escrevo um texto que me toca muito, que me expõe e emociona, que me sai da ponta de dedos que tremem, assim como que me consumo nele e deixo-me ficar por ali. Como se me esgotasse, ao dar de mim o melhor e precisasse retemperar forças, reunir-me os bocadinhos todos outra vez, recolher as partes que vos dei e voltar a ser inteira, para poder continuar.
Nunca me apetece muito escrever, a seguir a um texto desses. Como o de ali de baixo, o que fala da Festa e dos afectos. Se calhar é porque gosto de o saborear, de o ter ali à mão, de o deixar fazer parte de mim mais um bocado. Porque, se o deixar ir, sou capaz de me esquecer que ele existiu em tempos dentro de mim e passou depois a viver aqui, ao vosso dispôr.
Ou talvez porque sinto, se calhar, algum pudor em o empurrar para baixo, para o fundo do armário dos textos bonitos que escrevi um dia e ninguém hoje lê. Nem sequer eu.
Nunca me apetece muito escrever, a seguir a um texto desses. Como o de ali de baixo, o que fala da Festa e dos afectos. Se calhar é porque gosto de o saborear, de o ter ali à mão, de o deixar fazer parte de mim mais um bocado. Porque, se o deixar ir, sou capaz de me esquecer que ele existiu em tempos dentro de mim e passou depois a viver aqui, ao vosso dispôr.
Ou talvez porque sinto, se calhar, algum pudor em o empurrar para baixo, para o fundo do armário dos textos bonitos que escrevi um dia e ninguém hoje lê. Nem sequer eu.
Comentários
Será que alguma vez serei capaz de me expôr completamente através deles?
Eu imponho-me limites, também, como calculas.
Mas podes sempre ficcionar ou então publicar num blogue mesmo anónimo. :-)
Beijoca pra ti.