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A mostrar mensagens de abril, 2008

Eu disse

que a coisa ia ser pra melhor. Fotos: Mar a passar-se com a porcaria dos pixelscoiso do telelé XPTO, é mas é o tanas que tirei fotos muito melhores com outros cujos pixelcoisos eram muito menos e eu é que não devo saber configurar aquela porra e só me apetece deitá-lo pela janela e é já. Há coisas que nos fazem ser quem somos e não outras pessoas quaisquer. Os valores que algém nos ensinou, a sensibilidade, humildade e generosidade que conseguimos conquistar e ir pondo em prática ao longo da vida, os pequenos nadas de que gostamos. As pessoas que passaram por nós e deixaram o seu rasto de amizade e esperança inscrito na nossa vida para sempre. Ao mesmo tempo que guardaram consigo, elas próprias, um pedacinho de nós. Ter sido amiga da Xana, do Flak e do Alex, há longínquos 20 anos, fez de mim aquilo que sou hoje e que, a não ter acontecido, me teria feito outra pessoa qualquer. Não sabia o que era o mundo da música em portugal, não fazia idéia do que se passavam os jovens músicos à ...

Digamos que

por estes últimos dias, a minha vida tem sido Fotos: Mar, Xutos & Pontapés, Ovibeja 2008 basicamente, isto. E os que se aproximam, digamos que, com toda a certeza, não serão muito diferentes...pra melhor! Então, posto isto, hasta luego , sim?

Agora já posso

Foto: mano, casa da cultura de beja, 2004 divulgar. Porque acaba de ser anunciado aqui: Flak "ajuda" a promover Beja. (...) Conversa puxa conversa e, algum tempo depois, o guitarrista dos Rádio Macau viu-se a visionar o pequeno filme de animação que integra uma campanha da Câmara Municipal de Beja para promover a qualidade de vida e as potencialidades do concelho, cuja apresentação decorrerá ao longo da próxima edição da Ovibeja, que abre portas já amanhã, sábado. "Eu estive a ver os clips e lembrei-me que uma das músicas que eu tinha começado a fazer para o filme ficava muito bem com a animação", recorda o músico, manifestamente entusiasmado com o projecto. Projecto de filme esse que visionámos na semana passada , em primeira mão, enquanto marchavam umas presas de porco preto, regadas como convém. O fime está de uma qualidade gráfica excelente (podem vê-lo a correr no stand da Câmara, na Ovibeja e mais no dia do ......é surpresa, abram os olhos e ouvidos.) e a músi...

Vinte e cinco

Não vou esperar pela meia-noite. Porque à meia-noite estarei a ouvir os foguetes e talvez esta canção, entoada por quem me rodear nas celebrações deste, mais um, vinte e cinco de Abril. Foi sempre assim. Desde que, há trinta e quatro anos atrás, numa manhã atribulada de mistério e emoções soube que havia algo de muito importante que tinha mudado. Mesmo sem perceber, na altura, concretamente o quê. Hoje que percebo, que cada vez mais entendo e cada vez mais defendo, tenho que estar lá. Na rua. Onde esteve o povo, onde estão os cravos. Lá é o meu lugar, é cada vez mais o lugar de quem sabe que é preciso lembrar, lembrar sempre, não deixar que se esqueça, que se branqueie. Até amanhã, meus amigos.

Fechou

um dos meus blogues de referência. Menos um. Dos que valem a pena. Faz temer que o processo seja, um dia destes, irreversível... Explicação da Insónia (12 de 47) Uma forma de resistir ao ataque à solidão, também. Uma resistência aparentemente cobarde, é certo, mas a tal vitória por falta de comparência do adversário parte de um pressuposto belicista que nem a todos se aplica. Um tipo que se mete debaixo do chuveiro, às escuras e a altas horas da noite, só quer que o deixem em paz. Foge das excursões turísticas, dos assentos nos transportes públicos que recriam o ambiente de sala de estar, dos telefones por todo o lado e da ladainha contra a internet e outros vícios solitários. Não desabafa, mas pressente-se que se queixa da falta de lugares ao balcão nos restaurantes bons, que se aborrece com os fóruns de discussão, com as discussões e com os diálogos. Gosta de monólogos e de entrevistas bem feitas, que no fundo são monólogos telecomandados. Acredita que o melhor dos homens se manife...

