daqui Começa o tempo de hibernar sem que quase se tenha dado pelo que foi de renascer. A noite chega mais cedo, sem ser de mansinho, antes abrupta, cortina escura que cai sobre as casas, o rodopio dos carros nas últimas compras, os corpos que ainda não se sentem cansados porque não têm dentro relógio e, para eles, a noite ainda não é noite mas sim à tardinha. Que utilidade dar aos restos de energia que, até há pouco tempo, guardávamos para o café do fim da tarde, os passeios pelas ruelas a ver montras, as saídas até ao campo para cheirar as terras e as flores silvestres e assistir ao pôr-de-sol? É demasiado cedo ainda, para hibernar debaixo de uma manta defronte à tv. E tarde demais para ver o pôr-do-sol. Se não tivesse amarras, colocava as minhas asas de anjo e atravessava o oceano até um país onde o sol se põe enquanto molhamos os pés na espuma morna e a noite não é escura porque está à pressa para ir cobrir outro lugar qualquer longe dali e é por isso que as madrugadas nascem cedo e...
um blogue que fala de apanhar estrelas, beijar bonecos de neve e adormecer nas nuvens.