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A mostrar mensagens de novembro, 2011

Ciclos e gavetas

Produzo prosa ao sabor das marés, ciclos de lua, de amores e desamores. Inflamo o teclado de paixões ou ódios de estimação, de humor e mau-feitio, antigas ou novas descobertas e admirações embevecidas, crenças e projectos tanto quanto me esqueço, por longas temporadas, que a escrita costuma ser um bálsamo que me apazigua as maleitas. Funciono assim, aqui como na vida, por rompantes de emoção que me levam a paraísos ao virar de uma esquina, revelam mundos encantados descritos por entrelinhas de uma canção ou, tão somente, atiram para o conforto de um sofá embalada pelo som distante da TV. Desiludo-me muitas vezes, já não tantas quanto antes mas ainda mais que aquelas que deveria. Sempre que um projecto morre antes de nascer, quando um dia de sol se transforma em chuva triste ou em todas as raras ocasiões em que alguém mostra ser quem não parecia. Essas são as perdas que mais marcam, logo depois daquelas físicas de verdade, em que chega o fim da matéria será que habita nela a alma? e ...