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Mensagens

A mostrar mensagens de 2008
É de luz e calor e cheiro de azinho que se faz o dia de todos os afectos. É de estórias de ternura, saudade e conversas intermináveis que se faz a nossa vida. E de esperar até à meia noite para abrir os presentes que me deste. É com sorrisos que vou confirmado, um por um, que acertaste em cheio. Tal como eu já previa.

Jornal de Parede

Sol Saúde Trabalho à brava. O céu apresenta-se limpo, sem vislumbre de nuvens no horizonte e a temperatura está amena. Atingem-se objectivos, cumprem-se metas e a moral está em alta. Para mais, a Euribor está a descer. Que mais se pode pedir desta vida? Beijos a quem é de beijos e abraços ao resto, até mais loguinho. Publique-se aos dez de Dezembro, cheiínho de espírito natalicio e jingóbeles por todo o lado.

A malta

é assim a modos que...hum, como dizer isto sem ferir as almas mais sensíveis?...bem...desorganizada, pronto*. Vá, digamos que, para além da pontualidade que gosto de cultivar, tudo o resto que meta planificações, antecipações, previsões, considerações, simulações e outros que tais, o mais das vezes, corre mal. Não é que as cenas não se façam e que até não se obtenham resultados positivos e objectivos cumpridos e essas triviliadades tão apreciadas por quem nos paga o pão que pomos na boca das criancinhas - pode ser que os gajos se comovam quando lerem isto e não me ponham a contar pacotes de clipes ou assim... - a questão não passa por aí. O cerne da coisa é a trabalheira que dá não trocar dias e horas, ao mesmo tempo que se produzem relatórios e se dá o litro para descortinar composições calóricas de produtos novos que nos permitam continuar a caber no 36 que chateia tanta gente...uma moenga, vá. Anyway , é só para não se admirarem que nos próximos tempos não me irão ver muito por est...

Pronto vá

eu sei que se vê a correr e que só quem conhece bem é que sabe quem são as pessoas em causa. Mas ter um filho num anúncio de têvê é demais para o coração fraco de uma mãe, o que é que querem? Ainda por cima quando ele é o gajo escolhido para representar o interesse dos putos adolescentes pela cultura e o património, o gajo que se passeia pelo museu folheando um catálogo e que observa as maravilhas do passado. O gajo cheio de pinta que nunca que tinha feito nada parecido com isto e que se movimentou pelas filmagens sempre com o seu ar cool , como se tivesse nascido para a coisa. O gajo mais giro do anúncio claro. :-)

Momento choque da semana

Eu ( who else?.. ) a caminho da glória ( whatever? ) ao volante de um beetle azul céu ( how chic! ) podre de boa ( what else?) enfiada num vestidinho 36 ! ( wow! !) * e ainda com um casaquito por cima, tamanho S...roam-se, ehehehe.

Mas se fôr para te dedicar um poema

já vale a pena Não sei como dizer-te que minha voz te procura e a atenção começa a florir, quando sucede a noite esplêndida e vasta. Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos se enchem de um brilho precioso e estremeces como um pensamento chegado. Quando, iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado pelo pressentir de um tempo distante, e na terra crescida os homens entoam a vindima - eu não sei como dizer-te que cem ideias, dentro de mim, te procuram. (...) Durante a primavera inteira aprendo os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto correr do espaço - e penso que vou dizer algo cheio de razão, mas quando a sombra cai da curva sôfrega dos meus lábios, sinto que me faltam um girassol, uma pedra, uma ave - qualquer coisa extraordinária. Porque não sei dizer-te sem milagres que dentro de mim é o sol, o fruto, a criança, a água, o deus, o leite, a mãe, o amor, que te procuram. . herberto helder

Cada vez mais

te dou razão. Isto só nos serve para quando não se tiver mesmo mais nada que fazer... Para aqueles a quem isto serve apenas para o simples exercitar da escrita, bem entendido.

Descobrir

novos sabores. Inventar novas sensações. Praticar diferentes emoções. Todos os dias.

Tem piada

a Xica colocar-me, ali em baixo, a questão do porquê da escrita deste ou daquele tema. Tem piada porque revela, de alguma forma, as expectativas de quem lê um blogue, seja este ou outro qualquer. Na perspectiva desta minha amiga, pelo facto de eu encontrar numa espécie de mundo à parte, nele não deveriam caber "as coisas pequenas", seria expectável que me apetecesse escrever só e apenas sobre as nuvens, os raios de sol e os passarinhos. Mas nada do que me sai por aqui é expectável, desenganem-se. Que não restem dúvidas: apetece-me escrever sobre isso. E faço-o. Mas o meu blogue é também o meu jornal de parede, onde vou publicando o que concluo da minha singela observação do mundo. E por isso, tal e qual como sempre fiz, hei-de continuar aqui a descrever o problema do entupimento do cano do bidé e a grande chatice que isso é ou a teoria da relatividade aplicada ao efeito de estufa ou a história da sacana da gaja frígida e ressabiada que mora no 3ª E a quem deu agora pra me co...

De Pedra e Cal

Contra todas as antecipações, previsões, maldições, alucinações. Também probabilidades, análises prospectivas, estatísticas analíticas e demais dores de corno, não é? É isso que lixa - com F - mais gente do que o que seria inicialmente de supôr. A condição humana no seu melhor. :-)

No meu prédio

por baixo de mim e para grande azar - deles - mora um casalinho insípido, ainda relativamente jovem mas com ar de mofo, com dois filhos, um deles da idade da minha. Todos com ar pouco saudável, anémicos, olheiras, magrelas, mas com hábitos muito higiénicos tais como a caminhada pelo calçadão no final da tarde. Já é terceira vez que, mal batidas as onze da noite, me vêm deixar papelinhos na porta com grandes loas ao descanso e ao fraterno convivio entre condóminos, pedindo por todos os santinhos que não se faça barulho porque são pessoas trabalhadoras e sérias e se deitam muito cedo (é claro que no íntimo o que este discurso quer dizer é mas é, grande puta que és, gaja sózinha vê-se logo, não sabes educar os miudos, que têm a ousadia de RIR enquanto brincam um com o outro na cama antes de deitar , mas enfim). Da primeira vez ainda dei de barato e pensei com os meus botões que, se calhar, quem estava mal era eu e tal. Na segunda já comecei a rosnar uma vez que o malvado, insuportável...

E se eu

não escrever aqui nada sobre o Obama... isso é Impulse? (ai, não era isto) Não vou escrever aqui nada sobre o Obama. Todos os blogues "sérios" já o fizeram. Conversas sobre o Obama, a crise, o capitalismo, os sistemas políticos mundiais, a salvação do Mundo (só pode ser gozo) tenho-as lá fora, com quem, efectivamente, sabe. Não me venham com merdas. Tinham que ter lá estado, para falar, if you know what I mean . Têm que ter vivido, experimentado, comparado, para poder ajuizar. E tem uma pessoa que chegar aos 44 anos para se dar conta de uma coisa tão simples.

