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Mensagens

A mostrar mensagens de agosto, 2011

Da auto-estima

Um dia um gesto súbito. Espontâneo e inesperado e que nos consegue tocar de forma particular. Um singelo gesto que nos rebenta com os diques todos e os muros de betão que em redor tentamos construir, liberta a enxurrada contida para que a sua força arraste o que encontra pela frente e lave até ao último grão a poeira dos tempos, que nos cobre. Como daquela vez em que num email, alguém me tinha deixado esta singela e espontânea mensagem: "...E não pares de escrever. Tens um talento nato para exprimir emoções que são difíceis de ser descritas. Muda de blog, muda de nome, mas não percas isso! Sim?!" Uma mensagem a partir da qual tomei consciência de que afinal não quero é mudar nada, que gosto de ser assim mesmo, um ser imperfeito com as minhas fragilidades e forças, as contradições e convicções. É com este carácter que atravesso a vida. Isto é o que sou e não vou fingir que sou outra coisa qualquer. Não quero mudar. Nao irei mudar. Obrigado!

Sinal Fechado - Toquinho & Badi Assad (pout-pourri)

Despedi-me das pedras, uma por uma. Passei devagar a palma da minha mão pela sua pele gasta, senti-lhes o calor, encostei o peito à sua altivez secular e podia jurar que lhes ouvi, batendo, um coração. Era um som suave, feito de risos e histórias, do tilintar dos copos, tinha vozes profundas cantando uma música antiga, um violino e um piano, o bater dos pés no chão e um refrão dolente,  dentro das tuas muralhas há uma rosa a quem quero bem. Era o som da amizade e duas mãos dadas, de um brinde ao futuro, da esperança, tinha dentro a memória de um olhar a derreter o peito e um abraço que em tempos foi a minha casa. Despedi-me, sabendo que ali se fechava a última página da história que, ali mesmo começara. Despedi-me devagar. Das pedras e das estrelas, do espaço, dos sons e dos sonhos que um dia, não muito distante, chegaram a ser uma realidade. A minha, a nossa.   Despedi-me das lembranças felizes, empacotei-as à força em caixas de segredos que talvez volte a abrir da...
É comum ouvir-se dizer de alguém, com um misto de admiração e respeito que, Ah escreve tão "bem"... Escrever "bem" não tem nada que saber: é pegar no coração com jeitinho, abrir-lhe as portas de par em par para que nele possa entrar o mundo inteiro, estender aos outros um sorriso e as palmas das nossas mãos abertas e deixar que, pelas pontas dos dedos, saiam todos sentimentos que durante esse processo o nosso corpo acolheu. Fácil, fácil.