figura ridícula leveza de alguém carregando a sua própria urina na mão.
Não me ocorreria tal títalo para um post, não fosse o caso de o mesmo ser verídico e me ter acontecido a mim!
E nem é muito difícil que se repita ou que venha a acontecer a outra pessoa qualquer. Basta juntar um boa dose de distracção do/a envolvido/a às indicações dadas à pressa por uma funcionária a braços com mais dez utentes (e nem sequer é do SNS - Serviço Nacional de Saúde - que falamos, atente-se! mas sim de uma clínica privada, olarecas) e mais uns pózinhos de nomes de Institutos de Análises Clínicas parecidos uns com os outros para, tcharam, obter este resultado final:
A figura ridícula leveza de alguém que, com o malfadado boião de urina na mão (dentro da respectiva embalagem de cartão, é certo, mas nem por isso menos confrangedor...), entra num laboratório da cidade a abarrotar de gente cuja única distracção durante a interminável espera pela sua vez é esmiuçar pormenorizadamente toda a actividade que se desenrola no espaço em causa, incluindo entradas, saídas, idas à casa-de-banho e respectivas saídas, espirros, tosses, conversas sobre doenças, passagem de folhas de jornal/revista/exames médicos, um anúncio mais chamativo na TV, telefonemas e utentes atendidos pelas funcionárias, entre outros, que poderão ou não incluir o voo de uma mosca conforme o grau de tédio que se tenha já instalado e se dirige heroicamente ao balcão de atendimento situado na ponta oposta da sala de espera, tentando não dar nas vistas para que, chegada a sua vez, a funcionária lhe explique, naquele tom que se usa para falar com criancinhas de 3 anos ou pessoas com algum tipo de deficiência e em decibéis suficientemente adaptados por anos de treino para conseguirem atingir os ouvidos de quem se encontra na zona de entrada do edifício que, mas a senhora não vê que não é aqui mas sim no Laboratório do DR X? É que nós aqui não fazemos urinas!
Experiência fantástica! Só comparável à figura ridícula leveza de agradecer balbuciante a informação transmitida a toda a sala e efectuar todo o percurso inverso de boião (luminoso, incandescente, tipo néon, alvo de todos os olhares) na mão, tentando não correr.
Adenda: Não, não estou grávida.
Comentários
Boa posta, mais uma à Mar (versão descritiva).
(Continua a mandar cupões.)
Podes crer, só vendo a figurinha...;-))))
(E o frio que se pôs?)
Deixa lá que por aqui é igualmente mau, como levar o tal boião, não de urina mas de outra coisa mais confrangedora ainda e a funcionária a rir-se enquanto indica onde devo deixá-lo. Só à chapada!
E quando elas retiram todos os embrulhos e deixam o frasco (e respectivo conteúdo) à vista de toda a gente para escreverem lá aquelas letras de referência ou lá o que é? Glup...LOL!
(frio? eu cá nem acho, aqui a tempratura está amena...E os cupões, hein? Não me respondeste) :-PP
(Um desenho não direi, mas assim uma foto daquelas...)
ok então vá lá e o frio hein? raio da primavera e tal...(mas lá que era melhor explicares por email, lá isso) :-)))
Sou dah...eu sei, e depois?
Eu pensava que era para o concurso literário dos posts à Mar...;-)))))