15 anos e flutuava nas enormes e fofas nuvens do primeiro amor, não tinha meio de contactar o meu namorado, a não ser nos intervalos das aulas ou nas poucas saídas à alçada do poder paterno materno, sobretudo, que planeava com engenho e arte aos fins-de-semana.
Eram tempos de pudores vários e de muito pouca permissividade. Não era por isso que deixávamos de fazerquase tudo o que nos apetecia, dava era um bocado mais de trabalho arranjar forma de nos escapulirmos, em pleno Domingo, com a esfarrapada descupa de tenho que ir ali fazer um trabalho de grupo para amanhã...
Eram tempos de pudores vários e de muito pouca permissividade. Não era por isso que deixávamos de fazer
Pela parte que me toca, fiz mesmo tudo a que tinha direito - tá bem, pronto, não foi aos quinze foram dois ou três anitos mais tarde - e não consta que tivesse ficado a faltar algum bocado, benza-me deus, em posteriores, hum..., apreciações.
Isto tudo para dizer que o meu filho de 15 anos, desde que me convenceu a activar-lhe no telemóvel - telemóvel (nos longínquos tempos dos meus 15 anos), que é isso, é algum automóvel telecomandado ou quê? - o diabo de uma coisa chamada moche, passa dez das 14 horas do dia em que está acordado, a falar com a namorada. Pelo sim, pelo não, já o obriguei a usar os phones...
Isto tudo para dizer que o meu filho de 15 anos, desde que me convenceu a activar-lhe no telemóvel - telemóvel (nos longínquos tempos dos meus 15 anos), que é isso, é algum automóvel telecomandado ou quê? - o diabo de uma coisa chamada moche, passa dez das 14 horas do dia em que está acordado, a falar com a namorada. Pelo sim, pelo não, já o obriguei a usar os phones...
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