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Mensagens

A mostrar mensagens de 2006
Não há meio de lhe fugir. É o último dia do ano e, só por isso, traz em si algo de diferente. Acaba aqui 2006. Um ano mais que passámos, de uma forma que agora me parece vertiginosa. Sem dados de relevo a assinalar. O que já não é mau. Podemos, duma perspectiva optimista, considerar que tivémos a sorte de não nos acontecer, a nós e aos que mais amamos, nada de mal durante este ano. É inevitável termos expectativas para o que hoje começa às doze badaladas. Temos sempre. Afinal, o futuro é misterioso e pode reservar-nos tanta coisa...Só pensamos nas boas, claro. Também espero que seja um ano melhor. Sempre para melhor. Com pessoas* melhores, com maior energia, com esperança, com muitos dias feitos de histórias bonitas, para guardar dentro de uma caixa de memórias. Mas não tomo decisões de Ano Novo que nunca são cumpridas. Para vocês que por aqui me acompanham, cheios de paciência, confidentes daquilo que sou ou do que invento para mim, amigos virtuais ou nem tanto, gente boa, tudo o que ...
aqui Uma cidade faz-se dos lugares que a tornam única. Das pedras seculares gastas pelos passos de todos os caminhantes que as percorreram. Mercadores e guerreiros, reis e plebeus, pastores e mulheres a caminho da fonte com um pote de barro sobre a cabeça. Faz-se de marcas de história ao virar da esquina, lajes romanas, pelourinhos, um rebordo manuelino na janela de uma moradia. Veste-se dos amores que nela nasceram e morreram, alguns vividos em suspiros, na distância de um balcão com grades por onde se avistava a planura e a marcha de um certo cavaleiro. Outros que se consumam diante dos nossos olhos, num recanto qualquer do jardim, num dia de sol derramado preguiçosamente no lago. Uma cidade faz-se de todos os sons e cheiros que impregnam as paredes, que transpiram das calçadas, os que nos atingem em pleno mais os que imaginamos que existiram por detrás de uma cortina de linho, nas portadas de uma casa senhorial. A minha cidade faz-se de tudo isto e mais as zonas novas, amplas e mini...
Foto: Mar Parece que passou muito tempo desde que vinha para aqui com a alma nas mãos, deixar pedacinhos de emoções para que ficassem registados para a posteridade. Parece que já lá vai o tempo de vida do blog como se de um amigo se tratasse. Esse tempo da inocência em que a beleza que encontramos nas coisas brota da fé que nelas depositamos. Houve um tempo assim, ainda que agora quase pareça não ter existido, agora que este não é mais do que um lugar onde venho às vezes. Poucas. Como se este fosse um abrigo pouco usado, cuja chave já quase perdi por entre os caixotes e malas e sacos que guardam lembranças de um passado que foi meu. Que continua a ser meu porque os nossos passados pertencem-nos por mais que pareçam esquecidos, embrulhados em folhas de plástico às bolinhas, daquelas que rebentamos entre os dedos num reflexo inconsciente, quando abrimos as caixas onde os guardamos. É para isso que aqui registamos dias e noites diferentes, luas e marés, alegrias de quase rebentar e mágo...

E para não variar

aqui também sou do contra. Não sou católica. Não serei agnóstica por completo, gosto de misticismo mas é mais aquela coisa pagã que torna as deusas (é claro que, neste caso, só podem mesmo ser gajas) algo de muito pouco etéreo mas antes muito carnal, com curvas quanto baste e rituais de fertilidade em que elas é que mandam. Não sendo católica, a cena do nascimento de Jesus e as palhinhas e os Reis Magos mais a virgindade da Nossa Senhora e as aparições são como que takes de um filme que já vejo há mais de 40 anos. Uma pessoa acaba por se fartar assim um bocado... É verdade que, em pequena, fiz a Primeira Comunhão e achei um piadão àquilo, toda de branco e tule vestida, parecendo um anjo de olho azul e caracóis dourados e só tive pena que aquela espécie de vestido de noiva em miniatura (mas qual é a idéia daquilo, transformar as criancinhas em noivas de cristo??!) tivesse sido emprestado por uma vizinha com mais posses, o que me obrigou a devolvê-lo logo a seguir, lavado e engomado co...
De passinho em passinho.

Falava-se de

seleccção natural. Com o tempo o velho Darwin confirma-se sempre. Aplica-se a tudo. Aos gajos que começam porque procuram algo que depois encontram noutro lado, aos que começam porque sim e depois desistem também pelo mesmo motivo. Àqueles que entraram porque a moda assim o impunha, aos que o fizeram porque era bem , ou porque eram casados com este ou com aquela ou a tia também tinha e mais a prima e o vizinho de cima, aos entusiastas, aos moderados, aos menos um bocado. Não há como lhe fugir. À selecção natural. No final, no finzinho mesmo, só aqueles que gostam muito de escrever e os outros que, gostando muito de escrever, gostam muito de falar consigo próprios e mais ainda os que, apreciando mesmo muito o acto de escrever e de falar consigo próprios, gostam também de ouvir coisas quem tenha algo para lhes dizer, é que vão ficar por aqui. E, mesmo esses, começarão a seleccionar naturalmente o que lhes interessa mesmo escrever. Porque para encher chouriços mais vale tar quieto.

