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Mensagens

A mostrar mensagens de novembro, 2009

Precisa-se

inspiração.

A capacidade

de esboçar um sorriso e elogiar alguém, é directamente proporcional à capacidade de afirmação e conquistar respeito de quem a pratica. Hoje tive a alegria de o experimentar na pele.

Lei de Murphy

Encontrei uma moeda de 2 cêntimos no chão, à entrada do supermercado. À saída, na caixa, despejei todo o conteudo do porta moedas no chão o que me obrigou a andar a apanhar moedas, grandes, pequenas e assim-assim, espalhadas aí por uma área útil de uns 300 metros quadrados, enquanto os utilizadores das caixas mais próximas gozavam o pratinho...

Vontade de Voltar

aonde nunca estive.
As histórias, quando cortadas a meio, deixam um sabor doce. Quando uma linha de HTML e uma figura de estilo dizem tudo o que quereríamos ter escrito num romance épico de 200 páginas em letra Times New Roman 8, espaçamento 1,5.

Não, desculpem lá...

..." narinas adormecidas " é lindo.* * ou de como nunca, mas nunca, se deve reler com olho crítico um post escrito 24 horas antes e publicado sem correcções, a não que se esteja sob o efeito de substâncias psicotrópicas....

Ora então a ver se aprendem como dar uma resposta em condições, quando vos lançam um desafio assim*

* dedicado aos queridíssimos 743 leitores que tiveram a amabilidade de deixar um comentário no post abaixo... Pode ser o aroma do café. O de verdade, a sair em volutas da cozinha até às minhas narinas adormecidas ou a sua simples lembrança, ainda difusa. Ou pode ser a antecipação de alguma coisa muito desejada e planeada. E que nesse dia se vai, enfim, concretizar. Uma compra, a viagem que tem no final o prémio que mais queremos, um concerto único, uma tarde de copos numa esplanada à beira-mar. Pode ser uma de tantas coisas. Mesmo aquelas de que não fugimos [mas apetece] porque assim não tem que ser, os muros que continuamos a derrubar, a resposta que ficou por dar, o prazo que tem que se cumprir, a conta por liquidar. Os rios que ainda não inventámos com a meta de os atravessar. Tudo o que ainda nos falta alcançar. Tudo ou então nada. Pode ser. Ser só e sempre a vontade [indómita]de continuar.

Herberto, completo...

Não sei como dizer-te que minha voz te procura e a atenção começa a florir, quando sucede a noite esplêndida e vasta. Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos se enchem de um brilho precioso e estremeces como um pensamento chegado. Quando, iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado pelo pressentir de um tempo distante, e na terra crescida os homens entoam a vindima - eu não sei como dizer-te que cem ideias, dentro de mim, te procuram. Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros ao lado do espaço e o coração é uma semente inventada em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia, tu arrebatas os caminhos da minha solidão como se toda a casa ardesse pousada na noite. - E então não sei o que dizer junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio. Quando as crianças acordam nas luas espantadas que às vezes se despenham no meio do tempo - não sei como dizer-te que a pureza, dentro de mim, te procura. Durante a primavera inteira aprendo os trevos, a água sobrenatural...

Tantos anos nisto

e sempre a tropeçar em descobertas. É do que gosto, sobretudo, na blogosfera. Tenho alguns poucos eleitos que vou seleccionando cada vez menos pela qualidade da escrita, porque me põem bem disposta, porque me fazem pensar, porque gosto, porque sim. E depois, a partir de alguns desses , a espaços, sempre raros , descubro outros. Desta vez foi a Margarida que, lida de um fôlego do princípio o fim, me deixou na dúvida se ela não serei eu própria.* * apenas com a ligeira diferença de que gostaria de saber (d)escrever tão bem as coisas do amor quanto ela o faz. :-) ** com adenda: Deixa-me só dizer-te que existe

Mantra do dia-a-dia, para recitar sem respirar

Trabalhou o dia todo. Chega a casa quando a noite já se instalou mete a chave na porta dá duas voltas entra atira os sapatos para um canto abre os sacos tira a carne que acabou de comprar pisa os alhos acende o forno dá água às plantas - a hortelã e os coentros já tão crescidos, ainda ontem eram semente ... - aproveita para apanhar a a roupa seca do estendal deixa que o olhar se perca no horizonte já escuro vê as luzes dos carros que passam com destino - alguns deles não, quem saberá... - recolhe a roupa suja para lavar do cesto da casa de banho enche a máquina roda o botão para os 60º dá volta à carne põe água ao lume lava o arroz arranja a fruta e põe a mesa lava a loiça do almoço faz as camas olha de esguelha para o computador o email está vazio foge-lhe um suspiro dá comida ao peixe muda a água à tartaruga monta a tábua passa a ferro liga a televisao tira o som fecha os sacos do lixo separa as garrafas e os papéis inspecciona os armários - que raio vou vestir amanhã? - manda os...

Está a tornar-se repetitivo (com adenda)

eu vir aqui dizer que "ah e tal, olha só que coisa gira que eu vi no blog da moi chéri" . Eu sei. Porque é exactamente o que vou fazer outra vez no post a seguir. E vai ser só a seguir porque é aquilo que quero dizer e não isto que digo agora é por isso que tem que ficar em destaque e não integrado práqui nos finalmentes deste próprio post. Pronto. Recapitulando, eu sei que isto está a tornar-se repetitivo mas a verdade é que não ando a ver muito mais blogues ultimamente. Para além de ter o pc cheio de viroses daquelas que me espetam com janelas de publicidade várias de 5 em 5 segundos, eu própria ando atacada com uma espécie de regurgitamentos blogosféricos e sinceramente não me apetece (quase) nada as leituras do costume com os onanismos do costume a dizerem mal dos seus ódios do costume. Ok. Era isto. E a seguir era só pra dizer que, a lembrança da moi chéri sobre as músicas do Jorge Palma, hoje caiu-me no colo como se fora uma premonição... * a adenda é pra dizer (dasse,...
"O meu mundo tem estado à tua espera; mas não há flores nas jarras, nem velas sobre a mesa, nem retratos escondidos no fundo das gavetas. Sei que um poema se escreveria entre nós dois; mas não comprei o vinho, não mudei os lençóis, não perfumei o decote do vestido. Se ouço falar de ti, comove-me o teu nome (mas nem pensar em suspirá-lo ao teu ouvido); se me dizem que vens, o corpo é uma fogueira – estalam-me brasas no peito, desvairadas, e respiro com a violência de um incêndio; mas parto antes de saber como seria. Não me perguntes porque se mata o sol na lâmina dos dias e o meu mundo continua à tua espera: houve sempre coisas de esguelha nas paisagens e amores imperfeitos – Deus tem as mãos grandes”.* Maria do Rosário Pedreira. *demasiado bonito - e oportuno - para ficar escondido aqui ...