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A mostrar mensagens de novembro, 2015

De vez em quando

voltas-me, como se um bando de andorinhas em migração para o sul. Quase nunca te espero, entretida que estou em te esquecer, enredada na vida morna de trabalho casa trabalho. Apareces na esquina da tarde, quando o fulgor do céu não me deixa evitar nítidas lembranças, as que tento apagar em esquemas de fuga que costumo praticar para que não me soe a tua voz macia. [passaram-se mesmo estes anos?] Fintas-me o engenho com que te enterrei morto em vida, vaderetro que não me quero lembrar desse sopro de Verão no meu quintal. Apareces quando menos te procuro, nas madrugadas de insónia ou quando me invades olhos e sentidos de surpresa, enquanto disfarço e me engasgo com a bica e finjo que me interessa o preço do dólar ou o tempo para amanhã, a passar naquele momento num rodapé qualquer. Voltas-me a espaços, de estação a estação sem dia marcado mas certo como as horas, sabendo eu que quanto mais me convenço que te arquivei numa pasta qualquer, mais depressa me apanhas na curva, feito l...