Uma

das vantagens de viver numa cidade de média dimensão é poder ocupar o tempo em passatempos tão ecléticos quanto, escolher cada dia um percurso diferente casa-emprego e cronometrar qual deles demora mais do que cinco minutos para depois o poder riscar da lista. O de hoje: 4m 45s. Claro que, nisto entram variáveis como apanhar ou não o semáforo aberto, ter o azar de apanhar pela frente um abstrôncio daqueles que só engata a primeira 30 segundos depois de ter caído o verde, conseguir passar à justinha o amarelo já avermelhado numa manobra que faria inveja a qualquer Nelson Piquet, ser obrigada a dar passagem a um grupo de criancinhas todas atadas umas às outras por uma corda, encontrar o atalho que descobri por acaso e dá um jeitão do caraças cortado por um sinal de obras inesperado ou tão sómente ficar sem gasolina. Seja como fôr, a minha melhor média é de 3 minutos e isto, atente-se, considerando localizações (casa-emprego) que estão em pólos opostos da cidade... E ando a tentar bat...

Costumava

"gabar-me" de conseguir funcionar melhor sob pressão. Hoje concluo que isso era antes de ter perdido 99% dos neurónios que me faziam simplesmente funcionar...

Ora então

vamos lá às explicações que tardam mas não falham, sempre que acreditamos naquilo que defendemos e só afirmamos aquilo que temos convicção de saber que é o caminho certo. Este blog é Pelo SIM no Referendo, como diz ali ao lado. E, para que melhor se fundamente esta posição, também se pode contar que a sua autora escreveu o seu primeiro texto sobre a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, por volta de 1980, quanto não teria mais que uns 16 anos de idade. É que, já nessa altura, o Partido político que representa as suas convicções político-ideológicas e ao qual desde tenra idade está ligada apresentava, na Assembleia da República, propostas de Projectos de Lei para que deixasse de constituir crime o recurso da mulher à IVG. Há duas décadas atrás... Ou seja, aquilo que hoje, hipocritamente, o Governo do Partido Socialista não pode deixar de pôr, pela segunda vez , à consideração dos Portugueses, é algo que uma simples alteração legislativa já poderia ter tornado realidade h...

Cometas

aqui Não saímos impunes. Trazemos, agarrada a nós como uma cauda de cometa, a cartilha que fomos lendo ao longo da vida. Um bê e um à, bá. Bê e um u, bú! Actos e palavras, ofensas e elogios, erros e omissões, generosidades e altruísmos e os amigos e inimigos ganhos à conta de cada. Não há impunidade no acto de viver. Pagamos, em unidades monetárias de riso e lágrimas, tudo aquilo que formos sendo. Tudo se paga , diz o povo, não te rias com o mal do vizinho que já o teu vem a caminho . É por isso que gosto de sentir um aconchego na alma quando, roendo um lápis vermelho, abro o livro de deve e haver e somo e subtraio e multiplico, e no fim consigo que transite para a página seguinte um saldo positivo. Não sou anjo mas gostava de ter asas, não sou santa e não gostava de ser porque cheiram a bafio e caruncho e os meus cheiros são mais a sal e a sol. Tenho pecados agarrados à minha cauda de cometa que lhe embaciam o brilho nesses pontos mas no resto, as peças de luz que a compõem são basta...

À falta de tempo para mais...

...ali ao lado passa-se a mensagem que é de passar. Via Arrastão . e outra quantidade de links que podia aqui colocar para sitios onde já li coisas sobre o assunto que me apeteceu transcrever para aqui na íntegra, mas que agora não dá porque não tenho tempo.

Hoje

assinei uma petição a favor da despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez. Lá terei que arranjar tempo para escrever sobre isto...

Inteiros

aqui Aproveito a forma como a tarde se escoa devagar, tranquilamente, na preguiça do conforto que se instala quando estamos de bem com o mundo. Vejo os carros lá fora, a passar lentamente, cada um com destinos que gosto de imaginar desejados, ali vai uma família que saiu para um passeio pelo campo, logo atrás um par de namorados encantados com a descoberta um do outro e de si mesmos. Dentro de cada carro vai uma vida diferente. Mas todas têm em comum esta tarde de Sábado que se espreguiça pela planície, morna e dolente, sossegada como o são todos os dias de descanso depois de cada semana que riscamos do calendário. Aproveito mais um dia sereno, rodeada do que me faz falta para possuir dentro de mim uma sensação de paz que é tudo o que quero. Porque concluo que só se consegue disfrutar verdadeiramente da vida quando existem pessoas que amamos e sabemos que elas estão bem, que ainda as temos relativamente seguras, enquanto nada de inesperado e trágico nos corte o caminho a meio da viagem...

