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Mensagens

A mostrar mensagens de outubro, 2007

As mesmas fórmulas

usadas em contextos diferentes produzem resultados semelhantes. E eu pergunto-me porque ainda se dão ao trabalho. Não lhes chega? Porque não se viram para dentro, para os seus mundinhos e deixam de falar de cátedra sobre os outros. Como se alguma divindade lhes tivesse concedido algum tipo de autoridade moral para dar lições. Cagar sentenças...Pamordeus...

Quando eu fui*

estudar para Lisboa, para além de uns gloriosos 18 anos, era detentora de uma vontade inquebrantável de fazer o que me desse na real gana. Assim, tudo quanto fosse, nem que apenas ao de leve, susceptível de despertar na moral judaico-cristã vigente (mais ainda naquela altura) um qualquer sentimento de reprovação, era certo e sabido que me cativava. Nunca me atraiu por aí além o visual punk de cabelos coloridos - detesto agulhas e nem sei como a malta conseguia usar aquelas cenas espetadas por todo o lado... - mas a veste preta da cabeça aos pés foi obrigatória durante uns tempos. Os poetas do Surrealismo faziam parte do conjunto de "bíblias" de cabeceira que coleccionava e, entre eles, o Cesariny com o seu Entre nós e as palavras há metal fundente.... Porque este "You are welcome to Elsinore" me soava a manifesto contra a falta de expressão dos sentimentos e tinha um cheirinho a liberdade, a Revolução. E porque quando ele dizia que havia palavras nunca escritas pal...

E também gostamos dos mesmos poemas

Em todas as ruas te encontro Em todas as ruas te perco conheço tão bem o teu corpo sonhei tanto a tua figura que é de olhos fechados que eu ando a limitar a tua altura e bebo a água e sorvo o ar que te atravessou a cintura tanto, tão perto, tão real que o meu corpo se transfigura e toca o seu próprio elemento num corpo que já não é seu num rio que desapareceu onde um braço teu me procura Em todas as ruas te encontro Em todas as ruas te perco Mário Cesariny

Eu sou absolutamente

fã desta mulher: Ter um blogue sem comentários é como ficar fechado em casa e não abrir a porta a vivalma. A não ser que vivalma tenha classe, quero dizer, poder, ou, desculpem, influências, conhecimentos, possibilidade de tachos. Mas, nesse caso, entra pela porta de serviço. Entra à socapa. Fechar as caixas de comentários é uma intolerável recusa a chafurdar na vida, e eu detesto cobardes. (e como ando mesmo sem conseguir aprender, de novo, como é que se escreve qualquer coisa de jeito, calha tão bem que outros escrevam o que penso. Ainda por cima de forma tão lapidar.)

A Imperfeição do Amor

ums história de prodígios e espanto, de mistérios, maldições e de um homem que escrevia cartas de amor. E de muito mais. Nesses dias, se repararmos bem, não parece a Muda. Há uma alegria pueril que lhe assoma nos olhos, nos gestos, na forma como mexe nos cabelos, no prazer com que folheia os livros. Olhando para ela, que acabou mesmo agora de se sentar à janela, vemos uma menina na sua casa de bonecas, a brincar, esquecida do mundo, dentro do seu mundo. Um mundo que apenas se abre nos livros e nos raros momentos em que está sozinha. Ri, ri como ninguém imaginaria ser possível. Fecha o livro, encosta-o ao peito e olha o cemitério mesmo em frente com o seu muro branco, o portão de ferro e quatro ciprestes apontados ao céu ou ao coração do sonho. Umem cada canto, vigiando os vivos ou falando com os mortos, debaixo da terra, no lugar da terra e das raízes. No lugar dos mortos. in A Imperfeição do Amor, Joaquim Figueira Mestre

Arrebatador, só.

