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Mensagens

A mostrar mensagens de maio, 2008

É o delírio

quando Ivette Sangalo entra em palco a meio do Corazón Partio do Alejandro Sanz. Considerando que a dita não podia entrar mais desafinada (mas eles não ensaiam estas coisas?), já para não falar que o seu vozeirão mulherão não se compadece com uma musiqueta como esta, não percebo. Aliás, dá idéia que, a partir de determinada altura a rapariga limita-se a mexer os lábios e fingir que canta. Sensata, já que o Alejandro, esse, continua a encantar as mocinhas como eu , apesar dos quilos a mais. Uma prova de que ser sexy não tem nada a ver com gordura e a mim aquele ar de puto maroto levava-me oh se levava mesmo à desgraça. Podem chamar-me pirosa à vontade a ver se eu me importo. Adenda: está explicado, a Ivette acaba de anunciar que o guapo a convidou ontem ...

Seus Bloggers

MAUS! Foi graças a mais uma posta do Shark que, acompanhando os seus posteriores desenvolvimentos - leia-se postas seguintes e respectivos comentários - acabei por chegar a mais este texto sobre o assunto. O que teve duas incontestáveis vantagens: a de descobrir que afinal somos todos uma cambada de gente perigosa e desequilibrada, por muito que vamos tentando manter as aparências de certinhos e 'normais' julgavam que enganavam quem, hein? e a de acrescentar ( recuperar? tenho a sensação que sim ) mais um excelente blog aos meus escolhidos a dedo. É só ganho.

De tudo

quanto ouvi esta noite na Biblioteca Municipal de José Saramago, uma descoberta a registar: - Este portal, que me vai dar um jeitão cá por casa. E uma constatação: - É tão fácil ter um blogue que até dá raiva . :-)

Tenho

uma história para te contar. Ouves-me? Preciso que me ouças e de ta contar, aqui, do lado de cá de um tampo gasto de uma mesa de café. Onde aportámos como dois náufragos em busca da última réstea de esperança. Quero que me ouças sem falar, de cabeça baixa para que me não tremam os lábios por olhar para os teus, por neles me concentrar à força, na fuga de encarar esses teus olhos. Profundos...És capaz? Hoje é o dia de desembrulhar todos os segredos, de deixar fluir as palavras, as que queimam, as que engulo sempre que, do lado de cá da mesa, te sorrio e respondo e finjo e fito a tua boca para não me perder nos teus olhos. Para não te dizer que não é disso que quero falar. Não é das coisas simples e banais que quero falar hoje. Essas converso-as com o homem comum, com quem me cruzo enquanto pago o café ou compro o jornal. A quem é fácil olhar de frente, nos olhos normais e responder que o tempo está bom ou que amanhã vamos ver quem ganha o jogo. E sorrir. Sem que me tremam os lábios. Con...

O Tempo

é escasso, a vontade é assim-assim, a inspiração é reduzida, a motivação está condicionada a factores externos que não se apresentam com uma conjuntura muito favorável. Pelo exposto, já já de seguida, Ex.mas Sras e Srs e meninos e meninas, virá um repost do tempo em que todas estas variáveis estavam em alta (leia-se, o inverso daquilo que estão agora)

Da memória

e outros considerandos que têm importância para nós.
Não se perdeu nenhuma coisa em mim. Continuam as noites e os poentes Que escorreram na casa e no jardim, Continuam as vozes diferentes Que intactas no meu ser estão suspensas. Trago o terror e trago a claridade, E através de todas as presenças Caminho para a única unidade. Sophia de Mello Breyner Lembrou-me a minha amiga Cristina que em Sophia nos descobrimos sempre, em todos os momentos.

Dado que a minha

natureza alentejana me impede de ter tento na língua e, às vezes, produz reacções a quente como a que escrevi no post sobre o Mário Crespo, sugiro uma leitura atenta aqui . Onde se diz ipsis verbis tudo o que penso e não soube dizer sobre certo tipo de jornalismo que alguns - felizmente poucos - praticam, julgando que são bons. Haja quem lhes diga que não. Curiosamente, não vejo ali nenhum comentário do visado . Nem tãopouco aqui . Estranho.

Da insuperável

normalidade que é ler blogues, à espera que as batatas se fritem, enquanto ouço as vozes dos meus dois filhos na cozinha a decidir quem tira com a espátula o maior bloco de gelo do congelador..