NÃO VEJO

Aqui um post novo há uma carrada de dias...

Vejo

aqui um búzio e lembro-me de ti. Lá dentro, um som distante de vozes salgadas, guarda os segredos que contámos um ao outro. Pego-lhe e escondo-o na sacola de pano crú que levo sempre a tiracolo. Mais tarde, servirá para me alimentar a saudade das marés de inverno. Aquelas que se desfaziam contra as rochas, enquanto prolongávamos os almoços até quase se tornarem jantares. Continuo o percurso e sai-me ao caminho uma pedra lisa, redonda. Faço-a rodar na palma da minha mão e sinto a sua pele macia, gasta pelo tempo e pelos temporais, voltas e mais voltas pelos fundos oceânicos, um mundo inteiro percorrido até chegar aqui. Agora. À minha mão. Meço-lhe o peso em jeito de balanço e sei que posso pintar-lhe um sol e uma flor e oferecer-ta de presente. Ficará bem na tua mesa de trabalho, por cima de um monte de papéis que assim não voarão, mesmo que deixes aberta uma janela, esquecida. No fim desse dia, ainda hei-de encontrar folhas de àrvore cor-de-rosa em forma de estrela, duas caricas velha...

Quanto

mais tempo passamos embrenhados na crueza e exigência da vida analógica, mais caímos em nós e damos conta do relativismo desta vida paralela. E o blog aparece reduzido à dimensão daquilo que verdadeiramente é: um local aprazível, onde de vez em quando nos apetece abancar confortavelmente, descalçar os sapatos, pôr um som suave e deixar vogar o pensamento ao sabor do acaso. O lugar onde o registo de momentos únicos, de recordações impetuosas, de vontades súbidas, é possível. Um legado de pedacinhos de vida, gravados no éter durante tempo infinito. Enquanto ninguém os apagar ou não desaparecerem os servidores que lhes insuflam a vida. Como as máquinas que mantêm vivo um ser humano, ventilando-lhe respiração artificial. Este estado de consciência extrema que nos encandeia de tanta clareza, acaba por nos manietar o sonho e bloquear as palavras que pintamos de cor-de-rosa. O que vale é que é só às vezes.

O supremo luxo

São as últimas horas úteis de mais uma Sexta-feira. O término de um dia de trabalho na ponta de uma semana que mal dei conta de passar, vou eu reflectindo enquanto o semáforo não muda de cor. Dasse...que há alturas em que a carga profissional se conjuga para nos tornar quase autómatos a passar de uma tarefa para outra, de uma solicitação para a seguinte, de um telefonema para o próximo, de um atendimento para mais outro, de uma reunião para as que ainda faltam. Passou-se outra semana, na brevidade de uma inspiração para tomar forças ao nascer de cada novo dia e uma expiração ao mergulhar nos lençóis em busca das poucas horas de sono capazes de garantir a rotina da manhã seguinte. E eu estou numa sexta-feira à entrada da noite, a conduzir devagar enquanto vou recebendo os telefonemas de uma amiga que me desafia para jantar fora, de outra que me convida para uma qualquer festa não sei aonde, de um membro da família que me diz por sms, vamos petiscar, se quiseres vai lá ter . E vou declin...

VIDA DE SOLTEIRO

O copo com a imperial tombou em câmara lenta sobre o tampo da mesa e nenhum dos presentes conseguiu deitar-lhe a mão a tempo de evitar o pior . Ninguém esboçaria sequer um gesto nesse sentido. Pela névoa que o meu olhar baço transmitia ao cérebro para processamento nas calmas assisti à formação da pequena enxurrada que não tardou a encontrar, pelo meio de guardanapos de papel ensopados, palitos usados e cascas vazias de caracol, o leito ideal para o meu colo desguarnecido. Todos os olhares em redor daquela távola de cavaleiros desandantes acompanharam a custo a progressão da maré espumante, depois de se certificarem que o rumo da mesma apontava para qualquer outro conviva. E eu de perna aberta a aguardar o banho gelado de espuma para arrefecer de forma irremediável qualquer entusiasmo involuntário da minha zona genital nesse serão que se ambicionava predador. Tudo nas calmas, três espectadores bamboleantes mas atentos e um protagonista de circunstância, convocado da plateia para partic...

