que eu não estou para isto.
A verdade é que tenho andado um nadinha arredada da blogosfera, quero dizer, assim numa base de regularidade. Vou espreitando os Eleitos ali do lado, não tanto quanto eles mereceriam que mesmo por merecerem é que ali os pespeguei e, por vezes, dou uma volta por outras paragens, apenas para constatar que está tudo na mesma.
Isto, mais o despistanço que trago inscrito nos genes e a fase zen-peace-and-love-e-tou-aqui-porque-gosto-e-escrevo-só-quando-e-o-que-me-apetecer-e-caguei-para-o-resto em que entrei há tempos atrás, tem levado a que me passem ao lado umas quantas pérolas as quais, após leitura mais atenta durante o fim-de-semana, que há tempo para tudo e mais alguma coisa, me suscitaram um risinho de ah!percebi-te! e vontade de entrar na dança. Com o meu nick de sempre - e sempre, significa há praí mais de uns 3 anos pra cá, que isto de inventar nicks como quem muda de cuecas, em blogues que até não são os nossos para mandar as nossas farpazinhas à vontade não é para todo/as.
Eu cá gosto de verniz. Confesso, pronto. Curto mais o transparente ou assim o branco pérola para o dia-a-dia, mas também um belo de um castanho muito escuro para aquelas ocasiões especiais em que queremos que aquele para quem apontámos baterias fique impressionado. Embora por vezes, descubramos que não basta querer...
Não gosto nada mesmo quando o cabrão do dito, o verniz, estala e fica assim aquela coisa às lascas, o branco por baixo, a aparecer numas unhas que se queriam mostrar perfeitas.
Mas ainda menos gosto daquele que se cola de tal forma que, quando chega a altura de mudar, sim, que isto não é eterno uma gaja usar sempre a mesma cor, a coisa tem que ser feita de acordo com as moods, a cor dos sapatos e do cabelo e por aí fora, não há acetona nem lixívia ou sequer aguarráz que dissolva o produto, para que sejamos capazes de ver a unha original, rosadinha ou podre, conforme o caso.
E vai daí, a malta anda ao engano.
Olha para aquele brilho todo, pensa que ali é só verdade e genuinidade e coisas assim bonitas e pimba, cai na rede. Que é como quem diz, adere à seita. De unhas de fora contra quem, poventura e hipoteticamente, lhe queira mal. À seita. Ou seja, a si próprio/a que já lá está também, uno com todos.
Mas o que me chateia ainda mais mais mais no meio desta salganhada toda, de vernizes e produtos dissolventes e algodão e tudo assim misturado, numa espécie de esgoto a céu aberto para onde vamos deitando as cascas, caroços, copos partidos, flores murchas e restos de papel higiénico e toalhitas Dodot com que tentámos limpar toda essa borrada, é haver quem se anuncie acima do mesmo. Do esgoto. Assim uma espécie de anjo/a pairador que nunca apanhou nenhum salpico, o iluminado, cheiroso, corajoso, frontal, que diz sempre o que pensa, amigo do seu amigo, defensor dos oprimidos, pobres vítimas das aranhas venenosas e lacraus que este mundo esconde debaixo de uma pedra. Que é como quem diz, por detrás dos textos que escrevem.
Essas vítimas de tão terríveis algozes, esses poços de pureza que chamam a atenção pelo halo de luz que os envolve, grangeiam, com o teor dos seus lamentos, a simpatia de quem os rodeia.
Mas esquecem-se que há quem conheça os dois lados da questão. E que sabe que, quando tristemente se revoltam contra "os maus" o que queriam mesmo dizer-lhes era, porque é que não me comeste a mim e preferiste a outra? ou em tempos achei que me servias porque parecias ter algum poder mas fizeste mal ao meu amigo e eu agora odeio-te, ou ainda, apesar de te ter dito que sim, compreendia, fiquei-te com raiva porque me descartaste e todos os que venhas a escolher depois serão alvos da minha vingança servida fria. e também eu é que sou o melhor e não te perdoo por não me teres deixado brilhar.
Quem sabe de tudo isto, lê-lhes os lamentos e apenas se consegue rir tristemente. Porque são merecedores de pena aqueles que não aceitam a sua sorte, que não recolhem ensinamentos do mal que tentam fazer a outros e depois lhes cai em cima inevitavelmente. São merecedores de pena os que não sabem conviver com a felicidade de outrém. E encontram como motivação de vida, observar essas outras vidas que não lhes pertencem. E quanto mais observam e invejam mais se roem em fel e vómitos que vão depositando por onde passam. Disfarçados de verniz. Com a carneirada toda lá colada.
Uns tristes. Deixem-se disso, pá, o que mais há por ai é gente a querer encontrar gente como vocês. Todos juntos alegremente, saltitando de nenúfar em nenúfar. Vão ver que sim.
Vá, agora podem ir começar já a telefonar uns aos outros.
Por aqui, a linha editorial zen, vai ser retomada já de seguida, para não voltar a ser interrompida em muito tempo, que não há pachorra para estes azedumes.
Vá, agora podem ir começar já a telefonar uns aos outros.
Por aqui, a linha editorial zen, vai ser retomada já de seguida, para não voltar a ser interrompida em muito tempo, que não há pachorra para estes azedumes.