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Hoje

presenciei uma mostra de História ao vivo.
O convite dizia que era para "assistir ao armar das velas do Moinho Grande". Um momento único, considerando que há várias décadas que o moinho não funcionava e a sua recuperação, por parte da família proprietária foi difícil, morosa e, sobretudo, custosa.

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Mas o que vi foi a história e as memórias das muitas gerações que ali se cruzaram hoje, umas em carne e osso, outras no espírito de quem as recorda com carinho. Aliada à beleza do local, esteve a beleza do reencontro da família, a beleza de ver em funcionamento um complicado e engenhoso sistema de moagem, que era accionado por um homem só. O moleiro.

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Este moinho é grande porque guarda a memória de muita gente, foram as palavras de uma das descendentes da família, que nos convidou a guardar ali, também nós, um bocadinho da história da nossa vida.

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Quando o meu olhar pousou nas velas enfim desfraldadas, tenho a certeza que por lá ficou um bocadinho de mim.

Comentários

shark disse…
A vida deve fazer-se de momentos bonitos como esse.
Desejo-te muitos e bons, amiga.
Mar disse…
Também concordo. Aliás. nós é que devemos saber apreciar os momentos e as pequenas coisas da vda, como se elas fossem únicas. Seríamos muito mais felizes.
Já me reparaste naquele céu? ;-)
Mar disse…
Também tenho um particular carinho por moinhos de vento. Talvez pela evocação de Quixote e os seus sonhos alucinados. Ou porque o vento é dos elementos com que mais me indentifico, livre, poderoso.
Seja como fôr, o moinho é um verdadeiro monumento e servirá para que os mais novos o visitem e o estudem e percebam como os nossos antepassados encontravam engenhosas soluções para os seus problemas. Neste caso, pôr o pão na mesa. ;-)

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