Nesta pacata cidade

de interior sabemos que a grande festa da lusofonia se faz também, a toda a hora, a cada minuto, cada vez mais, na blogosfera. É por isso que vai ACONTECE(R) EM PORTUGUÊS: Blogosfera é a temática do próximo encontro A Biblioteca Municipal de Beja acolhe na próxima terça-feira, dia 27 de Maio, pelas 21H30, mais uma edição do projecto Acontece em Português. Este mês, o jornalista Carlos Pinto Coelho propõe-nos uma conversa em torno da blogosfera, tendo convidado para o debate José Medeiros Ferreira, editor do blogue O Bicho Carpinteiro; Pedro Rolo Duarte, editor do programa Janela Indiscreta; Paulo Querido, editor do portal pauloquerido.net; Pedro Guinote, editor do portal eusou.com e Hugo Lança Silva, editor do blogue Viagra&Prozac. Recordamos que a iniciativa Acontece em Português pretende trazer, mensalmente à cidade de Beja, convidados oriundos de vários países de expressão portuguesa que conversarão com o jornalista Carlos Pinto Coelho. No final das 10 edições está prevista a re...

O Mário Crespo

a fazer figurinha do mais perfeito tótó, vai lá ver se esta tá no dicionário, ó otário ..., a tentar boicotar uma tentativa seriíssima de análise sem paneleirices ao problema da droga e dependências em Portugal. Por parte desse profissional irrepreensível, dedicado e altamente qualificado que é o João Goulão. O homem desfez-se em insinuações brejeiras, piadas de mau-gosto, interrupções a despropósito em momentos em que o responsável pelo Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) tentava a todo o custo terminar um raciocínio e nem assim lhe conseguiu ofuscar o brilho e a serenidade, a convicção que só possui quem sabe - e muito - do que fala. Nem depois de todo o patético esforço, conseguiu desacreditar uma pessoa que, com coragem e contra muitos obstáculos, trilha há mais de 20 anos o caminho sério da prevenção de riscos e redução de danos. Um homem que, por via da minha vida profissional, tive o prazer de conhecer e com quem privei já várias vezes. Na SIC Notícias, ainda agora, vá ...

Fónix...

que não pode uma pessoa distrair-se um nadinha no meio das mudanças de template e posteriores correcções a "ir fazendo"... sou alentejana, porra!

O meu dia hoje

foi assim: e estou mais ou menos assim: Mas sem barba. foto daqui

Bem sei

que se trata de uma espécie de terapia de substituição , um copo de plástico com um comprimido de metadona lá no fundo que aplaca a ânsia de substâncias mais fortes. Reconheço a forma de dar a volta ao que não tem volta, a aceitação do que não se alcança, o adormecimento de uma vontade. Enquanto mudo cores e formas e introduzo pombas e joaninhas no template não escrevo e, não escrevendo, esqueço aos poucos a sensação de euforia, os momentos de ressaca, a angústia de escrever outra vez e outra e outra e mais outra. Vão ver, não tarda estou como nova.
e um olhar perdido é tão difícil de encontrar como o é congregar ventos dispersos pelo mar . Ruy Belo

A modos que

a coisa é assim: sei perfeitamente que há por aí muito boa gente que me vai achar volúvel, inconstante bem podeides disfarçar que eu sei. Hão-de dizer que, vejam bem aquilo, a mulher não existe , não sou capaz de manter um compromisso , não consigo estar parada muito tempo, não tenho a capacidade de manter um planeamento a médio-longo prazo, sem o alterar a meio do caminho. Pode até haver quem vá ao extremo de me considerar instável , uma vergonha, então não acham? aquilo é o quê, pode lá ser uma coisa assim, não interessa nem a menino jesus, quiçá mesmo, altamente desaconselhável aos corações mais fracos. Aceito até, enfim, o Homem é fraco , aqueles que tenham limitações em matéria de confiança na estabilidade que lhes poderei proporcionar. Mas a verdade, verdadinha verdadeira é que ainda não vou ficar com este Template.

