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Quando eu tinha

15 anos e flutuava nas enormes e fofas nuvens do primeiro amor, não tinha meio de contactar o meu namorado, a não ser nos intervalos das aulas ou nas poucas saídas à alçada do poder paterno materno, sobretudo, que planeava com engenho e arte aos fins-de-semana.
Eram tempos de pudores vários e de muito pouca permissividade. Não era por isso que deixávamos de fazer quase tudo o que nos apetecia, dava era um bocado mais de trabalho arranjar forma de nos escapulirmos, em pleno Domingo, com a esfarrapada descupa de tenho que ir ali fazer um trabalho de grupo para amanhã...
Pela parte que me toca, fiz mesmo tudo a que tinha direito - tá bem, pronto, não foi aos quinze foram dois ou três anitos mais tarde - e não consta que tivesse ficado a faltar algum bocado, benza-me deus, em posteriores, hum..., apreciações.
Isto tudo para dizer que o meu filho de 15 anos, desde que me convenceu a activar-lhe no telemóvel - telemóvel (nos longínquos tempos dos meus 15 anos), que é isso, é algum automóvel telecomandado ou quê? - o diabo de uma coisa chamada moche, passa dez das 14 horas do dia em que está acordado, a falar com a namorada. Pelo sim, pelo não, já o obriguei a usar os phones...

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melhor na sombra. Em busca de um pouco de silêncio, volto a esta velha casa, tantos anos ponto de encontro de anónimos, sem amarras, sem nós.  É dificil escrever sobre o medo num local onde se reúnem filhos, irmãos, amigos com rosto, uns mais outros menos, quase nenhuns verdadeiros, quase todos voyers àvidos de vidas que não sejam a sua, sobretudo se houver sangue. Sao salas ruidosas e cheias de tudo, música em loop, filmes da vida real e muita ficção, conversas cruzadas de quem só pede um pouco de atenção, imagens de mundos ao alcance de poucos, quanto mais exótico melhor. São espaços abertos, imensos, demasiado amplos, sem horizonte à vista, cheios de gente aos encontrões, como migantes perdidos em busca de um chão. Andamos por ali, uns e outros, deambulando em scroll, todos conhecidos, todos atores de um teatro que não baixa nunca o pano. E sem espaço para parar, cansados, sem sermos ouvidos, percebemos que só precisamos de um pouco de silêncio. De abrir de novo a represa e...

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nova eu eu descobri na minha mais recente mudança de template e que escarrapachei ali pró lado é muito útil! Eu, que apesar da minha teimosia e de aprender html à conta de muito queimar pestanas, nunca fui capaz de arranjar uma cena daquelas dos feeds ou rss's ou lá o que é e que serviria para me dizer quais os meus blogue(r)s favoritos que tinham acabado de publicar e quando. Nunca fiz a menor idéia de onde ir buscar tal coisa, se tinha que instalar software se não, se apenas teria que que aceder a um site tipo sitemeter, copiar códigos, sei lá, nunca descobri. Nem me esforcei muito, confesso. Apenas maldizia a minha sorte de cada vez que fazia mais uma ronda pelos favoritos e os descobria iguais, paraditos. Aparece agora esta funcionlidade, toda lindinha, no blogger que, diga-se em abono da verdade, tem feito algum esforço de modernização para se equiparar às outras plataformas teoricamente mais sofisticadas. E é ver, os meus favoritos todos ali ao lado, actualizados ao minuto. ...