E

foi o quarta-feira , foram ruas e ruas sem fim, o silêncio das pedras antigas, o frio cortante enganado num abraço. Foi o acertar do passo, a noite cheia de risos, o calor da simpatia dos outros, a indescritível maciez do queijo assado. Foram as mãos e o olhar, as casas baixas, o passeio pela História, os candeeiros de ferro forjado, a menina que indicou o caminho. E a inquietação e mais a urgência, a confirmação do que já se sabia, a serenidade do adormecer em paz. Foi até o chá que não bebemos. Foi isso tudo mas, acima de tudo isso, foi a forma como foi feita a pergunta. Para levar a sério.

Ainda por cima,

alguém que ouve a mesma canção. ( e r emetendo para a música do Rui Veloso, invertam a preposição.) Melingo, Pequeno Paria, do album Maldito Tango Há que ter paciência, pois é o único exemplar no Youtube e só lá para o minuto e meio é que a música atinge todo o seu esplendor. * Pós Scriptum: para os mesmo interessados podem ver aqui .

Eu prometi...com adenda

algures ali para trás, que voltava ao tema. Não que o dito assuma grande importância para mim ou afecte de alguma forma o rumo da minha vida neste momento. Ele está traçado e assumido, tem os azimutes todos definidos, estão escolhidas as rotas mais directas, as coordenadas perfeitamente claras. Não, não é para mudar nada, a longo prazo, garanto. E quando se tem uma certeza assim, porque é disso que se trata, de certezas partilhadas, não é qualquer malabarista chunga a tentar fazer o pino para dar nas vistas, que consegue interferir. No entanto, confesso, eu sou uma apaixonada pela condição humana nas suas fomas mais extremas, por esta raça esquisita de ser vivo que é o único capaz do melhor e do pior, pelas relações que estes seres estabelecem com a sociedade que os rodeia e a forma como como nela se integram, uns mais outros menos, melhor ou pior. E é assim que, como boa antropóloga investigadora que sou, não me vejo capaz de desperdiçar tão vasto manancial de estudo que, todos os dia...

É por isto que

eu gosto da Blogosfera! Com um pequeno comentário, a Noite (que eu julgava ser outra Noite, que conheci por aqui em tempos) leva-me ao seu blogue, onde me revejo em tanta coisa. Mais um para os Indispensáveis. Bem vinda, Noite ! :-) Para lá do espelho Para lá do espelho há mil imagens que se imobilizam ao toque leve de um botão. Param os sorrisos, as lágrimas, os gestos, as conversas, os saltos, as correrias, os meninos, o vento, as gotas da chuva, as núvens no céu, os néons e as estrelas cadentes. Tudo pára. Pára o tempo. A imagem que se eterniza num olhar. Para lá do espelho.

Frases-Chave

"...sabemos que, para além do que não se pode explicar, o que nos separa é exactamente o que nos une, a tua esperança diáriamente renovada, a minha abstracção diáriamente mantida."

Tenho tentado

não perder o pé. Se calhar é mais a mão. O que seja. A verdade é que, quando se vive demais lá fora, não sobra assim tanta vida para vir viver aqui. Simples. Mas esforço-me por não perder a vontade de cá voltar. Uma e outra vez e mais uma. A esta parte de mim. Que também me caracteriza e define. Que também me serve. Que me completa, até. Onde sou generosa e (às vezes) me dou a toda a gente, (quase) da mesma forma que me dou apenas a quem quero, lá fora. Pedaços de quem sou espalhados por aqui, genuínos. Para quem os possa entender. Ainda que o conjunto, esse, seja exclusividade, apenas, de quem o saiba ganhar.

RuralBeja

no duplo papel de membro-da-organização/visitante-leia-se-andar-por-ali-pelas-tascas-a-beber-uns-canecos-todo-o-dia, aliada à ausência da minha fonte de inspiração favorita, dá como resultado uma lacuna generalizada de condições para blogar. Assim sendo, a malta já volta. Nã demora nada.

É de

urgência que falamos. Uma urgência morna que nos tolda a vista não deixando de iluminar o olhar, que nos preenche devagarinho, um a um, todos os espaços em branco, como se uma maré. Como uma intempérie que nos colha num rodopio, um Vento Suão. É isto. Disto que falamos. Desta urgência no amanhã, esta vontade de fazer de conta que foi sempre assim, hoje e em todos os ontens que passaram. Como se assim nos fizessem menos falta as memórias que não vivemos em conjunto. Assim enganamos o tempo e o passado. Trazendo-as de todo o lado, a cada dia, para perto do futuro que há-de vir. Com urgência.

"Toma lá Bolachas"

Como é que uma frase destas pode ser das coisas mais bonitas que nos possam dizer? Et nous ferons de chaque jour Toute une éternité d'amour Que nous vivrons à en mourir.
É verdade que estamos cada dia mais perto do céu. Não é? Foto daqui

Pra começo de conversa

Não percebo as pessoas, juro. Melhor dizendo: não percebo as reacções das pessoas. Reformulando: Não fucking consigo entender as reacções de certas pessoas. Hei-de voltar a este assunto. É uma promessa. Dasse...

Carregar Baterias

Li não sei onde

que nunca se deveria começar um texto, qualquer texto, pelo vocábulo Não . Já nem me lembro bem da explicação, semântica ou outra, que era dada, a verdade é que conhecendo-me nem devo ter ligado muito mas o certo é que aquilo ficou-me. E de cada vez que a pena, ali em cima no rectangulozinho do título, me foge para o Não para começo de conversa, o que era o caso hoje , dou por mim a apagar, reformular e a dar início à prosa com outra expressão qualquer. Como hoje. E a prosa lá flui, umas vezes com o mesmo exacto sentido que teria se iniciada por um Não , noutras com as voltas todas trocadas e o sentido precisamente oposto. Volúvel, esta prosa , penso eu que lhe dou vida enquanto ela, à sucapa, a vai ganhando por mérito próprio e me baralha todas as morais, intenções, conclusões e coisas que tais. É a magia da escrita, esta existência própria que transcende o criador, as metáforas que nos deitam a lingua de fora com ar travesso, as imagens que nascem sem esperarmos e nos surpreendem ao ...

Aflige-me apenas,

na Utopia como na Vida, a consciência da efemeridade, quando o mínimo que peço e sei que mereço , é a eternidade.
J M le Clézio, Nobel da LIteratura, diz que a profissão de escriba permite apreender melhor os ruidos do mundo . Por dizer coisas assim é que ganhou ele o Nobel e não eu.

Sómente

pessoas de carácter superior são capazes de sentir a felicidade dos outros como uma parte da sua própria. Felicidade. Essas são as que interessam. O resto é lixo que varro distraidamente para um canto do planeta, enquanto coloco um pouco de rimel sobre os olhos e sorrio...