I have two jobs

ocorre-me, de repente, saída do nada esta famosa expressão americana ouvida na boca dos heróis/heroínas dos filmes que por cá consumimos. Famosa porque vulgarizada pela existência de um sistema de emprego precário e sem vínculo que predomina nessa nação. I have two jobs , diz ela/e no meio da trama dramática, para justificar que só assim consegue sustentar a família e tal. E eu hoje só conseguia pensar que ao menos ele/as são pagos... Porque eu tenho dois " jobs ", sem qualquer dúvida. Depois de um dia inteiro em reunião da organização, para definir linhas estratégicas de funcionamento, verdadeiro brainstorming - para continuar na linha americanóide - desenvolvido em equipa, saio de serviço por volta das 19.00 para "pegar" ao serviço número dois, de imediato. Neste, o horário é flexível pelo que, tanto pode terminar às 22.00, como às 00.00 ou 01.00, brincando. Contempla conteúdos funcionais tão díspares e versáteis quanto servir de burro de carga com os sacos de co...

Hoje

foi dia de praça cheia, casa nossa. De todos quantos, esta tarde, partilharam castanhas e copos de tinto e música e bailarico, os que mais precisavam, sem limite. Do arrumador de carros, ao velhote que passa os dias sentado nos degraus da igreja. Também das senhoras reformadas que ali se encontram todos os dias. E dos funcionários das várias repartições públicas concentradas naquele local. E de quem, passando, ia ficando. A praça foi de todos. Aberta. Cheia. Cheia de gente e cheia de fartura. Não faltou o pão para ninguém, com chouriça assada a pingar. Houve quem levasse para casa, a fome no olhar, o saquito mal disfarçado com umas quantas fatias de pão e o que mais pudesse lá caber. E houve batata doce. E bolos e até roupa para comprar a preço de sandes com galão. Foi dia de festa para muitos. Mais de uma centena. Mas foi dia também de ver a fome envergonhada que ainda acontece nesta cidade. Para nos fazer reflectir. E sentirmo-nos humildes. Temos tanto, incomparavelmente tanto, olhan...

(continuação)

daquela coisa dos escrevinhadores que comecei lá mais para baixo e não concluí e que agora não sei bem onde está, para poder lincar aqui tudo direitinho e vocelências irem lá parar, directamente, sem trabalho nenhum, quem tiver pachorra que procure. Anyway , o que eu queria mesmo dizer, quando comecei esta profunda análise pseudo psica, era que escrevo, basicamente, para mim. Ou seja, pela motivação, até que podia ter um blog sem comentários. Mas acho que um blogue, se é um blogue, deve ter a possibilidade de existência de comentários, senão seria outra coisa qualquer. Uma Webpage , um site , o raioqueoparta , mas não um blogue. Por isso os meus blogues sempre tiveram e terão caixas de comentários. O que não significa exactamente o mesmo do que terem as ditas sempre abertas. Cá está. Escrevo para mim. O que me apetece, me dá prazer, com vontade de receber feedback ou não, várias vezes por dia ou zero numa semana, com caixas abertas ou fechadas, consoante. Existirão, decerto, tantas m...

Admiro

pessoas serenas. Convictas das suas afirmações, traduzindo coerência nas posteriores acções. Pessoas que inspiram tranquilidade e segurança. Por não viverem numa montanha russa de emoções descontroladas, não mudarem ao sabor do catavento que se deixa virar por cada brisa que sopra. Agora o Norte, mais logo o Este. E logo a seguir o Sul, talvez. Admiro a solidez daqueles em que sabemos sempre onde agarrar, quando neles procuramos uma tábua de salvação. São marcos no caminho e encontramo-los sempre lá. Quer troveje ou faça sol. Sempre virados para o mesmo ponto cardeal, estrelas polares orientadoras dos perdidos até que pisem terra firme. E gostava de ser assim, eu própria, como aqueles que admiro. Capaz de manter felizes os outros.
serena Ingrid Chamaste? Pareceu-me ouvir a tua voz, por entre o rumor das folhas. Ou terá sido o vento? Poderá ter sido o vento mas, se o foi, tinha o som quente da tua voz, aquele pingo de mel que sempre me adoça os sentidos quando ma sussuras perto do lóbulo da orelha. Vou já. Vou assim que saiba onde deixei guardada a chave do meu coração, logo que consiga procurar por detrás daqueles blocos de pedra antiga, primeiro tenho que retirar o musgo macio, depois, com a ponta afiada de uma adaga removo a terra a toda a volta e puxo. Puxo com força. Sou capaz de demorar um bocadinho, ainda. É que são muitas pedras onde procurar e depois faz-se noite e tenho que me recolher naquele recanto abrigado de árvores e deixar lugar aos espíritos que só vivem durante a noite. Não me posso mexer ou fazer qualquer ruído porque eles são curiosos e brincalhões e, se me descobrem, lançam-me por cima o véu da eternidade e depois já não posso ir ter contigo. Espera-me, sim? Espera sem que dês por isso, vai ...