Não te procurei porque procurar-te me daria a exacta dimensão da tua ausência, poderia vaguear minutos horas, procurar-te quem sabe chamar por ti dizer o teu nome, saberia eu que de pouco me adiantava, seria isto pergunta ou a exacta dimensão afirmação de que não te encontras. Mal tu sabes não tiveste tempo de saber, o que pode ser uma hesitação estúpida entre caminhar entre os nossos destroços ou deixar-me ficar Sentado Encostado à bancada da cozinha Absorto a acender mil vezes o isqueiro Reduziste-me afinal a estes passos desencadeados, todas as minhas dúvidas do momento estão aqui, sento-me, levanto-me, para quê sentar-me levanto-me para ir para onde, o cão sempre atrás de mim quer-me parecer que te procura num gesto que eu possa fazer, o cão que não sabe nunca soube dizer o teu nome mas para quem toda a vida eras tu(...) in A Casa Quieta, Rodrigo Guedes de Carvalho Não se iludam aqueles que não conhecem e não façam como aquela senhora que repreendeu o autor porque ele não sabia a ...

Com

lantejoulas. A pedido de muitas famílias e assim, uma pessoa faz o que pode para manter as audiências...

O auditório

já estava cheio ainda a mesa estava vazia. Assim * Na cidade onde nunca nada acontece - dizem alguns - a vinda de conceituados jornalistas arrancou do remanso dos lares um grupo de gente expectante. À espera, tão sómente, de ver os rostos famosos da têvê, alguns. À espera de usufruir do privilégio que é ouvir, ao vivo e a cores, Carlos Pinto Coelho o comunicador nato, outros. Mas, a aguardar para verificar se o Rodrigo Guedes de Carvalho de um livro tão intenso como é "A casa quieta", aberto aqui à minha frente, é mesmo o apresentador engravatado de ar neutro e profissional, que nos entra pela casa dentro em prime time , muitos mais. E não. Não é. À partida, o ar sério do período inicial de apresentações até poderia indicar que sim. Mas, depois de alguns minutos de idéias expressas na primeira pessoa, tudo muda. Ficámos a saber da sua infância, que queria ser escritor desde que era miúdo, do que espera de nós enquanto seus leitores. Soubémos que a família é o pilar de que nã...
daqui

Acontece*

tanta coisa em Beja... * o sorriso do Rodrigo Guedes de Carvalho, 'tranfigura-o' do gajo que apresenta o telejornal para o homem que fala com paixão do que escreve e porque escreve.

Zara Home

Um conceito em produtos de "beleza" para a casa...e não só. Hmmmm....

E o futuro do Planeta?*

Há muitos anos, por alturas da preparação da Expo'98, uma escola (de Barrancos, creio) ganhou o concurso para a criação da mascote da exposição, com um boneco gota de água: o Gil. A seguir, foi feita uma mega-campanha de marketing em torno da simpática figura e de tudo o que representava, o tema de fundo da Expo, os Oceanos. Bonecos, Camisas, porta-chaves, lápis, balões, mochilas e um sem fim de produtos a partir de um Clube do Gil ao qual eu, mão babosa de um rebento com 4 anos, tratei de aderir com foto e dados do rapaz. Vai daí, algures num Natal (provavelmente o de 97) o dito do clube lança um concurso sujeito ao tema "O Natal do Gil" para onde os pais babados dos rebentos poderiam enviar texto ou desenho em troca de variados prémios (ao meu calhou uma consola SEGA, ganda cegada na altura...). Enviei desenhos rabiscados pelo rapaz (4 anos, tão a ver não é...) e um texto esgalhado por mim, em representação (afinal, ele saiu de dentro de mim) do rapaz, numa linguagem q...

A Posta Lux/Caras/VIP - riscar o que não interessa

(ainda cá venho, hoje - nem que seja à meia noite menos 5 minutos - escrever sobre ambiente e o futuro do planeta. Mas agora perdoem-me os ambientalistas e as gerações futuras e isso, que isto da realeza espanhola vir a Beja, a BEJA, aquela cidade onde nunca acontece nada, estaides a ber ?, em detrimento de Évora ou assim, merece posta, ai se merece) daqui Foi no âmbito de um prémio qualquer coisa.."Príncipe das Astúrias"***, que foi atribuido à barragem de Alqueva porque aproxima os povos e os junta através das àguas, que sempre foram um meio muito bom para viajar e descobrir mundos e essas coisas. Mais aqueles outros símbolos bonitos de fraternidade e irmandade que poderíamos aqui descrever até à exaustão mas que não é preciso porque, afinal, os nuestros hermanos , já lo son e é desde há muito tempo, quando a Iberia ainda era uma coisa que dava direito a umas guerras e não apenas uma alucinação do Saramago. Adiante, o que interessa é que o Príncipe Felipe* - e o traço que o...