E agora

depois de te ter dito tudo o que te disse antes, tenho que te dizer isto: A vida inteira esperei por alguém como tu Mesmo sabendo que não sei como és. E mesmo que ainda não se tenha passado a vida inteira. Jorge Reis-Sá* * retirado do blog do João Marchante que em boa hora o publicou.

Emprestaram-me um livro

e quando isso acontece creio que podemos, oficialmente, considerar-nos amigos dessa pessoa para toda a vida. No mínimo. "(...) e depois a mamã comprou-me um estojo que parece um estojo de revólver, mas, em vez de revólver tem um apara-lápis que parece um avião, uma borracha que parece um rato, um lápis que parece uma flauta, e um monte de coisas que parecem outras coisas, e com tudo isto vamos concerteza fazer palhaçadas nas aulas." in , o Regresso do Menino Nicolau, de Goscinny e Sempé. Quando fôr grande, quero saber escrever assim. *a imagem foi tirada daqui .

E no final

o que nos resta, ou que resta de nós , é termos sido boas pessoas, pessoas de bem. É esse legado ficar para os que nos sobrevivem, que nos sobrevêem. É falarem dos nossos feitos com ternura e saudade, é lembrarem o nosso sorriso, é contarem histórias que protagonizámos. E essa perenidade só se alcança se tivermos sido pessoas de bem. Hoje morreu o pai de uma grande amiga. E olhando a foto que se destacava do seu caixão fechado, foi exactamente isso que se sobrepôs ao sentimento de dor e perda que pairava pela sala: o seu rosto franco, o sorriso aberto, os olhos brilhantes de quem acreditava e lutava e manteve sempre a esperança. A força que soube transmitir aos que com ele privaram, aos que dele nasceram. Creio que todos os que ali estavam souberam isso, como eu. E é isso que importa que fique por cá, quando partimos nós.

"Uma Vida feita de Dias!"

A segunda-feira, dia 29 de Setembro, fica marcada pelo início das comemorações do primeiro aniversário do Centro Social do Lidador. Criado há precisamente um ano, o Centro Social pretendeu, desde a primeira hora, assumir-se como uma segunda casa para os mais velhos. Uma casa de afectos e de alegria, uma casa de apoio e de ajuda. Uma casa onde se vai para encontrar os amigos. Esta missão vai muito para além do papel que cabe a uma simples instituição social. O Centro é muito mais do que isso, é o lugar onde os mais velhos são tratados como se trata a nossa família. É por ali que passo os meus dias, que aprendo, que me emociono e rio e me deslumbro com a sabedoria das pessoas para quem tenho o privilégio de trabalhar, a magia dos cabelos brancos e das mãos que, embora trementes, ainda e sempre dão pontos e nós e costuram e bordam e cosem e colam e afagam outros cabelos ainda mais brancos. É por lá que ando agora, ao longo de toda a semana. Até logo, amigos.

E a saudade

Foto: Mar é um pássaro tresloucado dentro do peito, enquanto se escuta um conto partilhado de boca em boca, as mãos que se dão numa dança de roda ao som dos Bombos do Imaginário. E a amizade é esta coisa estranha de adeus adeus até pró ano , que bom que foi conhecer-vos, cuidado com as curvas do caminho, que cheguem bem e que voltem, voltem sempre. A amizade é este pássaro vermelho que sobrevoa a Amazónia, passa pela Argentina, pára um pouco sobre o México, avista Cuba e o Chile e aterra em Beja para nos encher os olhos de luz. É assim, o final de noite com os Andarilhos. Até pró ano.

Portas que se abrem

O Prémio Nacional do Conto "Manuel da Fonseca", foi ganho por um grande amigo. Ainda não há publicidade, não se encontra no Google, não sairam páginas de jornal, não está marcado o jantar de gala, não se fala na publicação do livrinho composto por vários pequenos contos que falam da vida, da terra, dos bichos e dos homens. Ainda não se fez nada disto porque esse amigo está muito doente. Uma daquelas partidas de mau gosto que a vida prega, assim à traição, para mostrar que não temos que nos armar ao pingarelho porque, no fim de tudo, não somos mesmo nada, somos pequeníssimos, um pedaço de matéria com emoções, ao sabor dos desígnios que ditam se acordamos ou não na manhã seguinte. Foi uma grande rasteira que a vida lhe passou neste momento. Mas, como que para mostrar que não é uma janela erradamente fechada que vai contar, abriu-se-lhe ao mesmo tempo esta porta bonita, por onde ele vai entrar assim que esteja mais forte. E nós lá estaremos a aplaudir com os olhos a brilhar de t...

Parece anedota. Mas, infelizmente, não é.

Parece anedota, mas não é. Segundo a Entidade das Contas e Financiamentos dos partidos políticos tudo o que na Festa do Avante! é comprado pelos visitantes tem que ser pago com cheque ou através do Multibanco. Tudo. Desde uma bica ou uma cerveja até um almoço ou uma peça de artesanato. Fica por explicar como fariam os que não têm nem livro de cheques, nem cartão Multibanco. Parece anedota, mas não é. Segundo esta Entidade o lucro da Festa são as receitas totais e não a diferença entre as receitas e as despesas. Isto é, se uma garrafa de água é vendida por 1 euro, significa que o lucro dessa venda é também 1 euro. Não entrando, portanto, nas contas deles o pagamento dessa garrafa de água aos fornecedores. Desta nem as finanças se tinham lembrado!!! Olha se a moda pega… Como foi dito na Festa, isto não é zelar pelo cumprimento de uma lei: isto é entrar pelo caminho de uma prática persecutória cega e doentia. É, além do mais, um insulto às nossas inteligências. Mas estes absurdos têm uma ...

Mas às vezes

é preciso correr.

Há que

ser paciente, sabes? Dizia o ancião enquanto olhava as mãos calejadas e escuras que afagavam com ternura incontida o cabo gasto do cajado. Falava devagar e baixo, com os olhos postos nas mãos, como se certas palavras tivessem que ser sussurradas em vez de ditas, a olhar um ponto fixo em vez ditasolhadas de frente nos olhos. Para não dar azar. Os velhos têm muito respeito pelas coisas que não se conseguem explicar e, pelo sim, pelo, não, nunca afrontam essas forças misteriosas que fazem girar o mundo. Um esconjuro lá de quando em vez, para afastar maus-olhados e as coisas importantes ditas baixo, baixinho, por entreportadas fechadas, que as paredes têm ouvidos. Dizia-lhe, com a voz lenta dos que já não têm que gritar para se fazer ouvir e olhos serenos, daqueles onde já não entra o medo, "há que saber esperar, sabes?". Há que saborear devagar, cheirar e sentir cada pedacinho de vida que aí vem, é preciso aprendê-la aos poucos, olhar com curiosidade mas sem afogueamento. É qua...