Hoje

puxaram-me pela veia política aquela, que anda ali tão disfarçada entre a aorta e outra qualquer que lhe passe ao lado, a ver se não dá muito nas vistas, low profile que já lá vai o tempo em que era preciso estar sempre a embandeirar por tudo e por nada. Ora a dita, a veia, desta vez saltou logo, pulsante de entusiasmo, à medida que lia o post do Shark , embrulhou-se toda lá com as outras - um pandemóniuo desgraçado e a tensão arterial a pagá-las - e resolveu aparecer e dar nas vistas de todos, eu é que sou a veia principal e mais isto e mais aquilo . O tema toca-me, como lá digo. Porque sou mãe de uma criança que beneficia do mesmo sistema que a filhota do Shark, em condições diametralmente opostas. Porque, como lá lhe digo, não se deve meter tudo no mesmo saco e os bons exemplos devem ser divulgados, espalhados aos sete ventos alto e bom som, contra a nacional tradição da maledicência, em que só se dá relevo ao que está mal feito. Como fazem alguns blogues que só sobrevivem de dar ...

É isto o Outono?

daqui Começa o tempo de hibernar sem que quase se tenha dado pelo que foi de renascer. A noite chega mais cedo, sem ser de mansinho, antes abrupta, cortina escura que cai sobre as casas, o rodopio dos carros nas últimas compras, os corpos que ainda não se sentem cansados porque não têm dentro relógio e, para eles, a noite ainda não é noite mas sim à tardinha. Que utilidade dar aos restos de energia que, até há pouco tempo, guardávamos para o café do fim da tarde, os passeios pelas ruelas a ver montras, as saídas até ao campo para cheirar as terras e as flores silvestres e assistir ao pôr-de-sol? É demasiado cedo ainda, para hibernar debaixo de uma manta defronte à tv. E tarde demais para ver o pôr-do-sol. Se não tivesse amarras, colocava as minhas asas de anjo e atravessava o oceano até um país onde o sol se põe enquanto molhamos os pés na espuma morna e a noite não é escura porque está à pressa para ir cobrir outro lugar qualquer longe dali e é por isso que as madrugadas nascem cedo e...

Eu acendi

a nº 852,982 . E vocês?

Recado

Caro Shark : Pelo presente informo que, após várias tentativas de comentar no teu tasco, o gajo responde isto: "Erro na submissão de comentário O seu comentário falhou pelas seguintes razões: Comments are not allowed on this entry." A tal "entry" é a das fotos alentejanas que até tem a caixa de comentários aberta e portantes não se percebe lá muito bem porque é que o gajo acha que os mesmos estão "not allowed". A ver mas é se se entendem duma vez que a malta quer comentar, cumprimentos e abraços e tal. Ass: Mar

Foi engraçado

Foto: Mar (clicar para ampliar) Ela é a neta do moleiro e naquele dia fez um discurso sentido, que eu aqui referi. Devemos ter-nos cruzado apenas uma ou duas vezes durante a festa e não fomos apresentadas. Mais tarde, ela descobriu as fotos que publiquei no Ponto e enviou-me um mail curiosa sobre quem tinha estado lá e feito aquelas fotografias. Eu enviei-lhe as restantes e descobri que ela escreve as Cartas do Seu Moinho . É bonita a blogosfera, quando serve para isto :-)

Debato-me

com um grave problema "técnico" na questão da postagem: - todos os posts que escrevo mentalmente enquanto conduzo, estaciono e subo as escadas de casa, são completamente bloqueados pela presença contínua de vírus de nome pré-adolescente-ocupando-em-regime-de-permanência-o-único-pc-disponível-nesta-casa-de-família. Corro os anti-vírus todos, desde a ameaça, à chantagem (confesso, pronto, crucifiquem-me à vontade), passando pelos berros em abordagem final e já desesperada perante o insucesso de todas as anteriores. E... nada. Pelo menos até acabar a missão não sei das quantas no Run ou completar o nível não sei que mais no Lineage , ou acabar só mais um bocadinho a conversa com a miuda gira que aparece na foto do Messenger... Já pensei contactar o Blogger a expôr o problema.

Mais uma

campanha a que não podia deixar de me associar. Desta vez foi uma Campanha de Sensibilização para o Cancro da Mama , designada Mamatour 2006 , com o lema "Dou mais tempo à vida". Organizada pela Liga Portuguesa contra o Cancro, o Movimento Vencer e Viver e a Sociedade Portuguesa de Senologia, contou com a colaboração das Câmaras Municipais para pôr "Portugal a caminhar contra o cancro da mama". Às 11 em ponto da manhã em simultâneo, em todas as capitais de distrito do país (segundo o folheto só Braga e Faro não participaram), algumas centenas de pessoas , homens e mulheres de todas as idades, uniram-se no sentido de lembrar a importância da detecção precoce na luta contra o cancro da mama. Para contrariar a crueza dos números. (uma em cada dez mulheres irá desenvolver esta patologia ao longo da sua vida). Em Beja foi assim: (e só foi pena a máquina e a fotógrafa não estarem nas melhores condições...)

