talvez valesse a pena. Apagar do calendário todos os dias que desperdiçámos, que desusámos, que nem sentimos passar, que nos ultrapassaram. E colocar, no seu lugar, a morna dolência da tarde, um copo de vinho branco gelado, alguns morangos. Um arrepio, o toque molhado de cabelos acabados de lavar, o doce aroma do pêssego, roupas brancas de linho.
Talvez valesse a pena esquecer que as estradas nem sempre desembocam num caminho, que tropeçámos tantas vezes nos engulhos, acreditar que as estrelas é que nos guiam, fechar os olhos e deixarmo-nos levar em suaves ondulações de azul. Até ao infinito (e mais além)*.
* Ok, ok, eu sei que assim estrago a lamechice lírica mas é que sempre fui fã do Buzz Lightyear.
Comentários
Nunca me contaste que também és fã do lutador galáctico...
Bom Fim de Semana
Obrigada Ludo, o mesmo te desejo.