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Mensagens

A mostrar mensagens de dezembro, 2010

Se eu pudesse

se fosse independente, rica, sem amarras, leia-se duas almas (mais um coelho e um rato que não têm alma mas respiram) que dependem - por enquanto - de mim para sobreviver, ligava para a Varig, anotava a hora do próximo voo, jogava 3 coisas para dentro de um saco, metia-me no carrito, fazia 180 Kms, estacionava-o no parque do aeroporto e ia para aqui : E depois de me sentar nesta areia como em tempos idos já fiz, de entregar a alma a Iemanjá e aquele mar sem igual me limpar de tudo o que me consome, deixava o Sol nascer e começava, aí sim, o primeiro dia do resto da minha vida.

Nova

mudança de template, desta feita temos um blogue com um ar assim a modos que mais...festivo, o que, meus amigos, será o máximo de aproximação a essa coisa do Natal que irão obter aqui por estas bandas. :-)

Apetece

gritar que se lixem as convenções, o socialmente correcto, os "não pode ser", o "esquece lá isso, pá" e outros raspanetes que o cabrão do consciente produz a cada veleidade de sonho, os assomos de pudor que teimam em prevalecer, apesar da vontade, apesar do querer. Se eu pudesse "não deixar nada por dizer", sei exactamente que palavras te haveria de sussurrar ao ouvido.

E depois

fizeram da noite a sua casa e daquele recanto ermo o mundo inteiro. Inventaram travessias em conjunto, estórias e lugares, beberam risos por entre bocas coladas, ficaram calados, disseram palavras que não se repetem, viram o céu - escuro e sem estrelas - nos olhos um do outro, trocaram de pele, de corpos e de vida e voltaram de novo a ser quem eram antes. Mas maiores.