É quando menos

fazemos por merecer determinados gestos (pelo menos do ponto de vista da nossa exigente grelha de avaliação pessoal) que eles, inesperados, mais nos tocam. Hoje tive duas provas de que alguma coisa de bom devo ter feito para merecer os amigos que tenho. Uma está retratada nas fotos abaixo. Um gesto espontâneo, de amigas, nos poucos minutos que medearam entre a saída delas do local onde tínhamos acabado de almoçar e a minha. Um ramo de flores do campo no vidro do carro era o que me esperava, depois de elas terem arrrancado no delas primeiro que eu, entre buzinadelas e risos. A segunda balançou-me toda. Obrigada, por questões de hierarquia, a manter uma pose de alguma contenção, fiquei sem saber como reagir quando, as pessoas que trabalham comigo me ofereceram um presente e um postal. Não era um postal qualquer, daqueles de Feliz Aniversário, um bom dia para si e depois as assinaturas todas certinhas umas sob as outras. Tinha assinaturas, umas dez. Mas tinha uma das faces, inteirinha,...

Sou pouco dada

a balanços. Pouco me ralo em preencher o livro do deve e haver nas datas em que toda a gente se acha obrigada a fazê-lo: fins de ano, datas de namoro/casamento/divórcio, aniversários. Resolvo as minhas contas comigo própria no final de cada dia, por vezes logo no término de cada acto que me justifica uma reflexão ou auto-crítica, pelo que pouco sobra para acumular no cesto dos pendentes. É certo que sou impulsiva e emotiva e tenho, por vezes, atitudes de que menos me orgulho. Mas quase sempre as corrijo assim que posso e nunca me pesam na almofada. A verdade é que me esforço por ser o mais normal possível: boa mãe, profissional empenhada, cidadã participativa, amiga leal, mulher. E percorro o percurso que tracei para mim, sem atropelos ou correrias desenfreadas. Mais do que a data em si, é o Mês. Maio. Em que todos os dias são promessas de renascimento. É o meu mês, desde o primeiro ao último dia. Mulher de Maio. É assim que me vejo desde sempre.

Céu alentejano

Foto: mar que estou tão farta de máquinas farsolas...

Sei que sou

cobarde e temerosa das grandes verdades da vida - a morte, a doença, a degradação fisica, o fim do esplendor. Mas combato o medo e compenso, em teimosia , o que de inevitabilidade elas comportam.

É este!!

pelo menos por enquanto... É este, palavra!! Já viram que gracioso, cores suaves, design minimalista sem mariquices tal como eu gosto nas casas, as verdadeiras, de alvenaria e telhados de telha lusa vermelha e firme, com aquelas secções ali debaixo do título para eu organizar a tralha toda, talqualzinho faço com as minhas caixas, as de verdade, já alguma vez disse que adoro caixas?, embora ainda não saiba mexer em nada daquilo mas que importa isso agora? É este! Vou ter um trabalhão para recuperar os links que tinha mas estou feliz como um passarinho :-)

Bem...

Como já deu para perceber e já é normal para quem me atura há mais tempo, não descansei enquanto não alterei a imagem do blogue. Eis-me, qual fénix renascida em tons de rosa grrrr , num template todo arrumadinho. Podem poupar-me aos comentários sobre o eventual ar apaneleirado do mesmo, já que eu li algures no site de onde fiz o download que podia mudar tudo, desde a cor à imagem do cabeçalho iétecétera. O pior é que também li que devia fazer uma série de salvaguardas eu fiz! juro que fiz, c"#"#"$%# do blogger que agora não me deixa colar o que guardei e diz não sei o quê que devo fchar as tags nãoseiquantas de modo a não perder todas as minhas alterações, feitas com tanto amor e carinho ao longo dos anos, as quais incluem links para tudo e mais alguma coisa. Que eu perdi. Até logo ou talvez até daqui a algumas décadas que agora vou-me meter nos bastidores desta coisa a ver o que consigo fazer...

Constate-se

que, por aqui, leia-se - na blogosfera, a inteligência não se afere usando como instrumento de medida o kilograma. De palavras. DA ETERNA MELANCOLIA Em monarquia, república, autoritarismo ou democracia, o espírito desta pátria é a melancolia. Este blogue é para seguir com atenção.

Rodeou-se

de silêncio e sombra no momento em que decidiu cerrar os olhos. Um subtil aroma a cedro, até então inexistente, invadiu-lhe os poros e a mente. Deixou-se ir e permaneceu sem saber por quanto tempo nessa cegueira intencional. E confortável, como o são todas as coisas reversíveis, as que mudam por efeito de algo tão simples quanto a nossa vontade. Apenas. Soube, sem ver, que maré estava a mudar e que dos lados do Norte se levantara vento. Não viu mas sentiu que o sol se punha e que a noite já não tardava. Não foi preciso olhar para os pássaros para lhes apreender o voo desassossegado, o piar aflito no afã de procurar o ninho ou um ramo de àrvore onde pernoitar. Também não precisou de olhos para saber que todas as coisas se cobriram de negrume e que só ela e os cães permaneciam na rua, naquele prenúncio de tempestade. Ouvia as portas a bater e lá longe os gritos das mulheres enquanto corriam aos estendais e se encomendavam a Sta. Bárbara, bendita. Estendeu os braços e continuou a caminhar...

