a cogitar, palavras fixes as que eu uso para dar aquela pála de vez em quando. E nem preciso de ir ao Google!, no quanto gosto de ter um blog.
Ainda me lembro bem dos tempos idos, já vai para mais de três anos, quando ainda não existia, sequer, o velho Espelho. Dos blogues que dia a dia ia descobrindo, aos poucos, da sensação de todo um mundo por explorar, dos primeiros blogues que construí, sózinha, à experiência. Do gozo que dava, aprender a mudar uma cor num template ou copiar de outro blogue qualquer o código para colocar imagens.
Foram meses de aprendizagem, de leitura ávida do que de bom se produzia nesse tempo de pioneiros a desbravar mato. Não me lembro de blogues servirem nessa altura para tricas ou intrigas ou de assistir a figurinhas lastimáveis de uns que se quisessem fazer maiores que outros ou daqueles e aquelas que, no afã de demonstrar apoio por simpatias maiores com a escrita de uns ou as fotos de outras, se expusessem ao ridículo. Se calhar eu é que não estava atenta mas quer-me parecer que ninguém, naqueles tempos, se dava ao trabalho de ter um blogue para qualquer destes fins. Tirando, é claro, os malucos do costume mas esses é porque se esquecem sempre de cumprir a medicação. Enfim.
Quem criava um blogue fazia-o para os mais variados fins mas, sobretudo, por um factor: porque o podia fazer. Porque era um acto de liberdade individual. Ou até colectiva. E é isto que muita gente não consegue entender ou respeitar. A imensa importância de podermos decidir o que queremos ou não fazer, se nos apetece ou não escrever, a liberdade de querermos ou não interagir com outros.
Fizeram-se exercícios de escrita simplesmente fabulosos, por essa época. Há textos que fizeram história, verdadeiras preciosidades, produzidas pelo mais invisível do/as anónimo/as e que assim ainda permanece, até aos dias de hoje. Gostei muito de me associar a esta existência paralela. Guardo textos meus, dessa altura, impressos em papel para memória futura e, de cada vez que os encontro pelo meio das milhentas pastas em que guardo tudo, custa-me sempre a crer que fui eu quem os construiu.
Com o Espelho, abri as asas.
Está online, porque não costumo apagar a memória, boa ou má. Teve o seu tempo e terminou assim. É a minha infância na blogosfera.
Agora, adulta, olho para aqueles e aquelas que entraram há pouco tempo na infância e adolescência e que, como todos os adolescentes, se encontram em crise de identidade, existencial. E só me dá para rir. É que usam este meio que Deus, e mais o Blogger, e o Weblog e o Wordpress e outros tantos, lhes deu para comparar o tamanho das pilas ou fazer apostas de quem aguenta dar mais seguidas ou decidir sobre a sua (bi)sexualidade e fazer alarde disso ou se a amiga tem mamas maiores e namora com o gajo mais giro do Liceu, que ódio e a mim só me calha o tótó gordinho e caixadóculos!. Virgenzinhas cheias de complexos porque são gordas/magras/com/sem mamas/altas/baixas, com acne, sem namorado/a, and-so-on-and-so-on-and-so-on, armadas em mataharys de pacotilha. A dar aquela pála, como convém quando se é adolescente e se quer entrar nas festas dos crescidos.
É eternecedor vê-los crescer.
Só faço votos para que não partam muito a mobília, não vomitem para dentro dos vasos de plantas que por aqui fomos colocando, não peguem fogo aos cortinados quando se engasgarem a fumar os primeiros charros e tenham sempre cuidado quando derem umas quecas. Que isto pode ser muito giro crescer mas há que estar protegidos, lindos.
De resto, é aproveitar, bute curtir até cair. Disfrutar desta mansão cuja chave conseguiram sem qualquer esforço, tendo o cuidado de a preservar. Porque os outros moradores estão sempre a entrar e a sair. E é bonito respeitar o que é de todos.
Vá! meninos, agora é não fazer barulho e ir brincar aos pais e às mães que os grandes querem conversar - digam lá que eu não tenho pinta para ser uma uma mãezona daquelas?
Ainda me lembro bem dos tempos idos, já vai para mais de três anos, quando ainda não existia, sequer, o velho Espelho. Dos blogues que dia a dia ia descobrindo, aos poucos, da sensação de todo um mundo por explorar, dos primeiros blogues que construí, sózinha, à experiência. Do gozo que dava, aprender a mudar uma cor num template ou copiar de outro blogue qualquer o código para colocar imagens.
Foram meses de aprendizagem, de leitura ávida do que de bom se produzia nesse tempo de pioneiros a desbravar mato. Não me lembro de blogues servirem nessa altura para tricas ou intrigas ou de assistir a figurinhas lastimáveis de uns que se quisessem fazer maiores que outros ou daqueles e aquelas que, no afã de demonstrar apoio por simpatias maiores com a escrita de uns ou as fotos de outras, se expusessem ao ridículo. Se calhar eu é que não estava atenta mas quer-me parecer que ninguém, naqueles tempos, se dava ao trabalho de ter um blogue para qualquer destes fins. Tirando, é claro, os malucos do costume mas esses é porque se esquecem sempre de cumprir a medicação. Enfim.