Quase nem me dei conta

ou se calhar fingi que não, talvez tenha sido isso, não quis ver que um dia atrás do outro e tu tão alto, isso aí nas tuas costas serão asas? Fiz de conta que talvez não, de certeza que é a tua mão que sinto ainda na minha antes de atravessar a estrada, o suave cheiro do teu cabelo está igual, é tua a roupa que aconchego antes de dormires. Eu bem vi que começaste a gostar de música, que acabaram as tardes de correrias e as brincadeiras de carrinhos e que, de repente, passaram a ser raparigas as tuas companheiras de msn. Fui olhando para o lado, de mansinho, assobiava às vezes e continuaste a ser o meu menino. É verdade que ajudou sermos os melhores amigos, não termos tabús, abraçarmo-nos a toda a hora, zangarmo-nos também mas poucas vezes e vivermos os dias que temos juntos da mesma forma que vivíamos quando te embalava e contava histórias de encantar. Ajudou, claro que ajudou, ser "a melhor mãe do mundo", a que desata a dançar pela casa, que te compra mac sempre que te apete...

Aconteceu, é bom que não esqueçamos*

A «frigideira» Se o Tarrafal passa à história como o «Campo da Morte Lenta» muito o deve à famosa «frigideira», uma caixa de cimento para onde eram enviados os presos que ficavam de «castigo». Conta Francisco Miguel, histórico militante comunista, que «lá dentro era um forno» e que «aquela prisão merecia o nome que lhe tínhamos dado». Num impressionante relato, o comunista recordava: «O sol batia na porta de ferro e o calor ia-se tornando sempre mais difícil de suportar. Íamos tirando a roupa, mas o suor corria incessantemente. A "frigideira" teria capacidade para dois ou três presos por cela. Chegámos a ser doze numa área de nove metros quadrados. A luz e o ar entravam com muita dificuldade pelos buracos na porta e em cima pela abertura junto ao tecto.» Mais adiante, Francisco Miguel lembrava que «pouco depois de o Sol nascer já o ar se tornava abafado, irrespirável. Despíamos a roupa e estendíamo-nos no cimento para nela nos deitarmos. O Sol ia-se erguendo sobre o horizonte...

Margem Esquerda

Desde sempre que gosto desta designação. Margem esquerda. Esquerda porque sim, sempre e margem porque pressupõe a idéia de rio e me aguça o imaginário sobre histórias de posse de território, bairrismos de ambos os lados e amores separados, contrabandistas e aventurosas travessias nocturnas, luar que se reflecte nas águas mansas e alguém que suspira, velhos cais que acolhem quem chega, abraços que se estendem da parte de quem espera. E começo a construir pontes. Podem até ser de madeira e frágeis, balouçantes, troncos encostados a troncos e atados com cordas roídas pelo tempo e cruzá-las pode ser um verdadeiro desafio ao perigo. Podem ser periclitantes e, ainda assim, há sempre quem as cruze. Porque a vontade de chegar é mais forte que todas as condicionantes do caminho. A propósito da minha jornada de luta de hoje, feita com gente amiga de ambas as margens. A imagem poderia ser a do Guadiana mas o espírito da terra de onde venho é de papoilas. Para além de ser de cravos, evidentemente...

