as notícias nos informem

* Sudão, à espera de água
e as imagens nos assaltem
nos agridam

* depois do Tsunami
ou as parangonas nos relatem

*
nada disso se compara a ouvir uma jovem enfermeira, voluntária da AMI, contar-nos que, acabo de chegar. Dormi um bocado e preparei esta apresentação como pude. Estou aqui há menos de 24 horas. Se pudesse, voltava para lá agora mesmo. A propósito da sua experiência pessoal de participação numa missão em África, no arquipélago dos Bijagós. Acabada de regressar - como nos dizia - de mais uma estadia, esta com a duração de uma semana, para avaliação do andamento do projecto.
Nada substitui a entoação com que nos mostrou as imagens de um posto médico construído na beira da estrada pelos habitantes locais, com a orientação e os donativos em materiais levados pela AMI. O brilho no olhar ao apresentar-nos as fotos da "matrona" (parteira), formada por esses mesmos voluntários, para garantir que, após o seu regresso, os cuidades mínimos de assistência às mães continuam a ser praticados. O leve tremor na voz quando nos mostrou as suas fotos, rodeada pelas mesmas crianças que, segundo ela, fugiram de si em debandada, a chorar, na primeira vez em que ela entrou na sua aldeia. Com medo. Porque nunca tinham visto um branco...
Só ouvindo estas pessoas, por comparação, percebemos o quanto somos insignificantes a seu lado. Porque nada se compara à coragem, ao despojamento, à força de alguém que é capaz de abdicar de si, para dar aos outros. Sem ordenado, sem estradas de asfalto, sem água ou luz ou sequer um quarto individual onde dormir. Pessoas maiores que todos nós, os que confortavelmente assistimos aos telejornais.
A minha admiração para elas. Sem nomes, sem rostos. Médicos, enfermeiras, assistentes sociais, antropólogos, professores. Voluntários, em nome de um sonho, um apelo de querer um dia fazer algo num país que precisasse de mim.

* Sudão, à espera de água
nos agridam

* depois do Tsunami

*
nada disso se compara a ouvir uma jovem enfermeira, voluntária da AMI, contar-nos que, acabo de chegar. Dormi um bocado e preparei esta apresentação como pude. Estou aqui há menos de 24 horas. Se pudesse, voltava para lá agora mesmo. A propósito da sua experiência pessoal de participação numa missão em África, no arquipélago dos Bijagós. Acabada de regressar - como nos dizia - de mais uma estadia, esta com a duração de uma semana, para avaliação do andamento do projecto.
Nada substitui a entoação com que nos mostrou as imagens de um posto médico construído na beira da estrada pelos habitantes locais, com a orientação e os donativos em materiais levados pela AMI. O brilho no olhar ao apresentar-nos as fotos da "matrona" (parteira), formada por esses mesmos voluntários, para garantir que, após o seu regresso, os cuidades mínimos de assistência às mães continuam a ser praticados. O leve tremor na voz quando nos mostrou as suas fotos, rodeada pelas mesmas crianças que, segundo ela, fugiram de si em debandada, a chorar, na primeira vez em que ela entrou na sua aldeia. Com medo. Porque nunca tinham visto um branco...
Só ouvindo estas pessoas, por comparação, percebemos o quanto somos insignificantes a seu lado. Porque nada se compara à coragem, ao despojamento, à força de alguém que é capaz de abdicar de si, para dar aos outros. Sem ordenado, sem estradas de asfalto, sem água ou luz ou sequer um quarto individual onde dormir. Pessoas maiores que todos nós, os que confortavelmente assistimos aos telejornais.
A minha admiração para elas. Sem nomes, sem rostos. Médicos, enfermeiras, assistentes sociais, antropólogos, professores. Voluntários, em nome de um sonho, um apelo de querer um dia fazer algo num país que precisasse de mim.

Comentários
Elas fazem o mundo parecer um sítio melhor.
Tornam de facto o mundo melhor.
Folgo em saber-te próxima de realidades tão fascinantes como a que descreves no teu post.