Pai

Disseram-lhe que o tempo, esse milagroso remédio de propriedades adstringentes e cicatrizantes - se calhar como a saliva dos cães ou o Betadine - tudo curava. Que esperasse, tivesse paciência, tudo se resolveria. Nada havia de ser tão mau ( ou bom, acrescento eu ) que durasse para sempre, que era a vida, isto e aquilo. Disseram-lhe que tinha sido um homem bom, um amigo, companheiro, sempre honesto, consigo próprio e os que o rodearam. Um lutador. Pelas suas causas, pelos que amava, por uma vida melhor, um futuro diferente. Coerente. Disseram-lhe tantas coisas que não as conseguiu guardar a todas, enleadas em abraços e ombros e caras e mãos, em fios de sol de um Verão tardio, nas paredes brancas da cidade que habitaram juntos e que desfilaram devagar, do lado de fora do cortejo de carros. Imenso. Tanto quanto as pessoas. E os cartões. Tantos e que desapareceram sem deixar rasto, talvez perdidos por entre os ramos de flores que acompanhavam ou nas dobras da seda que lhe serviu de morada....

Cá estaremos

Via Shark.

A Internet

(e a blogosfera, por inerência...) serve-me apenas, cada vez mais, o papel de "desanuviador cerebral", durante os cada vez menos poucos minutos em que o almoço aquece e a hora do regresso ao trabalho não chega...

OK

sobre o post debaixo: Depois de uma volta pela blogosfera e de constatar o quanto a maioria do que por cá se diz são mesmo lugares-comuns, relevo a importância do que ontem me azedou os humores. Nada a fazer, não há mesmo como ser original quando o que nos caracteriza é um pedaço de Natureza.

Um "Nick"

na blogosfera, ou em qualquer outro suporte virtual, é a nossa identidade. Uma espécie de BI, em que a data de emissão é o dia em que começámos a blogar e a impressão digital se revela em cada nuance mais pessoal de um texto, em cada idéia, convicção ou valor que defendemos. É por isso que não é agradável depararmo-nos com um comentário feito por "nós" num qualquer blog, por muito que até nos possamos identificar com o que lhe esteja subjacente (coincidências). É tão fácil criar nicks como inventar um nome para um filho ou filha. É ainda mais fácil a possibilidade de, quando criamos o nosso nick, já existirem, pelo menos uns cem iguais. Mas quando denotamos um imenso cuidado em não sermos "usados" - coisa que, curiosamente, em mais de 3 anos de blogosfera nunca me veio à cabeça fazer, naba - fica mal não termos tido esse mesmo cuidado, realizando uma simples pesquisa, de modo a não adoptarmos a identidade de alguém que já existe e faz tenções de continuar a a exist...

Ainda a propósito

da câmara do Prada... Foto: violeta Foto: Mar

E mais

Foto: Mar tenho a dizer - n a senda do que afirmei no post anterior e apenas para confirmar o pressuposto - que a máquina fotográfica do novíssimo, chiquérrimo, elegante e caríssimo, LG Prada phone, é uma bela duma trampa.

Tenho a certeza

que irei ser se lá chegar uma velhota chata comá potassa, rezingona e amnésica embora falando pelos cotovelos.* *reflexão resultante de um trabalho de observação participante no meu novo local de trabalho...bastaram dez minutos, serei pior que elas todas juntas, sem qualquer margem para dúvida.

Ontem...

Gente com olhos brilhantes e corpos de abraço* ...foi de novo assim. Fotos: GIRP CMB, depois virão as melhores. * palavras minhas em post meu de 22.9.2007, que isto dos direitos de autor é uma coisa muito bonita.