É um*

daqueles sons que se tranformam em sensações puramente físicas. Daquelas sensações em que parece que deixamos de ser pessoa para passarmos a ser pássaro. E nos faz deixamos para trás o chão que nos segura para abraçarmos o céu que nos liberta. A música de intervenção torna mais livres aos que a cantam e àqueles que a escutam. Porque fala de esperança. E nos lembra dos sítios onde ela quase não existe apesar de por lá nunca morrer. Porque por ela e com ela há povos que se unem e forças que se conquistam sabe-se lá vindas de onde. E valores que se exaltam. A solidariedade, a justiça, a fraternidade, o amor pelas causas, a lealdade a uma pátria que é nossa, que nos pertence e onde pertencemos, a liberdade. Ouvir isto arrepia-me, enche-me o peito de afectos e embarga-me a voz. Com o nó na garganta dos que sabem o que é lutar e vencer mas também perder quem já lutou e venceu muito antes de nós. Com a saudade e o respeito por esses que nos ensinaram a não vergar, a não capitular nunca, a con...

Pra já, pra já

posso apenas adiantar que teve a ver com isto, o post de baixo... Cidade anfitriã da Ovibeja apresenta nova imagem gráfica no certame Um espaço com 200 m2 apetrechado para transmitir uma mensagem positiva, de confiança no desenvolvimento económico, industrial, comercial e social do concelho. Beja cidade de afectos, cidade de carinhos, uma urbe onde a qualidade de vida é evidente, um espaço onde se pode usufruir de um quotidiano com tempo para a família, para os amigos, para o lazer. Mas daqui por pouco tempo dir-vos-ei o melhor melhor melhor. :-)

Estão a ver

aqueles dias que começam assim sem grandes perspectivas, tipo neura total, segunda feira, do you know what I mean? e inesperadamente se transformam numa mão cheia de horas bem passadas, e produtivas, com pessoas que nem de longe esperávamos ver nesse dia, hora, local? Hoje foi um deles. Grandes projectos vão nascer por aqui , na sequência do dia de hoje. Quem é que disse que nesta cidade nunca acontece nada?

A maquineta de

2 megajásabemoquê, também captou este solitário sobreiro.
Há uma espécie de penumbra nas memórias que não queremos recordar. Elas insistem por vezes, muitas vezes, vezes demais, em tomar-nos de assalto quando menos as esperamos no despertar preguiçoso de um dia que se anuncia radioso, enquanto a espuma do duche desce pela curva suave de uma anca até ao tornozelo, no espelho escuro do café que mexemos distraidamente com a colher. Meia de acúcar, nem um miligrama a mais. Aproximam-se subreptícias, disfarçadas em pensamentos camuflados, deslocando-se em movimentos estratégicos e eis-nos a cair na emboscada ao virar de uma qualquer esquina da manhã. Mal damos conta e estamos mergulhados até ao pescoço em vozes de outros tempos, um rosto acabado de barbear, a fragrância que nunca mais quisemos cheirar, a tepidez macia dos lençóis numa manhã de Verão. Tudo envolvido numa névoa que não temos a certeza se é confortável, se queremos dispersar de vez com um sopro. Tantas vezes, vezes demais, muitas vezes, as imagens que parece que foram ontem a aparece...

Descobri que

o telemóvel XPTO, com a câmara de 5 megacoisos, não tira fotos quando tem a bateria fraca. Parvo. Ainda assim, sacando do de reseva, embora com apenas 2 megaisso, foi na mesma possível registar o pedaço de campo alentejano por onde andei hoje. Foto: Mar "Farpado mas não tapado"

Dizia eu

há pouco à Emiéle que, graças ao Youtube, uma enormidade de pequenas maravilhas passou a estar ao dipôr de cada um de nós, comuns mortais, ao alcance de um clique. Filmes e músicas que, de outra forma, apenas fariam parte de remotos arquivos das estações de televisão ou rádio, empoeirados numa obscura prateleira. E é isto, entre algumas outras coisas, que me fascina neste admirável mundo da internet - a democratização do acesso à informação. Se dúvidas houvesse, veio logo a seguir a moi chéri lembrar-me isto: E num passe de magia eis-nos de novo crianças, de chupa-chupa cor-de-rosa e tranças, seguindo pela estrada de tijolos amarelos porque a wicked wich is dead! Vivó Yotube!

