
daqui
Começa o tempo de hibernar sem que quase se tenha dado pelo que foi de renascer.
A noite chega mais cedo, sem ser de mansinho, antes abrupta, cortina escura que cai sobre as casas, o rodopio dos carros nas últimas compras, os corpos que ainda não se sentem cansados porque não têm dentro relógio e, para eles, a noite ainda não é noite mas sim à tardinha. Que utilidade dar aos restos de energia que, até há pouco tempo, guardávamos para o café do fim da tarde, os passeios pelas ruelas a ver montras, as saídas até ao campo para cheirar as terras e as flores silvestres e assistir ao pôr-de-sol?
É demasiado cedo ainda, para hibernar debaixo de uma manta defronte à tv. E tarde demais para ver o pôr-do-sol.
Se não tivesse amarras, colocava as minhas asas de anjo e atravessava o oceano até um país onde o sol se põe enquanto molhamos os pés na espuma morna e a noite não é escura porque está à pressa para ir cobrir outro lugar qualquer longe dali e é por isso que as madrugadas nascem cedo e rosadas e o perfume a mangas e café e bolo acabado de fazer se entranha nos sentidos e espanta o sono.
E até era capaz de te escrever uma carta a pedir-te que viesses comigo.
A noite chega mais cedo, sem ser de mansinho, antes abrupta, cortina escura que cai sobre as casas, o rodopio dos carros nas últimas compras, os corpos que ainda não se sentem cansados porque não têm dentro relógio e, para eles, a noite ainda não é noite mas sim à tardinha. Que utilidade dar aos restos de energia que, até há pouco tempo, guardávamos para o café do fim da tarde, os passeios pelas ruelas a ver montras, as saídas até ao campo para cheirar as terras e as flores silvestres e assistir ao pôr-de-sol?
É demasiado cedo ainda, para hibernar debaixo de uma manta defronte à tv. E tarde demais para ver o pôr-do-sol.
Se não tivesse amarras, colocava as minhas asas de anjo e atravessava o oceano até um país onde o sol se põe enquanto molhamos os pés na espuma morna e a noite não é escura porque está à pressa para ir cobrir outro lugar qualquer longe dali e é por isso que as madrugadas nascem cedo e rosadas e o perfume a mangas e café e bolo acabado de fazer se entranha nos sentidos e espanta o sono.
E até era capaz de te escrever uma carta a pedir-te que viesses comigo.
Comentários
Já to disse em privado e repito-o aqui: este post é muito bonito.
Primaveril só se fôr lá na paragem de destino, aqui a noite cai cedo demais.
:)**
É assim mesmo, nada a aesconder e venha quem vier por bem. Gosto de ti assim, já te disse?)
E obrigado pelo elogio ao post.)
Não nos torna a vida mais fácil o saborear da oferta dos opostos?
:)*
nem nos dá tempo de habituar o organismo à coisa :-)
Blarrg!
:D