Um dia um gesto súbito. Espontâneo e inesperado e que nos consegue tocar de forma particular.
Um singelo gesto que nos rebenta com os diques todos e os muros de betão que em redor tentamos construir, liberta a enxurrada contida para que a sua força arraste o que encontra pela frente e lave até ao último grão a poeira dos tempos, que nos cobre.
Como daquela vez em que num email, alguém me tinha deixado esta singela e espontânea mensagem:
"...E não pares de escrever. Tens um talento nato para exprimir emoções que são difíceis de ser descritas. Muda de blog, muda de nome, mas não percas isso! Sim?!"
Uma mensagem a partir da qual tomei consciência de que afinal não quero é mudar nada, que gosto de ser assim mesmo, um ser imperfeito com as minhas fragilidades e forças, as contradições e convicções. É com este carácter que atravesso a vida. Isto é o que sou e não vou fingir que sou outra coisa qualquer. Não quero mudar. Nao irei mudar.
Obrigado!
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