Como acabar com a p*** da rotina antes que ela acabe connosco tentando, depois, não morrer da culpa por ter quebrado a rotina...?
melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós. É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...
Comentários
;)
Mas neste caso é impossível acabar com a p*** da rotina porque ela tem a ver com obrigações que não se podem mudar: trabalho e filhos.
Como vês, a quebra a um ou a outro dos items induzirá a p*** da culpa...e eu neste círculo vivioso prestes a cair para o lado. :-)
Quando acabar de substituir mentalmente as estrelinhas por letras e caso ainda reste algum neurónio, logo virei dar-te uma mãozinha na resolução deste dilema. (Ora bem... um pê e um a, pá. Um pê e um é, pé...)
Recebi este comentário do shark no meu email mas aqui não apareceu.
Cá está ele com a minha resposta:
LOL!(e o neurónio tá a ageuentar-se??)
Tive que suspender o raciocínio profundo quando cheguei ao pê e um ó, pó...
Mas logo que recupere, passo ao u e aí estou certo de que decifro a primeira tranche do mistério.
Só levo uma vantagem é que, sempre que tenho oportunidade de quebrar a p**** da rotina não me assaltam sentimentos de culpa, porque sei que preciso dessa rotura para poder continuar com a p**** da rotina!
Pega lá um beijo solidário!
A culpa, essa grande...vadia. Eu também sei disso mas ainda não consegui encontrar o equilíbrio para a combater. Fica sempre a sensação de ter deixado para trás isto ou aquilo que até era inadiável ou estes ou aqueles que até eram prioritários (os putos claro) ou outra coisa qualquer que eu hei-de inventar para me dar cabo dos c****s. ;-))