Nem podia

daqui deixar passar em branco a gentileza da susete no Charco , ao alertar-me para a divulgação deste blogue , nem muito menos deixar de, aqui no meu canto, afirmar a minha convicção absoluta de que o caminho é o SIM (outra vez). Embora este post desmistifique por completo a necessidade da realização de um referendo para o efeito e denuncie a hipocrisia dos senhores governantes quando o propõem ao invés de legislar, de uma vez por todas, sobre o assunto, tal como é competência directa da Assembleia da República.

Que tipo

de escrevinhadores * seremos? Ando há tempos para dar sequência a um outro post em que refletia sobre os vários tipos de leitores que poderíamos ser, nesta comunidade virtual. O reverso da medalha de quem lê é quem escreve. E nem todos escrevemos para o mesmo ou pelo mesmo. Como não sou psicanalista, psicóloga ou coisa que o valha, não tenho nenhuma autoridade científica para analisar as motivações de cada um. Por isso mesmo, nem vale a pena continuarem a ler (se é que o fazem...) se estiverem à espera de um tratado sobre a alma humana no momento em que se debate com um teclado nas unhas. Aliás, isto leva-nos directamente para o tipo de escriba que eu sou. Escrevo para mim, sobretudo. O que me dá na bolha, quando me apetece. Quando não me apetece ou, embora me apetecendo não tenho como alcançar um computador num raio de menos de um quilómetro, não escrevo. O que se nota, aliás. Mas é engraçado dizer isto agora, para mim própria, claro, porque houve um tempo em que assim não era. Com...

Excertos*

aqui ** "Tu dizes que ela se deitou nas ervas em cima de umas sacas velhas e que sentiste os seus peitos nas tuas mãos, como se fossem frutos a medrar ao sol, o sabor acariciante dos seus lábios molhados a roçarem os teus, o abismo negro dos seus olhos a entrar dentro de ti.Tu dizes que o cheiro das ervas e do corpo dela se misturavam num perfume inebriante. Dizes que ela chorava de mansinho e te abraçou com muita força. Ela diz que te perguntou onde estava a mãe e que tu já não a ouviste pois crescias dentro dela. Tu lembras-te de a ver nua, tremendo de frio, de loucura ou de desejo. Ela diz que não era frio, nem loucura, nem desejo. Era medo. Medo de te perder." * de O Perfumista, já aqui anunciado, para que possam saborear um pouco do "cheiro" deste romance. ** o aroma do benjoim é uma das pedras basilares que percorre todo o romance, eis a sua flor.

Há vezes

aqui em que o peso de uma palavra pode ser tremendo. Afirmações proferidas sem pensar, no calor de uma discussão, libelos acusatórios lançados ao ar, por entre mágoas que se gritam para que possam sair de nós e que assim fiquemos mais leves. São palavras-arma, apontadas ao inimigo com precisão de mira telescópica, mesmo que saiam de nós no meio de uma avalanche de inconsciência. São sistemas complicados de defesa, dignos da mais avançada estratégia de guerra, montados no nosso peito, ocultos com uma rede de camuflagem em tons verde escuro e claro para que nem nós próprios os detectemos. E eis que, ao defendermo-nos, atacamos. Legítima defesa, poder-se-á alegar visto que algo, antes, desencadeou o nosso ataque. A necessidade de nos protegermos, de exorcizar os males que nos tomaram de assalto sem nos dar sequer tempo de reagir. Legítima defesa para os afugentar para longe, antes que nos consumam por dentro até já nada restar senão uma pele seca a cobrir um montão de ossadas inúteis. E a...

Relatos da minha terra

Não trocava, facilmente, a vida que tenho nesta cidade por uma noutro lado qualquer. E repare-se que substituo "por nada neste mundo", por um advérbio de modo muito mais suave, como o "facilmente" porque, para além de não me considerar fundamentalista em nenhuma matéria, claro que não desdenharia uma proposta de me mudar para uma mansão nas Ilhas Fidji ou algo do género... Mas o que eu queria dizer é que, às vezes, acontecem coisas que nos fazem tomar consciência do felizardos que somos, apesar dos pesares . Viver numa cidade pequena do interior tem as desvantagens óbvias, gritantes, que toda a gente conhece, em particular os que nelas vivem, em qualquer que seja a latitude do país. Toda a gente sabe quem somos, o que fazemos/não fazemos e ainda o que inventam que fazemos, não se consegue estar numa esplanada a ler o jornal sem ser interrompido um mínimo de 5 vezes e um máximo de 15, cortam-nos na casaca, pedem-nos favores, enfim, uma festa. Mas fiquei na parte dos ...

Quando acontece...

