que nunca se deveria começar um texto, qualquer texto, pelo vocábulo Não. Já nem me lembro bem da explicação, semântica ou outra, que era dada, a verdade é que conhecendo-me nem devo ter ligado muito mas o certo é que aquilo ficou-me.
E de cada vez que a pena, ali em cima no rectangulozinho do título, me foge para o Não para começo de conversa, o que era o caso hoje, dou por mim a apagar, reformular e a dar início à prosa com outra expressão qualquer. Como hoje. E a prosa lá flui, umas vezes com o mesmo exacto sentido que teria se iniciada por um Não, noutras com as voltas todas trocadas e o sentido precisamente oposto. Volúvel, esta prosa, penso eu que lhe dou vida enquanto ela, à sucapa, a vai ganhando por mérito próprio e me baralha todas as morais, intenções, conclusões e coisas que tais. É a magia da escrita, esta existência própria que transcende o criador, as metáforas que nos deitam a lingua de fora com ar travesso, as imagens que nascem sem esperarmos e nos surpreendem ao relermos o que agora diz sim quando pensávamos que era não, o amanhã que ainda há pouco era hoje, o tenho a certeza que antes até foi não sei bem.
Este blog é isso mesmo. A casa onde mora uma gaja chamada Escrita e que não é possível controlar, destravada e a um mesmo tempo pragmática, insegura nas raras vezes em que não é confiante, independente mas não menos dependente, cheia de certezas tanto quando de dúvidas e gira e podre de boa e de nariz empinado e segura de si e daquilo que vale, como toda a gaja que é gaja e que se preza deve ser.
E de cada vez que a pena, ali em cima no rectangulozinho do título, me foge para o Não para começo de conversa, o que era o caso hoje, dou por mim a apagar, reformular e a dar início à prosa com outra expressão qualquer. Como hoje. E a prosa lá flui, umas vezes com o mesmo exacto sentido que teria se iniciada por um Não, noutras com as voltas todas trocadas e o sentido precisamente oposto. Volúvel, esta prosa, penso eu que lhe dou vida enquanto ela, à sucapa, a vai ganhando por mérito próprio e me baralha todas as morais, intenções, conclusões e coisas que tais. É a magia da escrita, esta existência própria que transcende o criador, as metáforas que nos deitam a lingua de fora com ar travesso, as imagens que nascem sem esperarmos e nos surpreendem ao relermos o que agora diz sim quando pensávamos que era não, o amanhã que ainda há pouco era hoje, o tenho a certeza que antes até foi não sei bem.
Este blog é isso mesmo. A casa onde mora uma gaja chamada Escrita e que não é possível controlar, destravada e a um mesmo tempo pragmática, insegura nas raras vezes em que não é confiante, independente mas não menos dependente, cheia de certezas tanto quando de dúvidas e gira e podre de boa e de nariz empinado e segura de si e daquilo que vale, como toda a gaja que é gaja e que se preza deve ser.
Comentários
As palavras essas malucas que nos saem da cebeça e chegao à ponta dos dedos numa velocidade que muitas vezes atrapalha as teclas do computador e lá vão aparecendo as trocas e baldrocas em que eu (e tu porque já dei conta disso algumas vezes) não temos tempo de emendar a não ser quando mais calmamente as voltamos a ler.
É por isso que as palavras, dinâmicas como são, nos convidam sempre que as voltamos a ler a alterar um parágrafo o sentido de uma fraze ou colocar umas mais rebuscadas ou mais simples consoante a pessoa ou pessoas que queremos que as entenda.
É essa a sua beleza, um texto está definitivamente acabado.
Kiss
"É essa a sua beleza, um texto nunca está definitivamente acabado".
Hoje vai tudo assim em resposta-mix para os três porque gosto de vocês todos e não me faz mossa nenhuma responder-vos ao mesmo tempo (espero que o sintam da mesma forma).
Além do mais o que dizer de tanta generosidade junta, de tanto carinho e atenção, da presença constante, da vossa amizade?
Obrigada. Aos três.
Só isso, amigos, obrigada.
:-)
Beijão.