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A mostrar mensagens de junho, 2007

A caminho

disto. Com os putos às costas. Amanhã, na Costa Alentejana. Todo o dia, para apanhar o pôr de sol em Odeceixe.

Sabia

que iria ser assim. O momento, temido, afigura-se ao mesmo tempo como inevitável. Tinha traçado esse caminho, consciente, aos poucos, segura de que não haveria outra saída. O destino somos nós que o fazemos, ninguém é responsável pelo que nos acontece. Sabia que não havia volta a dar. Nem o quereria, aliás. Não seria justo. Para si nem, sobretudo, para os outros envolvidos. Uma especie de nostalgia tolhia-lhe o olhar. Imagens desirmanadas em repeat mode . Momentos bons, outros nem tanto. Muito mais dos primeiros, sem dúvida. Cai o pano. Substituem-se os cartazes na entrada. Uma outra peça irá ser encenada.

Bem vindos!

e depois os putos gostam destas coisas... e as mães dos putos depois gostam de ver os putos assim...felizes. ;-) Fotos: Mar Uma mostra do que a estrutura militar consegue fazer de melhor: organização. Bonito de se ver. Força Aérea Portuguesa - 55º aniversário.

Reflexos de Mar

A ouvir estes senhores.
daqui Só o piar de uma gaivota distraída, ao longe. A areia, ainda morna, embala memórias do sol. O mundo parece estar em silêncio, nesta praia distante de tudo. Até o mar recua devagar, delicado, parecendo não querer perturbar a calmaria que se instala a anteceder a noite. Não há guerra nem crime nem gente má e ordinária. Não há TV e tudo fica mais limpo. É nestes dias que a vida parece mais verdade. A nossa vida, tão cheia de sorte quando comparada com a de outros, que sofrem. O Verão que assentou arraiais, a certeza de uma nova estação que chega sempre a seguir à anterior. O sal na pele e em goticulas microscópicas na ponta das pestanas. Um prato de amêijoas ao natural. Vida plena. É disso que falamos.

Ahahahahahahahah

Há certas imagens que se tornam hilariantes, de tão bem que demonstram a realidade que alguns querem inverter, taditos.

Circles

Round and round. Braçadas na piscina, pensamentos soltos, voltas da vida. Trabalho, férias, labuta de novo. Nascer e crescer e envelhecer e tornar a nascer. Entretanto, ir vivendo na boa. À roda.

Quase

sentimos algo assim com uma espécie de pudor, por vir a escrever qualquer trivialidade, a seguir a um post como o anterior. Como se estivéssemos, de alguma forma, a "trair" uma Causa tamanha que oblitera todo o comezinho quotidiano que possamos para aqui trazer. Como se a nossa obrigação e a de toda a sociedade, face ao drama que vivem estes pais e estas crianças, fosse a de deixar de fazer tudo o resto, até que os criminosos fossem errradicados da face da Terra. É assim que me tenho sentido, de cada vez que abro o Blogger, nestes últimos dias. Infelizmente, não pode ser assim. Temos que continuar, seguir em frente, sempre. O que não significa que, nos nossos corações, estes rostos sejam apagados. Não. E continuaremos a dar o nosso contributo, a nossa pequena dádiva, para que se acabe com o flagelo, para que os criminosos se amedrontem, para que a justiça exista de facto e deixe de ser, apenas, um conjunto de bonitas palavras impressas em papel.

RUI PEDRO

Encontrem-no! E porque alguém tem que dar passos nesse sentido, peço encarecidamente aos seguintes espaços que publiquem um post com a foto acima e o nome do Rui Pedro e tentem convencer outros tantos (ou menos, ou mais) a fazerem o mesmo. Vamos mostrar ao país que a blogosfera reúne pessoas de bem e capazes de encontrarem no seu tempo a motivação necessária para lutar pelas causas mais prementes destes dias que partilhamos em comum. Vamos dar um sinal de esperança às vítimas e um sinal de alerta aos seus algozes. E nem poderia ser de outra forma. Responder a este apelo. Fazer um pequeno esforço que, em conjunto com outros, se possa vir a traduzir num grande passo. Para acabar com esta tragédia que, com cada vez mais frequência, nos cai em cima. Restam-me muito poucos blogues "amigos", depois das escolhas do Shark. Mas, para uma causa como esta julgo que, mesmo de entre aqueles com quem não tenho grande intimidade, ninguém me levará a mal a escolha. Posto isto, peço-vos então...

Costumo pouco

(ou nada) escrever sobre trabalho. E não é porque faltem histórias para contar. Mas este post da Emiéle despertou-me a vontade de falar aqui sobre uma realidade que conheço bem: a comunidade cigana. Não serei diferente de toda a gente. E, como tal, tenho a minha quota parte de xenofobia, de "nós" e "eles" e a consequente catalogação em melhores e piores. Mais e menos, maioria e minoria, logo, bons e maus. Os ciganos fazem parte da minha vivência desde miúda pequena, desde que, não tendo como contornar caminho na ida para a escola era obrigada a passar por grupos acampados e fazer o resto do percurso seguida por miúdos da minha idade e mais novos que me faziam perguntas e pediam coisas e provocavam um frio na barriga. Nunca me fizeram mal. Creio até que, com o passar do tempo, me habituei a contar com a sua presença e sentir-me segura porque, ao menos, naquele pedaço de caminho havia gente. Quis o destino ou lá o que seja, que, a dada altura do meu percurso profissi...

Retalhos de Ternura para Memória Futura

"Mãe, quando eu te abraço assim, sinto o amor todo cá dentro". sic: Raquel, 9 anos Klimt, Gustav

Peliiseeeee!

De link em link, acabo a dar uma volta pelos so called blogues intelectuais ou lá o quê. Dasculpem-me lá, pázinhos...mas não há pachorra para tanto post de quadros famosos, excertos de poesia, mais quadros, mais excertos, mais citações, mais quadros, mais histórias de pintore/as, mais citações... dasse! Folheei dois ou três e foi quase como se tivesse saído de três anos consecutivos de estudo académico intensivo...Não têm mais sobre o que escrever, assim coisas reais sei lá, o sol, a neura, as quecas, o cheiro a chulé, maresia, desodorisante, whatever , coisas dessas que satisfaçam a costela voyer que ainda nos mantém ligados a esta charenga virtual. Não? (era uma pergunta) Fónix, vidinha insípida a vossa...

Como

foi pedido por um comentador e isto está a precisar de uma animaçãozinha.. ...sempre às ordens! ;-))

Começo, aos poucos,

aqui a ressacar, com falta do cheiro a maresia.

O avanço

tecnológico é uma coisa assombrosa e, quiçá, um pouco assustadora... Acabo de ler, calmamente sentada no meu sofá, enquanto espero que as batatas se fritem, (qualquer dia tenho que contar aqui a experiência negativa que tenho com batatas...hum...a fritar...), sem gastar um tusto (ok, vá, pago um balúrdio mensal de prestação de internet banda larga mas não é esse o ponto do post, portanto, adiante), um artigo inteirinho da Revista Única, parte integrante do jornal Expresso. Tá bem, a edição é de 21 de abril de 2007 mas isso sou eu que sou um bocado naba e ainda não me dei ao trabalho de pesquisar bem a cena. O que interessa para o caso é que eu quero aqui dizer que gosto mesmo muito do conforto do lar e até sou comodista q.b. para me levantar ao Domingo e preferir ligar o portátil ao invés de me vestir, sair para a rua com 40º, pegar no carro/frigideira, desatinar com os condutores de Domingo até conseguir estacionar e ir ao quiosque mais próximo. Mas esta oferta toda não irá ditar, ...

Hum...

... a última coisa que publiquei foi há quatro dias atrás?... Tsc, tsc, não se admite, blogger de meia tijela nem sabe segurar as audiências e assim, com uns posts giros, umas fotos, umas estatísticas, uns linques...gaja desleixada, desregrada, desnaturada, é o que é.

Amanhece*

* aí por volta do meio-dia... um Sábado incrívelmente azul, quente como os mais marcantes dias do Verão passado, a apelar a esplanadas e cheiros de sardinha assada à beira-mar. Decido que é uma boa idéia apanhar ar, beber um café e dar uma volta pelas lojas até à hora do fecho. Depois de andar em círculos, sem conseguir arranjar lugar para estacionar e de encontrar todo o tipo de obstáculos consumidores do pouco tempo que resta até à uma hora da tarde, tais como TODOS os vermelhos a cairem à minha chegada mas quem raio é que programa o c&%$!?&"!! dos semáforos nesta cidade? , ou um enorme camião de mudanças a tentar estacionar entre dois carros (dasse...), estou já naquela fase em que todos os palavrões do léxico peixeiro mais completo se ouvem por entre a musica em altos berros quando, o que me vale é o ar condicionado que permite as janelas fechadas , enfim, me aparece um lugar perfeito, central, a pouco metros dos sítios em que quero entrar. Estaciono, apanho tudo o que...

A primeira

reacção é logo dizer, não passo. Não é segredo nenhum e faz parte do meu méme, que se para alguma coisa serve é para ser invocado quando a malta sabe que está prestes a levar no toutiço, que ser do contra compensa. É mesmo assim que a coisa funciona e nada a fazer. Mas depois a segunda, a reacção, é atentar bem no que dizem de nós e ficar assim toda enlevada, a modos que meia ruborizada, por haver quem nos considere uma gaja com tomates. Eu, confesso que gosto de saber que sabem que não deixo nada a desejar a um qualquer mancebo com os ditos no sítio certo. Ainda que os meus sejam virtuais, umas coisas assim imaginárias de forma arredondada e que, convenhamos, devem ser muito mais confortáveis que os efectivos, digo eu. E é por isto que o mau-feito do contra militante não consegue imperar, nestes casos. Pelo facto de ter que sublinhar a simpatia e a atenção de quem nos destaca da multidão . E que nos merece o retorno condigno do seu gesto. Um beijo, ó parceiro. Mas passar, não passo!...