É Hoje

a primeira noite andarilha. Junto à Bilioteca de Babel, dos contos, dos afectos. Com algazarra ou sem ela, mais serenos ou inquietos, estaremos por lá, a beber da sapiência dos contadores do mundo, a absorver os cheiros e as cores, numa palavra, a usufruir da vida que ali, naquelas horas, se faz de maneira diferente. Mais brilhante e intensa.

É mais ou menos isto

Mas sem que a dita caia na face deprimida, por mais que a jogue ao ar. "Planar" parece-me a expressão adequada, sim. Deve ser qualquer coisa relacionada com gravidade ou se calhar a explosão lá dos não sei quê das partículas, Big Bang! não era?

125 Azul

A perspicácia suficiente para fazer pontaria à que foi uma das minhas músicas de uma das minhas bandas de culto só pode ser sinal de uma de duas: um profundo conhecimento da condição humana e as suas idiossincracias (tsc, tsc) ou um sinal inequívoco de inteligência... Isto, se excluirmos o factor "sorte". :-) Viva o espaço que me fica pela frente E não me deixa recuar Sem paredes sem ter portas nem janelas Nem muros para derrubar.

Mais um cheirinho

Mas alguém tem dúvidas que eu estou ali, eu própria que ainda não falhei nenhuma edição. Hum?...olha ali a segunda, não a terceira a a...contar da coluna. Para que lado? Para que LADO??? Ora que raio de pergunta, abram os olhinhos, vá. :-) “Quinze são os anos de livros abertos numa biblioteca que é cidade de palavras à beira planície. Dez, os anos das Palavras que, Andarilhas, erram pelos lugares sem nome, só de céu e sonhos feitos. Na partilha, daqueles e destas, a cumplicidade de saber que é no imenso esplendor da palavra que nasce o entendimento e que é do entendimento que nasce o mundo, e depois as pessoas, e depois o diálogo, e depois o silêncio. No silêncio ressoam vozes, cores, cheiros e sabores, todos diferentes porque outros, todos diferentes porque se escutam lá ao longe e aqui, da terra para o céu e do céu para a terra e falam de uma Torre gigantesca, a dar para a lua, onde se contam histórias do mundo inteiro, histórias sem lugar nem tempo e são enfim o que se diz e se escu...

De tempos a tempos

remexo nas minhas caixas. Caixas de lata ou de cartão que guardo no fundo dos armários ou nas prateleiras de estantes mais ou menos acessíveis. Caixas de correio antigas, blogues inactivos, pastas sem nome armazenadas nos Meus Documentos dos vários computadores por onde me mexo. De tempos a tempos reencontro antigos "eus", renovo orgulhos, recupero tesouros, sorrio ou fico pensativa. Mas fico sempre mais rica. Porque assim nunca me esqueço de quem sou, de onde venho, de quem me fez crescer, das lutas, dos amores, das batalhas ganhas e de outras perdidas, confiro outra vez que fui e sou capaz de continuar sempre, seguir sempre em frente. E recordo-me das pessoas, de todas as pessoas que me ensinaram os afectos, que me fizeram melhor do que era antes de as ter armazenado numa das caixinhas da minha vida. A Joana é uma delas. E o Proximizade, o único blogue colectivo onde participei, guarda o texto que lhe escrevi e um dos que escreveu ela. Que agora guardo aqui, logo aqui abai...
Proximail - Mar Vou guardando as suas missivas com cuidado, religiosamente. Porque cada uma é uma pequena jóia e, juntas, constituem um documento único, precioso, que mostro aos meus filhos para que aprendam a amizade, a generosidade, que releio sempre que sinto que pode fraquejar a minha fé nas pessoas, que toco com o carinho com que a hei-de abraçar, assim que regresse. Uma obra para coleccionar e transmitir a outros. Pedi-lhe, em tempos, autorização para publicar um texto seu e ela que sim, que sim, o que precisares, como queres que escreva sobre o mundo cá deste lado? Não foi preciso que o escrevesse de propósito porque as mensagens que nos envia, aos seus amigos e família, periodicamente, são em si o retrato de uma terra, do seu povo, da vida que outros seres humanos vivem. E também dos sorrisos. Como este que nos mandou, pintado no rosto de um menino, por pessoas como ela A Joana está há quase um ano na Turquia, numa missão voluntária de ajuda a refugiados. Sobretudo, crianças. U...

E que não restem dúvidas...

sobre o meu contador favorito absoluto! O Maurício, aqui em versão rapaz sério. Para saber o que é a versão do contador capaz do Humor mais brilhante, corrosivo, hilariante, contado com a maior cara se anjo (ele chamar-lhe-ia "de pau")...aconselho vivamente a passar por Beja. Uma experiência única e inesquecível, garanto!

Mais umas...

Falta menos de uma semana para que as portas da nossa Torre de Babel se abram de par em par para receber de braços abertos os andarilhos que chegarão um pouco de todo o mundo. Já aqui se escuta o andarilhar dos que chegam de mais longe e que já se fizeram ao caminho no último pôr-do-sol, a azáfama do dia antes da partida, as malas que se abrem e nela se põem os sonhos e os sorrisos de quem não quer chegar atrasado. Aqui, retocam-se os últimos preparativos, pintam-se portas e janelas, sacode-se o pó das histórias que têm séculos, escrevem-se os últimos contos, acende-se a lareira. Não se esqueça de trazer os livros debaixo dos braços, os olhos e os ouvidos bem abertos e de deixar um cantinho na mala de viagens. Se se perder pelo caminho, siga a direcção da lua e pergunte aos magos e feiticeiros pela cidade dos contos. Eles lhe dirão que é já ali, mesmo ao virar da planície… (clicando no texto vai andarilhar até ao blogue que disponibiliza toda a informação necessária...e muito mais)

Quase parece

que muito pouco haverá a dizer, depois do post anterior a este. O que poderá ser maior, mais puro, interessante ou relevante que o amor incomensurável que se sente por um filho, o orgulho desmedido pelas suas "gracinhas", a realização plena de se ter sido capaz de trazer ao mundo aquele ser tão perfeito, a ternura imensa, o riso, as lágrimas, a inquietação, o sossego da noite que enfim chega e em que o sono tranquilo, já solto pelos lençóis, nos assegura que, por hoje, correu tudo bem. Que estão a salvo. O que poderá ser maior que isto, perguntava eu? Nada, nada, nada. Surge-me, clara e cristalina, a resposta. A mesma que acredito que surja a todos os pais ou, àqueles que não sendo, sabem lá dentro do peito que as crianças são o tesouro mais precioso que existe no mundo. Assim sendo, por hoje, fico-me por aqui. :-)

Retirado

ipsis verbis , sem correcção de erros, do HiFive* da miuda que quer à força ser crescida, lá do alto de uns convictos e vaidosos 10 anos. Não resisti a copiar para aqui a promessa em potência de construir blogues e tecnologias afins que ali se acolhe. :-) Eu sou a Violeta !!!!Sou boa amiga,sou meiga,simpatica....mas as veses pareço uma fera!!Errito.me muito ...Tenho amigos e amigas super fixessss!Sao eles que me trazem alegria se nao focem os meus amigos eu nao era nada mesmo nada.BOM mas vamos mudar de converssa!Eu odeio inverno pk no inverno nao posso fazer kuase nada!!! Mas no verao posso fazer montes de coisas : ir a praia,a piscina,brincar na rua...Sao tantas coisaassssss.Mas voltando ao assunto anterior tenho uma grande coisa a diser:OBRIGADA AMIGOSSSSS DO MEU CORAÇAOOOOO!!! Para ti Mae!Nunca vi uma mae como tu, apoias.me e nunca te xateias comigo!!Es uma bela e valente mae, a mais bonita e a mae que eu nunca vi em toda a minha vida!ADORO.TE MAEEEE!!! Para ti Pipe!Es o irmao m...