* ...esperamos para ver. *esta cena foi gamada a partir de um site do blogue FazdeConta e é fixe para criar umas piadas giras. Quando estamos naquele espírito zen em que só apetece dizer parvoeiras.

É difícil

... Adormeceu e sonhou uma noite, e nessa noite havia um homem que corria com o sol nas mãos. O sol luzindo nas mãos de um homem nu, a correr dentro da noite. Para onde ele corria, o dia nascia e refulgia em todas as coisas. Atrás do homem, a noite ia-se fechando e a sua sombra projectava-se, gigantesca, na terra anoitecida; e a fronte do homem, o peito e as mãos pareciam fogo. Um fogo luminoso. E ele corria na noite assombrada e os seus passos a pisar as ervas pareciam águas rumorosas caindo num abismo. E uma aragem florescia nos canaviais, nos mais altos ramos das árvores e num jardim de limoeiros. Uma aragem florescia em tudo o que o sol que o homem levava nas suas mãos ia iluminando. ... falar dos amigos. Porque corremos o risco de não conseguir ser isentos quando os elogiamos. E de sermos rigososos demais sempre que os criticamos ou julgamos atitudes suas que, mesmo por virem de um amigo, consideramos abaixo do grau de exigência devida: o mesmo é dizer, a excelência. Não é fácil d...

Filosofia de Alcova

No Amor, as avaliações são como uma montanha-russa: tão depressa te colocam lá nos píncaros, ser encantado de cabelos de oiro esvoaçante a razar o azul do céu, como te atiram sem contemplações para o fundo, boneco de trapos a morder o pó da feira, quase para baixo dos carris, onde se acumulam embalagens vazias, guardanapos sujos, copos de plástico e cócó de cão. Adenda pós-post (a vermelho): adoro quando a minha legião de fãs - a nº1 e a nº 2 - se inspira em mim para conseguir escrever qualquer coisita...

Hoje

presenciei uma mostra de História ao vivo. O convite dizia que era para "assistir ao armar das velas do Moinho Grande". Um momento único, considerando que há várias décadas que o moinho não funcionava e a sua recuperação, por parte da família proprietária foi difícil, morosa e, sobretudo, custosa. Mas o que vi foi a história e as memórias das muitas gerações que ali se cruzaram hoje, umas em carne e osso, outras no espírito de quem as recorda com carinho. Aliada à beleza do local, esteve a beleza do reencontro da família, a beleza de ver em funcionamento um complicado e engenhoso sistema de moagem, que era accionado por um homem só. O moleiro. Este moinho é grande porque guarda a memória de muita gente , foram as palavras de uma das descendentes da família, que nos convidou a guardar ali, também nós, um bocadinho da história da nossa vida. Quando o meu olhar pousou nas velas enfim desfraldadas, tenho a certeza que por lá ficou um bocadinho de mim.

Harmonia

aqui Algures, existe a paz. A perfeita harmonia entre os elementos e o nosso corpo. O mar de inverno parece-me ser um bom local para começar a procurar.

Entresonhos

aqui Resisto, quase sempre, a sair daquele limbo que nos separa o sono da vigília. É nessa hora de formas indefinidas, metade penumbra metade luz a querer desafiar a retina, que sou mais livre. Quando o sonho ainda não se esfumou por completo embora já não deixe de ter laivos de realidade misturados. Na semiconsciência é quando sei melhor o que sou e o que idealizo ser. Possuo, nessa altura, uma casa de pedra escura, antiga, com uma cerca de madeira à volta. Visto-me de branco, de seda esvoaçante, etérea e passo a maior parte do tempo descalça na relva. Tenho, muitas vezes, uma caneca fumegante na mão e há alguém que vem, de mansinho, pousar-me uma manta nos ombros. Talvez seja para me proteger dos salpicos de mar que me humedecem a face, à medida que as ondas se esmagam contra a falésia. Ou apenas porque isso lhe dá a oportunidade de me abraçar e aconchegar a si, para assim melhor poder aspirar-me o perfume dos cabelos. É possível que nos recolhamos depois, para o interior da casa, um...

A solidão*

Fotos: Mar não é inevitável. BejaSénior 2006 - a fraca qualidade das fotos é culpa da fotógrafa... * em resposta a um post da Emiéle .

Digam lá

que o nosso logo não é um must? Considerando que a iniciativa se destina a promover a participação efectiva dos idosos na vida social da comunidade, oferecendo-lhes um espaço de lazer, convívio, divertimento, informação, aprendizagem, partilha de memórias e experiência de vida. E com isto passar uma imagem positiva do envelhecimento para a opinião pública e valorizar o idoso como parte integrante da sociedade. Contrariar a mentalidade de que estas pessoas já não têm mais nada a oferecer, quando os vemos a dançar animados no Chá Dançante, a contar anedotas ou histórias de lobisomens, a desfilar trajes tradicionais, a ensinar a arte de enxertar uma laranjeira aos mais pequenos ou a tratar do cabelo e maquilharem-se no espaço beleza. Os nossos dois velhotes estão baris ou quê? ;-)

Paradigma

do caçador caçado. esqueci-me de dizer que a foto é daqui , um site que é um must de imagens completamente inesperadas e espectaculares.