Quem criava um blogue fazia-o para os mais variados fins mas, sobretudo, por um factor: porque o podia fazer. Porque era um acto de liberdade individual. Ou até colectiva. E é isto que muita gente não consegue entender ou respeitar. A imensa importância de podermos decidir o que queremos ou não fazer, se nos apetece ou não escrever, a liberdade de querermos ou não interagir com outros.
Fizeram-se exercícios de escrita simplesmente fabulosos, por essa época. Há textos que fizeram história, verdadeiras preciosidades, produzidas pelo mais invisível do/as anónimo/as e que assim ainda permanece, até aos dias de hoje. Gostei muito de me associar a esta existência paralela. Guardo textos meus, dessa altura, impressos em papel para memória futura e, de cada vez que os encontro pelo meio das milhentas pastas em que guardo tudo, custa-me sempre a crer que fui eu quem os construiu.
Com o Espelho, abri as asas.
Está online, porque não costumo apagar a memória, boa ou má. Teve o seu tempo e terminou assim. É a minha infância na blogosfera.
Agora, adulta, olho para aqueles e aquelas que entraram há pouco tempo na infância e adolescência e que, como todos os adolescentes, se encontram em crise de identidade, existencial. E só me dá para rir. É que usam este meio que Deus, e mais o Blogger, e o Weblog e o Wordpress e outros tantos, lhes deu para comparar o tamanho das pilas ou fazer apostas de quem aguenta dar mais seguidas ou decidir sobre a sua (bi)sexualidade e fazer alarde disso ou se a amiga tem mamas maiores e namora com o gajo mais giro do Liceu, que ódio e a mim só me calha o tótó gordinho e caixadóculos!. Virgenzinhas cheias de complexos porque são gordas/magras/com/sem mamas/altas/baixas, com acne, sem namorado/a, and-so-on-and-so-on-and-so-on, armadas em mataharys de pacotilha. A dar aquela pála, como convém quando se é adolescente e se quer entrar nas festas dos crescidos.
É eternecedor vê-los crescer.
Só faço votos para que não partam muito a mobília, não vomitem para dentro dos vasos de plantas que por aqui fomos colocando, não peguem fogo aos cortinados quando se engasgarem a fumar os primeiros charros e tenham sempre cuidado quando derem umas quecas. Que isto pode ser muito giro crescer mas há que estar protegidos, lindos.
De resto, é aproveitar, bute curtir até cair. Disfrutar desta mansão cuja chave conseguiram sem qualquer esforço, tendo o cuidado de a preservar. Porque os outros moradores estão sempre a entrar e a sair. E é bonito respeitar o que é de todos.
Vá! meninos, agora é não fazer barulho e ir brincar aos pais e às mães que os grandes querem conversar - digam lá que eu não tenho pinta para ser uma uma mãezona daquelas?
Comentários
Assim sendo, resta-me assumir que te comento. Pois é. Sou eu.
E não resisto a dizer-te que gostei deste post, mesmo sendo montes de suspeito. Porque sou mesmo eu, não sou um nick qualquer a fazer de conta.
E encontro aqui coisas que TU fazes e ainda por cima fazes bem.
Tenho mesmo que te comentar.
Desculpa. Mas eu (mesmo o próprio e apenas um, sem desdobramentos) sou assim...
Agora, não teres tentado comentar-me como 20 pessoas diferentes é que acho mal pá...eu até já pensei criar uns seis ou sete blogues só para me poder comentar a mim própria, vê lá. Mas depois achei que tinha mais piada assim, sermos "só nós dois é que sabemmos TU e EU e EU e TU". Lindo. Até acho que vou inventar uma letra de uma canção. ;-))))
Sou eu outra vez.
Mas mesmo EU. Nada de confusões.
Se me lembrar de algo ainda cá volto que parece que os cliques também estão a dar (a dar, e as asinhas a bater lá lá lá lá)
E claro que às vezes tem mesmo que ser, uma pessoa precisa de desabafar com alguém...
Mas olha, eu conheço-te de algum lado... Tu não és aquela fulana que comenta sozinha um blogue qualquer?
Palavra que se não és tu é alguém muito parecido no nick.
Mas olha que fartas-te de dar ao dedo pá, que aquilo mesmo só contigo a comentar aparece nas tabelas acima de uma data de blogues cheios de animação.
Ah, pois, animação... Tu até comentas a cantar...
Ah já sei, és o gajo que bateu o record de comentários numa caixa no Weblog.com.pt!
E todos com nicks de verdade a irem dar a blogues de verdade. Xi pá, quem dera a muitos terem 1/10 desses comentários todos ao longo de alguns meses de posts...
Mas cá vai : pst... não vale a pena, as criaturas vão continuar assim, para todo o sempre uns eternos adolescentes e tu está a dar-lhes demasiada importância. ;)
Quanto ás crianças não ligues muito, só brinco enquanto me der gozo e tu nem calculas o que me farto de rir quando faço estas parvoeiras. Não se trata de importância mas sim de provar quem é quem. E isso, em termos de crises de identidade é relevante, tens que concordar comigo...Pode ser que aprendam qualquer coisinha.
:-)