E tantos

amanhãs que estão por chegar. Foto: daqui

Se o Vento vier

De repente, sem saber por onde entrara, eu tinha a lua comigo. Não era a primeira vez, não, não era. A primeira vez havia sido há muitos anos: adormecera na eira sobre o feno e, quando acordei a lua estava a meu lado e fizera da noite um interminável e azul lago de prata. Eu flutuava no luar espesso, pesava menos que uma folha de papel. Todo o esforço que fazia era para não me desprender do solo, como se a acção da gravidade não me dissesse respeito, e flutuar no espaço fosse a minha vocação. Se o vento vier, não tenho mais remédio que abandonar-me e ver até onde me levam os seus espíritos. Eugénio de Andrade, Sempre.

Nascido

na Festa, em festa, para reforçar a Luta. A Revolucionaria, aí está, para dar alento ao Cheira-me a Revolução!

"Uma espécie de vacina"

A Festa do "Avante!" decorreu nos passados dias 5 a 7. Nos três dias exactamente anteriores, a RTP, estação publica, transmitiu de rajada no seu segundo canal os três episódios de uma espécie de mini-série documental produzida na Alemanha em 2005 com o saboroso e didáctico título de "Comunismo - o Fim de uma ilusão". Poderá dizer-se, decerto, que o fez nesses três dias em consequência apenas de um curioso acaso (LOL) . Poderá dizer-se, mas será então difícil encontrar alguém que acredite na explicação ( a não ser aqueles tótos armados em espertos que querem deitar areia para os olhos dos outros, os quais já os toparam a léguas facto que a sua estupidez ainda não lhes permitiu enxergar ). Na verdade, qualquer sujeito minimamente perspicaz ou até abaixo disso entenderá que a suposta coincidência não mascara a intenção de ministrar a pelo menos alguns milhares de telespectadores uma espécie de vacina capaz de reforçar o vírus anticomunista cuja existência é aliás objec...

Foram

* Foto: Dan Cristian Mihailescu noites e noites e dias a fio. A enganar o papão. Eram noites de chuva e de luar, dias de sol e escuridão. Foram tantas noites a lutar. Tantos homens e mulheres, ombro a ombro, clandestinos, na prisão. Sempre sem vergar. Foram dias, foram anos, A Caminho do Futuro que, um dia, haveria de chegar. Sempre a monte, a sussurrar, sem nunca deixar de sonhar, quilómetros a pedalar e no alforge um pao duro e mais o jornal. A luta a continuar e a esperança logo ali a desabrochar, naquele Horizonte que haveremos de alcançar . Até ao dia em que enfim chega, sem se esperar, às casas e aos rostos, às fábricas e aos campos, aos homens e mulheres, de mãos dadas, a Liberdade que se abre , de par em par. * e porque as coisas bonitas são para partilhar, aqui fica a foto maravilha. Obrigada Ludo . :-)

Os mortos

do 11 de Setembro não são só os das Torres Gémeas . Foram não sei quantos mil operários trabalhadores mulheres ardinas pedreiros jovens poetas cantores camponeses e mineiros foram não sei quantos mil que tombaram pelo Chile morrendo de corpo inteiro José Carlos Ary dos santos E desde o Samuel Blogged with the Flock Browser

Retirado*

"Mas o que vou dizer da Poesia? O que vou dizer destas nuvens, deste céu? Olhar, olhar, olhá-las, olhá-lo, e nada mais. Compreenderás que um poeta não pode dizer nada da poesia. Isso fica para os críticos e professores. Mas nem tu, nem eu, nem poeta algum sabemos o que é a poesia." García Lorca * de um recém-apresentado blog amigo.
Foto: Mar Quando as palavras são pequenas para tanto céu dentro do peito...

Sempre que

escrevo um texto que me toca muito, que me expõe e emociona, que me sai da ponta de dedos que tremem, assim como que me consumo nele e deixo-me ficar por ali. Como se me esgotasse, ao dar de mim o melhor e precisasse retemperar forças, reunir-me os bocadinhos todos outra vez, recolher as partes que vos dei e voltar a ser inteira, para poder continuar. Nunca me apetece muito escrever, a seguir a um texto desses. Como o de ali de baixo, o que fala da Festa e dos afectos. Se calhar é porque gosto de o saborear, de o ter ali à mão, de o deixar fazer parte de mim mais um bocado. Porque, se o deixar ir, sou capaz de me esquecer que ele existiu em tempos dentro de mim e passou depois a viver aqui, ao vosso dispôr. Ou talvez porque sinto, se calhar, algum pudor em o empurrar para baixo, para o fundo do armário dos textos bonitos que escrevi um dia e ninguém hoje lê. Nem sequer eu.

Podia ser

de outro modo qualquer. Variar em função dos altos e baixos da vida, da idade e condição física, do crescimento interior. Mas não. É sempre igual, ano após ano e mais ano. Vou à Festa desde 76 e ainda hoje sinto na palma da minha mão o calor da mão do meu pai, agarrando a minha com emoção enquanto desbravava caminho por entre um mar de gente. Que sorria, sorria muito. Cresci ali, naquele dia, enquanto abria de espanto os olhos àquele Mundo. Lembro-me particularmente bem do caminho até à FIL, a pé pelo passeio e do grande edifício em ruínas mesmo antes de desembocar na praça. Parece que tinha sido uma bomba... Do resto sei dos olhos e dos abraços. Como até hoje. Sei do tratamento por tu, camarada, entre miudos e graúdos, da mão que se dá a alguém para o levantar do chão, do cigarro que se partilha, do copo por onde se bebe à vez, do casaco que se empresta, do lenço que se ata à cabeça ou se estende no chão para descansar. E tornar a seguir. Também sei do amor que se faz no chão, pelos r...

De volta

Foto: Mar- *reportagem completa no Ferroadas e na Susete . com a alma carregada de esperança.

De malas aviadas

a caminho da Utopia .

Comentário elevado à categoria de post e que adopto como podendo ter sido escrito por mim, na íntegra

"De facto é como dizes. As pessoas podem ter orgulho em ser ou podem ser orgulhosas.Sendo que o orgulho, que se tem em se ser quem se é, (conceito que se gere no silêncio de se gostar da pessoa que se é, e do que se conquista) é diferente de se ser uma pessoa orgulhosa ou por outras palavras, altiva, vaidosa, intolerante, invejosa, que olha os outros com desdem, etc.Quanto ao orgulho ferido, pode ter pouca importância se o amor proprio, o brio e a capacidade de gostarmos de nós próprios for na mesma proporção.Dá-se a volta, pois muitas vezes não passa de uma quertão de inveja." Da susete , esse manancial de bom-senso e sabedoria humana, lá do alto dos seus orgulhosos 60 anos. A quem me orgulho de chamar amiga e camarada. No blogue de outro amigo .

Chego aqui

sento-me e escrevo. Afasto para trás das costas, para longe bem longe, o peso que me pesa e carrega nos ombros, o peito, os olhos, sempre se me notaram as mágoas nos olhos, desde sempre, e escrevo. Lavo-me da maledicência, das altercações, da ignomínia, da revolta e da injustiça, como quem passa água fresca e sabão pelo corpo todo, escrevendo. Aqui chego e encontro este porto onde me acolho, cansada, magoada, após ter atravessado poderosa borrasca. E ter sobrevivido. Acolho-me aqui e descanso. Regenero-me, mais uma vez, tantas vezes. Escrevendo. Sento-me aqui e escrevo para não mais morder os lábios, a lingua, a vontade inteira, num esforço titânico para engolir e calar, ponderar, reflectir e calcular e empurrar para dentro aquilo que devia gritar, anunciar a néon, com a força toda da razão que sei que me assiste. Sabemos. Eu e, felizmente, muitos outros. Escrevo aqui, porque é aqui que desato a mordaça que me imponho, que sou obrigada a impôr-me, que me rasga a carne e sufoca e oprim...

Ena!

Seja lá aquilo o que fôr, que eu por mais que leia não percebo um boi daqueles termos usados em Inglês quando se trata do tema "Feeds", mas em jeito de agradecimento ao Ludo pela simpatia, acabo de descobrir que algures no meio das 332 665 444 546 triliões de funcionalidades que aquilo para lá tem, também serve para isto: Live Feed Hits Last 6 minutes (We're live and on the scene!) 7 hits in the last 6 minutes Palpita-me que afinal isto ainda me vai trazer longos momentos de distracção...:-) Nota: acabei de descobrir como mudar a língua para português, ainda que a compreensão do esquema de funcionamento da coisa continue limitada...

Caixa de Comentários do Post de Baixo

Vai ainda, por aqui, porque acho que ele decerto não lerá caixas de comentários, uma resposta ao João Marchante - já que, para minha infelicidade, ele não mas deixa lá colocar no seu Eternas Saudades - sobre o seu destaque: - essa de me classificar na vanguarda foi gira. Não me teria imaginado dessa forma (uma naba autodidacta é o que sou) mas obrigada. :-)

Esta coisa

nova eu eu descobri na minha mais recente mudança de template e que escarrapachei ali pró lado é muito útil! Eu, que apesar da minha teimosia e de aprender html à conta de muito queimar pestanas, nunca fui capaz de arranjar uma cena daquelas dos feeds ou rss's ou lá o que é e que serviria para me dizer quais os meus blogue(r)s favoritos que tinham acabado de publicar e quando. Nunca fiz a menor idéia de onde ir buscar tal coisa, se tinha que instalar software se não, se apenas teria que que aceder a um site tipo sitemeter, copiar códigos, sei lá, nunca descobri. Nem me esforcei muito, confesso. Apenas maldizia a minha sorte de cada vez que fazia mais uma ronda pelos favoritos e os descobria iguais, paraditos. Aparece agora esta funcionlidade, toda lindinha, no blogger que, diga-se em abono da verdade, tem feito algum esforço de modernização para se equiparar às outras plataformas teoricamente mais sofisticadas. E é ver, os meus favoritos todos ali ao lado, actualizados ao minuto. ...

Quem vive

a Sul, como eu, encara com uma perspectiva completamente diferente dos 'do Norte' as variações de temperatura que se verificam, por vezes, em pleno mês de Agosto. Quando se (sobre)vive em pleno deserto do Sahara , com médias mensais sempre para cima dos 35 graus, acolhe-se como uma benção o refrescar das noites, a cheiro da humidade no ar a antever a chuva que escasseia, o fresco que se obtém por se abrir de par em par todas as janelas da casa. Nada se compara a este ar refrigerado por frentes frias ao invés daquele que é artificialmente condicionado por maquinetas. É por isso que ando tão feliz neste dias nublados, a pedirem manga comprida nas saídas nocturnas até à esplanada. É que ainda não me esqueci do ano em que tive que dormir com um recipiente cheio de água aos pés da cama...volta e meia levantava-me e humedia a pele, molhava os pés e as pernas e tornava a tentar adormecer, ingloriamente, naquele que foi um dos Verões mais sufocantes que já vivi por aqui - 2006, parece-...

Logo, logo

após ter peremptoriamente afirmado à Xica, ali para baixo, que não era fácil encontrar uma imagem e um conceito que me espelhasse na totalidade ( ou, pelo menos, uma 'totalidade' que me espelhe agora, neste preciso momento espacio-temporal, a qual pode mudar ligeiramente , coisa pouca, um nadinha mais à esquerda - sempre à esquerda, óbvio - de um momento para o outro, sem aviso prévio, já se sabe ) eis senão quando me aparece esta fabulosa visão, um fluido azul ondulante que se enrola em nós que não o são, talvez apenas uns laços lassos, muito gosto eu de jogos de palavras , logo prontos a desenlaçar-se, ao sabor das minhas moods sempre imprevisíveis. Minimalista, sem deixar de ser rico em cor e sensações. Elegante e discreto, embora arrojado e irreverente q.b.. Eu, talqualzinho, eu. Fica este! por quanto tempo não se sabe.

Sim

talvez valesse a pena. Apagar do calendário todos os dias que desperdiçámos, que desusámos , que nem sentimos passar, que nos ultrapassaram. E colocar, no seu lugar, a morna dolência da tarde, um copo de vinho branco gelado, alguns morangos. Um arrepio, o toque molhado de cabelos acabados de lavar, o doce aroma do pêssego, roupas brancas de linho. Talvez valesse a pena esquecer que as estradas nem sempre desembocam num caminho, que tropeçámos tantas vezes nos engulhos, acreditar que as estrelas é que nos guiam, fechar os olhos e deixarmo-nos levar em suaves ondulações de azul. Até ao infinito ( e mais além )*. * Ok, ok, eu sei que assim estrago a lamechice lírica mas é que sempre fui fã do Buzz Lightyear.

