiro
"Tenho um pedido a fazer-vos. Que enquanto me olharem, não me vejam aqui a mim. Não vejam a mulher que vos lê estas linhas, olhem-me e vejam no meu lugar todas as mulheres do Alentejo. Aquelas que nem escrever ou ler sabem, também. Quero pedir-vos que olhem e vejam aqui, neste dia, neste momento, o campo de trigo imenso que é preciso ceifar, ainda que as pernas inchem do esforço e as costas mal consigam voltar ao lugar. Mesmo que o sol aperte e a criança que está para nascer já se anuncie. E peço-vos que ouçam. Que as ouçam. Ouçam o cante com que se engana a fome e se saúdam os amanhãs que hão-de vir. Melhores, um dia. Ouçam a Maria e a Joana, a Etelvina, a Antónia, a Luzia, a Guilhermina, a Gabriela e a Laurentina...e ouçam a Catarina . Não olhem para mim. Olhem para todas as mulheres que antes de mim lutaram e cantaram, ombrearam com os homens e, de bandeira em punho, acreditaram que haviam de alcançar um Mundo melhor. É por todas elas que aqui estamos hoje" * excerto da i...

Apesar de o

Valupi considerar que "não chegámos a debater" eu acho que sim e, por esse facto, dei lá por encerrada a nossa troca de argumentos. No entanto, acho por bem transportar para esta minha casa as opiniões que por lá fui deixando na caixa de comentários, até porque ainda aqui não me pronunciei sobre estas últimas estrondosas jornadas de luta dos professores mas não só, deste recrudescer da maravilhosa capacidade de reivindicar direitos por parte de um povo que se organiza, se mobiliza e desce à rua, que contesta, que exige, que alcança! Também porque naquele debate há opiniões e conceitos que qualquer pessoa interessada deveria acompanhar.(por isso é que só expresso aqui a minha posição, quem estiver interessado que leia lá a história completa). Por isso cá vai, em copy paste porque me apetece guardar por aqui as coisas em que acredito. Quem não tiver paciência para ler, veja as cores, tão bonitas que elas são. (e depois não podia deixar passar em branco uma das mais deliciosa...

Não sei bem

como fui parar a isto, após algumas deambulações, mas gostei do resultado. :-) Bate tudo certo! Bem, mas neste... ...também!

Já me conheceram

neste blog os traços fisionómicos, se olharem com atenção vislumbram as brancas do cabelo, podem até apreciar o local onde trabalho. Já há mais tempo ainda que me conhecem as idéias, postura pessoal e política, a maluqueira que me assalta de vez em quando, sempre que resolvo rir de mim própria. Dou a conhecer agora o timbre com que debato as minhas idéias, aquilo que sou sempre que tenho que intervir profissionalmente, quando mostro a camisola que visto e me encanta. Adenda: Caneco...apesar de ter participado durante mais de 2 anos num programa de rádio semanal, nunca tinha percebido como falo tempo demais. Mil perdões a todos os meus colegas de mesa a quem terei porventura monopolizado os debates...
Agora é que eles têm um enfarte apopléctico espumando pela boca e restantes orifícios... Porque não há Partido que chegue aos calcanhares deste!

Este blogue

descobriu agora mesmo a sua verdadeira vocação! Vamos dedicar-nos à culinária.* Foto: Mar * sim porque, lá porque os pratos nunca saem como nos retratos dos livros de receitas, quando se trata de inventar ninguém supera a Mar! E mais ainda, o Verão está aí a chegar à força toda e isto uma gaja, para além de não ser uma fada do lar e esquecer-se que debaixo das camas há cotão para vir a descobrir esta simples preposição apenas no fatídico momento em que um senhor agente da autoridade se ajoelha no chão de um dos quartos - nem perguntem... é que não vale a pena que isto são coisas muito sérias, nã, nã, desta boca não sai nada sobre este assunto, adiante e é já! - ora dizia-se que não se era bem uma fada-do-lar e essas coisas secundárias para concluir que uma gaja não pode ainda dar-se ao luxo de acumular pneu na lateral e na frontaria e na traseira do cós das calças. Portantos. Dando início à primeira sessão de culinária, informo que a salada tinha uma mistura de alfaces, rúcula que é u...

Fiz,

há relativamente pouco - se tivermos em conta os padrões das pessoas "normais" foi há mesmo muito pouco - tempo, um negócio de compra de casa, para onde, como é natural, me mudei. Considerando alguns padrões de análise como anos de construção, perspectiva de conforto e, sobretudo, espaço, achei que tinha sido uma boa escolha. Os meus amigos, depois da visita da praxe, foram unânimes em aprovar a coisa, é uma boa casa sim senhor, fizeste bem e tal. O piqueno senão é que, passado apenas um mês de habitar o espaço, algo não ia bem. Era uma sensação indefinida de mal -estar, uma espécie de comichão não localizada, um ar cada vez mais irrespirável de desagrado em relação a tudo. Demorei algum tempo até conseguir identificar, objectivamente, o que se passava. Isto porque o vendedor continuava bem presente na vida da casa e na minha , desfazendo-se em simpatia vê lá se precisas de algo, deixa estar que eu mando cá vir o canalizador ver aquela pequena questão do chuveiro, se pre...

Tive que vir

aqui a correr porque senão esquecia-me desta, que me ocorreu agora mesmo enquanto apanhava roupa seca e com cheiro a fresco ali no cálido torpor desta noite primaveril. E dedico-a às minhas amigas Xica e Susete que ainda não se lembraram desta expressão tão nossa: - Já cheira a Primavera, definitivamente. Lavei uma ocharia * de roupa e enxugou tudo. ;-) * ocharia = grande quantidade. E a seguir vai sair isto: