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A mostrar mensagens de março, 2007

Gosto

de aproveitar os Sábados de manhã. Reformulando: quando não me dá para a ronha e levantar depois da uma da tarde só porque posso e quero, levanto-me cedo aos sábados, só porque também posso. As manhãs de Sábado fazem-nos sentir parte desta cidade, duma forma completamente diferente da que sentimos nos restantes dias da semana. Há uma azáfama saudável no ar, um movimento de pessoas que saem de casa porque querem, sente-se a serenidade de quem disfruta de um dia de descanso mas que escolhe passá-lo a tomar um café numa esplanada enquanto lê o expresso (pois) ou a deambular pelas lojas porque é esse o seu desporto preferido (pois...). Sabe-me bem passear devagar pela "baixa", encontrar as mesmas pessoas que encontro a correr nos outros dias, dar dois dedos de conversa (fico muito mais simpática aos Sábados de manhã), gastar tempo a conversar com uma menina de três anos que me expilica que aquilo que tem na mão é uma fumiga . Aos Sábados de manhã esfuma-se o sentimento de culpa ...

Nesta

enorme parede de vidro, como se de um aquário gigante se tratasse, servimos de distracção aos passantes. Olha ali aquele tão giro às cores! fixe..e a outra com aquelas abas enormes que parecem um lençol a querer proteger as crias, que querida! e aquele, e aquele, olha só, escondidinho lá no canto, por detrás do rochedo? Deve ser tímido. Já estoutra olha-me bem, quase que faz um strip à nossa frente... E assim por diante, um dia atrás do outro, para quem queira perder um nadica de tempo e esborrachar o nariz contra o vidro a observar a fauna local. Pode haver dias em que a malta se esconde, desaparece nos confins do recinto, lá ao fundo, onde o terreno é mais lodoso e ali fica a descansar, longe dos olhares e ruídos do exterior. Porque lhe apetece, porque não está para dar show , porque sim. Noutros é uma dança pegada, cores e brilhos e guelras e rabos a adejar e as algas a balançar, uma rebaldaria de alegria e o pessoal lá fora a bater palmas. São manifestações variáveis, relacionadas ...

APADEDICA*, não era?

Saí do serviço sem me recordar que, umas três horas antes, excepcionalmente hoje, tinha trazido o carro para as proximidades do mesmo, o que me levou a ter que voltar para trás a meio caminho já percorrido até ao parque onde habitualmente o deixo. Entrei no carro com a preocupação de procurar o telemóvel que lá tinha deixado esquecido (as tais três horas antes), sentei-me, fechei a porta, encontrei o telemóvel e, quando me preparava para dar à chave que o meu subconsciente me dizia ter colocado na ignição...népia. Abri a porta para tornar a descer do carro e verificar se, por um acaso, teria atirado a chave para o assento (5 segundos antes, atenção) ou se a dita teria, porventura, caído algures entre o fora e o dentro da viatura. Foi quando me debrucei para procurar entre os dois assentos da frente (já praguejando, note-se) que dei com a chave, calmamente encaixada na ranhura de prender o cinto de segurança**... * APA DE DICA - Associação Para a Defesa ( gentil correcção feita pela Noi...

Aliás, gosto tanto

tanto, tanto, que até me apetece atribuir formalmente ao gajo (blogue) esse estatuto... Uns pós de unha de morcego, umas gotinhas de xixi de rã, um pouco de cinza de uma fogueira feita numa encruzilhada à meia-noite et voilá ...novo template! ;-)

Gosto cada vez mais

de ter um blogue-fantasma.

A insustentável

figura ridícula leveza de alguém carregando a sua própria urina na mão. Não me ocorreria tal títalo para um post, não fosse o caso de o mesmo ser verídico e me ter acontecido a mim! E nem é muito difícil que se repita ou que venha a acontecer a outra pessoa qualquer. Basta juntar um boa dose de distracção do/a envolvido/a às indicações dadas à pressa por uma funcionária a braços com mais dez utentes (e nem sequer é do SNS - Serviço Nacional de Saúde - que falamos, atente-se! mas sim de uma clínica privada, olarecas) e mais uns pózinhos de nomes de Institutos de Análises Clínicas parecidos uns com os outros para, tcharam , obter este resultado final: A figura ridícula leveza de alguém que, com o malfadado boião de urina na mão (dentro da respectiva embalagem de cartão, é certo, mas nem por isso menos confrangedor...), entra num laboratório da cidade a abarrotar de gente cuja única distracção durante a interminável espera pela sua vez é esmiuçar pormenorizadamente toda a actividade que...

Ainda a propósito

da perspectiva de vida dos voluntários, quando estão em missões em zonas de extrema pobreza ou conflitos graves: "Não há aqui que medir forças com o tempo, um ano não importa e dez anos não são nada. A paciência é tudo " Rilke, Rainier Maria

A braços

com o bricolage caseiro, transformando móveis e pintando sonhos em cores-choque. Um verde-alface na colcha vai ficar ali a matar... Deu para perceber? (sendo que esta é também uma última oportunidade de observação destas varandas.)

Por mais que

as notícias nos informem * Sudão, à espera de água e as imagens nos assaltem * conflito no Iraque nos agridam * depois do Tsunami ou as parangonas nos relatem * nada disso se compara a ouvir uma jovem enfermeira, voluntária da AMI , contar-nos que, acabo de chegar. Dormi um bocado e preparei esta apresentação como pude. Estou aqui há menos de 24 horas. Se pudesse, voltava para lá agora mesmo. A propósito da sua experiência pessoal de participação numa missão em África, no arquipélago dos Bijagós. Acabada de regressar - como nos dizia - de mais uma estadia, esta com a duração de uma semana, para avaliação do andamento do projecto. Nada substitui a entoação com que nos mostrou as imagens de um posto médico construído na beira da estrada pelos habitantes locais, com a orientação e os donativos em materiais levados pela AMI. O brilho no olhar ao apresentar-nos as fotos da "matrona" (parteira), formada por esses mesmos voluntários, para garantir que, após o seu regresso, os cu...

Os preparativos

foram demorados, feitos com aquele cuidado que se coloca apenas quando tratamos de coisas especiais, de importância determinante. Com paciência, tudo a seu tempo, estudámos pormenores e desejos, conciliámos gostos e feitios, agendas e vidas, para que nada, nesse dia, corresse o risco de falhar. Antecipámos cada minuto, com aquele gosto com que se saboreia uma memória que ainda não temos mas que já prevemos doce e indelével. E falámos, falámos muito, entretanto. Conversas fora de horas, por tudo e por nada, achas melhor convidar também o X? E a Y, com quem é que a vamos acomodar? Olha lá, agora de repente falhou-nos o Z! ficamos com quartos a mais. Se calhar não, porque ainda nos falta a confirmação dos Ms. , pelo dia fora e pela noite dentro, por nada e por tudo. Talvez tenha sido logo desde aí, dessa parceria perfeita, que a cumplicidade se instalou de pedra e cal. Ou se calhar até foi antes, quando apenas podíamos prever a simpatia mútua e ainda não conhecíamos o impacto de um primei...

É em

dias como o de hoje, que eu canto odes ao gratificante papel de mãe*... * sorriso amarelo (valham-me as pipocas e a cola...)

Post colorido

para quem hoje me dizia que eu até deveria ser das pessoas a quem menos faltará temas para posts... Obrigada, dedico-te a lucidez da Sophia . ;-) Porque Porque os outros se mascaram mas tu não Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão Porque os outros têm medo mas tu não Porque os outros são os túmulos caiados Onde germina calada a podridão. Porque os outros se calam mas tu não. Porque os outros se compram e se vendem E os seus gestos dão sempre dividendo. Porque os outros são hábeis mas tu não. Porque os outros vão à sombra dos abrigos E tu vais de mãos dadas com os perigos. Porque os outros calculam mas tu não. Sophia de Mello Breyner Andresen Por isto tudo e muito mais. Gosto de ti.

Mas o que

aqui esta coisa de ter um blogue só nosso tem de fixe, mas mesmo muito fixe, é que podemos mudar de idéias a qualquer momento e não há ninguém para chatear a dizer que não cumprimos os prazos de entrega na editora ou a corrigir um parágrafo inteiro ou a inventar capítulos por nós, ou seja o que fôr. Um blogue é mais uma casa. Nossa. E com as caixas de comentários vazias ainda mais.

Quando*

nos parece que pouco mais haverá a acrescentar, que nada do que se invente será novo, que o que queremos dizer já foi dito e melhor, que tudo o que se faça será "encher chouriços" e pô-los ao fumeiro, que nos resta? Publicar fotos ou fechar o blog para balanço. Vou pensar no assunto. Talvez tenha que dormir um pouco sobre o mesmo. Talvez até tenha que sonhar. * (versão actualizada, que eu não sei fazer aquela treta do bolha de água ou lá o que é a cena...) Ou talvez não...

Um dia

e mais um dia e outro dia. Dias a fio, atrás de dias sem fim, numa corrida de obtáculos com passagem de testemunho. De uns para os outros que se seguem. Os dias. Às vezes fica a meio, a passagem, encalhada numa pedra alta ou no ramo curvado de uma árvore do caminho. Obriga-nos a retroceder, fazer meia volta para recolher o testemunho, amarrotado dos percalços que encontrou e tornar a pô-lo apresentável, antes de prosseguir até à meta. Perde-se tempo, gasta-se energia a acelerar, minutos preciosos que se traduzem em vantagem para o oponente concorrente. Nada que não se recupere em meia dúzia de passadas largas, com persistência e esforço. E lá fica ultrapassado mais um dia. Que nos vai conduzir ao outro que virá e mais o outro a seguir e depois outro e...

Pronto, ok

daqui é dia da Gaja . Mas eu gosto de ser apaparicada nos outros dias todos que sobram. E que me reconheçam o valor a cada minuto de cada um dos outros 364 dias do ano. E que me seja feita vénia sempre que eu a mereça. E que me ofereçam flores a toda a hora. E gosto que me gostem enquanto mulher, sempre, porque é o que sou, a cada sopro da minha existência. E que elogiem o valor das mulheres em todos os locais em que elas se encontrem, na fábrica, como no campo, como no lar, como no Parlamento. Todos os dias. Ao lado dos homens. Pois assim é que o mundo pula e avança . Pronto, é Dia Internacional da Gaja. OK.

"Au naturel"

São os Momentos de Dinis Cortes . Imagens captadas pelo seu olhar "clínico", em boa hora reunidas em livro, pelo Instituto Politécnico de Beja. Legendadas por um conjunto de pessoas convidadas, personalidades das diferentes áreas profissionais da nossa cidade. Uma mostra da biodiversidade desta região que (ainda) temos. Um alerta para a preservação, para a mudança de comportamentos, para a atenção aos pormenores. Uma elegia à beleza natural. Um festim para o olhar. aqui No verde suspenso, um corpo paira. Animal bicolor. Mamífero ou ave? Insecto Asas de teia fina Pousa num ramo. Erva ou flor? Um tronco verde uma verde linha A libelinha! por Cristina Taquelim , mediadora de leitura

Sou uma artista

...portuguesa concerteza. Viram como é fácil? É só copy and paste e...voilá. As formas femininas e as gotas e os pelinhos a escorrer e bla bla bla, isso fica para depois. :-) Ah! E de onde veio esta (link na foto) há muitas mais...é uma fonte interminável olarecas se é.

Estava aqui

a cogitar , palavras fixes as que eu uso para dar aquela pála de vez em quando. E nem preciso de ir ao Google! , no quanto gosto de ter um blog. Ainda me lembro bem dos tempos idos, já vai para mais de três anos, quando ainda não existia, sequer, o velho Espelho . Dos blogues que dia a dia ia descobrindo, aos poucos, da sensação de todo um mundo por explorar, dos primeiros blogues que construí, sózinha, à experiência. Do gozo que dava, aprender a mudar uma cor num template ou copiar de outro blogue qualquer o código para colocar imagens. Foram meses de aprendizagem, de leitura ávida do que de bom se produzia nesse tempo de pioneiros a desbravar mato. Não me lembro de blogues servirem nessa altura para tricas ou intrigas ou de assistir a figurinhas lastimáveis de uns que se quisessem fazer maiores que outros ou daqueles e aquelas que, no afã de demonstrar apoio por simpatias maiores com a escrita de uns ou as fotos de outras, se expusessem ao ridículo. Se calhar eu é que não estava aten...

Passarinhas, Passaronas e Passarocos

É por isto que eu gosto da Primavera! É o tempo do renascimento, de sairem da toca os animaizinhos que hibernaram durante os gélidos dias da estação das chuvas. Cheia de tempestades e incertezas, de negrume e muito medo de, a cada dia, o tempo piorar e a ventania mais os sismos e maremotos pudessem não deixar nem um tijolo de pé. Logo que começam as primeiras abertas e um raiozinho fininho de sol atravessa o centro de baixas pressões, eis que retornam, em todo o seu esplendor, os exemplares mais representativos da fauna e flora de cada região. É vê-los a esgaravatar furiosamente os montes de entulho com que se cobriram para escapar à intempérie. Tentando passar despercebidos, sobrevivendo através das camadas de gordura acumulada durante os fartos tempos dos Verões passados, silenciosos e rasteiros, conseguiram ultrapassar o pior do periodo invernoso. Agarrando oportunidades, atentos para saltar sobre o vizinho do lado e antecipar-se, sempre que um pequeno bago ou semente lhes caía nos ...

Fantásticos!

Quase não precisaria de mais palavras. Mas depois, quem não viu o espectáculo, não perceberia que este pedaço de vídeo, captado com um telemóvel de má qualidade, assumidamente amador, com uma péssima imagem, assinalou o momento único em que os artistas desceram do palco e vieram tocando, qual flautistas de Hamelin, trazendo todo o público atrás de si, até ao átrio de entrada do cine-teatro, depois de um espectáculo memorável. Rendidos. Acho que mesmo de má qualidade, o pequeno show que se apresenta, dá para perceber esse estado colectivo que ali se gerou. Ah! E não menos importante, hoje é um marco, a viragem, o dia em que, sem saber como, embora manhoso, coloquei um vídeo feito por mim no blogue!

És a minha poesia favorita

Descubro rimas e quadras no sorriso que me trazes da escola, no cheiro a óleo Johnson sempre que sais do banho, nas tuas gavetas onde guardo as camisolas interiores de algodão macio. Tens poesia nas palavras com que me descreves a forma de construir um marcador de livros em cartão reciclado ou que utilizas para me explicar com a maior seriedade porque é que eu devo comprar-te a Nintendo com o jogo dos cães. És um soneto em todas as vezes que passas os bracitos em torno do meu pescoço e me encostas essa face com cheiro a bolacha maria ao pescoço e me dizes que sou a melhor mãe do mundo. Vejo-te crescer, a cada dia que passa mais forte, ainda que a tua voz continue a soar a bébé, mais independente, a construir a tua própria estrada, que eu vou limpando de pedregulhos e ervas daninhas à medida que posso, sempre num afã aflito, para que não me escape nenhum buraco escuro onde te possas perder. E amo-te incondicionalmente enquanto te vigio o sono inocente e te beijo os cabelos e te aconcheg...

É por estas

teatro TANGOS E TRAGÉDIAS dia 01/03/2007 | 21.30 | 5€/3,5€ TANGOS E TRAGÉDIAS | Mandrake Produções Artisticas Com Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky Tangos e Tragédias é um clássico do Teatro Brasileiro que está em cena há mais de 20 anos. É um espectáculo de humor musical muitíssimo bom que já foi visto por mais de um milhão de pessoas. E por outras BLIND ZERO | Tournée Confidências 2007 dia 22/03/2007 | 21.30 | 5€ Co-Produção CMB / A Chave do Som – Management e Produção de Espectáculos, Lda. Espectáculo acústico que visita os grandes êxitos desta banda portuense abordando, também, algumas composições no novo álbum. Que eu adoro viver nesta cidade. (depois conto tudo)

Ética virtual

Gosto, por norma, de ser polida com as pessoas. Acho bonito. A boa educação é de graça e, mesmo quando do lado de lá não obtemos igual consideração, deixa-nos de bem connosco próprios. Para além de ser um excelente indicador de carácter. Ser capaz de falar educadamente, em tom sereno e com convicção de que a razão nos assiste, é quanto basta para distinguir as raízes de cada um, a existência ou ausência de "berço". Que não tem de ser de ouro. É por isso que, seja nos meus dias analógicos, seja nos passeios que dou por aqui, aprecio as pequenas demonstrações desta virtude. Nos outros como em mim. Assim, nunca deixaria sem resposta um comentário, ainda que desagradável (mandar à merda por metáforas que não impliquem necessariamente o uso da palavra, também é resposta) ou um email, se fosse caso de os receber. Como isso não acontece - devo ser a única pessoa de toda a blogosfera que não recebe comentários à sua escrita, aos seus dotes ou falta deles, ao estado do tempo e da naçã...