Acho que

devo ter alma de cigana. Depois de um dia complicado, não vejo maior luxo do que chegar a casa e jogar os sapatos para qualquer lado. Depois, já com os pés na frescura do mosaico, retirar os adereços como se ali se encerrasse a função, cai o pano, o espectáculo já terminou. Por hoje. Posso ser eu outra vez, sem pinturas ou pulseiras, sem telefones e "só uma palavrinha" e mais uma chatice para resolver em tempo recorde. Eu só, ao natural, de cara lavada e com uma roupa velha enfiada pelo pescoço abaixo, o mais velha e leve possível. Depois do banho. Eu sei, só neste último ponto é que ali a tal coisa da alma não bate certo.

Quase lá...

Festa do Àvante 2007 (esperar um pouco até que carregue na totalidade, vale a pena) E pois claro, estive lá... Dedicado á miga susete que foi quem primeiro se lembrou que está quase na hora. Ver também a excelente reportagem fotográfica da construção da Festa, aqui , pelo camarada Sérgio Ribeiro.
Nem todos os dias são dias de escrita. Alguns há que são dias de céu e brisa fresca e aromas de final de Verão. A absorver compulsivamente como se não houvesse amanhã. Até já.

Manias

Tenho uma técnica muito própria de ler as revistas de que gosto. Não falo daquelas do coração, luxes e flashes e gentes e marias e afins. Falo, para o caso em apreço, da Única, a revista que, aos Sábados, acompanha o Expresso e os meus cafés duplos. De vez em quando, por variados motivos, fica por ler durante vários dias, numa antecipação longamente saboreada, até chegar a altura em que a disponibilidade - a mental e a outra mais prosaica - me permite descalçar os sapatos, esticar-me no sofá e degustar a leitura (o cenário é igualmente aplicável a livros, a técnica não) de um menú tão diverso quanto apelativo. Começo sempre, mas sempre, pelo fim. Parto-me a rir com as crónicas do Comendador Marques de Correia para, em seguida, dar mais ou menos atenção à Clara Ferreira Alves. Alturas há que as suas densas crónicas sobre literatura e autores estrangeiros de nomes impronunciáveis me abrem o bocejo e outras, o caso da que motivou este post e à qual voltarei não sei bem quando (mas depois...

Se eu escrevesse

sobre os múltiplos acontecimentos de interesse da actual idade local, regional, nacional e internacional, acrescentando o link que se impõe e uma ou outra foto que dá sempre um colorido giro à coisa este blogue nunca tinha falta de assunto. E, muito menos, de estados de alma.

Mudei de idéias

a propósito do post que aqui estava e já não está e que mereceu da susete este comentário: Susete Evaristo disse... Ao contrário de ti acabei de comprar mais uns tarecos, uns mesmo antigos e outros (dois camiseiros) novos mas de estilo antigo.Só para teres uma noção os móveis da minha casa de jantar são Henrique II, enormes com portas de dragões com cachos de uvas na boca, a minha cama é do séc. XIX com uma lindissima flor de liz na cabeceira, o resta da casa a condizer.Muitas pessoas desfazen-se das mobilias de boa madeira antigas e compram modelos modernos mas de madeira duvidosa. Eu só tenho pena de não ter uma casa grande para que os móveis pudessem brilhar como merecem.

O belo

nunca é excessivo. Principalmente se nos é dedicado por uma amigo do peito. Aquando da criação de um dos meus vários blogues, esse amigo escreveu-me isto: Inventei um palco e construí um cenário: cortinas de veludo, véus de tule, lantejoulas, arco-iris de holofotes e música, a eterna música. Vivi nele a representar para mim e para mais alguém, a sorrir, a sorrir sempre. Cansei-me. No camarim arranquei o supérfluo: a peruca, as pestanas e o rímel e fiquei só interrogando o espelho. Só eu, sem palco nem artefactos. Para quem representei não aplaudiu porque não entendeu o esforço da actriz. Com mágoa, confesso que só representei aquilo que não sou. Corri as cortinas e afastei os adereços. Plantei-me, hirta e confiante, e gargalhei ao espelho. Embrenhei-me na chuva de Agosto e prometi às pedras que pisava que os meus passos serão decididos como quem caminha, to d os os dias, para o mistério do sol nascente. CM (21/08/2004)

Atão, bora lá?

Inscrições aqui .

Há que ser coerente

gostamos dos blogues que lemos por vários motivos. O principal é identificarmo-nos com a pessoa por detrás da escrita. Com a sua forma de ver o mundo, de sentir, com as opções estéticas, com as idéias que expressa. Ou sim ou sopas.

Às Voltas

com a Volta a Portugal em bicicleta. Chegada a Beja por volta das 16.30 da tarde, numa etapa de 196 kms, desde Portimão, já dancei com o João Baião, algumas quedas aparatosas, a AMALGA que é tão gira vista de cima, olha ali a minha rua!, a descida da estação como se fosse uma montanha russa, mas onde é que anda o camisola amarela?? estes gajos não se cansam? e quando é que isto acaba que não vejo a Meta à vista? o que eu gostava de andar agora ali naquele helicótero. É giro isto de estar ainda há pouco tempo a participar ao vivo e em directo na festa e agora estar aqui, confortavelmente no sofá, a ver as imagens na Televisão. :-)

O meu blogue tem vida própria

Como eu dizia aqui em baixo, esta coisa do agendamento de posts é mesmo uma inovação tecnológica daquelas que nos facilitam a vida. Ainda mais para gente assim desequilibrada, destrambelhada, excessiva, que tanto lhe dá para passar uma semana inteirinha sem lhe apetecer escrever uma única consoante como de repente desata a produzir estórias como se não houvesse amanhã. E é precisamente essas alturas que é de aproveitar: Organiza-se a escrita toda diretinha e bonitinha, os justifys todos e mais os itálicos, quiçá um ou outro bold, abre-se as opções de mensagens, escreve-se a data de, por exemplo, 13/05/2070, pelas 18.49 minutos e ordena-se "Publique-se". Depois é só ficar sentado à espera. Não é bem como se o blogue existisse sem mim mas , sem dúvida que passa a existir para além de mim. :-) Nota: e o jeitão que isto dá, então amanhã (quando vocês estiverem a ler , leiam "hoje" ), que vou estar no Canal 1, tão entretida a falar com o João Baião na transmissão da ch...

À conta

do perfeito trabalho artístico da minha filha, minuciosamente executado enquanto eu dormitava no sofá, ganhei do meu filho a exclamação em ar de gozo: - Olha, tenho uma mãe emo ! não, não é preto, é castanho muito escuro. Nº 13, da sephora.

Até me fica mal

dizer isto mas andava completamente desinformada dos meus camaradas comunas na blogosfera... Agora vai ser sempr'a abrir. Mais um ali para o lado. E tudo por conta da magana da baleizoeira Xica .