Recadinho

a todos os meus queridos e estimados e admirados e amigos bloggers ali do lado: Não tenho tempo para Blogar. Beijinhos e abraços e assim. Adendazinha: Assim que tiver, prometo que leio todos e comento muito. E se não comentar não é por mal. Passei aqui só para deixar o que na minha terra se chama um lamiré . Estar longe do blogue dá nisto (insanidade geral), fazer o quê...Eu volto! quiçá seja ainda hoje, quem sabe?? Ah...a vida, essa eterna incógnita... se calhar isto da cor vermelha não tá muito apropriado, não?

Há vezes

em que não somos mais que pequenas cobaias, perdidas no labirinto. Alguém o lança sobre nós, incautos sem que o saibamos, rede invisível de caminhos cruzados, becos sem saída, respostas certas ou erradas, determinantes da sobrevivência ou do definhar para sempre, num recanto sombrio de mais uma esquina que não conseguimos dobrar para o lado certo, o caminho da saida airosa. Matrizes de resultados interpretadas à lupa para definir o grau de desenvolvimento do espécime. Mais um que falhou. Este está a meio caminho, já percebe alguma coisa, e que tal uma lobotomizaçãozinha para o testar de novo, a seguir? Há os que falham sempre. Há os que, sabedores dos meandros da experiência, caminhos decorados pela manha da aprendizagem, acertarão, baralhando o investigador. Mas há sempre os que nunca servirão para cobaia. Porque têm asas que os levantarão acima de qualquer parede com que os tentem rodear.

Fds

algures aqui Gosto muito desta abreviatura. Faz-me lembrar assim outras coisas, não sei...todas elas tão agradáveis como o significado da própria abreviatura. Fim de Semana. Se é verdade que O Outro, perdão, o Senhor Outro, que essas coisas de Divindades e afrontas religiosos a malta tem que ter muito cuidadinho, não vá parecer mal a Alguém e a gente levar com uma praga de bexigas em cima ou algo assim, descansou ao sétimo dia, já eu, à Sexta ao fim da tarde, recomeço lentamente a viver, depois de cinco dias de suspensão. Da vida, quero eu dizer. É claro que estas afirmações não abonam muito em favor da minha credibilidade e brio profissional e aquelas coisas muito correctas que ficam bem dizer tais como, eu sou workahollic, vivo para o trabalho, o trabalho é a minha realização, e parvoíces do género que toda a gente sabe que são grupo pois é lógico que, aqueles que as proferem, são os primeiros a pisgar-se para ir tirar umas fotocópias e aproveitam para beber uma bejeca pelo caminho ...

Afinal

os gajos do Google, Blogger Beta o diabo a quatro parece que, mesmo assim, são mais eficientes que o aeiou... Pelo menos têm uma actualização diária com as explicações para as falhas deste sistema e o que está a ser feito para as corrigir. Portanto, quanto aos comentários que não entram, o que lá diz é isto: Users are seeing errors when posting comments with current Blogger accounts to blogs on the new version of Blogger in beta. Until we fix this, the workaround is to preview the comment before publishing . ( You only need to preview once per account .) Update (9/13): This issue has been re-written to clarify the core bug and offer the workaround. Update (9/19): All fixed. — latest update on Tuesday, September 19, 2006 Pelo que, acho eu de que, vocelências tinham que fazer primeiro o preview ao coment e só depois publicar. Mas acresce que, segundo o update de ontem, já está tudo fixed. Dizem eles... Aguardo então pelas vossas manifestações de júbilo...

Não há volta a dar

O Weblog não deixa. E eu que sou mais teimosa do que ele, não vou deixar de dizer à Emiéle , aquilo que lhe queria escrever na sua caixa de comentários. Assim, trago tudo para aqui: A imagem, colocada lá : E o meu comentário: "Lamento quebrar o silêncio que nos merece a beleza destas cores mas cheguei atrasada à festa e os atrasados são assim mesmo: inoportunos, atrapalhados, encalham nos móveis, fazem toda a gente levantar-se, uma trabalheira. Dei conta da "efeméride", dei. Mas coincidiu com um período de formação do qual só agora me livrei por completo. Lamento não ter sido certinha a dar-te os parabéns pela tua presença indispensável nos nossos dias. Mas digo-to hoje e hei-de repetir muitas vezes: és alguém que, além de incontornável pela forma como escreves e os temas que abordas, desencadeias simpatia à tua volta. E pessoas assim, são únicas. Que fiques por cá muito tempo é o meu desejo. Mar"