Os meus queridos

comentadores fazem de mim o que querem. Depois de várias reacções negativas à minha mais recente escolha de imagem para o template, as quais foram desde ameaças de morte por telefone, tu tás parva gaja? muda mas é aquilo, coisa mais tétrica, ainda hão-de pensar que és uma deprimida, passando pelo gozo descarado de viva voz, olha, olha, agora deu numa de erudita a escolher pintores surrealistas para se auto-definir, ahahah, e terminando na subtil e educada referência da Emiéle, pronto! desisto, está retirado o motivo da discórdia. E para já, que não tenho mais tempo, ficamos assim, de imagem minimal, pura, sem ruido. Shhhhiu.

A propósito

desta troca de impressões com a minha amiga Xica. Procurei no providencial Youtube e lá estava eu, subitamente regressada aos anos 80, inícios de 90 talvez, no Coliseu, numa noite de Verão. Não sei explicar como é ver a Simone num concerto ao vivo. E tão perto que o brilho do seu olhar nos serviu de guia para a emoção, maior ou menor, com que cantava uma e outra canção. Um portento. De mulher. Descalça, vestida de branco - como aqui, precisamente como aqui está vestida neste vídeo - etérea e ao mesmo tempo sólida. Uma deusa. Não creio que tenha nunca mais assistido a um concerto carregado de tanta emoção, paixão, nó na garganta e asas no peito. É, aliás, algo comum quando se trata da Simone. A paixão e a emoção. Basta ver o que se segue, numa das mais belas demonstrações de sedução que já vi em toda a vida. Adenda: Correcção ali acima - a roupa era esta. Exactamente esta. E o ano devia ser por volta de 1985, de facto. E esta canção é uma obra de arte.

Ando

aborrecida com o template do blogue de novo . Não consigo organizar idéias para escrever textos mais profundos porque, quando os publico, o blogue me aparece meio desarrumado, desconjuntado, tantas e tais foram as voltas que já lhe dei. Acabo por me concentrar mais na forma que no conteúdo, dá pra perceber? Depois, não ajuda nada observar os vizinhos a cantar loas ao raio do bicho , que é isto que é aquilo, que maravilha, o diabo a quatro. E não é que a porra dos blogues são mesmo bonitos, arejados, arrumadinhos, direitinhos, organizados? Até dá gosto. E eu aqui a roer-me toda, porque o blogger pá, já lá vão quatro anos, não tenho nada que dizer e tal, mexo nisto tudo, dá pró gasto, depois mudo-me pra lá e não percebo nada daquilo, depois se calhar nem me deixam mudar o template e já se sabe que eu sou de luas quando quero mudar mudo mesmo, e por aí fora. Enquanto vou espreitando, à socapa, mais uns quantos que para ali se têm deslocado...

A foto

é antiga e isso é intencional. Não porque eles não estejam tão lindos agora quanto o eram na altura. Ou mais. Não porque o braço protector sobre o ombro da irmã não permaneça até hoje, largo e forte, seguro. Ainda mais. Tão só porque os quero preservar. Ser sua mãe implica também o reverso, de eles serem meus filhos, autónomos, seres independentes, pessoas. Que eu quero felizes e sãs, longe dos males do mundo, da mentira e da hipocrisia e da inveja, a crescer bonitos e humanos e solidários e amigos. Capazes de amar. São isso tudo e muito mais. Os meus filhos.

Uma palavra*

Não sei se respondo ou se pergunto. Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio. Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra. Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho. De súbito, ergo-me como uma torre de sombra fulgurante. A minha tristeza é a da sede e a da chama. Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio. O que eu amo não sei. Amo. Amo em total abandono. Sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente. Indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim. Não estou perdida, estou entre o vento e o olvido. Quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença. Não sou a destruição cega nem a esperança impossível. Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra. Uma voz na pedra António Ramos Rosa * de vez em quando lembro-me que tive um outro blogue. E, vagueando por lá, descubro coisas que tenho, obrigatoriamente, que recuperar.