O dia de ontem

na pacata cidade de interior onde habito, a mesma que se regista "sem aumentos da criminalidade nos últimos tempos"* foi profícuo em assaltos por intrusão em serviços e edifícios de organismos públicos, presumivelmente praticados pelo mesmo indivíduo alto, magro, cerca de 20 anos, vestido de casaco preto , com o furto de N carteiras do interior de cacifos e das malas deixadas nos locais onde se costuma guardar essas cenas quanto estamos no local de trabalho. Claro que deixar as chaves do lado de fora da porta dos gabinetes onde se guardam as ditas malas seja acto capaz de ajudar um bocadinho, cousa pouca pffff , quem se dedica a essa árdua tarefa, não? Pois. * segundo declarações das forças de segurança... Adenda dedicada ao assaltante: via este blog

O Alerta Laranja

tem destas coisas... Fotos: Mar* * de regresso a casa ao final do dia de trabalho, com ventos fortes e algumas gotas (poucas) de chuva. Parando o carro em tudo quanto foi lugar mais recatado para conseguir tirar as fotos, sob o olhar atónito de todos os outros condutores...
Ficamos reféns do tempo, o tempo que nos tolhe. Somos passageiros dos dias que nunca voltam atrás e andamos para a frente, sempre em frente. Seguimos pela estrada onde cabe a nossa vida, na mesma direcção dos ponteiros do relógio e, se paramos nem por isso o recuperamos. Ao tempo, que nos consome. Damos corda aos sapatos para não perder a viagem e vamos acumulando bagagem. Caixas cheias de afectos, envelopes pequenos para as mágoas, malas atulhadas de risos e as lágrimas em bolsas herméticas de plástico. Perdemos coisas pelo caminho, algumas que encontramos depois, quando já não havia esperança de algum dia as recuperar. E descobrimos outras, ao virar da esquina de mais um dia que antecipávamos igual aos demais. É nessas alturas, nessas apenas e em mais nenhumas que, enfim, ele pára. O Tempo.

Graças à

Emiéle * este é o meu primeiro post oficial de Abril. * a Emiéle foi a única pessoa que reagiu, e com graça, à minha provocação feita há algum tempo atrás, relativamente ao facto de haver quem poste vídeos do Youtube em substituição da escrita que não apetece ou não há tempo de construir ou o que seja. É evidente que também há quem os poste (e eu própria incluida) porque há vídeos do Youtube que são, em si, uma mensagem inteira. É o caso deste. Obrigada Emiéle.

Matrecos

e nenúfares e explorações e mais descobertas e belas caminhadas Fotos: Mar (perguntem lá quantos pixels tem o telelé, vá.) De tudo isto se faz uma tarde bem passada.

Tenho um telelé

que só lhe falta falari!  

As imagens

da ana, aqui em baixo, serviram-me de muleta da inspiração, nos últimos posts. Mas tenho que me deixar disto. Primeiro, porque não é justo andar sistematicamente a "roubar" um trabalho que pode e deve ser visto lá, no blogue que o produz , onde pertence de verdade. Apesar de poder, e também dever, divulgá-lo mas isso é o que já aconteceu. Depois, porque não posso ter desculpas que me impeçam de criar, também eu, alguma coisa de jeito. Neste caso, escrita. Mas a verdade é que nem sempre é fácil. Seja porque não há por aí "musos" aos pontapés, seja porque os caminhos que é preciso trilhar para chegar a este exercício da palavra, nem sempre são isentos de escolhos. É fácil acomodarmo-nos, nisto como em tudo o resto que exija algum esforço. Mental ou físico, o que seja. Tão mais fácil o sofá ali mesmo à mão, anda, senta-te aqui só um bocadinho e, já agora, olha, traz uns amendoins e liga a TV, se calhar tá a dar alguma coisa fixe na FOX , o cabrão do sofá a tentar-nos d...