Não sei se se percebe

o que eu quis dizer ali no post de baixo* ... * uma nação assim onde os que têm que fazer dieta e não são propriamente aficcionados da cozinha pudessem encontrar disto em cada esquina.

E quando nós todos,

os pacóvios habitantes deste país à beira-mar plantado, que a única coisa que sabemos fazer bem é cantar o fado a chorar-nos e ter pena de nós, ai tão pobrezinhos que somos e tanta saudade que temos sabe-se lá do quê mas temos, e lá nos vamos lastimando e chorando sem vemos o que temos à frente do nariz, este clima, este sol, este mar, este ar, descobrirmos o que é fazer parte de uma nação desenvolvida , eu vou querer ser assim: Mar, numa manhã de segunda a caminho do emprego a dar cabo dos triglicéridos e demais coisos gordurosos.

Lixado isto,

de o "lag" das férias implicar nos afectados um calendário mental que se situa a anos-luz do real. *talvez seja por isso que não consigo parar de saltitar de blogue em blogue e vou tendo alguma dificuldade em descodificar cenas que, se calhar, em circuntâncias normais - leia-se, sem os neurónios todos ainda a nadar no cloro azul - leria à transparência num ápice.

O bom de um gajo

ao fim de 44 anos e escassíssimos médicos no currículo, ouvir dizerem-lhe que tem o colesterol (o mau!) ligeiramente alto, sabe, e devia fazer mais exercício, já para não falar, claro, ter cuidado com a alimentação, é poder sentar-se em frente à televisão com uma taça tamanho XL de salada e, apenas com um talher, jantar com metade dos neurónios postos numa série da FOX, enquanto a outra metade pensa, distraídamente, deixa cá ver que sabor me calha a seguir . A saber: rúcula, alface normal, tomate, pepino, rebentos de soja, castanha cozida, peito de frango grelhado, manjericão e demais temperos. (faltou o queijo fresco, as nozes, passas, pinhões e milho cozido, 'maila' beterraba e a cenoura ralada, mas não posso gastar os cartuchos todos de uma vez que ainda a procissão vai no adro.)

Já não sei bem

há quanto tempo nem em que local (mas sei que foi há bué..), li de relance uma notícia que achei absolutamente fantástica e da qual resolvi fazer copy/paste para poder ler com calma mais tarde. No entretanto e dada a pouca tendência aqui da Je para a organização perdi-lhe o rasto e dei agora com ela no pc cá de casa, ciosamente guardada num local que o rebento mais velho pomposamente apelidou de "Pasta da mãe"... (...) A exposição REMADE IN Portugal - que é inaugurada hoje na Estufa Fria, em Lisboa, de onde partirá para Serralves, no Porto, a partir de 19 de Outubro - está aí para provar isso mesmo. São 15 os designers e arquitectos portugueses que apresentam criações feitas com material reciclado. A partir do lixo que vai parar aos caixotes domésticos, nuns casos, e de resíduos industriais, noutros. ...é a transposição para Portugal do projecto italiano chamado REMADE IN Italy, criado em 2004, em colaboração com o Ministério do Ambiente italiano, com a finalidade de difundir...

Lá para o início

deste blogue, escrevi isto: As pessoas que vivem dentro dos blogues, têm as suas existências dependentes de um simples clique. Se ele não se concretizar, morreram. O que serve tanto para o bem como para o mal. E o mal é perder o rasto a blogues que sempre foram uma referência para nós. Este azulcobalto foi o primeiro que comentei e o primeiro que me levou à fala com alguém do outro lado, a sua autora, a m., no meu remoto passado de blogocoisa. Recuperado que está, vai já ali para o lado.

Vistas do Sudoeste

não por um canudo, que já não temos idade para estas coisas e tanto pó e o barulho que ninguém dorme e as tendas tão desconfortáveis e o chão é duro e ai as cruzes mas lá que gostávamos gostávamos , mas quase. Da janela de um carro em andamento, em pleno percurso entre Odeceixe e Vila Nova de Milfontes.

Da fé e outros ópios

Passa pouco das seis e meia da tarde e enquanto estendo a roupa à mercê de um sol abrasador, observo, da varanda do meu segundo andar climatizado com ar condicionado, vidros duplos e revestimentos XPTO, para o interior do qual vou voar já de seguida, hordas de velhinhas que calcorreiam o inóspito asfalto da rua em frente do meu prédio, armadas de panamás brancos e chapéus de chuva que, sublinhe-se, trazem fechados nos quais se apoiam , em jeito de bengala. Enquanto se deslocam pachorrentamente, por via das cruzes e do calor sufucante, vão falando de algo que não consigo descodificar, por causa da distância a que me encontro. Maldizendo o calor e a roupa estendida às três pancadas, mais as molas que se me escapam das mãos, pergunto a mim própria o que raio andam aquelas senhoras a fazer na rua podendo, dada sua óbvia condição de reformadas, tão facilmente optar por ficar em casa, à espera que a fresquinha as traga e mais às cadeiras de praia para o passeio em frente à porta, para os d...

Conheço-te tão bem...

o que me suscita assim uma espécie de orgulho ou coisa que o valha, parvo é certo, se tivermos em conta que não existe qualquer razão válida para que o sinta mas, que queres, ainda assim, ele aparece. sempre que te antecipo um passo, que confirmo uma estratégia, que aplaudo uma jogada. Aí está ele, esse sentimento absurdo, inchando-me o peito, desatando-me o sorriso, levando-me a saborear até, arriscaria afirmá-lo, uma ponta de nostalgia. Conheço(i)-te mesmo bem. Coisa nada fácil convenhamos e, se calhar, é por isso mesmo que a sua constatação me afaga a auto-estima, me afirma a néon que alguma coisa de bom devo ter sido capaz de fazer feito para entrar no grupo dos bafejados por tal sorte. É por isso que admiro quem quer que seja que o alcance também. Esse mesmo estatuto. Afinal, o xadrez é mesmo o jogo mais racional que existe e o xeque-mate só está reservado a uma inteligência superior.

Se este Homem

se candidatasse a Presidente da República eu votava nele. (...)O homem que passa a vida caladinho que nem um ratinho institucional, que vai à Madeira prestar culto e vassalagem a essa sucursal nacional do Hari Batasuna que dá pelo nome de Alberto João Jardim, que acha que o país tem de lhe pagar um chorudo resgate para ter umas ilhotas no meio do Atlântico; o homem que se mantém sepulcral em relação à pobreza, ao desemprego, à crise económica, ao cerco às liberdades individuais, esse proeminente estadista decidiu agora interromper as suas férias e a nossa paz para nos alertar que o novo estatuto autonómico dos Açores o obrigará a fazer mais dois telefonemas antes de poder fazer uma coisa que nenhum Presidente da República fez, nem nenhum fará. (...) o estatuto autonómico dos Açores, por Tutatis, “who gives a fuck”. Tomem lá os comprimidos e vão de férias, de preferência de longa duração. Rui Pelejão , no PNET Homem.